domingo, 27 de dezembro de 2009
A Cosmogonia judeu-Cristã
Antes de tudo é preciso admitir, que o homem sempre se percebeu parte de um contesto de forças muito superiores a ele. Frio intenso, neve colocando-lhe a vida em risco, calor insuportável, secas sazonais, violência dos ventos, tufões, tornados, ciclones, erupções vulcânicas, incêndios florestais, terremotos, enchentes, chuvas de pedras, mistérios celestes... Perguntas e perguntas sem fim.
Outra coisa que temos que admitir sem o que não entenderemos esse texto, é que o homem, seu aprendizado através dos séculos, diz respeito em primeiro lugar ao auto-controle, ou seja, educar-se, ou ser educado, é controlar-se. Pois bem, quando falamos em ação humana, falamos em valores, pois sem isso, falamos apenas em ação animal. Homem e valor, homem e racionalidade se confundem. Assim os valores são os freios internos aceitos pelo individuo racionalmente em vias de educar-se, ou como queiram, de pautar seu comportamento. E desse modo controlar seus comportamentos, suas ações. Os valores morais se desenvolvem na vida do individuo de tal modo que se tornam, para o homem, superiores do que à sua própria vida individual. Isso, é a mais radical expressão do valor humano, o maior aperfeiçoamento da consciência social. Somente quando se atinge esse patamar moral vencemos o egoísmo de sobrevivência. Assim o homem pode morrer pelas suas idéias, pelo seu país, pela sua família, pelos seus filhos, pela sua mulher. Se não compreendermos isso, não compreenderemos o cristianismo.
Quando esses valores que regulam o fazer ou deixar de fazer humanos se deduzem da compreensão de Deus, do qual somos imagem e semelhança, na vontade, inteligência, racionalidade e ação, e aceitamos que Deus se revela ao Homem, não só através dos mistérios naturais, mas sobre tudo, no Verbo Encarnado, chamamos a esse freio de valores, MORAL. No caso Moral Cristã. Quando não acreditamos na revelação, mas que o homem esta construindo valores para seu convívio social e para explicação do mundo, chamamos a isso ÉTICA. As duas palavras têm origem no mesmo radical, um grego e outro latino: Morus, do Latim, comportamento revelado pela vontade de Deus, e Éthos do Grego, comportamento costumeiro. Aos costumes como se dizia.
Então se há alguma responsabilidade do homem com o meio que o cerca, o ambiente que o cerca, antes de tudo devemos nos perguntar: quais os valores que controlam a ação humana com relação ao meio que o cerca, incluindo como é obvio, o meio social e os outros homens, pois o homem não se relaciona apenas com o meio Cósmico, mas com o Meio Social?
Chegamos enfim onde eu queria: Uma resposta lógica: A relação ecológica é acima de tudo uma relação moral, ou no mínimo ética, é uma relação de valor. Ora, “Oikós”, casa, habitat (ambiente familiar no entorno) que é a palavra grega que dá origem ao termo ecologia (oikós+ Logos= casa+ estudo) fala diretamente das relações do homem com sigo mesmo, como o próximo e as coisas em sua volta. Não há ecologia sem o homem, como alguns querem fazer crer. Uma harmonia cósmica que dispense o homem como sendo acessório, pois sem o pensamento do homem “realizando” o estudo da ecologia, só nos restará, para explicação dessa harmonia, a Inteligência e onipotência de Deus, e Deus criou o Homem, e o criou sua imagem e semelhança. Portanto o homem não é uma doença cósmica.
Se é assim, se essa é a evidência qual é o valor, a Moral, a ética, que pauta o relacionamento humano com o ambiente onde estão em primeiro lugar os outros homens, pois o homem não nasce sozinho, nem sobrevive ou se multiplica sozinho? Ora, o primeiro “oikós” é a família, o pequeno grupo humano que perpetua a espécie humana e garante a sobrevivência. Então o primeiro valor é o familiar, sem o qual não há educação, transmissão de experiências, cultura ( o culto em torno da mesa= Kult tour né ). E um jogo de palavras, embora traduza precisamente o que é a cultura.
