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sábado, 3 de janeiro de 2015

Essa é Curitiba.

Homossexualismo só se for platônico.

Recentemente uma das maiores autoridades da Igreja Católica, D. Eugênio Sales, em resposta a um interlocutor respondia; “homossexualismo só se for amor platônico”.
O desconcertado entrevistador pareceu não entender o profundo sentido da resposta, não captou o sentido espiritual, o amor chamado agapê, espiritualizado, ao qual, o Bispo, fazia referência.
Igualmente, Eduardo Requião, psicanalista, em entrevista à rede Alternativa de Radio, defendendo os seus pontos de vista como um possível candidato à Prefeitura de Curitiba fez duras criticas ao homossexualismo enquanto bandeira libertária. O entrevistador, adepto de um modismo bem infundado, assustou-se e, contrariado, perguntou se aquele candidato não temia pela conseqüência de suas opiniões junto aos possíveis eleitores “arejados”. Respondeu o psicanalista que não. Que suas convicções fundadas na experiência clínica não podiam se curvar ao modismo de propalar um homossexualismo disfarçado de direitos licita opção sexual e romantismo.
Muito provavelmente, o entrevistado, naqueles 25 anos de experiência clinica a que se referia, certamente haverá de ter testemunhado todo o sofrimento e angustia existencial do homossexual na sua pratica antinatural e estéril.
Neste sentido, venho colaborar, lembrando, a quem defende a legalidade de uma pratica sexual imoral dois pontos fundamentais: Primeiro , assim como no estudo da lógica, pode-se dizer que toda regra tem exceção, mas a exceção não é regra, nunca poderá ser regra, posto que seja exceção. Em segundo lugar recorrendo à Suma Teológica, (Tomas de Aquino) no capítulo que estuda a lei, encontraremos a afirmação de que a Lei visa, sobretudo o bem comum, firmando-se nos conceitos de aplicação universal. Assim, não pode justificar-se, nela, a exceção, o caso particular e o incomum. E só por força de lei um homem estará obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
Passados os anos, o estudo da genética progrediu muito. Hoje podemos identificar a paternidade e sobre tudo a sexualidade genotípica, posto que por vezes a sexualidade fenotípica (exterior) possa enganar. Este procedimento científico vem sendo usados com sucesso na investigação da determinação do sexo de alguns atletas sob suspeita, por exemplo. Mas nestes casos de indefinição sexual, (não confundir hermafroditismo com prática homossexual) estaremos sempre falando de exceções, de casos incomuns, raros. Perversão do comportamento, educação inadequada ou hipotética tendência genética, está falando sempre em anomalia. O homossexual enquanto pessoa tem direitos de pessoa, como o tem o aidético ou o canceroso. O Homossexual enquanto um anômalo, na clássica definição de Mira y Lopes é um doente, porque sofre e faz sofrer num circulo mórbido. Sua anomalia não é uma bandeira libertária.
No livro de Lois Bounoure, “Reproduction sexuelle et histoire naturelle du sexo”( editora Flammarion), o autor chega a um denominador comum, toda a sexualidade protege e perpetua a vida, esta é a mais fundamental orientação da sexualidade, a reprodução.
No homossexualismo vamos encontrar a esterilidade, posto que a própria natureza, pela esterilidade, não perpetua a “espécie dos Homossexuais” ( se assim podemos chamar), a lei também não pode perpetuar as suas anomalias na forma de “legalidade”, nem a medicina física ou psicológica, perpetuá-la na forma de “normalidade”.
Muitos roubam. Cada dia amplia mais o número dos desonestos, mas este número, esta possibilidade estatística, não faz da desonestidade um ato moral; nem o número aumentado dos homossexuais faz deles regra moral. Nem o crescente número dos aidéticos faz daquela doença normalidade. Nestes dias de propaganda anticonceptiva e hedonismo irresponsável, um relacionamento estéril pode parecer, a um desavisado, uma boa solução demográfica,por exemplo, no entanto é uma prática contra a vida.
A moralidade não está fundamentada na estatística ou nas convenções. Ela se fundamenta naquele conjunto de regras deduzidas da própria natureza , cujo conjunto pode ser chamado de Direito Natural. Numa ultima análise, podemos até ir buscar seus fundamentos na própria vontade de Deus expressa nas leis da natureza.
Por outro lado, para quem crê na Revelação,(Católicos e Evangélicos) numa vontade divina expressa e objetivada em Jesus Cristo e nos Mandamentos, poder-se-ia igualmente verificar a ilicitude moral da prática homossexual na Carta de São Paulo aos Romanos cap. 1, 24- 27, igualmente em Gênesis capitulo 18, versículos 16 a 29 onde falam de Jó e Sodoma, e Juízes capitulo 19, vers.18 a 30.
Vale a pena transcrever um pequeno trecho de Romanos: “Pelo que, Deus entregou (os pagãos) aos desejos dos seus corações e à imundície com que desonram os seus próprios corpos, pois trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador que é bendito dos séculos. Pelo que, Deus os entregou às paixões vergonhosas, pois as mulheres mudaram o uso natural em uso contra a natureza; e igualmente os varões, deixando o uso natural da mulher, abrasaram-se na concupiscência de uns pelos outros, os varões pelos varões, cometendo torpezas e recebendo em si mesmos a paga devida pelos seus desvarios”, (Romanos 1,24-27). Seria a AIDS por acaso?
No livro “SEXO E AMOR” de Rafael Llano Cifuentes, Doutor em Moral, vão encontrar uma esclarecida visão do homossexualismo terminando no conselho, hoje bem incomum (até mesmo entre terapeutas), da prática da castidade aos homossexuais, da abstinência sexual. Isto talvez seja o que queira dizer Eugênio Sales com: “homossexualismo só se for amor platônico”.
Finalmente podemos citar o historiador inglês, Toynbee, que diz: Sem normas morais, sem regulação consciente do uso do sexo, produz-se um desequilíbrio psíquico e moral de tal ordem que “quase deixamos de ser humanos sem, no entanto, nos convertermos em inocentes animais”.

