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quinta-feira, 2 de junho de 2016

O Brasil Energético.

Lista de usinas hidrelétricas do Brasil, por capacidade instalada, até final de 2006:

Observação : Toda usina com geração de 1 até 30 MW é também comumente designada PCH - Pequena Central Hidrelétrica - Resolução ANEEL nº 652.

Índice

1   Lista das 10 maiores hidrelétricas do Brasil
2   Listagem de hidrelétricas do Brasil
3   Lista de pequenas centrais hidrelétricas do Brasil PCHs
4   Lista de centrais hidrelétricas do Brasil não ranqueadas;


Lista das 10 maiores hidrelétricas do Brasil

01 Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional  Rio Paraná     Paraná Paraná e Baandera de Hrias.png Hernandarias (Paraguai)  
02 Usina Hidrelétrica de Belo Monte     Rio Xingú     Pará Pará
03 Usina Hidrelétrica de Tucuruí Rio Tocantins     Pará Pará
04 Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós Rio Tapajós   Pará Pará
05 Usina Hidrelétrica de Jirau     Rio Madeira Rondônia
06 Usina Hidrelétrica Santo Antônio Rio Madeira Rondônia
07 Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira    Rio Paraná     São Paulo e  Mato Grosso do Sul    
08 Usina Hidrelétrica de Xingó   Rio São Francisco     Alagoas e  Sergipe
09 Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso IV  Rio São Francisco Bahia Bahia 
10 Usina Hidrelétrica Jatobá  Rio Tapajós  Pará Pará    