Ora, a ciência que estuda a origem e evolução ou desenvolvimento do Cosmo, é a Cosmogonia. A cosmogonia judeu cristã é muito clara, Deus ( O Verbo= Palavra que indica ação, vontade e inteligência) criou o Cosmo. No início era o Verbo, leremos em Genesis. Afora a cosmogonia judeu-cristã há outras, mas todas intuem uma força que antecede ao homem, ao planeta, as estrelas, que é responsável pela sua origem, e sua evidente harmonia temporal ( ilius tempore).Ora, a grande pergunta que nos se impõem é: essa vontade quer algo dos homens? Ela indica um comportamento ideal, desejável, para o homem nas suas relações com o seu entorno? Se SIM, isto é a Ecologia Cristã, pois o VERBO criador se faz Carne, e habita entre nós, ou seja, se relaciona conosco, e desse relacionamento moral, não há duvida, esta a regra da ecologia cristã, ou seja, a regra moral do comportamento da casa, do grupo, do ambiente do entorno, ou meio ambiente. (Aliás, “ambi + ente” esconde a relação entre “ambos os entes”, o espiritual e o físico ou material).
Então há uma relação da harmonia entre os homens e a harmonia cósmica?
Sim há! O “Pai Nosso”, única oração que o Verbo Encarnado nos ensinou diz: Seja Feita a Tua Vontade, assim no Céu como na Terra. Ora a harmonia cósmica esta nas mãos de Deus, e na nossa vontade, enquanto imagem e semelhança de Deus em cumprir essa vontade, no Céu e na Terra.
Leremos em João 1,1: 18.
No principio era a Palavra (Verbo) e a palavra esta com Deus; e a Palavra (Verbo) era Deus. Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. “Nela estava à vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguem dominá-la”. Vale a penas ler no Evangelho todo o texto.
E leremos em Hebreus 1,1-6.
“Ele nos falou por meio do Filho”. Urge ouvir o Verbo Encarnado no Meio Ambiente.
Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)
Conheça o G23 Presidente
A Cosmogonia judeu-Cristã
Antes de tudo é preciso admitir, que o homem sempre se percebeu parte de um contesto de forças muito superiores a ele. Frio intenso, neve colocando-lhe a vida em risco, calor insuportável, secas sazonais, violência dos ventos, tufões, tornados, ciclones, erupções vulcânicas, incêndios florestais, terremotos, enchentes, chuvas de pedras, mistérios celestes... Perguntas e perguntas sem fim.
Outra coisa que temos que admitir sem o que não entenderemos esse texto, é que o homem, seu aprendizado através dos séculos, diz respeito em primeiro lugar ao auto-controle, ou seja, educar-se, ou ser educado, é controlar-se. Pois bem, quando falamos em ação humana, falamos em valores, pois sem isso, falamos apenas em ação animal. Homem e valor, homem e racionalidade se confundem. Assim os valores são os freios internos aceitos pelo individuo racionalmente em vias de educar-se, ou como queiram, de pautar seu comportamento. E desse modo controlar seus comportamentos, suas ações. Os valores morais se desenvolvem na vida do individuo de tal modo que se tornam, para o homem, superiores do que à sua própria vida individual. Isso, é a mais radical expressão do valor humano, o maior aperfeiçoamento da consciência social. Somente quando se atinge esse patamar moral vencemos o egoísmo de sobrevivência. Assim o homem pode morrer pelas suas idéias, pelo seu país, pela sua família, pelos seus filhos, pela sua mulher. Se não compreendermos isso, não compreenderemos o cristianismo.