Wallace Req










Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

sábado, 22 de novembro de 2008

Essa é Curitiba.


Essa é Curitiba, capital do Paraná. Multiplique isso por dez e teremos São Paulo a maior cidade do país. A primeira pergunta que faço é a seguinte: queremos que Curitiba se torne uma São Paulo com todos os seus problemas insolúveis?
Quando contemplamos uma cidade assim, logo nos vem à mente os milhões de pessoas que vivem nela. Todos querem comer carne, ninguém quer ou pode criar bois. Todos querem comer frangos e ovos, ninguém quer ou pode criar galinhas. Todos querem comer frutos e verduras mais ninguém pode, ou quer plantá-los. Quando subimos um pouco mais alto, e demoramos na contemplação, vemos a cidade como um formigueiro, com minúsculas pessoas circulando num vai e vem inútil e caótico. O tempo é gasto inutilmente, e vou chutar um numero, mas algo a maior do que 60% dos esforços humanos nas cidades são absolutamente inúteis, reina a ociosidade travestida de ocupação.
Milhares de automóveis gastam combustíveis inutilmente, para levar e trazer as pessoas nessa grande perda de tempo, no vai e vem do COMERCIO (cio do comer). Consumimos o tempo em uma ilusão coletiva. Emaranhado de esgotos, infinitas redes de água, imensa quantidade de cabos elétricos, montanhas de lixo inútil. E nós, semi adormecidos projetamos formas de fazer com que as cidades se desenvolvam para mega metrópoles, num amalgama sem qualidade de vida, e que contraditoriamente só gera solidão de milhões.
O essencial, água, comida de qualidade que garanta saúde, e convívio humano com a necessária qualidade emocional nós negamos, não olhamos, não percebemos, que vivendo nas grandes cidades, perdemos o elo com o essencial. Quando um homem mata um boi jovem e sadio para nesse sacrifício de sua vida, alimentar os homens, ele desenvolve um respeito imenso pela inter-correlação das vidas entre si, do sacrifício, do sacro. Quem come embutidos e enlatados, esta anestesiado para essa realidade, dura e sensível de ver e contemplar, um galinha perder a vida, debatendo-se para alimentar a mesa.
O combustível, todos sabem, é o que pega fogo. O combustível pode ser tomado como energia, seja química, mecânica, elétrica e atômica. Energia se formos criteriosos, nada mais é do que força de trabalho, ou seja, a energia dos combustíveis amplia a capacidade e a força de gerar trabalho do homem, e o trabalho visa o beneficio de todos. Quando contemplamos uma grande cidade, vemos que muito combustível é usado para nada, para o lazer, para um transportar inútil por quilômetros infindos de pessoas subutilizadas, mal ajustadas as suas funções, para produzir menos de 30% do que poderiam produzir numa vida que respeite o essencial.