Listagem de hidrelétricas do Brasil

Usina Hidrelétrica de Itumbiara   GO e MG Rio Paranaíba     2 082 MW    1974-1980
Usina Hidrelétrica Teles Pires MT e PA Rio Teles Pires   1 820 MW    2010-2015
Usina Hidrelétrica de São Simão  MG e GO Rio Paranaíba     1 710 MW    ?-1978
Usina Hidrelétrica de Foz do Areia   PR Rio Iguaçu     1 676 MW    1975-1979
Usina Hidrelétrica de Jupiá          Rio Paraná    1 551 MW   1960-1974
Usina Hidrelétrica de Itaparica          Rio São Francisco 1 500 MW    1980 (década)
Usina Hidrelétrica de Itá         Rio Uruguai  1 450 MW   1980 (década)
Usina Hidrelétrica de Marimbondo        Rio Grande     1 440 MW
Usina Hidrelétrica de Porto Primavera        Rio Paraná     1 430 MW
Usina Hidrelétrica de Salto Santiago      Rio Iguaçu     1 420 MW
Usina Hidrelétrica de Água Vermelha         Rio Grande    1 396 MW
Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa      Rio das Almas 1 275 MW
Usina Hidrelétrica de Segredo      Rio Iguaçu    1 260 MW
Usina Hidrelétrica de Salto Caxias         Rio Iguaçu     1 240 MW
Usina Hidrelétrica de Furnas       Rio Grande   1 216 MW
Usina Hidrelétrica de Emborcação         Rio Paranaíba     1 192 MW
Usina Hidrelétrica de Machadinho         Rio Pelotas     1 140 MW
Usina Hidrelétrica Estreito      Rio Tocantins    1 087 MW
Usina Hidrelétrica de Salto Osório         Rio Iguaçu     1 078 MW
Usina Hidrelétrica Luiz Carlos Barreto (Estreito)       Rio Grande   1 050 MW
Usina Hidrelétrica de Sobradinho           Rio São Francisco 1 050 MW
Usina Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães         Rio Tocantins    902,5 MW
Usina Hidrelétrica Henry Borden      Canal do Rio Pinheiros e Rio das Pedras     889 MW
Usina Hidrelétrica Jamanxim       Rio Tapajós  881 MW (projetada)
Usina Hidrelétrica de Campos Novos          Rio Canoas    880 MW
Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó        Rio Uruguai     855 MW
Usina Hidrelétrica de Três Irmãos          Rio Tietê     807,50 MW
Usina Hidrelétrica Cachoeira do Caí      Rio Tapajós     802 MW (projetada)
Usina Hidrelétrica de São Manoel          Rio Teles Pires   746 MW (projetada)
Usina Hidrelétrica de Barra Grande       Rio Pelotas     708 MW
Usina Hidrelétrica de Capivara         Rio Paranapanema   619 MW
Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada         Rio Paranaíba     600 MW
Usina Hidrelétrica Cachoeira dos Patos       Rio Tapajós   528 MW (projetada)
Usina Hidrelétrica de Taquaruçu      Rio Paranapanema   526 MW
Usina Hidrelétrica de Nova Ponte          Rio Araguari     510 MW
Usina Hidrelétrica Itaúba        Rio Jacuí 500 MW
Usina Hidrelétrica de Sinop         Rio Teles Pires     461 MW (projetada)
Usina Hidrelétrica Mascarenhas de Moraes      Rio Grande    458 MW
Usina Hidrelétrica de Cana Brava          Rio Tocantins 456 MW
Usina Hidrelétrica de Itapebi       Rio Jequitinhonha     450 MW
Usina Hidrelétrica de Moxotó      Rio São Francisco     440 MW
Usina Hidrelétrica de Jaguara      Rio Grande   424 MW
Usina Hidrelétrica de Chavantes       Rio Paranapanema   414 MW
Usina Hidrelétrica de Miranda          Rio Araguari     408 MW
Usina Hidrelétrica de Três Marias          Rio São Francisco 396 MW
Usina Hidrelétrica de Volta Grande       Rio Grande     380 MW
Usina Hidrelétrica de Corumbá         Rio Corumbá     375 MW
Usina Hidrelétrica Santo Antonio do Jari          Rio Jari     392,95 MW
Usina Hidrelétrica Mauá         Rio Tibagi    361 MW
Usina Hidrelétrica de Irapé          Rio Jequitinhonha     360 MW
Usina Hidrelétrica de Rosana       Rio Paranapanema     353 MW
Usina Hidrelétrica de Tabajara          Rio Ji-Paraná     350 MW (em processo de licenciamento)
Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava        Rio Tietê   347 MW
Usina Hidrelétrica de Aimorés          Rio Doce 330 MW
Usina Hidrelétrica de Porto Colômbia         Rio Grande    320 MW
Usina Hidrelétrica Mário Lopes Leão (Promissão)      Rio Tietê 264 MW
Usina Hidrelétrica de Dardanelos      Rio Aripuanã     261 MW
Usina Hidrelétrica Governador Pedro Viriato Parigot de Souza       Rio Capivari e Rio Cachoeira  260 MW (antiga UHE Capivari-Cachoeira)
Usina Hidrelétrica de Balbina      Rio Uatumã  250 MW
Usina Hidrelétrica de São Salvador        Rio Tocantins 243,20 MW
Usina Hidrelétrica de Boa Esperança          Rio Parnaíba  237 MW
Usina Hidrelétrica de Samuel       Rio Jamari    216 MW
Usina Hidrelétrica de São Roque       Rio Canoas     214 MW
Usina Hidrelétrica de Manso       Rio das Mortes ou Rio Manso    212 MW
Usina Hidrelétrica Serra do Facão          Rio São Marcos    210 MW
Usina Hidrelétrica de Igarapava        Rio Grande     210 MW
Usina Hidrelétrica Itaocara          Rio Paraíba do Sul     195 MW (em processo de licenciamento)
Usina hidrelétrica de Salto Pilão       Rio Itajaí-Açu     182,30 MW
Usina Hidrelétrica Leonel de Moura Brizola (Jacuí)          Rio Jacuí 180 MW
Usina Hidrelétrica Passo Real      Rio Jacuí 158 MW
Usina Hidrelétrica Garibaldi        Rio Canoas   191 MW
Usina Hidrelétrica de Bariri         Rio Tietê 143 MW
Usina Hidrelétrica de Barra Bonita        Rio Tietê     141 MW
Usina Hidrelétrica de Guilman Amorim      Rio Piracicaba     140 MW
Usina Hidrelétrica de Baguari      Rio Doce 140 MW
Usina Hidrelétrica de Ibitinga      Rio Tietê 132 MW
Usina Hidrelétrica de Mascarenhas        Rio Doce     131 MW
Usina Hidrelétrica Castro Alves        Rio das Antas     130 MW
Usina Hidrelétrica Montes Claros          Rio das Antas 130 MW
Usina Hidrelétrica de Corumbá IV         Rio Corumbá 127 MW
Usina Hidrelétrica Dona Francisca         Rio Jacuí     125 MW
Usina Hidrelétrica Jauru         Rio Jauru 121 MW
Usina Hidrelétrica Quebra Queixo         Rio Chapecó     120 MW
Usina Hidrelétrica Telêmaco Borba        Rio Tibagi     120 MW
Usina Hidrelétrica de Fundão      Rio Jordão    118 MW
Usina Hidrelétrica de Santa Clara          Rio Jordão     118 MW
Usina Hidrelétrica Salto do          Rio Verdinho Rio Verde 108 MW
Usina Hidrelétrica de Euclides da Cunha          Rio Pardo 109 MW
Usina Hidrelétrica de Queimado       Rio Preto 105 MW
Usina Hidrelétrica de Salto Grande        Rio Santo Antônio   102 MW
Usina Hidrelétrica 14 de Julho          Rio das Antas     100 MW
Usina Hidrelétrica de Jurumirim       Rio Paranapanema   98 MW
Usina Hidrelétrica Salto GO        Rio Verde     116 MW
Usina Hidrelétrica Barra dos Coqueiros      Rio Claro     90 MW
Usina Hidrelétrica de Paraibuna       Rio Paraibuna Bacia do rio Paraíba do Sul    85 MW
Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo         Rio Paraopeba Bacia do Rio São Francisco  82 MW
Usina Hidrelétrica de Canoas I          Rio Paranapanema   81 MW
Usina Hidrelétrica de Caconde          Rio Pardo     80 MW
Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes         Rio Araguari     78 MW
Usina Hidrelétrica de Salto Grande        Rio Paranapanema   74 MW
Usina Hidrelétrica de Canoas II        Rio Paranapanema   72 MW
Usina Hidrelétrica Caçu         Rio Claro 65 MW
Usina Hidrelétrica de Santa Clara          Rio Mucuri     60 MW
Usina Hidrelétrica de São João          Rio Chopim  60 MW
Usina Hidrelétrica de Rosal         Rio Itabapoana  55 MW
Usina Hidrelétrica de Camargos        Rio Grande   48 MW
Usina Hidrelétrica de Cachoeirinha        Rio Chopim     45 MW
Usina Hidrelétrica Canastra         Rio Santa Maria 44 MW
Usina Hidrelétrica Barra do Braúna       Rio Pomba     39 MW
Usina Hidrelétrica Barra Bonita        Rio Tietê 36,02 MW
Usina Hidrelétrica de Espora       Rio Corrente 32 MW
Usina Hidrelétrica de Limoeiro         Rio Pardo     32 MW


