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sábado, 30 de julho de 2011

O enigma familiar.

                            O enigma.

Dos tios do  Ex .Governador Requião, o mais enigmático foi certamente Péricles de Mello e Silva irmão mais velho de seu pai. Para entender o que relatarei aqui, o leitor, haverá de imaginar como cenário o final de século XIX e inicio do século XX. Nascido ainda no século XIX, em Curitiba, Péricles, partiu sozinho para a Europa com apenas treze para quatorze anos. Bem senhores, ele embarcou em um navio e “Tchau”. Voltou muitos anos depois, com vários títulos universitários, um em Paris, outro em Viena na Áustria, e um diploma de Médico concedido em Berna na Suíça.

Tendo examinado o caso, quero supor que, com  tão pouca idade, isso não possa ter sido uma aventura, um fugir de casa, como ao inicio eu pude supor. Seu pai era Agente Ferroviário, e Chefe da Estação em Curitiba. Não era rico, e ao partir Péricles, seu pai já tinha cinco dos seu oito filhos.

Podemos supor, no entanto, que no exercício do cargo, tivesse muitos amigos comerciantes estrangeiros, e amigos no porto, e ate mantivesse alguma comunicação com parentes seus ou de sua mulher na Europa, uma vez que sua mulher ( a mãe de Péricles) era filha de imigrantes italianos, e nascera, em Porto de Cima, no litoral do Paraná.  Tal idade, do jovem aventureiro poderia supor antigas tradições, que consideravam essa idade já uma iniciação adulta, mas ele era católico.  A julgar pelo apego que temos aos parentes, será preciso supor que o velho coronel tenha permitido em lagrimas que um garoto de treze anos partisse para a Europa com sua malinha, e seu terninho xadrez, enfeitado por uma gravata borboleta, e polainas sobre uma botinha surrada, para voltar adulto, com 38 anos. Para mim, além de doído, é um enigma familiar pouco explicitado. A foto que vou mostrar abaixo, é tirada de uma matéria assinada pelo Jornalista  Adriano Justino ( 17 de junho de 2001), que pode servir de boa base para os pesquisadores da História da ciência da Saúde Mental no Paraná.  Embora o autor, informado por familiares de Péricles, afirme que ele foi aluno de M. Foucault, julgo que isso seja impossível, pois Foulcaut  nasceu em 1926, e morreu em 1984. Tais datas fazem deles contemporâneos. Quando Foulcaut nasceu, Péricles já tinha 30 anos e aos 38 já estava no Brasil. Ou foi ele aluno de Leon Foucault, físico que dava aulas na Universidade de Paris, esse sim, talvez possa ter sido o professor de Péricles. Ou foi um equivoco? Não importa; a aventura por si só já dá um livro. Por esses e outros fatos, acho que o caso merece melhor estudo. É um caso curioso. Uma história a escrever.

Bem, você deve estar se perguntando o motivo. O motivo é ainda mais alarmante, resultando que Péricles de Mello e Silva, o menino de treze anos, que foi sozinho para a Europa, médico, formado por volta dos 23 anos de idade, afirmava ter sido aluno de Freud. Sim Sigmund Freud; esse ícone da ciência psicológica e filosófica. Não é mole.

Convenhamos. Péricles de qualquer modo foi pioneiro da prática psicanalítica no Paraná.  Acaso? Verdade? Estória de boi dormir? Cabe a você, curioso, pesquisar. Teria ele voltado para a Europa uma segunda vez? Um enigma para você. Faleceu em Curitiba como testemunhei.

Como isso tudo teria acontecido é um enigma, que esconde veladas relações da família do  ex. governador do Paraná na Europa. Um enigma que ainda não foi decifrado. . Péricles morreu em 1980 e nasceu em 1895. Freud morreu em 1939 e nasceu em 1856.
O DR. Péricles de Mello e Silva falava o alemão e o francês.

Wallace Req Req.

            Grupo 23 de Outubro.




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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um curioso ramo alemão da família Requião.