Esse combustível, essa energia, gasta com fartura nas grandes cidades e com muita e total irresponsabilidade, poderia estar gerando trabalho nas fazendas, gerando alimentos e saúde, aproximando os homens de suas relações essenciais e restaurando seu equilíbrio com a vida. Mais espaço, menos solidão, melhor qualidade do ar, mais sociabilização, mais compreensão do papel da fertilidade e da morte, mais desejo de amar o meio ambiente, o próximo e a Deus. Melhor dizendo com a relação mais próxima como a Vida, o Homem deseja mais a Deus, e por amor dele ama o próximo, e por amor ao próximo ama o meio ambiente todo que o circunda, onde, naturalmente esta, e vive o próximo.
Com a Luz Elétrica, o Radio a TV, a Internet a comunicação rompeu definitivamente as distancias. Não é mais necessário que as pessoas se apinhem em cidades para se preservar das feras e de outros homens. Os homens hoje podem ser espalhados pelos territórios sem prejuízo para as suas educações ou serem vitimas de longo isolamento.
Assim, o obvio precisa ser recuperado. Se eu te entrego um punhado de sementes, certamente você não as planta em um único vaso, mas as espalha em grande superfície. Igualmente se eu te entrego um punhado de lâmpadas, você certamente não as colocará em um único cômodo da casa, você vai espalhar pela casa para iluminar todo o ambiente. Ora, nos os homens somos luzes, pois somos inteligentes, somos sementes, porque geramos vida inteligente, então porque empilhar milhões de pessoas em um espaço exíguo, compactado, desconectado com as essências da vida, envenenado pelos gases dos veículos, oprimido pela disputa cotidiana, pela falta de solidariedade como se a vida fosse a arte de vencer e massacrar o próximo. O Sacrifício do amor, do caminho, e da Vida em Cristo é uma lição que deve ser contemplada na escolha que faremos para os próximos séculos. Espalhar, abrir os braços, correr nos campos, conviver com os animais, brincar em grupo com crianças saudáveis conscientes do sexo dos animais, da beleza do trigo, da importância das minhocas, da imensidão dos mares, e do prazer indescritível de beber águas puras sem altos teores de flúor e cloro.
Pequenas cidades, como faculdades, escolas, bibliotecas, laboratórios, campos, famílias e amor. Pense nisso.
È possível que você não esteja entendendo onde quero chegar. Quando você junta pessoas, eles se organizam em sutis relações de poder, e se possível fosse fazer uma imagem, se estabelece uma pirâmide social, onde os serviços e o consumo de bens se distribuem numa maneira bem clara. Quanto mais alta a pessoa, na pirâmide social, mais ele consome bens e serviços, quanto mais baixa na pirâmide social, mais a pessoa oferta serviços e menos consome bens, essa relação de poder. É por um lado massacrante, e por outro espelha a ordenação de uma sociedade escravizante. Espalhar as populações significa abrir as bases da pirâmide, e essa base, quanto maior for mais baixo estará o seu ápice, ou seja, a diferença de classes diminui, os serviços e bens se redistribuem, o consumo se equilibra numa nova relação com as coisas essenciais da vida. Uma sociedade mais igualitária é espalhada. Uma sociedade estratificada é amontoada, empilhada, num jogo que se reproduz e se reflete na sua arquitetura e urbanismo. Imagine o mundo como uma bola. O mundo como dentes, lembrando uma maça de guerra, é o mundo em que vivemos agora.
Wallace Requiâo de Mello e Silva.