Lista de pequenas centrais hidrelétricas do Brasil.
Pequena Central Hidrelétrica Mosquitão - Rio Caiapó (Iporá-GO) - 30 MW
Usina Paulista Walmir Lavrinhas de Energia - Rio Paraíba do Sul - 30 MW
Usina Hidrelétrica Irara - Rio Doce - 30 MW
Usina Hidrelétrica de Jataí - Rio Claro - 30 MW
Pequena Central Hi
PCH Santa Fé - Rio Itapemirim – Braços Norte direito e esquerdo - 29,60 MW
Usina Hidroelétrica Canoa Quebrada - Lucas do Rio Verde - 28 MW
PCH Jararaca - Rio da Prata - 28 MW
Usina Hidrelétrica Jaguari - Rio Jaguari - 27,60 MW
PCH da Ilha - Rio da
PCH Santo Cristo - Rio Pelotinhas - 19,50 MW
PCH São Mateus - Rio Lava Tudo - 19 MW
PCH João Borges - Rio Caveiras - 19 MW
Usina Hidrelétrica de Piau - Rios Pinho e Piau - 18 MW
PCH Coxilha Rica - Rio Pelotinhas - 18 MW
PCH Santa Cruz - - 15 MW
PCH Arvoredo - Rio Irani - 13,50 MW
PCH Santo Antônio do Caiapó pequeno Rio Caiapó (Iporá-GO) - 13,08 MW
PCH Antoninha - Rio Lava Tudo - 13 MW
Usina Hidrelétrica de Gafanhoto - Rio Pará - 13 MW
Usina Hidrelétrica Bugres - Rios Santa Maria e Santa Cruz - 11,50 MW
PCH Gamba - Rio Lava Tudo - 10,80 MW
PCH Pinheiro - Rio Caveiras - 10 MW
PCH Malacara - Rio Lava Tudo - 9,20 MW
PCH Itararé - Rio Caveiras - 9 MW
Usina Hidrelétrica de Peti - Rio Santa Bárbara - 9 MW
Usina Hidrelétrica de Rio das Pedras - Rio das Velhas - 9 MW
Usina Hidrelétrica de Poço Fundo - Rio Machado - 9 MW
Usina Antas I - Rio das Antas - 8,8 MW
Usina Hidrelétrica de Garcia - Angelina - 8 MW
Usina Hidrelétrica de Joasal - Rio Paraibuna - 8 MW
Usina Hidrelétrica de Tronqueiras - Rio Tronqueiras - 8 MW
Usina Hidrelétrica de Martins - Rio Uberabinha - 8 MW
Usina Hidrelétrica de Moji-Guaçu - Rio Moji-Guaçu - 7 MW
Usina Hidrelétrica de Cajuru - Rio Pará - 7 MW
Usina Hidrelétrica de São Bernardo - Rio São Bernardo - 7 MW
Usina Hidrelétrica da Derivação do Rio Jordão - Rio Jordão - 6,50 MW
Usina Hidrelétrica Capão Preto - Ribeirão dos Negros e Rio do Quilombo - 5,52 MW
Usina Hidrelétrica Santana - Rio Jacaré-Guaçu - 4,32 MW
Usina Hidrelétrica Caju - Rio Xanxerê - 4 MW
Usina Hidrelétrica Capingüí - Rio Capingüí - 4 MW
Usina Hidrelétrica de Paraúna - Rio Paraúna - 4 MW
Usina Hidrelétrica de Pandeiros - Rio Pandeiros - 4 MW
Usina Hidrelétrica de Paciência - Rio Paraibuna - 4 MW
Usina Hidrelétrica Ernestina - Rio Jacuí - 3,70 MW
Usina Hidrelétrica Passo Ajuricaba - Rio Ijui - 3,70 MW
Usina Hidrelétrica de Tombos - Rio Carangola - 2,88 MW
Usina Hidrelétrica Luiz Dias - Rio Lourenço Velho - 2,40 MW
Usina Hidreletrica Cachoeira do Brumado - Rio do Peixe - 2,30 MW
Usina Hidrelétrica Chibarro - Rio Chibarro - 2,28 MW
Usina Hidrelétrica do Lobo - Rio do Lobo e Rio Itaqueri - 2,10 MW
Usina Hidrelétrica de Salto de Morais - Rio Tijuco - 2 MW
Usina Hidrelétrica de Sumidouro - Rio Sacramento - 2 MW
Usina Hidrelétrica de Anil - Rio Jacaré - 2 MW
Usina Hidrelétrica de Machado Mineiro - Rio Pardo - 2 MW
Usina Hidrelétrica de Xicão - Rio Santa Cruz - 2 MW
Usina Hidrelétrica Santa Rosa - Rio Santa Rosa - 1,90 MW
Usina Hidrelétrica Guarita - Rio Guarita - 1,70 MW
Usina Hidrelétrica Herval - Rio Cadeia - 1,40 MW
Usina Hidrelétrica Maurício - Rio Novo - 1,28 MW
Usina Hidrelétrica Cachoeira do Salto - Rio do Braço - 1,20 MW
Usina Hidrelétrica Forquilha - Rio Forquilha - 1,10 MW
Usina Hidrelétrica Toca - Rio Santa Cruz - 1,10 MW
Usina Hidrelétrica Passo do Inferno - Rio Santa Cruz - 1,10 MW
Usina Hidrelétrica Ijuizinho - Rio Ijuizinho - 1 MW
Usina Hidroelétrica de Santa Marta - Rio Ticororó - 1 MW
Usina Véu das Noivas - Rio das Antas - 0,90 MW
Usina Bortolan - Rio das Antas - 0,72 MW
Usina Hidrelétrica Ivaí - Rio Ivaí - 0,70 MW
Usina Hidrelétrica Sede - Rio Potiribu - 0,70 MW
Usina Hidrelétrica de Bocaina - Rio Bravo - 0,62 MW
Usina Hidrelétrica Monjolinho - Rio Monjolinho - 0,60 MW


