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quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Igreja e a Ciência

A Igreja e a Ciência.
Eu, como muitos de minha geração, fui, como eles foram, bombardeado com as severas criticas feitas à Igreja como sendo um obstáculo histórico à ciência. Alguns, entre meus colegas capitularam e se fizeram inimigos levianos desta instituição bi-milenar. Outros na mesma linha de inconformismo e de calunias se fizeram maçons, protestantes, espiritas, ateus, materialistas históricos etc. e tal. Tal atitude de deserção tem gerado em mim curiosidade e alguma pesquisa.
Estudei Filosofia e Psicologia
e pude verificar, mesmo numa Universidade Católica como a PUC, ou numa escola de Teologia como o Studium onde também fui aluno , as acusações de que a Igreja cria “tabus” naquilo que diga respeito direto à sexualidade e aos costumes. A Igreja tornava-se assim, para mim e para meus colegas, a inimiga de uma juventude libertária e licenciosa.
Concluo hoje, que tudo era absolutamente falso. A moral cristã preservada na sua integridade pela Igreja é imbatível e nada foi proposto fora dela que a supere ou aperfeiçoe.Hoje, bem amadurecido, tenho estudado o assunto e verifico apenas um emaranhado de calunias levianas.
Quero demonstrar aqui, se o leitor permitir, que se não fossem alguns membros da hierarquia da Igreja, embora não seja esta a sua missão especifica, muito pouco saberíamos da sexualidade cientifica. Sem a Igreja e o Sacramento do Casamento, fundamento da família, teríamos nos distanciado ainda mais da moralidade sadia e da prudência nas relações em sociedade. Viveriamos um caos.
Sem considerar aqui, todo o movimento histórico do cristianismo na valorização da mulher, tirando, por assim dizer, a mulher de uma escravidão e de um estado de obnubilação social que a caracterizava na sociedade de dois mil anos atrás, principalmente na sociedade classica, venho em linhas gerais, comentar o papel biológico e sexual e alguns dos feitos científicos de membros da Igreja ( padres) em relação a estes fatos, sem me prolongar, nas conseqüências de sua influência, que o leitor inteligente saberá deduzir.
Todos já ouviram falar de Gabriel Fallope, o descobridor da Trompa de Fallope. Esse homem que trouxe avanços fantásticos para a Química e a Anatomia, principalmente para a compreensão do aparelho genital feminino e também para os fundamentos da bioquímica era um Cônego que viveu entre 1523 e 1562 e um dos primeiros cientistas que viram o óvulo feminino apesar desta descoberta, a descoberta do óvulo, ser atribuída a Renier de Graaf em 1671. Fallope também foi o professor de Fabricio D’Acquapendente o descobridor das válvulas das veias e de outros segredos da circulação sanguinia (1537-1619).
Até 1700 ninguém suspeitava do papel do esperma na reprodução . Foi com as pesquisas do Abade italiano Lazare Spallazani, que viveu entre 1729 e 1799, que a humanidade fica conhecendo o papel do esperma na reprodução. Por ele o mundo cientifico fica conhecendo a fisiologia do estômago, detalhes da fisiologia do sangue e de quebra alguns avanços na Física e Matemática.
E a Genética?.. esta ciência que ainda engatinha, quem a conhecia ate surgir a Lei de Mendel? Pois foi Johan Mendel, um monge agostiniano austríaco, o descobridor e sistematizador ( pela análise matemática) das leis genéticas em 1865. Vocês já pensaram no que isto significa, significou e significará em termos de ciência? O cientista paranaense, geneticista de renome internacional, Newton Freire-Maia, recentemente divulgou sua conversão ao catolicismo, possivelmente como resultado de suas pesquisas genéticas.Donde concluo que a sincera busca da verdade aproxima da doutrina católica, e não o inverso.
Lavoiser é considerado o pai da Química moderna. Não era padre mas, em seus trabalhos há inúmeras referências ao Abade Caille, astrônomo e matemático, seu contemporâneo e que foi seu professor. Protegido pela Igreja que era a sua Mecenas, Lavoiser foi guilhotinado pela Revolução Francesa. A Revolução Francesa, na época a maior inimiga ideológica da Igreja e sua maior caluniadora, matou Lavoiser porque era católico e fidalgo. Conta-se que “Thermidor” teria dito: “A Revolução não precisa de sábios”. E a Igreja “a retrograda”, tão acusada do atraso da humanidade, os protegia.
Só como curiosidade, não os apresentando como membros da hierarquia clerical católica, mas porque tiveram vida de pratica religiosa incomum, isto é, chamavam a atenção pela prática religiosa que professavam, vou lembrar aqui de Theodor Schuann e Pasteur, ambos católicos. Portanto ambos viveram e nortearam suas vidas e suas ciências pela “Rígida Doutrina”. O primeiro que viveu na Alemanha era católico num país protestante e foi o descobridor da contração dos músculos e também descobriu a musculatura estriada e a Bainha de Mielina que envolve os axionios e que ficou conhecida como Bainha de Schuann ...um grande avanço para a neuroanatomia. Theodor Schuann e Scheleiden foram os primeiros a proporem a teoria celular. Você percebe todo o alcance desta proposição?
Pasteur, cujo grande número de descobertas não cabe citar, notabilizou-se mundialmente pela descoberta da vacina contra a Raiva, a Hidrofobia, e era como Schuann católico dos mais praticantes, isto é vivia a moral católica, que no meu sincero entender jamais cerceou a liberdade ( pois é a defensora da Liberdade) dos cientistas ou da ciência.
Mas se o leitor esta sabendo entender e avaliar o papel destas descobertas no que diz respeito as ciências da vida e da sexualidade científica, também no campo das ciências sociais, no campo das relações humanas, dos costumes e da moralidade, e, afora os grandes moralistas católicos, vamos encontrar padres como iniciadores dos primeiros passos da Etenografia e da Etnologia, ciências chaves para a formulação da Sociologia. Como ciência a etenografia consiste no método científico da descrição dos costumes e a etenologia, consiste na ciência comparada dos costumes. Nestes campos científicos, encontramos como iniciadores da Etnografia os monges franciscanos Carpini e Ruysbroek e como iniciadores da Etnologia o jesuíta Francês J.F. Lafitau (1724) e o Frei Graebner e o Padre Schimidt ambos alemães. E o que seria das Sociologia sem esta base? E o que seria, me responda, da Moral sem a Teologia? Não viraria a Moral, uma Ética efêmera e relativista?
No alargamento, se assim podemos dizer, dos limites da ciência do Cosmos, da Matemática e da Astronomia, nunca poderemos esquecer o cônego Nicolau Copernico, que “demonstrando” ser o sol o centro do sistema solar amplia o conhecimento astronômico, e o Padre Lamaitre com a teoria da expansão do Universo.
Os anos passaram e hoje, quando João Paulo II, em inúmeros documentos insiste acertadamente na irresponsabilidade das uniões carnais para com a vida gerada, e insiste na ilicitude da anti -concepção, e denuncia entre os métodos dela, o uso da camisinha, não podemos deixar de lembrar, nesta oportunidade, que numa seqüência de descobertas químicas estará, na origem, o Padre norte-americano Niewland, professor de química da Notre Dame e descobridor da borracha sintética que, quero crer, jamais pensou em produzir camisinhas ou aplicar a borracha sintética na anti concepção. Dos avanços que esta descoberta propiciou, desde o fabrico de pneus com borracha sintética e a produção de instrumentos médicos, passando pela descoberta do nylon e seus derivados por Wallace, estas multiplas invenções transformaram as relações sociais, médicas e sexuais no planeta, muitas vezes confundindo tudo num espirito de arrogância e contestação , sorte todavia , serem balizadas na solida moral cristã que, ao sobreviver aos ataques constantes, continua sendo o norte de todos os valores desejáveis.

Wallace Requião de Mello e Silva
Psicólogo

Obras consultadas:
O homem descobre seu corpo, de André Senet.
Historia da Cultura, de Kaj Birket-Smith
Caçadores de Micróbios, de Paul Kruif
Nos domínios da ciência ,de Waldemar Kaempffert
La Era de La Quimica, de Williams Haynes



Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

Homem do Campo

Homem do Campo.

Meu filho de dezoito (hoje com 32) anos quer ser fazendeiro. Uma rara vontade nos dias de hoje. Brinco com ele dizendo que passarei nas Casas Pernambucanas e comprarei duas ou três fazendas. Fica uma fera.
Acontece que meu filho nasceu na cidade e não teve uma vida de campo como tivemos eu e meus irmãos. Ele simplesmente não sabe o que é uma fazenda, suas alegrias e seus suores, suas vantagens e desvantagens. É por isto que estranho tal vocação.
Parece que cada dia que passa menos pessoas querem viver a vida do campo. Migram anualmente aos milhares para as cidades. Por quê?
Sem aprofundar o tema e analisando apenas a minha história pessoal, os meus longos anos, atribuo algumas causas.
Os primeiros responsáveis pelo fenômeno migratório dos anos 50 para cá, foram os militares. Estes retiravam jovens do campo para servir o exercito nas cidades e lhes ofereciam sem o saber um ambiente que lhes convenciam a não voltarem para o lugar de origem.
Seguem-lhes os professores e o sistema de ensino nacional que divulgam uma ideologia, um conjunto de valores que vêem no homem urbano e no cidadão “universitário” uma meta e o espelho, quase um sinônimo do progresso individual e da melhoria financeira o que é falso.
Em terceiro lugar contribui para o fenômeno a economia destes últimos anos e o tipo de industrialização e serviços voltados para a necessidade de exportação, assim como a mecanização do campo e a monocultura como conseqüência de pacotes internacionais que expulsam o trabalhador rural. Resultado, migração.
Em quarto lugar a ganância dos latifúndios, os sistemas bancários e a injusta assistência dos governos fazem a vida das pequenas propriedades bastante árdua. Finalmente temos os meios de comunicação que, principalmente nas últimas duas décadas, vendem as cidades, sua “moral”, suas fantasias, seus confortos, sua multiplicidade profissional mostrando uma classe social idealizada e uma vida econômica irreal.
Por outro lado estes mesmos meios de comunicação se omitem diante da importância do campo, ou propositadamente ridicularizam o campesino destruindo-lhe os valores.
Mas é preciso lembrar, todos comem. E ninguém quer plantar, cuidar do gado e das criações, armazenar, irrigar a terra... Em fim cuidar da terra... que é muito mais do que preservá-la “intocada” como querem alguns ecologistas.
Todos vêem o problema que começa a avolumar-se, inchaço nas cidades, evasão do campo e diminuição da comida num fenômeno quase universal. Nós brasileiros não podemos deixar de ver que possuímos o melhor espaço hidro-agro-pecuário do mundo. Esta é a nossa verdadeira riqueza. Num futuro negro os homens não beberão gasolina, ou comerão dólares, ou rubros, ou ainda ienes, por melhor que seja a qualidade do papel moeda. Também não nos serão digéstos os computadores, os automóveis, os soros hospitalares ou as vitaminas sintéticas e os canhões e metralhadoras. Tudo indica que ainda necessitamos e necessitaremos por muito tempo de um bom prato de comida. Quem a tiver terá a mais necessária das riquezas. Um homem faminto e sedento larga o ouro, o vídeo game e até as perversas novelas da TV.
Desenvolver, redesenvolver no povo paranaense e brasileiro o amor ao campo, à dignidade de ser fazendeiro e campesino, criador da vida e da saúde, é uma prova de inteligência e de visão de futuro, é quase um salvar o Brasil e quiçá o mundo inteiro.


Wallace Requião de Mello.



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Homem do Campo

Homem do Campo.