Quando esses valores que regulam o fazer ou deixar de fazer humanos se deduzem da compreensão de Deus, do qual somos imagem e semelhança, na vontade, inteligência, racionalidade e ação, e aceitamos que Deus se revela ao Homem, não só através dos mistérios naturais, mas sobre tudo, no Verbo Encarnado, chamamos a esse freio de valores, MORAL. No caso Moral Cristã. Quando não acreditamos na revelação, mas que o homem esta construindo valores para seu convívio social e para explicação do mundo, chamamos a isso ÉTICA. As duas palavras têm origem no mesmo radical, um grego e outro latino: Morus, do Latim, comportamento revelado pela vontade de Deus, e Éthos do Grego, comportamento costumeiro. Aos costumes como se dizia.
Então se há alguma responsabilidade do homem com o meio que o cerca, o ambiente que o cerca, antes de tudo devemos nos perguntar: quais os valores que controlam a ação humana com relação ao meio que o cerca, incluindo como é obvio, o meio social e os outros homens, pois o homem não se relaciona apenas com o meio Cósmico, mas com o Meio Social?
Chegamos enfim onde eu queria: Uma resposta lógica: A relação ecológica é acima de tudo uma relação moral, ou no mínimo ética, é uma relação de valor. Ora, “Oikós”, casa, habitat (ambiente familiar no entorno) que é a palavra grega que dá origem ao termo ecologia (oikós+ Logos= casa+ estudo) fala diretamente das relações do homem com sigo mesmo, como o próximo e as coisas em sua volta. Não há ecologia sem o homem, como alguns querem fazer crer. Uma harmonia cósmica que dispense o homem como sendo acessório, pois sem o pensamento do homem “realizando” o estudo da ecologia, só nos restará, para explicação dessa harmonia, a Inteligência e onipotência de Deus, e Deus criou o Homem, e o criou sua imagem e semelhança. Portanto o homem não é uma doença cósmica.
Se é assim, se essa é a evidência qual é o valor, a Moral, a ética, que pauta o relacionamento humano com o ambiente onde estão em primeiro lugar os outros homens, pois o homem não nasce sozinho, nem sobrevive ou se multiplica sozinho? Ora, o primeiro “oikós” é a família, o pequeno grupo humano que perpetua a espécie humana e garante a sobrevivência. Então o primeiro valor é o familiar, sem o qual não há educação, transmissão de experiências, cultura ( o culto em torno da mesa= Kult tour né ). E um jogo de palavras, embora traduza precisamente o que é a cultura.
Ora, a ciência que estuda a origem e evolução ou desenvolvimento do Cosmo, é a Cosmogonia. A cosmogonia judeu cristã é muito clara, Deus ( O Verbo= Palavra que indica ação, vontade e inteligência) criou o Cosmo. No início era o Verbo, leremos em Genesis. Afora a cosmogonia judeu-cristã há outras, mas todas intuem uma força que antecede ao homem, ao planeta, as estrelas, que é responsável pela sua origem, e sua evidente harmonia temporal ( ilius tempore).Ora, a grande pergunta que nos se impõem é: essa vontade quer algo dos homens? Ela indica um comportamento ideal, desejável, para o homem nas suas relações com o seu entorno? Se SIM, isto é a Ecologia Cristã, pois o VERBO criador se faz Carne, e habita entre nós, ou seja, se relaciona conosco, e desse relacionamento moral, não há duvida, esta a regra da ecologia cristã, ou seja, a regra moral do comportamento da casa, do grupo, do ambiente do entorno, ou meio ambiente. (Aliás, “ambi + ente” esconde a relação entre “ambos os entes”, o espiritual e o físico ou material).
Então há uma relação da harmonia entre os homens e a harmonia cósmica?
Sim há! O “Pai Nosso”, única oração que o Verbo Encarnado nos ensinou diz: Seja Feita a Tua Vontade, assim no Céu como na Terra. Ora a harmonia cósmica esta nas mãos de Deus, e na nossa vontade, enquanto imagem e semelhança de Deus em cumprir essa vontade, no Céu e na Terra.