Lista de centrais hidrelétricas do Brasil não ranqueadas

Usina Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão - Rio Araguarí (Ferreira Gomes-AP) - 219 MW (em construção)
Usina Hidrelétrica Guaricana - Rio Arraial - 36 MW
Usina Hidrelétrica Cavernoso II - Rio Cavernoso - 19 MW
Usina Hidrelétrica Chaminé - Rio São João - 18 MW
Usina Hidrelétrica Itatinga - Rio Itatinga - 15 MW
Usina Hidrelétrica Apucaraninha - Rio Apucaraninha - 10 MW

Usina Hidrelétrica Mourão - Rio Mourão - 8,20 MW






Hoje temos 11 Blogs, alguns podem ser acessados diretamente nessa página, clicando onde esta escrito, ACESSE CLICANDO ABAIXO, logo depois do Perfil, na margem esquerda. Muito obrigado pela visita.

No futuro não digam que ele se omitiu;


Sem a pretensão de uma aula sobre o

assunto, para efeito de preliminar à

proposta que vou fazer, gostaria de

relembrar com as senhoras e os senhores

antigas lições sobre a evolução da idéia de

democracia, essa forma de governo tão

deficiente, mas que ainda se revela

insubstituível.

      Como somos, na definição de

Aristóteles, ántropos politikón, isto é,

animais gregários, societários, era natural

que buscássemos, desde  cedo, regras de

convivência. Temos, assim, a Ágora grega,

onde os cidadãos, diretamente, sem

intermediação ou representação delegada

decidiam os destinos da sociedade. E eram

remunerados, por disporem de seu tempo e

afazeres, para participaram da assembléia,

daí a origem dos proventos dos

parlamentares, hoje existente no mundo

todo.

       É claro, com o tempo, pela

impraticabilidade do exercício democrático

direto, institui-se a representação delegada.

Pelo voto, a povo escolhe quem legislará

em seu nome.

       Mas, desde que estabelecida, a

democracia representativa conviveu com

críticas aos limites de seu exercício.

        Por exemplo, Jean Jacques Rousseau,

tido com o pai da democracia moderna, na

sua obra mais conhecida, o Contrato Social,

lançado em 1762, desdenha a tão decantada

democracia representativa inglesa. Dizia

ele: “O povo inglês acredita ser livre, mas

se engana redondamente; só é livre durante

a eleição dos membros do parlamento; uma

vez que estes são eleitos, o povo volta a ser

escravo, não é mais nada”.

      Para Rousseau, a soberania popular não

pode ser representada, pela mesma razão de

que ela não pode ser alienada. Nem

representada, nem alienada.   

          Essencialmente, a soberania consiste

na vontade geral e essa vontade geral

jamais pode ser representada, dizia ele.

Logo, deduzia, os Deputados não são e nem

podem ser representantes do povo, porque

eles não são mais que comissários do

povo e assim não podem concluir nada

definitivamente.

       

        Com esta crítica radical à democracia

representativa, afirmando que os

parlamentares não podem concluir nada

definitivamente, Rousseau retoma a idéia

da democracia direta e revive o conceito

de mandato imperativo.

         Segundo Rousseau, a soberania

popular implica uma concentração de

poderes nas mãos do povo, a tomada de

decisões através da democracia direta e a

eleição de simples comissários exercendo o

poder em nome do povo.  

         No entanto, diz Norberto Bobbio em

seu livro “O Futuro da Democracia”,

Rousseau também estava convencido de

que “uma verdadeira democracia jamais

existiu nem existirá", pois requer condições,

pressupostos, difíceis de serem reunidos.

Por exemplo, exigiria um estado muito

pequeno, com poucos habitantes "no qual

ao povo seja fácil reunir-se e que cada

cidadão possa facilmente conhecer todos os

demais ;" exigiria "uma grande simplicidade

de costumes que impeça a multiplicação

dos problemas e as discussões espinhosas”;

por fim, exigiria “uma grande igualdade de

condições e fortuna” entre os cidadãos.

       Rousseau, como cita Bobbio,

concluía: "Se existisse um povo de deuses,

governar-se-ia democraticamente. Mas um

governo assim perfeito não é feito para os

homens".  

            Mas, com sua crítica radical à

democracia representativa, decretando que

os parlamentares não podem concluir

nada definitivamente, Rousseau retoma a

idéia da democracia direta e revive o

conceito de mandato imperativo.

        O que é o mandato imperativo?

        Menciono dois juristas brasileiros que

trataram do assunto.

        Diz Darcy Azambuja: O mandato

imperativo obriga o eleito a seguir

fielmente as instruções (....) que lhe dão os

eleitores. Por meio da existência do

mandato imperativo, o povo tem o poder de

ditar o seu plano de governo, o qual deverá

ser observado pelo governante, sob pena de

o mesmo ser destituído de seu cargo.

        Agora, Paulo Bonavides: O mandato

imperativo sujeita os atos do mandatário

à vontade do mandante, transformando o

eleito em simples depositário da

confiança do eleitor;

 juridicamente, equivale a um acordo de

vontade ou a um contrato entre o eleito e o

eleitor; e, politicamente, reconhece a

supremacia permanente do corpo eleitoral

(...).