OBS neste documento, salvo melhor interpretação, o sobrenome Wiegand, me parece ser o nome de solteira de Shofia e não sua origem, se você pode contribuir com melhor tradução, por favor eu agradeceria. wallacereq@gmail.com

Christiana ( Cristiana) Keinert e Euclides (Lopes) Requião em Guarapuava. ( 1900), data de seu casamento. Ele grafico em Guarapuava . Ocasal teve dois filhos em Guarapuava. Posteriormente o casal teve hotel em Prudentopolis onde tiveram , naquela cidade,o filho Ivo Requião ( heroi da Revolução de Trinta) nascido em 1904 .


Um ramo alemão. ( link parao blog Grupog23)


O Ramo Alemão da Família Requião. Por: Wallace Requião.


Não estou em busca de nobres origens, ou vaidosos feitos históricos, quero apenas ampliar o círculo de conhecimento objetivo sobre nossos antepassados, avaliar suas influencias sobre as gerações, e identificar as vocações dos membros formadores da Família Requião de Mello e Silva. Pretendo, do resultado obtido, desenvolver uma tese geral sobre a hereditariedade, ambiente e profissão.Tarefa bem difícil é organizar uma árvore genealógica de uma família. Se você considerar, que em vinte gerações, temos 1024 pessoas, ou 512 casais diretamente envolvidos com apenas um dos membros em investigação,(isso quando não ocorrem segundas núpcias), percebe-se a dificuldade da trama. Raramente as pessoas conhecem o nome de seus antepassados além da terceira geração. Trata-se portanto de verdadeiro garimpo.Escolhido, por mim, o Governador do Paraná, Roberto Requião, como um ponto inicial da pirâmide hereditária, investigada nessa fase, encontramos pela sua linha materna, um ramo alemão já na terceira geração. O que corrobora, indiretamente com o nome Requião, que embora sendo toponímico português têm origem claramente Sueva, e raízes góticas como afirma Farid Mansur Guerios, ou como certa feita nos alertava Elvídio Ferrari segundo informações colhidas da Enciclopédia Portuguesa Brasileira, em 6 de junho de 1985.Minha primeira investigação, no entanto, lançou luzes de ascendência familiares nas cidades de São Francisco e Itajaí em Santa Catarina, assim como Curitiba, Guarapuava e Prudentópolis, no Paraná e agora, com essas ultimas investigações, esbarro em patrimônio na Freguesia de Belém, município de Castro.Um jornal em data de 24 de março de 1957, sob o titulo de Relíquias do Passado, conta-nos uma boa história de Gaspar Leopoldo Bischof.Nascido em 4 de janeiro de 1826, oriundo da agricultura em Elmen, distrito de Reutter no Tirol. Personalidade incomum, agricultor, que numa atitude rara e aventureira para um humilde homem do campo, esteve na Suíça, (Suissa conforme a grafia do Jornal à época) Prússia e França, se bem interpretei a argumentação do autor.No ano em que o Paraná alcançou sua emancipação política, Gaspar estava em Jerusalém com um visto datado de 7 de abril de 1853, expedido pelo consulado da Áustria em Jerusalém. De língua alemã, católico, teve uma vida riquíssima em aventuras que alternavam entre a arte escultórica religiosa e obras ferroviárias. Esteve no Egito e em Constantinopla. Sabe-se que trabalhou no atelier do mundialmente famoso escultor alemão, Ludwig Eberle ate 11 de fevereiro de 1860. Curiosamente dois anos depois, casar-se-ia em Guarapuava, em 16 de outubro de 1862, com Ema Joana Keinert, ela natural de Hanover (Annover), e filha de Cristiano Keinert e Carolina Siofia Wriigent (conforme a grafia do jornal). Tiveram 9 filhos, não fica claro, todavia, se em Guarapuava ou em Castro. Em 1957, havia em Guarapuava, ainda vivo, um de seus descendentes, Paulo Bischof.Gaspar Leopoldo Bischof faleceu em Guarapuava em 21 de outubro de 1894. Numa próxima visita a Guarapuava vou procurar o seu tumulo e melhores informações.Mas que relação, você pode estar se perguntando, tem isso com os Requião de Mello e Silva? Acontece que Ema Joana Keinert, tudo indica, pelo nome de seus pais, era irmã do bisavô de Requião, o alemão Carl Heirrich Cristian Keinert, filho de Heirrich Cristian Ciriacus Keinert e Sophie Caroline, natural de Wiegand. Portanto, Cristiano e Sofia Keinert eram os trisavôs do Governador Requião e pais de Ema.Car Heirrich Cristian Keinert, alemão e irmão de Ema, casou-se com uma gaúcha, Luzia Soares de Abreu Keinert, em Guarapuava no ano de 1860, e uma das filhas do casal, Cristiana (Abreu) Keinert casou-se em Guarapuava, com Euclides Requião em 26 de dezembro do ano de 1900 sendo esses dois últimos os avós do Requião, e pais da mãe do Governador. O casal teve oito filhos.Tanto os trisavós, como o bisavô de Requião e avô de sua mãe, como vemos, pela linha materna, eram naturais da Alemanha. Em anexo fac-símile do documento de saída da Alemanha de Carl Henrrich Cristian Keinert que provavelmente viajou em companhia de seus pais e irmãos, documento datado de 17 de julho de 1853. Em 1857 já estavam em Guarapuava tendo desembarcado, tudo indica, em Santa Catarina.Euclides (Lopes) Requião, que era filho de Luiz Antonio Requião, natural da Bahia (e que já exercia profissão no Paraná desde 1874) e de Gertrudes Lopes (natural de Niterói, que mudara ao Paraná com seu pai, o gráfico Candido Martins Lopes em 1853) possuiu uma gráfica em Guarapuava e um hotel em Prudentopolis (entre 1903/1908). Em anexo foto do casal Euclides Requião e Cristiana Keinert Requião , ambos faleceram na cidade do Rio de Janeiro.Curiosamente o governador Requião casou-se com uma catarinense, com raízes riograndenses, natural de Joaçaba, e de origem teuto-italo-prussiana, que surpreendentemente mantém traços de arquetipica tradição cigana.