Meu filho de dezoito (hoje com 32) anos quer ser fazendeiro. Uma rara vontade nos dias de hoje. Brinco com ele dizendo que passarei nas Casas Pernambucanas e comprarei duas ou três fazendas. Fica uma fera.
Acontece que meu filho nasceu na cidade e não teve uma vida de campo como tivemos eu e meus irmãos. Ele simplesmente não sabe o que é uma fazenda, suas alegrias e seus suores, suas vantagens e desvantagens. É por isto que estranho tal vocação.
Parece que cada dia que passa menos pessoas querem viver a vida do campo. Migram anualmente aos milhares para as cidades. Por quê?
Sem aprofundar o tema e analisando apenas a minha história pessoal, os meus longos anos, atribuo algumas causas.
Os primeiros responsáveis pelo fenômeno migratório dos anos 50 para cá, foram os militares. Estes retiravam jovens do campo para servir o exercito nas cidades e lhes ofereciam sem o saber um ambiente que lhes convenciam a não voltarem para o lugar de origem.
Seguem-lhes os professores e o sistema de ensino nacional que divulgam uma ideologia, um conjunto de valores que vêem no homem urbano e no cidadão “universitário” uma meta e o espelho, quase um sinônimo do progresso individual e da melhoria financeira o que é falso.
Em terceiro lugar contribui para o fenômeno a economia destes últimos anos e o tipo de industrialização e serviços voltados para a necessidade de exportação, assim como a mecanização do campo e a monocultura como conseqüência de pacotes internacionais que expulsam o trabalhador rural. Resultado, migração.
Em quarto lugar a ganância dos latifúndios, os sistemas bancários e a injusta assistência dos governos fazem a vida das pequenas propriedades bastante árdua. Finalmente temos os meios de comunicação que, principalmente nas últimas duas décadas, vendem as cidades, sua “moral”, suas fantasias, seus confortos, sua multiplicidade profissional mostrando uma classe social idealizada e uma vida econômica irreal.
Por outro lado estes mesmos meios de comunicação se omitem diante da importância do campo, ou propositadamente ridicularizam o campesino destruindo-lhe os valores.
Mas é preciso lembrar, todos comem. E ninguém quer plantar, cuidar do gado e das criações, armazenar, irrigar a terra... Em fim cuidar da terra... que é muito mais do que preservá-la “intocada” como querem alguns ecologistas.
Todos vêem o problema que começa a avolumar-se, inchaço nas cidades, evasão do campo e diminuição da comida num fenômeno quase universal. Nós brasileiros não podemos deixar de ver que possuímos o melhor espaço hidro-agro-pecuário do mundo. Esta é a nossa verdadeira riqueza. Num futuro negro os homens não beberão gasolina, ou comerão dólares, ou rubros, ou ainda ienes, por melhor que seja a qualidade do papel moeda. Também não nos serão digéstos os computadores, os automóveis, os soros hospitalares ou as vitaminas sintéticas e os canhões e metralhadoras. Tudo indica que ainda necessitamos e necessitaremos por muito tempo de um bom prato de comida. Quem a tiver terá a mais necessária das riquezas. Um homem faminto e sedento larga o ouro, o vídeo game e até as perversas novelas da TV.
Desenvolver, redesenvolver no povo paranaense e brasileiro o amor ao campo, à dignidade de ser fazendeiro e campesino, criador da vida e da saúde, é uma prova de inteligência e de visão de futuro, é quase um salvar o Brasil e quiçá o mundo inteiro.


Wallace Requião de Mello.



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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Relatório à Assembleia Legislativa 2009

Data: 02/02/2009 - Íntegra do discurso do governador na abertura dos trabalhos da Assembléia Legislativa - 02/02/2009 18:03:48
Requião diz que investimentos são saída contra crise