         Quer dizer, a idéia de mandato

imperativo está vinculada à idéia do recall,

da revogação do mandato concedido, do

cancelamento da representação, da

retirada da delegação por quem a deu, o

povo.

         Assim, desse ponto de vista, a

presidente Dilma deveria ser afastada do

cargo por não ter cumprido os

compromissos que assumiu com o povo

brasileiro, governando em contradição com

o contrato que firmou com eleitores na

campanha de 2014, mas nunca, jamais por

crimes de responsabilidade que, todos

sabemos, inclusive a oposição, ela não

cometeu.

         Na verdade, a oposição pouco se dá se

a presidente não cumpriu o programa

acordado com os eleitores, mesmo porque a

oposição era contra aqueles compromissos

e, no fundo de sua alma neoliberal, isso a

satisfaz.

         Mas, pior ainda;é o pretenso governo

que quer tomar a cadeira da presidente

Dilma.

         Se, do ponto de vista do mandato

imperativo, a presidente poderia ter a sua

delegação revogada, imagine, também

desse ponto de vista, a tremenda

ilegitimidade de um governo que nasce de

um golpe parlamentar e cujos protagonistas

saem por aí a encomendar um programa aos

bancos, às federações patronais, ao

mercado. Além de um governo sem

consenso e sem compromissos nacionais,

populares e democráticos, um governo

nascido longe e apartado da soberania

popular, da vontade popular.

           Definitivamente não, da mesma

forma, para governo assim, nascido assim.

            O que legitimaria, então, um novo

governo?

            Novas eleições.

            O povo é que deve decidir.

            Novas eleições com a instituição

do mandato imperativo; isto é, com a

submissão do eleito a referendo

popular, para chancelar ou não o seu

mandato.

            Decorrido determinado tempo da

eleição –um ano, por exemplo- por

requerimento de 2/3 do Congresso ou por

requerimento de dez por cento dos eleitores,

o presidente da República seria submetido à

avaliação popular. Soberanamente, o povo

decidiria a continuidade ou não de seu

governo.

            Caso o eleito não tivesse cumprido

o que fora pactuado com o povo, durante o

processo eleitoral, ele teria o seu mandato

cancelado e haveria novas eleições.

            Enfim, com o mandato imperativo

os governantes serão escolhidos para

realizar determinado programa que não

executado custará o mandato deles.

             A decisão é sempre do povo. O

povo escolhe, o povo destitui. O povo

entroniza, o povo derruba.

             Com a possibilidade de revogação

do mandato presidencial não corremos o

risco –ou será menor o risco- de se

prometer certas coisas na campanha

eleitoral e praticar outras no governo.

           Se o candidato é neoliberal e

pretende governar para o mercado

financeiro, para os ricos e poderosos; se o

candidato é a favor da austeridade e

pretende lanhar o lombo do trabalhador,

tirando-lhe o emprego, revogando direitos

trabalhistas e previdenciários, o candidato

terá que defender essas ideais e lutar para

convencer os eleitores a dar-lhe o mandato

para implantar esse programa.

         Não teremos, então, discursos

inflamados contra o desemprego, ao mesmo

tempo em que defendem a flexibilização da

CLT e das leis previdenciárias, a

terceirização, a mudança da política do

salário mínimo, as restrições aos sindicatos

e mais.

         Não teremos os veementes protestos

contra os juros altos ao mesmo tempo em

que defendem o mercado financeiro e têm

os bancos como as vacas sagradas,

intocáveis, do sistema.

         Não teremos aquelas arengas

incandescentes sobre os investimentos em

saúde, educação, saneamento, infra-estrutura

e segurança ao tempo em que desvinculam

receitas, estabelecem tetos para os gastos

públicos, cingem os bancos estatais com

camisas de força para garantir os

numerários para pagamento da dívida

pública.               

         Não mais trapaças, não mais

promessas enganosas e mirabolantes.

          Utopia?

          De forma alguma. Se somos sinceros

e queremos de fato mudar as coisas, é o

caminho.

          Senhoras e senhores senadores.

          Afunilam-se a cada hora mais os

caminhos para a salvação do mandato da

presidente Dilma.

           Se minha posição contra o

impeachment é uma posição há muito

consolidada, inamovível, não tenho os

olhos fechados a ponto de desconhecer o

que se desenha à frente.

           Diante disso, apelo à presidente não

que desista e sim que abra uma janela de

esperança para o país, convocando novas

eleições presidenciais para outubro deste

ano. Consumado o golpe parlamentar-

empresarial-midiático poderemos ter no

comando da República o mais deslavado,

cruel e impiedoso governo neoliberal. Não

que o governo da presidente Dilma seja um

primor, o supra-sumo do progressismo, um

paladino destemido das causas nacionais e

populares. Não. Mas o que se vislumbra nas

frestas da conspiração é o retrocesso, é a

marcha ré rascante, violenta no pouco que

se avançou.

         Concordo com D. Mauro Morelli,

bispo emérito da diocese de Duque de

Caxias, Rio de Janeiro, quando ele afirma:

“Em longo processo de negociação e de

concessões, foram distribuídas volumosas

migalhas sem medidas estruturais

promotoras da cidadania”.

         Pois bem, com um previsível governo

neoliberal, nem mais as migalhas teremos.

          Presidente Dilma, ainda é tempo de

salvar o Brasil de uma desgraça maior.