Leremos em João 1,1: 18.
No principio era a Palavra (Verbo) e a palavra esta com Deus; e a Palavra (Verbo) era Deus. Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. “Nela estava à vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguem dominá-la”. Vale a penas ler no Evangelho todo o texto.
E leremos em Hebreus 1,1-6.
“Ele nos falou por meio do Filho”. Urge ouvir o Verbo Encarnado no Meio Ambiente.
Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)
Conheça o G23 Presidente
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
As últimas luzes da Crise.
As últimas conseqüências da crise.
Tenho pensado sobre esse assunto assustador.
Sem emprego, sem indústrias, sem luz, sem telefone, sem água, sem comida, sem internet, sem dinheiro, sem atendimento a saúde, enfim o que seriam as últimas conseqüências de uma crise mundial.
Seria bom, em principio, que o leitor desse texto tivesse um conhecimento prévio de dois livros: “O Navegante” e “O Senhor das Moscas”. Ambos os livros contam a história de um naufrágio, onde as pessoas vão dar a uma praia, de uma pequena ilha, sem nenhum dos confortos do mundo capitalista e civilizado. Sequer ferramenta possui o sobrevivente. Sabem seus nomes, alguns conhecimentos que adquiriram na vida, e necessidades básicas como fome, sede e frio... e saudades iniciais. Há um nivelamento por baixo, todos se tornam ricos de nada.
Água, a primeira das necessidades surge. Algo para comer e temos a segunda das necessidades. Onde se abrigar das intempéries, parecem essas necessidades serem as ultimas conseqüências da Crise, o fundo do poço. E, também, o começo para um mundo melhor. Nos dois livros as pessoas são obrigadas ao convívio estreito e a solidariedade extremosa pela sobrevivência. Tudo será partilhado, desde o medo, ate as alegrias, o frio, a fome, a sede, e as soluções, hipóteses, idéias. Tudo será feito por todos, ate que o convívio e a habilidade de cada um, definam seu papel na comunidade. Os dois livros terminam, depois de um período de muita insegurança, em certa resistência em voltar para o mundo do compromisso com o consumo. As pessoas se sentem mais reais mais entendidas entre si e pertencentes ao grupo da sobre vida, mais atentas de si e dos outros, mais conscientes da dependência que temos das coisas que nos rodeiam, não como comércio para o destaque pessoal, mas como trocas essenciais para a manutenção da vida. Os ódios, as desconfianças, o choro, as alegrias se tornam muito mais saborosos e reais.
Os autores descrevem com habilidade de mestres, o desenvolvimento de uma nova sociedade, algo semelhante à que vivemos, pois somos muito semelhantes, mesmo sem o mundo das riquezas civilizatórias. Tudo, nessas duas ilhas, dos livros citados, nascem do aproveitamento inicial dos restos das embarcações, ate que aos poucos, os sobreviventes dessas crises máximas, vão compreendendo o ambiente a sua volta e como dele tirar a sobrevivência. Uma aventura entusiasmante e uma grande lição se tira dos textos, não existem crise entre iguais, ou seja, em vitimas do mesmo e terrível sofrimento, no caso da perda de tudo, não existe crise. Só existe crise, entre a realidade vivida, e o perdido, ou a expectativa do alcançável. Entre iguais, passageiros da mesma sorte não há crise.
Porém, outras lições positivas nós poderemos retirar daqueles textos, tudo será solucionado pelo contrapor das idéias, ou da adição das idéias, acrescida de trabalho, movimento habilidoso do corpo e da mente, na solução das necessidades a serem satisfeitas. As grandes frustrações nos levam a pensar em Deus, e a confiar nessa nova pedagogia divina. Ora, mas eles estavam em uma pequena ilha, sem energia e na mais clara escassez de tudo. Todavia, nós brasileiros vivemos em uma grande e fértil ilha chamada Brasil. Água, comida, animais selvagens e domésticos, espaços enormes, mares e rios, mesma língua, duzentos milhões de brasileiros com seus dons, habilidades e idéias, isso significa que temos quatrocentos milhões de mãos operosas, para construir uma nova sociedade modelo, a sociedade da solidariedade pedagógica, modelo da sociedade e fraternidade humana necessária para a solução de tudo.