Wallace Req Req G 23.



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Requião visita túmulo dos avós de sua mãe em Guarapuava.




Roberto Requião visita túmulo dos avós de sua mãe ( seus bisavôs) em Guarapuava.

Car Heirrich Cristian Keinert, ( Carlos Henrique Cristiano Keinert)alemão e irmão de Ema, casou-se com uma gaúcha, Luzia Soares de Abreu Keinert, em Guarapuava no ano de 1860, e uma das filhas do casal, Cristiana (Abreu) Keinert casou-se em Guarapuava, com Euclides Requião em 26 de dezembro do ano de 1900 sendo esses dois últimos os avós do Requião, e pais da mãe do Governador. O casal teve oito filhos.Tanto os trisavós, como o bisavô de Requião e avô de sua mãe, como vemos, pela linha materna, eram naturais da Alemanha. Em anexo fac-símile do documento de saída da Alemanha de Carl Henrrich Cristian Keinert que provavelmente viajou em companhia de seus pais e irmãos, documento datado de 17 de julho de 1853. Em 1857 já estavam em Guarapuava tendo desembarcado, tudo indica, em Santa Catarina.



Assim sendo: Euclides (Lopes) Requião, casado a 26 de Dezembro de 1900, em Guarapuava, com Cristiana Keinert, filha de Carlos Henrique Cristiano Keinert e de sua mulher Luzia Soares de Abreu, ele da Alemanha e ela do Rio Grande do Sul. O casal deu a luz oito filhos, a saber:

(1) Jahyr Requião;
(2) Syrth Requião;
(3) Ivo Requião;
(4) Gertrudes Requião;
(5) Alba Requião;
(6)Luiza Requião;
(7) Lucy Requião; (Mãe do Governador Requião)
(8) Iza Requião

OBS: Carlos Henrique Keinert, nascido na Alemanha, veio, provavelmente com seus pais, imigrantes, conforme documento de imigração que mostro acima Ainda não localizamos o tumulo do casal Carl Henrich Ciriacus e Sophia, tri avós, vindos de Shulenberg, Alemanha, que pode estar em Castro, e não em Guarapuava.
Há ainda a possibilidade de estarem enterrados em Itajaí ou São Francisco, no estado de Santa Catarina.