Presidente, convoque novas eleições para

que o povo e não um parlamento

desmoralizado pelas denúncias de

corrupção e refém de financiadores de
Sem a pretensão de uma aula sobre o

assunto, para efeito de preliminar à

proposta que vou fazer, gostaria de

relembrar com as senhoras e os senhores

antigas lições sobre a evolução da idéia de

democracia, essa forma de governo tão

deficiente, mas que ainda se revela

insubstituível.

      Como somos, na definição de

Aristóteles, ántropos politikón, isto é,

animais gregários, societários, era natural

que buscássemos, desde  cedo, regras de

convivência. Temos, assim, a Ágora grega,

onde os cidadãos, diretamente, sem

intermediação ou representação delegada

decidiam os destinos da sociedade. E eram

remunerados, por disporem de seu tempo e

afazeres, para participaram da assembléia,

daí a origem dos proventos dos

parlamentares, hoje existente no mundo

todo.

       É claro, com o tempo, pela

impraticabilidade do exercício democrático

direto, institui-se a representação delegada.

Pelo voto, a povo escolhe quem legislará

em seu nome.

       Mas, desde que estabelecida, a

democracia representativa conviveu com

críticas aos limites de seu exercício.

        Por exemplo, Jean Jacques Rousseau,

tido com o pai da democracia moderna, na

sua obra mais conhecida, o Contrato Social,

lançado em 1762, desdenha a tão decantada

democracia representativa inglesa. Dizia

ele: “O povo inglês acredita ser livre, mas

se engana redondamente; só é livre durante

a eleição dos membros do parlamento; uma

vez que estes são eleitos, o povo volta a ser

escravo, não é mais nada”.

      Para Rousseau, a soberania popular não

pode ser representada, pela mesma razão de

que ela não pode ser alienada. Nem

representada, nem alienada.   

          Essencialmente, a soberania consiste

na vontade geral e essa vontade geral

jamais pode ser representada, dizia ele.

Logo, deduzia, os Deputados não são e nem

podem ser representantes do povo, porque

eles não são mais que comissários do

povo e assim não podem concluir nada

definitivamente.

       

        Com esta crítica radical à democracia

representativa, afirmando que os

parlamentares não podem concluir nada

definitivamente, Rousseau retoma a idéia

da democracia direta e revive o conceito

de mandato imperativo.

         Segundo Rousseau, a soberania

popular implica uma concentração de

poderes nas mãos do povo, a tomada de

decisões através da democracia direta e a

eleição de simples comissários exercendo o

poder em nome do povo.  

         No entanto, diz Norberto Bobbio em

seu livro “O Futuro da Democracia”,

Rousseau também estava convencido de

que “uma verdadeira democracia jamais

existiu nem existirá", pois requer condições,

pressupostos, difíceis de serem reunidos.

Por exemplo, exigiria um estado muito

pequeno, com poucos habitantes "no qual

ao povo seja fácil reunir-se e que cada

cidadão possa facilmente conhecer todos os

demais ;" exigiria "uma grande simplicidade

de costumes que impeça a multiplicação

dos problemas e as discussões espinhosas”;

por fim, exigiria “uma grande igualdade de

condições e fortuna” entre os cidadãos.

       Rousseau, como cita Bobbio,

concluía: "Se existisse um povo de deuses,

governar-se-ia democraticamente. Mas um

governo assim perfeito não é feito para os

homens".  

            Mas, com sua crítica radical à

democracia representativa, decretando que

os parlamentares não podem concluir

nada definitivamente, Rousseau retoma a

idéia da democracia direta e revive o

conceito de mandato imperativo.

        O que é o mandato imperativo?

        Menciono dois juristas brasileiros que

trataram do assunto.

        Diz Darcy Azambuja: O mandato

imperativo obriga o eleito a seguir

fielmente as instruções (....) que lhe dão os

eleitores. Por meio da existência do

mandato imperativo, o povo tem o poder de

ditar o seu plano de governo, o qual deverá

ser observado pelo governante, sob pena de

o mesmo ser destituído de seu cargo.

        Agora, Paulo Bonavides: O mandato

imperativo sujeita os atos do mandatário

à vontade do mandante, transformando o

eleito em simples depositário da

confiança do eleitor;

 juridicamente, equivale a um acordo de

vontade ou a um contrato entre o eleito e o

eleitor; e, politicamente, reconhece a

supremacia permanente do corpo eleitoral

(...).

         Quer dizer, a idéia de mandato

imperativo está vinculada à idéia do recall,

da revogação do mandato concedido, do

cancelamento da representação, da

retirada da delegação por quem a deu, o

povo.

         Assim, desse ponto de vista, a

presidente Dilma deveria ser afastada do

cargo por não ter cumprido os

compromissos que assumiu com o povo

brasileiro, governando em contradição com

o contrato que firmou com eleitores na

campanha de 2014, mas nunca, jamais por

crimes de responsabilidade que, todos

sabemos, inclusive a oposição, ela não

cometeu.

         Na verdade, a oposição pouco se dá se

a presidente não cumpriu o programa

acordado com os eleitores, mesmo porque a

oposição era contra aqueles compromissos

e, no fundo de sua alma neoliberal, isso a

satisfaz.

         Mas, pior ainda;é o pretenso governo

que quer tomar a cadeira da presidente

Dilma.

         Se, do ponto de vista do mandato

imperativo, a presidente poderia ter a sua

delegação revogada, imagine, também

desse ponto de vista, a tremenda

ilegitimidade de um governo que nasce de

um golpe parlamentar e cujos protagonistas

saem por aí a encomendar um programa aos

bancos, às federações patronais, ao

mercado. Além de um governo sem

consenso e sem compromissos nacionais,

populares e democráticos, um governo

nascido longe e apartado da soberania

popular, da vontade popular.