Nessa grande Ilha, não há povo escolhido, há irmãos brasileiros irmanados na necessidade de todos.
Wallacereq@gmail.com
As Ultimas consequencias da Crise
As últimas conseqüências da crise.
Tenho pensado sobre esse assunto assustador.
Sem emprego, sem indústrias, sem luz, sem telefone, sem água, sem comida, sem internet, sem dinheiro, sem atendimento a saúde, enfim o que seriam as últimas conseqüências de uma crise mundial.
Seria bom, em principio, que o leitor desse texto tivesse um conhecimento prévio de dois livros: “O Navegante” e “O Senhor das Moscas”. Ambos os livros contam a história de um naufrágio, onde as pessoas vão dar a uma praia, de uma pequena ilha, sem nenhum dos confortos do mundo capitalista e civilizado. Sequer ferramenta possui o sobrevivente. Sabem seus nomes, alguns conhecimentos que adquiriram na vida, e necessidades básicas como fome, sede e frio... e saudades iniciais. Há um nivelamento por baixo, todos se tornam ricos de nada.
Água, a primeira das necessidades surge. Algo para comer e temos a segunda das necessidades. Onde se abrigar das intempéries, parecem essas necessidades serem as últimas conseqüências da Crise, o fundo do poço. E, também, o começo para um mundo melhor. Nos dois livros as pessoas são obrigadas ao convívio estreito e a solidariedade extremosa pela sobrevivência. Tudo será partilhado, desde o medo, ate as alegrias, o frio, a fome, a sede, e as soluções, hipóteses, idéias. Tudo será feito por todos, ate que o convívio e a habilidade de cada um, definam seu papel na comunidade. Os dois livros terminam, depois de um período de muita insegurança, em certa resistência em voltar para o mundo do compromisso com o consumo. As pessoas se sentem mais reais mais entendidas entre si e pertencentes ao grupo da sobre vida, mais atentas de si e dos outros, mais conscientes da dependência que temos das coisas que nos rodeiam, não como comércio para o destaque pessoal, mas como trocas essenciais para a manutenção da vida. Os ódios, as desconfianças, o choro, as alegrias se tornam muito mais saborosos e reais.
Os autores descrevem com habilidade de mestres, o desenvolvimento de uma nova sociedade, algo semelhante à que vivemos, pois somos muito semelhantes, mesmo sem o mundo das riquezas civilizatórias. Tudo, nessas duas ilhas, dos livros citados, nascem do aproveitamento inicial dos restos das embarcações, ate que aos poucos, os sobreviventes dessas crises máximas, vão compreendendo o ambiente a sua volta e como dele tirar a sobrevivência. Uma aventura entusiasmante e uma grande lição se tira dos textos, não existem crises entre iguais, ou seja, em vitimas do mesmo e terrível sofrimento, no caso da perda de tudo, não existe crise. Só existe crise, entre a realidade vivida, e o perdido, ou a expectativa do alcançável. Entre iguais, passageiros da mesma sorte não há crise.
Porém, outras lições positivas nós poderemos retirar daqueles textos, tudo será solucionado pelo contrapor das idéias, ou da adição das idéias, acrescida de trabalho, movimento habilidoso do corpo e da mente, na solução das necessidades a serem satisfeitas. As grandes frustrações nos levam a pensar em Deus, e a confiar nessa nova pedagogia divina. Ora, mas eles estavam em uma pequena ilha, sem energia e na mais clara escassez de tudo. Todavia, nós brasileiros vivemos em uma grande e fértil ilha chamada Brasil. Água, comida, animais selvagens e domésticos, espaços enormes, mares e rios, mesma língua, duzentos milhões de brasileiros com seus dons, habilidades e idéias, isso significa que temos quatrocentos milhões de mãos operosas, para construir uma nova sociedade modelo, a sociedade da solidariedade pedagógica, modelo da sociedade e fraternidade humana necessária para a solução de tudo.