O desastre começou em Breton Woods.Tinham os EUA certeza absoluta de seu poder militar. Vencedores da guerra, convocaram a Conferência que estabeleceu o dólar como padrão de moeda em todo o mundo. Com uma única limitação: o dólar só seria emitido na medida em que houvesse contrapartida em ouro. Aí está o inicio da fantástica lenda do Forte Knox.Os EUA emitem seu papel-moeda através de uma associação de bancos privados conhecida como Federal Reserve, que passa a inundar o planeta com a nota pintada de verde, traduzida em moeda-padrão do universo. A correspondência em ouro foi quebrada inicialmente por Richard Nixon e por Ronald Reagan em decreto presidencial unilateral. Hoje, existe dólar no planeta sem correspondência com ouro, com a capacidade industrial instalada, com o produto interno bruto dos EUA. Existe dez vezes mais dólares circulando no mercado financeiro que o PIB de todos os países do mundo reunidos. As corporações industriais, se apropriando de todo o conhecimento técnico e cientifico do planeta, patenteado de forma unilateral e abusiva, aumentaram de forma fantástica seus lucros, ao mesmo tempo que congelavam os salários dos seus trabalhadores. Os lucros das bolsas, com a velocidade com a extraordinária velocidade da internet, dominam todos os negócios da terra. Com os salários congelados, o papel-moeda emitido em abundância começa a voltar para o mercado norte-americano. Pois, com o que o operário americano ganha, jamais seria possível manter o nível de renda e consumo da América do Norte. E aí temos uma oferta de financiamento abundante, que substitui o aumento dos salários dos trabalhadores, que não podiam mais, com o que ganhavam, sustentar a economia americana. Aí temos automóveis vendidos em 90 meses, financiamentos de moradia de exagerados, com prazos largos e juros absurdos, transformados nos famosos derivativos, sem nenhum controle do banco central norte americano. Tudo em nome da inventividade, da criatividade no mercado. Em determinado momento, os financiamentos não sustentados por uma evolução salarial provocam a crise, que começa como o crash de 1927 e 1929, no mercado imobiliário, e se alastra para o financiamento de automóveis, de estudantes, todo o financiamento caro e de largo prazo que substituiu o necessário aumento do salário dos trabalhadores. Numa linguagem técnica, a isso se chamaria de apropriação da mais-valia cientifica e tecnológica, sem que essa valorização do conhecimento do planeta adquirido ao longo dos séculos significasse a melhoria do salário e do poder aquisitivo do povo. Assim, a crise se estabeleceu. Senhoras e senhores.Como se determina, venho a esta Assembléia prestar contas do Governo do Paraná.Preliminarmente, a saudação do Governo às senhoras e aos senhores deputados. Fazem-se votos que esta Casa tenha uma legislatura produtiva. E que o Executivo e o Legislativo atuem de forma harmoniosa, parceira, em proveito da nossa gente. Ainda mais agora, quando a crise exige iniciativas eficazes em defesa do emprego, do salário, da produção e do consumo.A crise não pode sacrificar ainda mais os nossos trabalhadores. Os paranaenses, nos extremos de nossas possibilidades e responsabilidades, devem ser protegidos dos efeitos do abalo provocado pela debacle geral do sistema financeiro global.Aqui, na Europa, nos Estados Unidos, na África, da plácida Islândia aos agitados tigres asiáticos, onde quer que seja, reserva-se hoje ao Estado o papel de protagonista na crise aos Estados. O Estado, o mesmo Estado tão vilipendiado pelos fundamentalistas do mercado, emerge agora como esteio, como salva-vidas dos especuladores e de suas vítimas. Em regra, mais daqueles do que desses.Evidentemente, não estamos imunes à crise. O Paraná não está desonerado de seus efeitos. No entanto, com certeza, estamos bem equipados para enfrentá-la. Por que? Porque, desde o início desta administração, em janeiro de 2003, buscamos recuperar e fortalecer estruturas públicas, fortalecer o Estado. Buscamos recuperar e fortalecer a capacidade estatal de planejar e intervir na realidade, em uma desabrida e clara desafinação com os pregadores do Estado mínimo, com os fâmulos das privatizações, das desregulamentações.Ao mesmo tempo, desde os primeiros dias, procuramos preservar tanto a administração direta quanto a indireta do assanhamento, do apetite, da gulodice dos que encaram a coisa pública como um butim a ser partilhado. Nesse sentido, atuamos em duas frentes. Em uma face, revisamos todas as tabelas de preços, do fornecimento de material de consumo para as obras públicas. Moralizamos as concorrências, instituímos o registro de preços. Em outra face, cancelamos ou renegociamos contratos lesivos ao Estado e às empresas públicas. Menciono como referências os contratos de informática, mais de meio bilhão de reais de dinheiro público irregular e desnecessariamente comprometido, que cancelamos. E, sobretudo, os absurdos contratos de compra de energia firmados pela Copel, que repactuamos em condições vantajosas para nós, paranaenses. Buscamos, enfim, lançar e firmar bases para a construção de um Estado democrático, moderno, progressista e justo, em contraposição ao modelo em voga, excludente, gerador de desigualdades sociais, de desequilíbrio econômico, de corrupção.Buscamos um Estado que praticasse políticas públicas que assegurassem os direitos fundamentais da cidadania; que radicalizasse na opção pelos mais pobres, pelos desvalidos, pelos trabalhadores, pelos pequenos. Que combatesse as desigualdades sociais e regionais, que investisse nas regiões menos dinâmicas do nosso território. Que contribuísse para a construção de uma Nação para os nossos, e não um Brasil para os outros, para o desfrute do mercado, para o deleite das megas corporações transnacionais, notadamente as do mercado financeiro.Esse, o caminho que escolhemos. Na contramão das receitas, preceitos e dogmas neoliberais. Arrostando e encarando as consequências dessa escolha. E não foi branda, muito menos respeitosa, a reação dos torquemadas do mercado. Na verdade, a crise que hoje desorganiza a economia mundial e cuja grandeza ainda não nos é ainda possível avaliar, já estava escrita nas estrelas.Não era preciso ser profeta, consultar o Oráculo de Delfos ou a mãe Dinah para saber que a especulação, a jogatina amalucada, desregrada das bolsas, o arrocho dos salários dos trabalhadores do mundo todo, mais cedo ou mais tarde trariam consequências funestas. O que esperar, quando a especulação e a usura prevalecem sobre o trabalho e a produção? Todavia, aconteceu.Trata-se agora de impedir que a crise castigue a nossa gente, de impedir que, como é de uso, a conta seja paga pelos trabalhadores. O que interessa, e deve mobilizar o Executivo e o Legislativo, é a garantia dos empregos, dos salários e da produção. É o que temos feito.Agora, em abril, entra em vigor a diminuição do imposto de 95 mil itens de consumo mais frequente — alimentos, eletrodomésticos, remédios. Tudo aquilo, enfim, que compramos, que compra o trabalhador, com o salário que recebe.Essa desoneração do consumo vem em boa hora. Em circunstâncias como as de agora, o estímulo ao consumo é vital. A equação é muito simples. A contração do consumo resulta na diminuição da produção, no desemprego, na redução da massa salarial. Logo, é o que temos que evitar. O círculo virtuoso da economia não pode ser revertido. A diminuição do ICMS desses 95 mil itens, na verdade, é um capítulo a mais, e certamente não o último, de uma política fiscal que abre mão do imposto em troca do emprego, do consumo, da produção.Começamos em 2003, quando de uma só penada isentamos o microempresário do pagamento de imposto e reduzimos radicalmente o imposto da pequena empresa. Hoje, das 242 mil empresas cadastradas na Receita Estadual, 172 mil beneficiam-se da redução do ICMS.Toda vez que um setor da economia precisa de ajuda, com a ajuda da Assembléia Legislativa, cortamos imposto. Tanto para aumentar a competitividade dos nossos produtos, quanto para diminuir o impacto de retrações de mercado. Foi assim que cortamos o ICMS da criação de frangos, da suinocultura, de fabricantes de carrocerias, dos moinhos de trigo, de dezenas de casos semelhantes. Para incentivar as nossas indústrias a se equiparem e modernizarem, cortamos o imposto das importações de bens de capital pelo nosso Porto de Paranaguá.De todas essas iniciativas de diminuição e isenção de ICMS, uma das mais importantes, e de maior repercussão em nossa economia, foi a redução de 18 para 12 por cento do imposto nas compras internas. Isso levou grandes atacadistas a fecharem seus escritórios de compra em outros Estados, dando preferência ao produto paranaense. Mais produção, mais vendas, mais empregos, aqui mesmo, no nosso Paraná.Disse que uma das premissas deste Governo é o combate aos desequilíbrios regionais. Pois bem, para tanto, estamos dilatando em até oito anos o recolhimento do ICMS para a ampliação de investimentos e para novos investimentos nas áreas menos desenvolvidas, de menor Índice de Desenvolvimento Humano. Assim como prorrogamos por até quatro anos o recolhimento do ICMS sobre a conta de energia elétrica das empresas que se instalarem nas regiões mais pobres do Estado. Esse dinheiro fica como capital de giro para as empresas. Em uma conjuntura como esta, é um recurso extraordinariamente bem-vindo. Até o momento, já deixamos com as empresas a quantia de 3 bilhões e 200 milhões de reais em imposto não recolhido.A política de usar o imposto como meio de defesa do emprego e da produção está dando certo. Os resultados são fantásticos. De um lado, damos vida e sobrevida aos investimentos, às empresas. Hoje, temos aqui no Paraná o melhor índice nacional de longevidade das micro e pequenas empresas. Isentas de impostos ou recolhendo o mínimo, nossas empresas vivem bem e muito mais que a média brasileira.Na outra ponta, isso faz com que o Paraná seja o Estado brasileiro que mais gera empregos com carteira assinada, proporcionalmente. Nos últimos seis anos, atingimos a magnífica marca de 627 mil empregos formais. Como um estudo do BNDES recomenda que a cada emprego direto calcule-se a criação de 2,8 empregos indiretos, teríamos então, no período, um milhão, setecentos e cinquenta e cinco mil e seiscentos novos empregos. Tenho lido, nesses dias, com certa preocupação e muito espanto, notícias sobre a perda de empregos formais no Paraná, inclusive algumas projeções fantasiosas, para o encanto dos pessimistas. Modus in rebus. Moderação na coisa. Não é bem assim. Vamos à verdade dos números.Em dezembro, como em todos os dezembros, desde que o mundo é mundo, há de fato aumento de demissões. As fábricas já fabricaram o que tinham a fabricar para o final do ano; as lojas já venderam o que tinham a vender. E assim por diante. Daí, as demissões.Em dezembro de 2007 foi a mesma coisa. Sem crise, foram demitidos quase tantos trabalhadores quanto no dezembro de 2008. É sazonal, dezembro é o mês das demissões dos trabalhadores contratados especialmente para a demanda das festas do final do ano.O que poucos disseram, o que poucos destacaram é que, mesmo assim, o saldo de empregos no Paraná, em 2008, foi altamente positivo, um saldo de cento e dez mil novos empregos com carteira assinada, ou trezentos e oito mil novos postos de trabalho, segundo a projeção do BNDES.Mais ainda — a taxa de crescimento de empregos do Paraná, no ano passado, ficou bem acima da média nacional: 5,69 por cento, ante 5,01 por cento; e superior a Estados como São Paulo e Minas Gerais.Vamos manter os mesmos números neste 2009 que começa tão nebuloso? Certamente não. Mas esse terrorismo todo acaba levando empresas a demitirem sem base na realidade dos fatos, como reação espasmódica, pavloviana. Falou em crise, já sacam demissões e cortes de gastos como se fossem os remédios salutares. Mais adiante falarei sobre a terapia dos cortes de gastos, essa malandragem tão em moda que empana gestões incompetentes e glorifica a mediocridade.Se as fábricas não podem parar, se o comércio não pode deixar de vender, e nos limites de nossas responsabilidades estamos fazendo de tudo para que a economia continue em movimento, os nossos agricultores também devem ser apoiados para que prossigam plantando.Destaco aqui ações voltadas à agricultura familiar, uma vez que todos os alimentos servidos à nossa mesa, diariamente, vêm das pequenas e médias propriedades. Hoje, das 374 mil propriedades agrícolas existentes em nosso Paraná, 340 mil são da agricultura familiar. Para esses agricultores, criamos o Fundo de Aval, o Trator Solidário, a Irrigação Noturna. O Fundo de Aval libertou o pequeno agricultor da amarra da falta de crédito, porque não podia oferecer as garantias que os bancos exigiam. Hoje, quem garante o financiamento é a nossa sociedade, através do Estado.Já distribuímos 2.500 tratores com o programa Trator Solidário para mecanizar e modernizar a agricultura familiar. Os efeitos da mecanização na pequena propriedade são fantásticos. Aumenta a produção, a produtividade, a renda, fixa a família à terra, diminui o êxodo e, por consequência, melhora a vida nas cidades. Com o programa Irrigação Noturna, financiamos equipamentos de irrigação e damos um desconto substancial na tarifa de energia, para que os agricultores irriguem suas plantações durante a madrugada. A taxa de financiamento do equipamento é de 1%, não ao mês, mas ao ano, simplesmente para um registro do que se está fazendo e do benefício que se consegue.Fala-se no verdadeiro milagre de produtividade da pequena agricultura japonesa, chinesa, coreana e mesmo da européia. Pois bem, estamos construindo a mesma coisa aqui, no Paraná. Com crédito agrícola, mecanização, irrigação, pesquisas e assistência técnica. Os resultados estão aparecendo. Pela primeira vez em tantas décadas, ano passado o Paraná deixou de perder pequenas propriedades. Pelo contrário, aumentou o número delas e, por conseguinte, caiu o índice de êxodo rural. Essa é outra frente de batalha contra a crise: garantir a pequena propriedade rural, produzir alimentos, evitar a alta de preços e a inflação.Combater a crise é também investir em infra-estrutura e em obras públicas. Investimos e vamos continuar investindo, rejeitando a opção fácil, desfrutável e meã dos cortes de investimentos. Para recuperar, construir e melhorar oito mil quilômetros de rodovias estaduais, já investimos 1 bilhão e 500 milhões de reais. E, neste ano, vamos investir mais 250 milhões na construção, recuperação e conservação de estradas estaduais, municipais, aeroportos e pontes.O Paraná é auto-suficiente em energia elétrica, mas continuamos investindo forte no setor. Depois de concluir as usinas de Santa Clara e Fundão, iniciamos a de Mauá. Neste 2009, devemos investir 1 bilhão e 100 milhões na geração e transmissão da nossa Copel. Queremos aumentar cada vez mais a oferta de energia, para receber e estimular a ampliação de grandes investimentos industriais, comerciais e de serviços.A batalha dos portos públicos do Paraná continua. Começa agora a dragagem, e ainda neste semestre vamos eliminar as restrições à navegação. Com 430 milhões de reais em caixa, continuaremos com obras. Agora em março, vamos inaugurar o Terminal Público de Fertilizantes e um novo pátio para a movimentação de veículos. E estamos construindo um terminal público para congelados. Mesmo com o espocar dos primeiros sinais da crise, os portos de Antonina e Paranaguá geraram, em 2008, uma receita cambial de 14 bilhões de dólares, a maior de todos os tempos. Na ampliação da infra-estrutura do saneamento, os números também são expressivos. Já investimos dois bilhões de reais em água e esgoto. E, até 2010, vamos investir mais um bilhão de reais. Hoje, cem por cento da população urbana do Paraná recebe água tratada em casa. E 95 por cento dos moradores das cidades com mais de 50 mil habitantes são atendidos com coleta e tratamento de esgoto. São, sem dúvida alguma, os melhores índices do Brasil, iguais ou melhores que os de países desenvolvidos. Os investimentos em infra-estrutura somam-se aos investimentos em obras públicas. Construímos, reformamos ou ampliamos 37 hospitais. Em todas as regiões. Cito aqui os magníficos hospitais de Paranaguá, de Paranavaí, de Ponta Grossa, de Francisco Beltrão, o Centro de Queimados de Londrina, o Hospital da Criança, em Campo Largo, e o de Reabilitação, em Curitiba.A regionalização do atendimento à saúde deixou de ser promessa ou intenção para se transformar em fato. Ainda mais. Para cuidar das mães paranaenses e de seus filhos, nos bairros ou cidades onde moram, já construímos ou estamos concluindo 145 Centros da Saúde da Mulher e da Criança. Pequenos hospitais, com ultrassom, médicos, pediatras, ginecologistas e dentistas. E já autorizei a construção de outros 150.Para atender as reivindicações dos municípios de melhorias urbanas, de pavimentação, de creches, praças, terminais rodoviários, centros de convivência, ginásios de esportes, canchas cobertas, postos de saúde, escolas, mercados, barracões industriais, bibliotecas, parques, iluminação pública, financiamento de máquinas e equipamentos rodoviários vamos investir, neste ano, com crise ou sem crise, pois temos 600 milhões de reais em caixa, e 200 milhões de reais de retorno das prefeituras, vamos investir 800 milhões de reais. Estado algum tem um fôlego como esse para apoiar os novos prefeitos.São incríveis os efeitos dessas obras e desse volume de investimentos na vida de nossos municípios, especialmente nas pequenas localidades. Construímos, reformamos ou ampliamos 26 unidades penitenciárias, elevando o número de vagas no sistema de 6.529, para l4.563 neste momento. Programamos a construção de outras cinco unidades, e projetamos a construção de outras seis, para criar mais sete mil e trezentas vagas.Entre 2003 e 2008, construímos 75 novas escolas e reformamos outras 251, um investimento de 105 milhões de reais. Agora, estamos construindo 14 escolas, licitando outras 31 e concluindo o projeto de mais 46 unidades, num investimento de 273 milhões de reais. Até 2010, temos programadas, além do que citei, mais 92 novas escolas. E para resolver de vez as dificuldades do transporte escolar, estamos comprando um mil, cento e quarenta ônibus, um investimento de 133 milhões de reais. A maior parte deles de uma montadora de carrocerias do Paraná, com domicílio industrial em Cascavel, gerando a contratação de mais 350 trabalhadores.Já construímos 22 mil e 500 casas populares, um investimento de 349 milhões de reais; e urbanizamos e regularizamos 19 mil e 700 lotes. São 180 mil paranaenses beneficiados. Estamos hoje desenvolvendo no bairro Guarituba, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, o maior programa de urbanização do País, atendendo cerca de 60 mil pessoas. Um número maior que a população de 90% dos municípios do Paraná. Neste 2009, vamos construir mais 14 mil casas, um investimento de 113 milhões de reais.Pois é. E ainda temos que ouvir em nossas manhãs radiofônicas que este Governo não tem obras. O que querem? Fontes luminosas? Portais e outras pirotecnias tão ao gosto de alguns? É preciso muita má vontade, muito azedume, muita ignorância córnea ou má-fé cínica para negar a este Governo o maior programa de obras públicas e de investimentos hoje no País, entre todos os Estados, e o maior da história entre todos os governos do Paraná.Assim combatemos a crise. Investindo, construindo, melhorando a vida das pessoas, gerando empregos, dotando o nosso Paraná de infra-estrutura moderna, adequada, favorável a novos empreendimentos.E não vamos cortar gastos. Cortar gastos é a saída clássica, pouco criativa, desiluminada, preguiçosa, ou, quando não, espertalhona. Vejo aí muitos Estados e prefeituras quebrados e que aproveitam a onda da crise para suspender obras que não iriam fazer nunca, para cortar despesas que não tinham condições de realizar com crise ou sem crise, para negar aumentos salariais que não dariam mesmo. E proclamam que estão fazendo um choque de gestão. Ora. A minha disposição de não suspender investimentos, de não cortar gastos, de acelerar as obras públicas, de manter o cronograma previsto já mereceu críticas e reparos, tanto na imprensa local quanto da nacional. E toda vez que sou entrevistado, a primeira pergunta é sobre os cortes de gastos para enfrentar a crise. Por que essa obsessão? Por que o Estado tem que sacrificar obras e investimentos, ainda mais obras e investimentos que vão atender os que mais precisam e dependem da administração pública? Afinal, com o que o Estado gasta? Relatei aqui. Gasta com saúde, com educação, com habitação, com infra-estrutura, com saneamento, com apoio à produção, com estímulo à geração de empregos, com a modernização do Judiciário, e com a necessária modernização do nosso Ministério Público. É com isso que gastamos. E falam em cortar esses gastos, como se cortá-los fosse uma coisa boa, virtuosa, responsável, equilibrada, e outros adjetivos com que premiam-se ações administrativas fiéis à cartilha neoliberal, do neoliberalismo que explode nesse momento a economia do planeta.É a mesma reação de alguns patrões que, esperta e açodadamente, jogam a conta para os trabalhadores, demitindo, propondo redução de salários e outras coisas do gênero. Para surpresa de alguns, para o desconsolo dos cortadores de gastos, dos entusiastas dos choques de gestão vou dar aqui algumas informações sobre o custo da máquina pública paranaense, conforme estudo — pouco divulgado — do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada.Primeira informação: dos Estados do Sul, o custo da nossa máquina é o menor. Segunda informação: entre os 27 Estados brasileiros, o custo da máquina pública paranaense, por habitante, fica em décimo-primeiro lugar, apenas cinco reais acima, por exemplo, que o custo da máquina de Minas Gerais, estado tão decantado por sua proposta neoliberal e pelo choque de gestão que sacrifica empregos, salários, trabalhadores.Nossa eficiência dispensa o marketing e a propaganda. Por isso que não vamos cortar gastos, reduzir investimentos, suspender obras. É claro, vamos estar sempre atentos ao andar da conjuntura e, se necessário, com responsabilidade, fazer os ajustes necessários. Da mesma forma, não vamos suspender ou diminuir qualquer dos programas dirigidos aos paranaenses de menor renda, como o Leite das Crianças, o Luz Fraterna e a Tarifa Social da Água.Igualmente, vamos continuar a política do piso salarial regional. Com a fixação do nosso mínimo entre 527 e 548 reais, em maio de 2008, foram beneficiados, diretamente, 170 mil trabalhadores e, indiretamente, 210 mil assalariados que tiveram seus reajustes influenciados pela base do piso regional. Segundo o Dieese, o mínimo regional injeta em nossa economia mais de 400 milhões de reais, no decorrer do período de sua vigência. Como se vê, cortar salários, reduzir os ganhos dos trabalhadores, não é propriamente uma medida muito inteligente.Senhoras e senhores deputados, são as contas que presto de como o Governo do Paraná enfrenta a crise. Para avançar ainda mais, para impedir que a crise sacrifique a nossa gente, Executivo e Legislativo devem estreitar ainda mais suas relações. Juntos, vamos pensar, vamos criar, vamos fazer.À guisa de encerramento, Alguns conselhos, ao governo federal. Em primeiro lugar: o Brasil não pode manter sua indústria sem o controle do câmbio. Isso diz respeito principalmente às industrias que trabalham com insumos importados, como a indústria de informática, como a nossa Positivo Informática, que trabalha com 85% de insumos importados. Como podem eles fixar um preço internacional, participar de uma megaconcorrência, quando o dólar varia em duas, três horas, de R$2,20 para R$2,45? É rigorosamente impossível. Os países do mundo inteiro estão controlando o câmbio, e o Brasil tem que fazer isso com coragem. A segunda medida é a estatização dos empréstimos. O presidente Lula, no caminho certo, liberou uma bela fatia do depósito compulsório dos bancos. Porque empresa sem financiamento — e os financiamentos internacionais foram encerrados — não pode evoluir, não podem produzir. E os bancos aplicaram o compulsório em letras do tesouro. Seguindo o entendimento do Tratado da Basiléia, cuidando de sua estabilidade e pouco se preocupando com a economia do País onde estão, os bancos bateram todos os recordes de lucratividade. Todos eles, hoje, enfeitam as páginas do Guinness, o livro dos recordes.O caminho é a estatização dos empréstimos. Alguns liberais se enrubesceriam e mostrariam sinais de indignação diante de uma proposta destas. Mas o Fundo Monetário Internacional não propôs, como eu estou propondo agora, a estatização dos empréstimos. O FMI propôs a estatização dos bancos, para a sobrevivência da economia do planeta. Outra medida já foi tomada pelos governos federal e estadual, com o PAC e o nosso plano de aceleração do crescimento. Temos que maximizar investimentos, principalmente nas regiões mais pobres. Investimentos produtivos, em infra-estrutura. Investimentos que gerem empregos. E, finalmente, precisamos de aumentos de salário. A crise que vivemos hoje começou porque as empresas capitalistas maximizaram lucros, se apropriando da mais-valia da ciência e tecnologia gerada pela humanidade o longo dos anos, e congelaram os salários. Só vai haver a retomada do desenvolvimento com a industrialização do País. Não podemos continuar sendo uma espécie de plantation das nações mais desenvolvidas, como foram no passado a África e a Índia, onde os países desenvolvidos plantavam para seu consumo. E, quando foram embora, na mudança dos ciclos econômicos não deixaram educação, tecnologia, desenvolvimento. É evidente que as commodities não deixariam de ser interessantes, mas elas não podem ser o objetivo absoluto de um governo, de uma sociedade, de uma economia.Precisamos da industrialização, da ampliação de salários, da aceleração da possibilidade de consumo neste nosso extraordinário Paraná. E, no que se refere ao funcionalismo público, não vai aqui uma promessa vazia, de um demagogo na tribuna — mas os aumentos serão os maiores que o Estado puder dar. O aumento do salário do funcionalismo significa maior capacidade de compra. Somado a política fiscal lubrifica esta maquina e restabelece o circulo virtuoso do desenvolvimento.Muito obrigado.


Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

Relatório à Assembleia Legislativa 2009

Data: 02/02/2009 - Íntegra do discurso do governador na abertura dos trabalhos da Assembléia Legislativa - 02/02/2009 18:03:48
Requião diz que investimentos são saída contra crise

O desastre começou em Breton Woods.Tinham os EUA certeza absoluta de seu poder militar. Vencedores da guerra, convocaram a Conferência que estabeleceu o dólar como padrão de moeda em todo o mundo. Com uma única limitação: o dólar só seria emitido na medida em que houvesse contrapartida em ouro. Aí está o inicio da fantástica lenda do Forte Knox.Os EUA emitem seu papel-moeda através de uma associação de bancos privados conhecida como Federal Reserve, que passa a inundar o planeta com a nota pintada de verde, traduzida em moeda-padrão do universo. A correspondência em ouro foi quebrada inicialmente por Richard Nixon e por Ronald Reagan em decreto presidencial unilateral. Hoje, existe dólar no planeta sem correspondência com ouro, com a capacidade industrial instalada, com o produto interno bruto dos EUA. Existe dez vezes mais dólares circulando no mercado financeiro que o PIB de todos os países do mundo reunidos. As corporações industriais, se apropriando de todo o conhecimento técnico e cientifico do planeta, patenteado de forma unilateral e abusiva, aumentaram de forma fantástica seus lucros, ao mesmo tempo que congelavam os salários dos seus trabalhadores. Os lucros das bolsas, com a velocidade com a extraordinária velocidade da internet, dominam todos os negócios da terra. Com os salários congelados, o papel-moeda emitido em abundância começa a voltar para o mercado norte-americano. Pois, com o que o operário americano ganha, jamais seria possível manter o nível de renda e consumo da América do Norte. E aí temos uma oferta de financiamento abundante, que substitui o aumento dos salários dos trabalhadores, que não podiam mais, com o que ganhavam, sustentar a economia americana. Aí temos automóveis vendidos em 90 meses, financiamentos de moradia de exagerados, com prazos largos e juros absurdos, transformados nos famosos derivativos, sem nenhum controle do banco central norte americano. Tudo em nome da inventividade, da criatividade no mercado. Em determinado momento, os financiamentos não sustentados por uma evolução salarial provocam a crise, que começa como o crash de 1927 e 1929, no mercado imobiliário, e se alastra para o financiamento de automóveis, de estudantes, todo o financiamento caro e de largo prazo que substituiu o necessário aumento do salário dos trabalhadores. Numa linguagem técnica, a isso se chamaria de apropriação da mais-valia cientifica e tecnológica, sem que essa valorização do conhecimento do planeta adquirido ao longo dos séculos significasse a melhoria do salário e do poder aquisitivo do povo. Assim, a crise se estabeleceu. Senhoras e senhores.Como se determina, venho a esta Assembléia prestar contas do Governo do Paraná.Preliminarmente, a saudação do Governo às senhoras e aos senhores deputados. Fazem-se votos que esta Casa tenha uma legislatura produtiva. E que o Executivo e o Legislativo atuem de forma harmoniosa, parceira, em proveito da nossa gente. Ainda mais agora, quando a crise exige iniciativas eficazes em defesa do emprego, do salário, da produção e do consumo.A crise não pode sacrificar ainda mais os nossos trabalhadores. Os paranaenses, nos extremos de nossas possibilidades e responsabilidades, devem ser protegidos dos efeitos do abalo provocado pela debacle geral do sistema financeiro global.Aqui, na Europa, nos Estados Unidos, na África, da plácida Islândia aos agitados tigres asiáticos, onde quer que seja, reserva-se hoje ao Estado o papel de protagonista na crise aos Estados. O Estado, o mesmo Estado tão vilipendiado pelos fundamentalistas do mercado, emerge agora como esteio, como salva-vidas dos especuladores e de suas vítimas. Em regra, mais daqueles do que desses.Evidentemente, não estamos imunes à crise. O Paraná não está desonerado de seus efeitos. No entanto, com certeza, estamos bem equipados para enfrentá-la. Por que? Porque, desde o início desta administração, em janeiro de 2003, buscamos recuperar e fortalecer estruturas públicas, fortalecer o Estado. Buscamos recuperar e fortalecer a capacidade estatal de planejar e intervir na realidade, em uma desabrida e clara desafinação com os pregadores do Estado mínimo, com os fâmulos das privatizações, das desregulamentações.Ao mesmo tempo, desde os primeiros dias, procuramos preservar tanto a administração direta quanto a indireta do assanhamento, do apetite, da gulodice dos que encaram a coisa pública como um butim a ser partilhado. Nesse sentido, atuamos em duas frentes. Em uma face, revisamos todas as tabelas de preços, do fornecimento de material de consumo para as obras públicas. Moralizamos as concorrências, instituímos o registro de preços. Em outra face, cancelamos ou renegociamos contratos lesivos ao Estado e às empresas públicas. Menciono como referências os contratos de informática, mais de meio bilhão de reais de dinheiro público irregular e desnecessariamente comprometido, que cancelamos. E, sobretudo, os absurdos contratos de compra de energia firmados pela Copel, que repactuamos em condições vantajosas para nós, paranaenses. Buscamos, enfim, lançar e firmar bases para a construção de um Estado democrático, moderno, progressista e justo, em contraposição ao modelo em voga, excludente, gerador de desigualdades sociais, de desequilíbrio econômico, de corrupção.Buscamos um Estado que praticasse políticas públicas que assegurassem os direitos fundamentais da cidadania; que radicalizasse na opção pelos mais pobres, pelos desvalidos, pelos trabalhadores, pelos pequenos. Que combatesse as desigualdades sociais e regionais, que investisse nas regiões menos dinâmicas do nosso território. Que contribuísse para a construção de uma Nação para os nossos, e não um Brasil para os outros, para o desfrute do mercado, para o deleite das megas corporações transnacionais, notadamente as do mercado financeiro.Esse, o caminho que escolhemos. Na contramão das receitas, preceitos e dogmas neoliberais. Arrostando e encarando as consequências dessa escolha. E não foi branda, muito menos respeitosa, a reação dos torquemadas do mercado. Na verdade, a crise que hoje desorganiza a economia mundial e cuja grandeza ainda não nos é ainda possível avaliar, já estava escrita nas estrelas.Não era preciso ser profeta, consultar o Oráculo de Delfos ou a mãe Dinah para saber que a especulação, a jogatina amalucada, desregrada das bolsas, o arrocho dos salários dos trabalhadores do mundo todo, mais cedo ou mais tarde trariam consequências funestas. O que esperar, quando a especulação e a usura prevalecem sobre o trabalho e a produção? Todavia, aconteceu.Trata-se agora de impedir que a crise castigue a nossa gente, de impedir que, como é de uso, a conta seja paga pelos trabalhadores. O que interessa, e deve mobilizar o Executivo e o Legislativo, é a garantia dos empregos, dos salários e da produção. É o que temos feito.Agora, em abril, entra em vigor a diminuição do imposto de 95 mil itens de consumo mais frequente — alimentos, eletrodomésticos, remédios. Tudo aquilo, enfim, que compramos, que compra o trabalhador, com o salário que recebe.Essa desoneração do consumo vem em boa hora. Em circunstâncias como as de agora, o estímulo ao consumo é vital. A equação é muito simples. A contração do consumo resulta na diminuição da produção, no desemprego, na redução da massa salarial. Logo, é o que temos que evitar. O círculo virtuoso da economia não pode ser revertido. A diminuição do ICMS desses 95 mil itens, na verdade, é um capítulo a mais, e certamente não o último, de uma política fiscal que abre mão do imposto em troca do emprego, do consumo, da produção.Começamos em 2003, quando de uma só penada isentamos o microempresário do pagamento de imposto e reduzimos radicalmente o imposto da pequena empresa. Hoje, das 242 mil empresas cadastradas na Receita Estadual, 172 mil beneficiam-se da redução do ICMS.Toda vez que um setor da economia precisa de ajuda, com a ajuda da Assembléia Legislativa, cortamos imposto. Tanto para aumentar a competitividade dos nossos produtos, quanto para diminuir o impacto de retrações de mercado. Foi assim que cortamos o ICMS da criação de frangos, da suinocultura, de fabricantes de carrocerias, dos moinhos de trigo, de dezenas de casos semelhantes. Para incentivar as nossas indústrias a se equiparem e modernizarem, cortamos o imposto das importações de bens de capital pelo nosso Porto de Paranaguá.De todas essas iniciativas de diminuição e isenção de ICMS, uma das mais importantes, e de maior repercussão em nossa economia, foi a redução de 18 para 12 por cento do imposto nas compras internas. Isso levou grandes atacadistas a fecharem seus escritórios de compra em outros Estados, dando preferência ao produto paranaense. Mais produção, mais vendas, mais empregos, aqui mesmo, no nosso Paraná.Disse que uma das premissas deste Governo é o combate aos desequilíbrios regionais. Pois bem, para tanto, estamos dilatando em até oito anos o recolhimento do ICMS para a ampliação de investimentos e para novos investimentos nas áreas menos desenvolvidas, de menor Índice de Desenvolvimento Humano. Assim como prorrogamos por até quatro anos o recolhimento do ICMS sobre a conta de energia elétrica das empresas que se instalarem nas regiões mais pobres do Estado. Esse dinheiro fica como capital de giro para as empresas. Em uma conjuntura como esta, é um recurso extraordinariamente bem-vindo. Até o momento, já deixamos com as empresas a quantia de 3 bilhões e 200 milhões de reais em imposto não recolhido.A política de usar o imposto como meio de defesa do emprego e da produção está dando certo. Os resultados são fantásticos. De um lado, damos vida e sobrevida aos investimentos, às empresas. Hoje, temos aqui no Paraná o melhor índice nacional de longevidade das micro e pequenas empresas. Isentas de impostos ou recolhendo o mínimo, nossas empresas vivem bem e muito mais que a média brasileira.Na outra ponta, isso faz com que o Paraná seja o Estado brasileiro que mais gera empregos com carteira assinada, proporcionalmente. Nos últimos seis anos, atingimos a magnífica marca de 627 mil empregos formais. Como um estudo do BNDES recomenda que a cada emprego direto calcule-se a criação de 2,8 empregos indiretos, teríamos então, no período, um milhão, setecentos e cinquenta e cinco mil e seiscentos novos empregos. Tenho lido, nesses dias, com certa preocupação e muito espanto, notícias sobre a perda de empregos formais no Paraná, inclusive algumas projeções fantasiosas, para o encanto dos pessimistas. Modus in rebus. Moderação na coisa. Não é bem assim. Vamos à verdade dos números.Em dezembro, como em todos os dezembros, desde que o mundo é mundo, há de fato aumento de demissões. As fábricas já fabricaram o que tinham a fabricar para o final do ano; as lojas já venderam o que tinham a vender. E assim por diante. Daí, as demissões.Em dezembro de 2007 foi a mesma coisa. Sem crise, foram demitidos quase tantos trabalhadores quanto no dezembro de 2008. É sazonal, dezembro é o mês das demissões dos trabalhadores contratados especialmente para a demanda das festas do final do ano.O que poucos disseram, o que poucos destacaram é que, mesmo assim, o saldo de empregos no Paraná, em 2008, foi altamente positivo, um saldo de cento e dez mil novos empregos com carteira assinada, ou trezentos e oito mil novos postos de trabalho, segundo a projeção do BNDES.Mais ainda — a taxa de crescimento de empregos do Paraná, no ano passado, ficou bem acima da média nacional: 5,69 por cento, ante 5,01 por cento; e superior a Estados como São Paulo e Minas Gerais.Vamos manter os mesmos números neste 2009 que começa tão nebuloso? Certamente não. Mas esse terrorismo todo acaba levando empresas a demitirem sem base na realidade dos fatos, como reação espasmódica, pavloviana. Falou em crise, já sacam demissões e cortes de gastos como se fossem os remédios salutares. Mais adiante falarei sobre a terapia dos cortes de gastos, essa malandragem tão em moda que empana gestões incompetentes e glorifica a mediocridade.Se as fábricas não podem parar, se o comércio não pode deixar de vender, e nos limites de nossas responsabilidades estamos fazendo de tudo para que a economia continue em movimento, os nossos agricultores também devem ser apoiados para que prossigam plantando.Destaco aqui ações voltadas à agricultura familiar, uma vez que todos os alimentos servidos à nossa mesa, diariamente, vêm das pequenas e médias propriedades. Hoje, das 374 mil propriedades agrícolas existentes em nosso Paraná, 340 mil são da agricultura familiar. Para esses agricultores, criamos o Fundo de Aval, o Trator Solidário, a Irrigação Noturna. O Fundo de Aval libertou o pequeno agricultor da amarra da falta de crédito, porque não podia oferecer as garantias que os bancos exigiam. Hoje, quem garante o financiamento é a nossa sociedade, através do Estado.Já distribuímos 2.500 tratores com o programa Trator Solidário para mecanizar e modernizar a agricultura familiar. Os efeitos da mecanização na pequena propriedade são fantásticos. Aumenta a produção, a produtividade, a