           Definitivamente não, da mesma

forma, para governo assim, nascido assim.

            O que legitimaria, então, um novo

governo?

            Novas eleições.

            O povo é que deve decidir.

            Novas eleições com a instituição

do mandato imperativo; isto é, com a

submissão do eleito a referendo

popular, para chancelar ou não o seu

mandato.

            Decorrido determinado tempo da

eleição –um ano, por exemplo- por

requerimento de 2/3 do Congresso ou por

requerimento de dez por cento dos eleitores,

o presidente da República seria submetido à

avaliação popular. Soberanamente, o povo

decidiria a continuidade ou não de seu

governo.

            Caso o eleito não tivesse cumprido

o que fora pactuado com o povo, durante o

processo eleitoral, ele teria o seu mandato

cancelado e haveria novas eleições.

            Enfim, com o mandato imperativo

os governantes serão escolhidos para

realizar determinado programa que não

executado custará o mandato deles.

             A decisão é sempre do povo. O

povo escolhe, o povo destitui. O povo

entroniza, o povo derruba.

             Com a possibilidade de revogação

do mandato presidencial não corremos o

risco –ou será menor o risco- de se

prometer certas coisas na campanha

eleitoral e praticar outras no governo.

           Se o candidato é neoliberal e

pretende governar para o mercado

financeiro, para os ricos e poderosos; se o

candidato é a favor da austeridade e

pretende lanhar o lombo do trabalhador,

tirando-lhe o emprego, revogando direitos

trabalhistas e previdenciários, o candidato

terá que defender essas ideais e lutar para

convencer os eleitores a dar-lhe o mandato

para implantar esse programa.

         Não teremos, então, discursos

inflamados contra o desemprego, ao mesmo

tempo em que defendem a flexibilização da

CLT e das leis previdenciárias, a

terceirização, a mudança da política do

salário mínimo, as restrições aos sindicatos

e mais.

         Não teremos os veementes protestos

contra os juros altos ao mesmo tempo em

que defendem o mercado financeiro e têm

os bancos como as vacas sagradas,

intocáveis, do sistema.

         Não teremos aquelas arengas

incandescentes sobre os investimentos em

saúde, educação, saneamento, infra-estrutura

e segurança ao tempo em que desvinculam

receitas, estabelecem tetos para os gastos

públicos, cingem os bancos estatais com

camisas de força para garantir os

numerários para pagamento da dívida

pública.               

         Não mais trapaças, não mais

promessas enganosas e mirabolantes.

          Utopia?

          De forma alguma. Se somos sinceros

e queremos de fato mudar as coisas, é o

caminho.

          Senhoras e senhores senadores.

          Afunilam-se a cada hora mais os

caminhos para a salvação do mandato da

presidente Dilma.

           Se minha posição contra o

impeachment é uma posição há muito

consolidada, inamovível, não tenho os

olhos fechados a ponto de desconhecer o

que se desenha à frente.

           Diante disso, apelo à presidente não

que desista e sim que abra uma janela de

esperança para o país, convocando novas

eleições presidenciais para outubro deste

ano. Consumado o golpe parlamentar-

empresarial-midiático poderemos ter no

comando da República o mais deslavado,

cruel e impiedoso governo neoliberal. Não

que o governo da presidente Dilma seja um

primor, o supra-sumo do progressismo, um

paladino destemido das causas nacionais e

populares. Não. Mas o que se vislumbra nas

frestas da conspiração é o retrocesso, é a

marcha ré rascante, violenta no pouco que

se avançou.

         Concordo com D. Mauro Morelli,

bispo emérito da diocese de Duque de

Caxias, Rio de Janeiro, quando ele afirma:

“Em longo processo de negociação e de

concessões, foram distribuídas volumosas

migalhas sem medidas estruturais

promotoras da cidadania”.

         Pois bem, com um previsível governo

neoliberal, nem mais as migalhas teremos.

          Presidente Dilma, ainda é tempo de

salvar o Brasil de uma desgraça maior.

Presidente, convoque novas eleições para

que o povo e não um parlamento

desmoralizado pelas denúncias de

corrupção e refém de financiadores de

campanhas decida.

          O povo decide. Eleições já!

Senador Roberto Requião. 
campanhas decida.

          O povo decide. Eleições já!


Senador Roberto Requião.






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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Marxismo e Psicanálise.

MERCREDI 27 OCTOBRE 2010

Marxismo e Psicanálise.