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sábado, 19 de dezembro de 2009

O Leital de Requião em Portugal.




O Leital de Requião, uma curiosidade histórica.
Tudo o que escreverei aqui pode ser encontrado na Internet. Todavia eu uso como base um velho documento enviado pelo já falecido Elvídio Ferrari extraído da Enciclopédia Luso Brasileira.
O sobrenome Requião tem origem em Portugal. Sob os olhares de hoje, ele está vinculado a Freguesia de Requião, na Vila de Famalicão, em Portugal. Freguesia em Portugal corresponde a bairro, distrito, patrimônio para nós brasileiros.
Mas a história nos leva a fatos muito mais antigos.
Muitos povos habitaram a região geográfica de Portugal (o condado cristão de Porto Calle ou Gale, ou Walle de galês, = Portugal = Porto Gale). Um deles, de origem germânica, foi o suevo. Eram povos bárbaros, como os chamavam os Imperadores Romanos, eles eram oriundos da Germânia, hoje Alemanha. O primeiro rei suevo a se converter ao cristianismo foi Rékila, por volta do sexto século, também chamado em velhos documentos de Réquila. Assim, seus súditos, ou seja, moradores de seu domínio cristão passaram a ser chamados de Requilanês, ou Requilanes, ou ainda Requilã. Isso indicava a origem do povo e seu reino. As Vilas e cidades da idade média eram Fortificadas. A palavra de origem germânica Burgo ( Burg- cidade fortificada) daria origem ao termo Burgão ou burgões ( cidadão do Burgo) e Burgueses ( Burg +users= ou burg-zens ; filhos ou usuários das cidades, embora haja quem discorde) camponeses, comerciantes, soldados, que habitavam as imediações das cidades e nela se abrigavam em caso de guerra.
Esse termo gerará o sobrenome Requião ( de Requilanês e Burgão), ou seja, os burgãos mais antigos habitantes do Burgo, os proprietários, se assim podemos chamar, da cidade era chamado Requião, e os burgueses, ou seja, os não proprietários eram chamados de: "de Requião", pertencentes ao entorno de Requião. Isso é a tão falada toponímia, ou seja, sobrenome de origem do lugar. Exemplo: de Curitiba, curitibano, de São Paulo, paulista. Ora, algumas pessoas, assinavam e se identificavam pela pertença a um reino, condado ou marca, dizendo-se sou de tal lugar. Sou brasileiro.
O Leital- essa palavra, desconhecida dos brasileiros, mas muito comum em Portugal, vem de leite, e diz respeito a uma lapa, ou seja, laje de pedra, ou ainda melhor rocha, que no caso, designa uma rocha gêmea com a forma de um par de seios femininos, com suas rosáceas e mamilos existentes na Freguesia de Requião em Portugal. Em tempos pré-cristãos, tempos muito antigos, ligados ao culto da fertilidade e da terra, os povos bárbaros que ali viviam tinham por habito levar as mulheres ate o Leital, para obterem, ou pedirem fertilidade e leite, para bem cumprir a maternidade. Essa antiguíssima prática chegou até os nossos dias. Ainda hoje as mulheres portuguesas, dizem alguns, sobem ao Leital de Requião, para pedir algo semelhante.
Com a conversão dos Suevos ao cristianismo, em Requião, que não era apenas um bairro como comprovam os monumentos que ali sobreviveram como a Igreja de Requião (que os cristãos chamaram de igreja de Réquiem, do latim, (velar os mortos) o Convento de Requião do século X, a capela de São Cristovão de Requião (século XI) e a igreja de Santa Luzia do Leital de Requião (do século X) os cristão passaram a cultuar o Leital com a capela de Santa Luzia do Leital. A primeira capela com origem muito mais antiga foi incendiada em 1241, e reconstruída em diversos estilos. Das duas últimas citadas consegui fotos na Internet, e disponibilizo como uma curiosidade dessa "família" de portugueses que tem origem novecentos anos antes do descobrimento do Brasil.
Se você duvida, pesquise.
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