renda, fixa a família à terra, diminui o êxodo e, por consequência, melhora a vida nas cidades. Com o programa Irrigação Noturna, financiamos equipamentos de irrigação e damos um desconto substancial na tarifa de energia, para que os agricultores irriguem suas plantações durante a madrugada. A taxa de financiamento do equipamento é de 1%, não ao mês, mas ao ano, simplesmente para um registro do que se está fazendo e do benefício que se consegue.Fala-se no verdadeiro milagre de produtividade da pequena agricultura japonesa, chinesa, coreana e mesmo da européia. Pois bem, estamos construindo a mesma coisa aqui, no Paraná. Com crédito agrícola, mecanização, irrigação, pesquisas e assistência técnica. Os resultados estão aparecendo. Pela primeira vez em tantas décadas, ano passado o Paraná deixou de perder pequenas propriedades. Pelo contrário, aumentou o número delas e, por conseguinte, caiu o índice de êxodo rural. Essa é outra frente de batalha contra a crise: garantir a pequena propriedade rural, produzir alimentos, evitar a alta de preços e a inflação.Combater a crise é também investir em infra-estrutura e em obras públicas. Investimos e vamos continuar investindo, rejeitando a opção fácil, desfrutável e meã dos cortes de investimentos. Para recuperar, construir e melhorar oito mil quilômetros de rodovias estaduais, já investimos 1 bilhão e 500 milhões de reais. E, neste ano, vamos investir mais 250 milhões na construção, recuperação e conservação de estradas estaduais, municipais, aeroportos e pontes.O Paraná é auto-suficiente em energia elétrica, mas continuamos investindo forte no setor. Depois de concluir as usinas de Santa Clara e Fundão, iniciamos a de Mauá. Neste 2009, devemos investir 1 bilhão e 100 milhões na geração e transmissão da nossa Copel. Queremos aumentar cada vez mais a oferta de energia, para receber e estimular a ampliação de grandes investimentos industriais, comerciais e de serviços.A batalha dos portos públicos do Paraná continua. Começa agora a dragagem, e ainda neste semestre vamos eliminar as restrições à navegação. Com 430 milhões de reais em caixa, continuaremos com obras. Agora em março, vamos inaugurar o Terminal Público de Fertilizantes e um novo pátio para a movimentação de veículos. E estamos construindo um terminal público para congelados. Mesmo com o espocar dos primeiros sinais da crise, os portos de Antonina e Paranaguá geraram, em 2008, uma receita cambial de 14 bilhões de dólares, a maior de todos os tempos. Na ampliação da infra-estrutura do saneamento, os números também são expressivos. Já investimos dois bilhões de reais em água e esgoto. E, até 2010, vamos investir mais um bilhão de reais. Hoje, cem por cento da população urbana do Paraná recebe água tratada em casa. E 95 por cento dos moradores das cidades com mais de 50 mil habitantes são atendidos com coleta e tratamento de esgoto. São, sem dúvida alguma, os melhores índices do Brasil, iguais ou melhores que os de países desenvolvidos. Os investimentos em infra-estrutura somam-se aos investimentos em obras públicas. Construímos, reformamos ou ampliamos 37 hospitais. Em todas as regiões. Cito aqui os magníficos hospitais de Paranaguá, de Paranavaí, de Ponta Grossa, de Francisco Beltrão, o Centro de Queimados de Londrina, o Hospital da Criança, em Campo Largo, e o de Reabilitação, em Curitiba.A regionalização do atendimento à saúde deixou de ser promessa ou intenção para se transformar em fato. Ainda mais. Para cuidar das mães paranaenses e de seus filhos, nos bairros ou cidades onde moram, já construímos ou estamos concluindo 145 Centros da Saúde da Mulher e da Criança. Pequenos hospitais, com ultrassom, médicos, pediatras, ginecologistas e dentistas. E já autorizei a construção de outros 150.Para atender as reivindicações dos municípios de melhorias urbanas, de pavimentação, de creches, praças, terminais rodoviários, centros de convivência, ginásios de esportes, canchas cobertas, postos de saúde, escolas, mercados, barracões industriais, bibliotecas, parques, iluminação pública, financiamento de máquinas e equipamentos rodoviários vamos investir, neste ano, com crise ou sem crise, pois temos 600 milhões de reais em caixa, e 200 milhões de reais de retorno das prefeituras, vamos investir 800 milhões de reais. Estado algum tem um fôlego como esse para apoiar os novos prefeitos.São incríveis os efeitos dessas obras e desse volume de investimentos na vida de nossos municípios, especialmente nas pequenas localidades. Construímos, reformamos ou ampliamos 26 unidades penitenciárias, elevando o número de vagas no sistema de 6.529, para l4.563 neste momento. Programamos a construção de outras cinco unidades, e projetamos a construção de outras seis, para criar mais sete mil e trezentas vagas.Entre 2003 e 2008, construímos 75 novas escolas e reformamos outras 251, um investimento de 105 milhões de reais. Agora, estamos construindo 14 escolas, licitando outras 31 e concluindo o projeto de mais 46 unidades, num investimento de 273 milhões de reais. Até 2010, temos programadas, além do que citei, mais 92 novas escolas. E para resolver de vez as dificuldades do transporte escolar, estamos comprando um mil, cento e quarenta ônibus, um investimento de 133 milhões de reais. A maior parte deles de uma montadora de carrocerias do Paraná, com domicílio industrial em Cascavel, gerando a contratação de mais 350 trabalhadores.Já construímos 22 mil e 500 casas populares, um investimento de 349 milhões de reais; e urbanizamos e regularizamos 19 mil e 700 lotes. São 180 mil paranaenses beneficiados. Estamos hoje desenvolvendo no bairro Guarituba, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, o maior programa de urbanização do País, atendendo cerca de 60 mil pessoas. Um número maior que a população de 90% dos municípios do Paraná. Neste 2009, vamos construir mais 14 mil casas, um investimento de 113 milhões de reais.Pois é. E ainda temos que ouvir em nossas manhãs radiofônicas que este Governo não tem obras. O que querem? Fontes luminosas? Portais e outras pirotecnias tão ao gosto de alguns? É preciso muita má vontade, muito azedume, muita ignorância córnea ou má-fé cínica para negar a este Governo o maior programa de obras públicas e de investimentos hoje no País, entre todos os Estados, e o maior da história entre todos os governos do Paraná.Assim combatemos a crise. Investindo, construindo, melhorando a vida das pessoas, gerando empregos, dotando o nosso Paraná de infra-estrutura moderna, adequada, favorável a novos empreendimentos.E não vamos cortar gastos. Cortar gastos é a saída clássica, pouco criativa, desiluminada, preguiçosa, ou, quando não, espertalhona. Vejo aí muitos Estados e prefeituras quebrados e que aproveitam a onda da crise para suspender obras que não iriam fazer nunca, para cortar despesas que não tinham condições de realizar com crise ou sem crise, para negar aumentos salariais que não dariam mesmo. E proclamam que estão fazendo um choque de gestão. Ora. A minha disposição de não suspender investimentos, de não cortar gastos, de acelerar as obras públicas, de manter o cronograma previsto já mereceu críticas e reparos, tanto na imprensa local quanto da nacional. E toda vez que sou entrevistado, a primeira pergunta é sobre os cortes de gastos para enfrentar a crise. Por que essa obsessão? Por que o Estado tem que sacrificar obras e investimentos, ainda mais obras e investimentos que vão atender os que mais precisam e dependem da administração pública? Afinal, com o que o Estado gasta? Relatei aqui. Gasta com saúde, com educação, com habitação, com infra-estrutura, com saneamento, com apoio à produção, com estímulo à geração de empregos, com a modernização do Judiciário, e com a necessária modernização do nosso Ministério Público. É com isso que gastamos. E falam em cortar esses gastos, como se cortá-los fosse uma coisa boa, virtuosa, responsável, equilibrada, e outros adjetivos com que premiam-se ações administrativas fiéis à cartilha neoliberal, do neoliberalismo que explode nesse momento a economia do planeta.É a mesma reação de alguns patrões que, esperta e açodadamente, jogam a conta para os trabalhadores, demitindo, propondo redução de salários e outras coisas do gênero. Para surpresa de alguns, para o desconsolo dos cortadores de gastos, dos entusiastas dos choques de gestão vou dar aqui algumas informações sobre o custo da máquina pública paranaense, conforme estudo — pouco divulgado — do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada.Primeira informação: dos Estados do Sul, o custo da nossa máquina é o menor. Segunda informação: entre os 27 Estados brasileiros, o custo da máquina pública paranaense, por habitante, fica em décimo-primeiro lugar, apenas cinco reais acima, por exemplo, que o custo da máquina de Minas Gerais, estado tão decantado por sua proposta neoliberal e pelo choque de gestão que sacrifica empregos, salários, trabalhadores.Nossa eficiência dispensa o marketing e a propaganda. Por isso que não vamos cortar gastos, reduzir investimentos, suspender obras. É claro, vamos estar sempre atentos ao andar da conjuntura e, se necessário, com responsabilidade, fazer os ajustes necessários. Da mesma forma, não vamos suspender ou diminuir qualquer dos programas dirigidos aos paranaenses de menor renda, como o Leite das Crianças, o Luz Fraterna e a Tarifa Social da Água.Igualmente, vamos continuar a política do piso salarial regional. Com a fixação do nosso mínimo entre 527 e 548 reais, em maio de 2008, foram beneficiados, diretamente, 170 mil trabalhadores e, indiretamente, 210 mil assalariados que tiveram seus reajustes influenciados pela base do piso regional. Segundo o Dieese, o mínimo regional injeta em nossa economia mais de 400 milhões de reais, no decorrer do período de sua vigência. Como se vê, cortar salários, reduzir os ganhos dos trabalhadores, não é propriamente uma medida muito inteligente.Senhoras e senhores deputados, são as contas que presto de como o Governo do Paraná enfrenta a crise. Para avançar ainda mais, para impedir que a crise sacrifique a nossa gente, Executivo e Legislativo devem estreitar ainda mais suas relações. Juntos, vamos pensar, vamos criar, vamos fazer.À guisa de encerramento, Alguns conselhos, ao governo federal. Em primeiro lugar: o Brasil não pode manter sua indústria sem o controle do câmbio. Isso diz respeito principalmente às industrias que trabalham com insumos importados, como a indústria de informática, como a nossa Positivo Informática, que trabalha com 85% de insumos importados. Como podem eles fixar um preço internacional, participar de uma megaconcorrência, quando o dólar varia em duas, três horas, de R$2,20 para R$2,45? É rigorosamente impossível. Os países do mundo inteiro estão controlando o câmbio, e o Brasil tem que fazer isso com coragem. A segunda medida é a estatização dos empréstimos. O presidente Lula, no caminho certo, liberou uma bela fatia do depósito compulsório dos bancos. Porque empresa sem financiamento — e os financiamentos internacionais foram encerrados — não pode evoluir, não podem produzir. E os bancos aplicaram o compulsório em letras do tesouro. Seguindo o entendimento do Tratado da Basiléia, cuidando de sua estabilidade e pouco se preocupando com a economia do País onde estão, os bancos bateram todos os recordes de lucratividade. Todos eles, hoje, enfeitam as páginas do Guinness, o livro dos recordes.O caminho é a estatização dos empréstimos. Alguns liberais se enrubesceriam e mostrariam sinais de indignação diante de uma proposta destas. Mas o Fundo Monetário Internacional não propôs, como eu estou propondo agora, a estatização dos empréstimos. O FMI propôs a estatização dos bancos, para a sobrevivência da economia do planeta. Outra medida já foi tomada pelos governos federal e estadual, com o PAC e o nosso plano de aceleração do crescimento. Temos que maximizar investimentos, principalmente nas regiões mais pobres. Investimentos produtivos, em infra-estrutura. Investimentos que gerem empregos. E, finalmente, precisamos de aumentos de salário. A crise que vivemos hoje começou porque as empresas capitalistas maximizaram lucros, se apropriando da mais-valia da ciência e tecnologia gerada pela humanidade o longo dos anos, e congelaram os salários. Só vai haver a retomada do desenvolvimento com a industrialização do País. Não podemos continuar sendo uma espécie de plantation das nações mais desenvolvidas, como foram no passado a África e a Índia, onde os países desenvolvidos plantavam para seu consumo. E, quando foram embora, na mudança dos ciclos econômicos não deixaram educação, tecnologia, desenvolvimento. É evidente que as commodities não deixariam de ser interessantes, mas elas não podem ser o objetivo absoluto de um governo, de uma sociedade, de uma economia.Precisamos da industrialização, da ampliação de salários, da aceleração da possibilidade de consumo neste nosso extraordinário Paraná. E, no que se refere ao funcionalismo público, não vai aqui uma promessa vazia, de um demagogo na tribuna — mas os aumentos serão os maiores que o Estado puder dar. O aumento do salário do funcionalismo significa maior capacidade de compra. Somado a política fiscal lubrifica esta maquina e restabelece o circulo virtuoso do desenvolvimento.Muito obrigado.


Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

Uma homenagem ao "Comandante"

A Constituição é muito clara, o Governador é o Comandante em Chefe da Policia Militar do Estado do Paraná. Acima dos Coronéis.
Nessas fotos abaixo fazemos uma homenagem ao Comandante Requião.

Clique sobre as imagens, elas crescem para você ler.

Aspirante Oficial de Cavalaria Requião.






Uma homenagem ao "Comandante"

A Constituição é muito clara, o Governador é o Comandante em Chefe da Policia Militar do Estado do Paraná. Acima dos Coronéis.
Nessas fotos abaixo fazemos uma homenagem ao Comandante Requião.

Clique sobre as imagens, elas crescem para você ler.

Aspirante Oficial de Cavalaria Requião.






O escoteiro.

Clique sobre essa imagem, ela irá crescer para você curtir. Ela mostra uma face da personalidade de Requião que você não conhece.

O G 23 exulta com a Amazônia Energética.

Com a Amazônia Energética.
Como produzimos energia hoje?
(Um) Petróleo e derivados.
(Dois) Biogás,
(Três) Gás natural,
(Quatro) Carvão,
(Cinco) Etanol,
(Seis) Urânio,
(Sete) Energia Hidráulica,
(Oito) Biomassa,
(Nove) Lenha,
(Dez) Energia geotérmica,
(11) Energia eólica,
Tudo isso encontraremos na Amazônia.
Olhar a Amazônia, sob a ótica da energia, nos salta aos olhos. Em primeiro lugar vem à velha e tradicional lenha. Somente a renovação natural da floresta nos daria lenha e carvão vegetal para produzir muita energia. Em seguida nos salta aos olhos a quantidade de água, seja como vapor, seja como potencial hidroelétrico; ou como geradora de hidrogênio o combustível do futuro através de células a combustível, os números que se revelam são quase universais. Agora, já estamos cientes do seu alto rendimento em gás natural e petróleo (Urucu e Solimões e outras províncias petrolíferas) com jazidas promissoras. Para o biodiesel, e óleo vegetal combustível, existem oleaginosas conhecidas e desconhecidas. Para a geração eólica, a imensa planície Amazônica parece ser uma possibilidade colossal. Urânio, encontrado na maior jazida conhecida do planeta, garantirá aos brasileiros a energia atômica se assim quiserem. A fermentação dos dejetos naturais da floresta pode, e gera naturalmente, álcool e biogás em valores respeitáveis. No subsolo há carvão mineral e a linhita, ou linhito, mineral fóssil do qual se produz hoje combustível para aviões a jato em substituição ao querosene. (...). Por estar localizada, a planície amazônica, na confluência intertropical as suas grandes massas de correntes convectivas, poderão, com tecnologia adequada (as torres de convecção) e já conhecida, gerar também imensas quantidades de energia elétrica. O álcool, da madeira e tubérculos, é outra possibilidade combustível sem precedentes quando analisamos a Amazônia. Sua grande insolação e vaporização é outra fonte energética viável já bem discutida pelo Instituto Sol. Talvez as pessoas não saibam, mas na Amazônia se produz cana de açúcar. E por fim, ao se perfurar poços de petróleo, em alguns lugares se encontrou água sulfurosa quente e vapor, isso significa energia geotérmica à baixa profundidade, energia em que, em alguns países, já é usada para geração de força motriz, eletricidade, e aquecimento.
Todavia não nos parece que essa avidez seja prudente. Não devemos ir com sede ao pote. Um estudo sério com investimentos seguros e responsáveis, poderá ainda revelar coisas surpreendentes. Só como curiosidade, relato essa “novidade” que encontrei em livro. Existe na Amazônia uma árvore que produz uma resina que queima como gasolina, portanto é um combustível natural de alto poder calórico, e poderá ser aproveitado economicamente como foi feito com a borracha da seringueira (que alias esta lá esquecida). Ora, se isso existe, e poucos conhecem, imaginem o que existe naquela área imensa que corresponde, acredite, a mais da metade do Brasil e que possui, acreditam os técnicos, mais de cinco mil espécies de árvores.
Li em um livro da “Editora Brasil H2”, texto do engenheiro Emílio. H. Gomes Neto, que a Alemanha possui cata-ventos produzindo com a energia dos ventos (eólica) mais energia do que produz a ITAIPU (página 60). Ora, as correntes de vento da Amazônia podem produzir força mecânica (cata-ventos que captem do vento a força e a façam energia mecânica aproveitável) e elétrica através de geradores eólicos, em quantidades surpreendentes. Zepelins (suspensos pelo hidrogênio ou hélio) voarão na Amazônia, silenciosos e vagarosamente, quiçá pesquisando tudo, atendendo assim as necessidades de transporte, de pesquisa, de correio e socorro a saúde, assim como atendendo missões militares importantes permitindo e facilitando a interiorização.
Produtos químicos retirados do subsolo amazônico com prudência servirão para corrigir o PH do solo em todo o Brasil, ou como fertilizantes para a agricultura brasileira, e também, para o desenvolvimento da indústria, química e siderúrgica.
Na região amazônica esta a maior hidroelétrica brasileira (a ITAIPU é bi-nacional) que atende, em conjunto com outras hidroelétricas e termoelétricas as grandes mineradoras, que hoje não atendem propriamente os interesses nacionais. Quando falamos em riquezas não renováveis, não podemos pensar em balança comercial favorável, pois essas riquezas uma vez exportadas, a baixo custo, e sem valor agregado, por dinheiro nenhum poderão ser recuperadas. Assim, o subsolo Brasileiro, deve atender as grandes necessidades do povo brasileiro em primeiro lugar, depois serem beneficiados os minerais de maneira racional e não poluente, no Brasil, já atendidas às indústrias nacionais, a economia nacional, então haverá de atender, estrategicamente, como fazem ou fizeram todas as nações do mundo, o mercado internacional. Com a presença de trilhões de toneladas de minério de ferro na região, capacidade energética para instalação de pequenas ou grandes siderúrgicas, e rios navegáveis com calado para se instalar grandes estaleiros para produção naval e militar, esse Brasil promete.
Veja, abaixo, como esta a produção de petróleo na Amazônia.