Marxismo e psicanálise.
O óbvio não ululante.
Se você recorrer ao dicionário enciclopédico Koogan Houaiss verá no verbete Escola de Frankfurt a seguinte definição: escola filosófica alemã que busca com Horkheimer, Adorno, Hebert Marcuse e depois com Habermas, recriar um marxismo independente do partido a partir da “pesquisa social” e de conceitos oriundos da psicanálise.
Horkheimer Filho de um industrial judeu, Max Horkheimer nasceu em 14 de fevereiro de 1895, em Stuttgart, na Alemanha. Uniu-se a um grupo de judeus tais como: Theodor W. Adorno (1903-1969) Walter Benjamin (1892-1940), Jürgen Habermas (1929), Herbert Marcuse (1898-1979) e Erich Fromm (1900-1980), todos judeus desenvolveram estudos de orientação marxista.
Logo sem qualquer preconceito podemos dizer, sem erros, que a Escola de Frankfurt não era uma escola de filosofia alemã, mas um grupo de estudos judaicos, que se aproveita do prestigio da Universidade de Frankfurt, financiados por grandes capitalistas judeus, com um objetivo claro e definido, produzir um discurso revolucionário. Vejam vocês que no texto da Koogan, o termo “pesquisa social” está entre aspas, demonstrando que a pesquisa social, nunca foi fonte dos estudos da Escola Judia de Frankfurt. Esta é uma verdade óbvia, que o profissionalismo da dissimulação judaica tão bem escondeu.
Bem, igualmente a psicanálise se impunha pelo judeu Sigmund Freud, e o marxismo era o fruto teórico do também judeu alemão Carl Marx. Então podemos ver que a convergência entre o marxismo e a psicanálise não esta na teoria nem no discurso, muito menos na sua lógica, mas no fato de seus membros divulgadores, serem todos judeus.
Ora a condição de ser judeu, antes da criação do Estado de Israel, era e é uma condição estritamente religiosa. A negação da condição israelita elimina do judeu a sua condição e seu status de membro do povo escolhido, e, portanto, o excluí, pelo sectarismo racial e religioso da condição de filho de Abraão.
Esse ponto é de máxima importância. Pois nos mostra que o materialismo de Marx era um discurso, não para os judeus, mas para os goin, especifico para criar uma revolta social e derrubar o sistema reinante. (com que propósito?) Se Marx tivesse verdadeiramente abdicado de seu Deus, ele já não seria chamado o judeu alemão Carl Marx, seria a vergonha de sua família rabínica, seria execrado pela comunidade judaica. E nunca foi, portanto cumpriu satisfatoriamente uma missão de interesse comunitária israelita. Então esse conjunto de pensadores nos indica outro caminho de pesquisa, óbvio, mas, não ululante, para ser seguido por quem busca a verdade dos fatos.
Ate então o judaísmo não se apresentava divido com categorias tais como dos ortodoxos, liberais, etc., divisão que curiosamente também surge na Maçonaria, regular e irregular e na Igreja, progressistas e conservadores ou tradicionalistas. O Grupo de Frankfurt dava como porta estandarte o mote. Ora esses mesmos judeus migrariam para os EUA, e lá pressionariam ao Governo Americano (não só eles) a entrarem na guerra. É também curioso observar, que nas lideranças da Revolução Russa existiam as lideranças judias a serviço dessa causa, e o mais espantoso, é que entre o Alto Comando Nazista, também iremos encontrar lideranças judias.
Afora o vicio na cocaína em Freud e a pedofilia em Lacan, Oscar Cesarotto escreveu interessante artigo na Folha de São Paulo comentando o livro “Teoria Marxista da Subjetividade”. Folha, Letras em 9 de Setembro de 1989. Não me estenderei em replicar o texto de Casarotto que era titulado: “Marxistas revelam convergência com psicanálise”. Ora, é justamente esta convergência que chamamos aqui de o “obvio não ululante”, uma subjetividade existente na condição de ser judeu dissimulada nas suas obras, que muito longe de serem fruto do gênio individual, como querem parecer fazer crer, são fruto de profundo conhecimento teológico de rabinos anônimos, sionistas no sentido moderno, especializados no combate a Moral Cristã. Derrubar essa moral, para eles significa desalienar, mas para nós observadores significa derrubar pelas raízes a sociedade cristã destruindo os fundamentos que a suporta, e substituí-la no caos assim criado pelo governo Mundial Sionista que é negado por qualquer judeu inteligente. Um estado de coisas que devolveria ao israelita o domínio e a predileção de Deus pelos Judeus em detrimento dos demais povos da Terra. O discurso é subjetivo. Porém esbarra numa dificuldade. Veja esse texto tirado daquele livro: As representações para serem socialmente eficientes, devem também ser subjetivamente eficientes. Varias observações de Marx e Engels podem ser consideradas sob esse ângulo. Por exemplo: Por que as religiões sobreviveram para além de suas condições históricas? Por que o cristianismo não desapareceu com o Império Romano (vejam a maldade da pergunta, negando a condição judaica do cristianismo) Por que ele se adaptou a novas condições históricas? Mas permanece a questão: Por que o cristianismo resistiu e não desapareceu? Ora a pergunta deveria ser: Por que o judaísmo não desapareceu? Porque ele se fundamenta em uma verdade histórica e teológica, e o cristianismo, na pessoa do Messias Prometido, que se fundamenta em uma verdade histórica e teológica abre na NOVA e definitiva aliança, o universalismo da história da salvação, derrogando de uma vez por todas a possibilidade de um governo Sionista, sectário e com alcance mundial. As bases subjetivas são as mesmas. O pressuposto o mesmo. O resultado diferente. O cristianismo serve. O judaísmo teima em servir-se e espera ser servido pelo mundo pagão. Todo o seu discurso de transferência de culpa, na teoria de que o desejo é sempre o desejo do outro, e dissimulação faz do judeu um individuo cindido, cuja libido (impulso de vida e procriação) é abortada por princípios de ordem racial e religiosa, a libido do judeu é sectária, assim, ele produz um discurso dissimulante. Como? Veja isso: Freud preferiu desconsiderar o marxismo (dissimulação do desejo). Lacan considerava o marxismo um novo evangelho (dissimulação do desejo). Essa dissimulação esconde um segredo: o encobrimento das razões históricas de um povo na construção da subjetividade e eficiência dominadora apresentando-a como sendo a essência imutável do homem, a chave para negar o serviço cristão ao próximo ridicularizado sempre como se fosse aquele culpado.










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sábado, 28 de maio de 2016