Essa foto foi digitalizada de um jornal de 2003 e mostra o campo de petróleo de Urucu que já produz 60.000 barris por dia.
Tudo isso pode parecer uma heresia para os ambientalistas, todavia 60% do mais rico território brasileiro, não há de ser negligenciado, e desprezado pelos planejadores do Brasil diante das pressões de um mundo que entra em crise energética. Se nós apreendemos algo sobre sustentabilidade e equilíbrio ecológico, eis talvez, a hora certa de começarmos a mostrar ao mundo como se faz. O Brasil colheu indiscriminadamente a sua cobertura florestal, agora, com os conhecimentos oriundos dos erros que cometeu, deve replantar imensas áreas de florestas nativas, e cuidar da sustentabilidade da região amazônica. O Brasil não é promessa, o Brasil é certeza.
G Wallace Requião de Mello e Silva.
Grupo 23 de Outubro.

terça-feira, 2 de junho de 2009

PRESUNÇÃO

PRESUNÇÃO!!!!

O Senador Osmar Dias dá verdadeiro show de presunção e não resiste a uma gota sequer de água benta. Dizendo-se derrotado por apenas 10.000 votos esquece que os votos que recebeu não se destinavam a ele, mas eram as expressões da resistência ao Governador
Requião.
A eleição passada definiu-se entre simpatizantes de Requião e antipatizantes. O mesmo fenômeno aconteceu com a Gleise Hoffmann que acreditou que os votos para o Senado eram dela e não uma resistência ao senador Álvaro Dias. Posta à prova Gleise fracassou porque as circunstâncias já não eram as mesmas. No caso de Osmar Dias se colocado à prova descobrirá que os números de seus eleitores não chegam a somar a metade dos eleitores de seu irmão, Senador Álvaro Dias.
Outro fato político que deve ser considerado foram os acordos feitos com o Grupo do Governo Jaime Lerner. Esse fato é um divisor de águas na história política do Paraná. Se nós analisarmos as obras do Governo Requião em comparação com os resultados do Governo Jaime Lerner poderemos arriscar e afirmar que a oposição ao Governo hoje não passa de 30%.
Então nos perguntamos no que se fundamenta a presunção de Osmar Dias????

Liana C.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O que que há com a Agência Estadual de Noticias?


Vejam essa frase retirada de noticia da Agência Estadual de Noticias:
Foram entregues dois ônibus de 31 lugares e um de 23 lugares, que vão beneficiar 5,8 mil alunos da rede pública estadual e municipal de ensino.

O que quer dizer isso? Que três onibus que somam 85 lugares vão atender cinco mil e oitocentos alunos? Por dia, em um ano, em dez anos? Que em dez viagens eles poderão carregar ao todo 850 crianças por dia? Que cada viagem leva de uma hora a uma hora e meia, ou seja que três onibus irão trabalhar 10 horas e trinta minutos por dia? A que hora as crianças irão chegar nas escolas? Depois farão dez viagens de volta cada um? Vejam que a noticia nada tem de responsável. De veraz.

Notícias como essa, ao meu ver chegam a ser barbaridades que depõem contra o governo, porque são impossíveis, impensadas, irreais.

Seria tão simples dizer: Entregou três onibus que auxiliarão no transporte escolar das zonas rurais. Porque enfeitar o pavão? Por burrice, ou por maldade?

Nunca houve na história do estado tamanha compra de onibus pelo governo do Paraná, isso é verdadeiro. Já não chega? Tem que fazer parecer que isso é mentira? Que não há planejamento? Que é insuficiente?

Comunicação é coisa séria, alguém precisa avisar o Benedito disso... ou quiçá ao Requião.

Mas uma Secretaria que não tem Secretário... o que se pode esperar?

domingo, 24 de maio de 2009

Aviso.

Desculpem mas por motivo de força maior estou retomando o Blog. Cuidado.

Aviso.

Por motivo de saúde estou "desativando" temporariamente esse Blog.

Esse Blog tem 246 textos, ou postagens, por favor navegue no Blog lendo os textos mais antigos.

Aviso aos navegantes.

Por motivo de saúde estou paralisando esse Blog.

Esse Blog tem 325 textos ou postagens, por favor, navegue no Blog há muita coisa para ler.

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sábado, 23 de maio de 2009

Uma carta surpreendente.

O massacre dos cristãos. (segundo Septimio)
Estes trechos da carta de Septimio, romano, endereçada a Flavio, romano, são tidos como verdadeiros, embora o texto que reproduzo aqui tenha algo de adaptação para facilitar a compreensão de alguns conceitos. A seqüência de imperadores romanos: Julio César, Otavio, Péricles e Augusto, que morreu em 14 depois de Cristo; Tibério, Calígula, Claudio e Nero. Claudio iniciou a conquista da Britânica, depois chamada Inglaterra, e Nero o mais perverso dos Imperadores: Mandou matar a própria mãe e a esposa, envenenou seu irmão Britânico, e culpou os cristãos pelo incêndio de Roma mandando perseguir violentamente os adeptos dessa nova doutrina[1]. Vejamos então:
“Uma espécie de gente, muito característica, Flavio, apareceu no Estado. Encontram-se as ocultas e recusam-se a queimar incenso diante dos deuses oficiais. Não saúdam César quando ele passa. Diz-se que essas pessoas adoram divindades estranhas e praticam estranhos ritos.”
“O imperador Claudio mandou prender milhares delas para pasto dos leões. Nero Mandou atá-las em postes e cobri-las com um traje untado de breu e piche. E depois certa noite, ateou-lhes fogo e fê-las desfilar pela cidade como tochas ardentes. E aquela gente sofria silenciosamente, ao que parece. Nossos imperadores experimentaram prazer em torturar homens, mulheres e crianças, que morrem sem nenhuma palavra de protesto”.
“Meu amigo Petrônio me disse que têm suspeitas de que esses indivíduos são confortados por poderoso espírito que paira sobre eles. Na ultima semana quando Petrônio foi ver uma moça que ia ser queimada numa estaca. Ficou bem perto dela, no momento que a amarraram e pôde ouvi-la murmurar:” Virgem mãe”. Petrônio imagina que são palavras mágicas, de tal poder que tornam os seguidores de “Crestos” capazes de morrer tão bravamente. Essa gente diz ele deve ser encantada. Suportam os maiores suplícios com rosto impassível. Muitos deles retiram-se para os desertos, a viver sozinhos em furnas, flagelando-se e rezando. Cada vez aumenta mais o numero de romanos que procuram esse cristãos, que lhes prometem salvá-los das orgias dos Césares e mostrar-lhes um reino muito maior do que o Império. Eles negariam a divindade de César, esses rebeldes que partem o pão e oferecem vinho e cochicham estranhas palavras quando se encontram.”
“Ainda ontem, nova turma foi lançada aos leões, no Coliseu. O odor de sangue e das entranhas dilaceradas dominou o perfume dos árabes com que o Coliseu havia sido banhado. O espetáculo era repugnante. Contudo exerceu mágico efeito sobre os espectadores. Muitos deles desceram para a arena, junto aos cristãos.”
“Que poder humano, ou divino, Flavio, sustenta esse homens? E que conta mágica é esse que conserva seu numero sempre em aumento, a despeito de serem milhares deles queimados nas estacas e devorados pelas bestas selvagens?
“Ontem assisti a uma função noturna, no circo. Nero arranjou novo sistema de iluminação para o espetáculo. Em lugar das costumeiras tochas, o circo foi iluminado pelo clarão dos cristãos em chamas... vi com os meus próprios olhos e uma estranha luz brilhou em mim. Sinto... não diga isso a ninguém... que me estou tornado cristão!”
[1] Tirado do Livro: Esplendores da Grécia e de Roma, citando: “The Conquest of Civilization” de James Breasted.



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Uma carta surpreendente.

O massacre dos cristãos. (segundo Septimio)
Estes trechos da carta de Septimio, romano, endereçada a Flavio, romano, são tidos como verdadeiros, embora o texto que reproduzo aqui tenha algo de adaptação para facilitar a compreensão de alguns conceitos. A seqüência de imperadores romanos: Julio César, Otavio, Péricles e Augusto, que morreu em 14 depois de Cristo; Tibério, Calígula, Claudio e Nero. Claudio iniciou a conquista da Britânica, depois chamada Inglaterra, e Nero o mais perverso dos Imperadores: Mandou matar a própria mãe e a esposa, envenenou seu irmão Britânico, e culpou os cristãos pelo incêndio de Roma mandando perseguir violentamente os adeptos dessa nova doutrina[1]. Vejamos então:
“Uma espécie de gente, muito característica, Flavio, apareceu no Estado. Encontram-se as ocultas e recusam-se a queimar incenso diante dos deuses oficiais. Não saúdam César quando ele passa. Diz-se que essas pessoas adoram divindades estranhas e praticam estranhos ritos.”
“O imperador Claudio mandou prender milhares delas para pasto dos leões. Nero Mandou atá-las em postes e cobri-las com um traje untado de breu e piche. E depois certa noite, ateou-lhes fogo e fê-las desfilar pela cidade como tochas ardentes. E aquela gente sofria silenciosamente, ao que parece. Nossos imperadores experimentaram prazer em torturar homens, mulheres e crianças, que morrem sem nenhuma palavra de protesto”.
“Meu amigo Petrônio me disse que têm suspeitas de que esses indivíduos são confortados por poderoso espírito que paira sobre eles. Na ultima semana quando Petrônio foi ver uma moça que ia ser queimada numa estaca. Ficou bem perto dela, no momento que a amarraram e pôde ouvi-la murmurar:” Virgem mãe”. Petrônio imagina que são palavras mágicas, de tal poder que tornam os seguidores de “Crestos” capazes de morrer tão bravamente. Essa gente diz ele deve ser encantada. Suportam os maiores suplícios com rosto impassível. Muitos deles retiram-se para os desertos, a viver sozinhos em furnas, flagelando-se e rezando. Cada vez aumenta mais o numero de romanos que procuram esse cristãos, que lhes prometem salvá-los das orgias dos Césares e mostrar-lhes um reino muito maior do que o Império. Eles negariam a divindade de César, esses rebeldes que partem o pão e oferecem vinho e cochicham estranhas palavras quando se encontram.”
“Ainda ontem, nova turma foi lançada aos leões, no Coliseu. O odor de sangue e das entranhas dilaceradas dominou o perfume dos árabes com que o Coliseu havia sido banhado. O espetáculo era repugnante. Contudo exerceu mágico efeito sobre os espectadores. Muitos deles desceram para a arena, junto aos cristãos.”
“Que poder humano, ou divino, Flavio, sustenta esse homens? E que conta mágica é esse que conserva seu numero sempre em aumento, a despeito de serem milhares deles queimados nas estacas e devorados pelas bestas selvagens?
“Ontem assisti a uma função noturna, no circo. Nero arranjou novo sistema de iluminação para o espetáculo. Em lugar das costumeiras tochas, o circo foi iluminado pelo clarão dos cristãos em chamas... vi com os meus próprios olhos e uma estranha luz brilhou em mim. Sinto... não diga isso a ninguém... que me estou tornado cristão!”
[1] Tirado do Livro: Esplendores da Grécia e de Roma, citando: “The Conquest of Civilization” de James Breasted.



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Uma carta surpreendente.

O massacre dos cristãos. (segundo Septimio)
Estes trechos da carta de Septimio, romano, endereçada a Flavio, romano, são tidos como verdadeiros, embora o texto que reproduzo aqui tenha algo de adaptação para facilitar a compreensão de alguns conceitos. A seqüência de imperadores romanos: Julio César, Otavio, Péricles e Augusto, que morreu em 14 depois de Cristo; Tibério, Calígula, Claudio e Nero. Claudio iniciou a conquista da Britânica, depois chamada Inglaterra, e Nero o mais perverso dos Imperadores: Mandou matar a própria mãe e a esposa, envenenou seu irmão Britânico, e culpou os cristãos pelo incêndio de Roma mandando perseguir violentamente os adeptos dessa nova doutrina[1]. Vejamos então:
“Uma espécie de gente, muito característica, Flavio, apareceu no Estado. Encontram-se as ocultas e recusam-se a queimar incenso diante dos deuses oficiais. Não saúdam César quando ele passa. Diz-se que essas pessoas adoram divindades estranhas e praticam estranhos ritos.”
“O imperador Claudio mandou prender milhares delas para pasto dos leões. Nero Mandou atá-las em postes e cobri-las com um traje untado de breu e piche. E depois certa noite, ateou-lhes fogo e fê-las desfilar pela cidade como tochas ardentes. E aquela gente sofria silenciosamente, ao que parece. Nossos imperadores experimentaram prazer em torturar homens, mulheres e crianças, que morrem sem nenhuma palavra de protesto”.
“Meu amigo Petrônio me disse que têm suspeitas de que esses indivíduos são confortados por poderoso espírito que paira sobre eles. Na ultima semana quando Petrônio foi ver uma moça que ia ser queimada numa estaca. Ficou bem perto dela, no momento que a amarraram e pôde ouvi-la murmurar:” Virgem mãe”. Petrônio imagina que são palavras mágicas, de tal poder que tornam os seguidores de “Crestos” capazes de morrer tão bravamente. Essa gente diz ele deve ser encantada. Suportam os maiores suplícios com rosto impassível. Muitos deles retiram-se para os desertos, a viver sozinhos em furnas, flagelando-se e rezando. Cada vez aumenta mais o numero de romanos que procuram esse cristãos, que lhes prometem salvá-los das orgias dos Césares e mostrar-lhes um reino muito maior do que o Império. Eles negariam a divindade de César, esses rebeldes que partem o pão e oferecem vinho e cochicham estranhas palavras quando se encontram.”
“Ainda ontem, nova turma foi lançada aos leões, no Coliseu. O odor de sangue e das entranhas dilaceradas dominou o perfume dos árabes com que o Coliseu havia sido banhado. O espetáculo era repugnante. Contudo exerceu mágico efeito sobre os espectadores. Muitos deles desceram para a arena, junto aos cristãos.”
“Que poder humano, ou divino, Flavio, sustenta esse homens? E que conta mágica é esse que conserva seu numero sempre em aumento, a despeito de serem milhares deles queimados nas estacas e devorados pelas bestas selvagens?
“Ontem assisti a uma função noturna, no circo. Nero arranjou novo sistema de iluminação para o espetáculo. Em lugar das costumeiras tochas, o circo foi iluminado pelo clarão dos cristãos em chamas... vi com os meus próprios olhos e uma estranha luz brilhou em mim. Sinto... não diga isso a ninguém... que me estou tornado cristão!”
[1] Tirado do Livro: Esplendores da Grécia e de Roma, citando: “The Conquest of Civilization” de James Breasted.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Um interessante texto.

Luis Antonio Barreto é homem de sólida cultura histórica. Tive o prazer de estar com ele no Sergipe, junto a Rolemberg Dantas e Acrísio Torres. Embora eu não concorde, e eu sou bisneto de Justiniano de Mello e Silva, não posso deixar de publicar esse interessante texto de sua autoria.


Infonet Luis Antônio Barreto

Sergipe e o socialismo
31/05/2008, 11:15

A idéia do Socialismo, porquanto possa ter vinculações difusas no tempo, entrou no debate por todo o século XIX e tomou o século XX, mantendo um fundamento original, de subordinar o indivíduo à sociedade, por oposição ao liberalismo ou individualismo capitalistas. Alguns consideram o Socialismo uma doutrina econômica, pela igualdade, justiça social, valores que estão no seu âmago, na ampla divulgação que ocorreu, em paralelo ao Materialismo, ignorando, como ocorria com as correntes cientificistas, dogmas religiosos como a existência de Deus e a imortalidade da alma. Karl Marx traçou as linhas do Socialismo Científico, afirmando, dentre outras coisas, que a dialética não está no espírito, mas na história.
A difusão do Socialismo no Brasil coincidiu com a propaganda positivista e com aquilo que Silvio Romero, certa vez, disse tratar-se de “um bando de idéias novas”, que esvoaçou sobre as cabeças dos mais jovens. O historiador da literatura e crítico sergipano referia-se, por certo, aos estudantes da Faculdade de Direito do Recife, que tiveram em Tobias Barreto um líder, apontando para o fato de que, em Pernambuco, a renovação do pensamento ocorreu nos corredores da Faculdade, não nas salas de aulas. Sergipanos que estudavam Direito no Recife e Medicina em Salvador, na Bahia, participaram ampla e apaixonada discussão que acolhia, como tema recorrente, o Socialismo.
Em 22 de junho de 1890, o que significa dizer logo após a Proclamação da República, quando o Brasil estava sob um Governo Provisório, Justiniano de Melo e Silva, nascido em Sergipe, lançava em Curitiba, no seu jornal Sete de Março (órgão das reformas sociais) o Manifesto do Partido Operário do Estado do Paraná, defendendo o direito à propriedade da massa trabalhadora, como forma de independência e abastança, espécie de “coletivismo agrário”, que em algumas partes da propaganda compunha o Socialismo. Não foi o único caso da participação sergipana em questão política.
Ao que atestam alguns documentos bibliográficos, ao Partido fundado por Justiniano de Melo e Silva teria antecedido o círculo socialista, de Santos, em 1889, fundado por outro sergipano, Silvério Fontes. O grupo do qual participa prepara, em 12 de dezembro de 1889, um Manifesto Socialista ao Povo Brasileiro, que foi publicado 13 anos depois, em 1902, segundo o que diz Jaime Franco, em Santos, em 1942, ao escrever sobre Martins Fontes. O Centro Socialista de Santos editava um jornal – A questão social, cujo 1º número circulou com a data de 15 de setembro de 1895, que viria a ser uma das mais abertas fontes de difusão do Socialismo, afirmando, em seu editorial, dentre outras coisas, diz: “Desfraldando a bandeira do coletivismo reformista, propõe-se A questão social , sem paixões que considera antagônicas à idéia de progresso, a lutar tenazmente para que sejam mais rápidos os efeitos do movimento evolucionista científico, que deve dar em resultado a nova organização da sociedade.”
Em Aracaju o professor e homem de ciência Florentino Menezes, que em 1912 funda o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, sendo ele um estudante de Medicina, em meio de desembargadores e outros vultos locais, organiza, com seu tio, magistrado e intelectual Manoel dos Passos de Oliveira Teles, e com o poeta João Pereira Barreto, um Centro de Propaganda Socialista em Sergipe, em reunião de 19 de março de 1918. inicialmente anunciada para ter como local a Loja Maçônica Cotinguiba, e que acabou sendo feita no Salão de conferências da Biblioteca Pública, aquele tempo funcionando na Praça Tobias Barreto, atual Olímpio Campos, no prédio onde hoje está sediada a Câmara de Vereadores de Aracaju. No mesmo ano de 1918, Florentino Menezes publica O Partido Socialista Sergipano.
Foi com Orlando Dantas, na redemocratização de 1945, que o Socialismo ganhou cunho partidário, primeiro como Esquerda Democrática, depois como Partido Socialista Brasileiro, contando com um grupo que congregava intelectuais, profissionais de várias categorias, tanto na capital, como no interior, como Antonio Garcia Filho, José de Freitas Leitão, e muitos outros, entre os quais José Rosa de Oliveira Neto, que pode ser citado como um símbolo da organização partidária, até porque ele viveu e participou da segunda criação do PSB, na abertura política de 1979, que promoveu a anistia e permitiu o retorno do pluripartidarismo ao País.
Na atualidade o PSB está sob o comando do senador Antônio Carlos Valadares, homem de origem popular, nascido em Simão Dias, testado em mandatos e cargos públicos, sendo Prefeito de Simão Dias, Deputado Estadual e nesta condição Presidente da Assembléia, Deputado Federal, Secretário da Educação do Estado, Vice-Governador e Governador do Estado, e, desde 1998 Senador da República. Evidentemente que não se tem, conceitualmente, o Socialismo com as definições clássicas, que atraíram adeptos em todo o mundo, nem também há, hoje, confronto entre o ideário socialista e os dogmas do Catolicismo e de outras religiões. O Socialismo, na prática política, não é materialista e até promove atos de cunho religioso, como fazem todos os comunistas e outros partidários que formam a velha e sempre citada esquerda brasileira.
Quebrado o cisma que fez do Socialismo um bicho-papão, as idéias fundamentais de igualdade, como forma de justiça social, continuam vigorando e semeando esperanças, como se pôde ver no Encontro sobre Políticas Públicas, que o senador Valadares, seu filho Deputado Federal Valadares Filho, promoveram com cardeais do socialismo político nacional e com os quadros com os quais, na capital e no interior, os socialistas vão às urnas neste ano de eleição municipal. A contribuição dos sergipanos do passado repercute, ainda hoje, e servem de lição demonstrativa da capacidade que tem tido, nosso povo, de pensar o futuro.

Institutotobiasbarreto@infonet.com.br,

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Será????

Será que eu estou escutando bem?
Vereador da Lapa, diz em discurso diante do Governador, que é vereador e Diretor Regional da Sanepar. Será que eu escutei bem? Ou ele nunca leu a Constituição Federal e Estadual, um vereador não pode exercer cargo ao mesmo tempo no poder Executivo e no Legislativo, nem assumir desde sua diplomação: a) Firmar ou manter contrato com pessoa Jurídica de direito publico, autarquia, empresa publica, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço publico (viu prefeitos e vereadores que têm veículos transportando estudantes em zona rural) (etc. e tal) b) aceitar ou exercer cargos, função ou emprego remunerado (....) nas entidades constantes na alínea anterior.
Pode ser que eu tenha ouvido mal, ventava muito na Lapa.

OBS: Vergonha absoluta 7,50 Reais pelo pedágio naquela “estrada”, descuidada, perigosa, cheia de cruzamentos, acostamento incompleto, e com buracos na praça de pedágio, é mole? Caminhão? 7,50 por eixo. É preciso saber quem recebe capilé do trecho. Você tem informação, escreva.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O ancião é campeão do Paraná.

Amanhecendo em Curitiba.
Um ancião com 85 anos é o Campeão Paranaense de 2009.


Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

O ancião é campeão do Paraná.

Amanhecendo em Curitiba.
Um ancião com 85 anos é o Campeão Paranaense de 2009.


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terça-feira, 28 de abril de 2009

Aviso aos Navegantes.

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