Nessa grande Ilha, não há povo escolhido, há irmãos brasileiros irmanados na necessidade de todos.
Wallacereq@gmail.com
Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)
As Ultimas consequencias da Crise
As últimas conseqüências da crise.
Tenho pensado sobre esse assunto assustador.
Sem emprego, sem indústrias, sem luz, sem telefone, sem água, sem comida, sem internet, sem dinheiro, sem atendimento a saúde, enfim o que seriam as últimas conseqüências de uma crise mundial.
Seria bom, em principio, que o leitor desse texto tivesse um conhecimento prévio de dois livros: “O Navegante” e “O Senhor das Moscas”. Ambos os livros contam a história de um naufrágio, onde as pessoas vão dar a uma praia, de uma pequena ilha, sem nenhum dos confortos do mundo capitalista e civilizado. Sequer ferramenta possui o sobrevivente. Sabem seus nomes, alguns conhecimentos que adquiriram na vida, e necessidades básicas como fome, sede e frio... e saudades iniciais. Há um nivelamento por baixo, todos se tornam ricos de nada.
Água, a primeira das necessidades surge. Algo para comer e temos a segunda das necessidades. Onde se abrigar das intempéries, parecem essas necessidades serem as últimas conseqüências da Crise, o fundo do poço. E, também, o começo para um mundo melhor. Nos dois livros as pessoas são obrigadas ao convívio estreito e a solidariedade extremosa pela sobrevivência. Tudo será partilhado, desde o medo, ate as alegrias, o frio, a fome, a sede, e as soluções, hipóteses, idéias. Tudo será feito por todos, ate que o convívio e a habilidade de cada um, definam seu papel na comunidade. Os dois livros terminam, depois de um período de muita insegurança, em certa resistência em voltar para o mundo do compromisso com o consumo. As pessoas se sentem mais reais mais entendidas entre si e pertencentes ao grupo da sobre vida, mais atentas de si e dos outros, mais conscientes da dependência que temos das coisas que nos rodeiam, não como comércio para o destaque pessoal, mas como trocas essenciais para a manutenção da vida. Os ódios, as desconfianças, o choro, as alegrias se tornam muito mais saborosos e reais.
Os autores descrevem com habilidade de mestres, o desenvolvimento de uma nova sociedade, algo semelhante à que vivemos, pois somos muito semelhantes, mesmo sem o mundo das riquezas civilizatórias. Tudo, nessas duas ilhas, dos livros citados, nascem do aproveitamento inicial dos restos das embarcações, ate que aos poucos, os sobreviventes dessas crises máximas, vão compreendendo o ambiente a sua volta e como dele tirar a sobrevivência. Uma aventura entusiasmante e uma grande lição se tira dos textos, não existem crises entre iguais, ou seja, em vitimas do mesmo e terrível sofrimento, no caso da perda de tudo, não existe crise. Só existe crise, entre a realidade vivida, e o perdido, ou a expectativa do alcançável. Entre iguais, passageiros da mesma sorte não há crise.
Porém, outras lições positivas nós poderemos retirar daqueles textos, tudo será solucionado pelo contrapor das idéias, ou da adição das idéias, acrescida de trabalho, movimento habilidoso do corpo e da mente, na solução das necessidades a serem satisfeitas. As grandes frustrações nos levam a pensar em Deus, e a confiar nessa nova pedagogia divina. Ora, mas eles estavam em uma pequena ilha, sem energia e na mais clara escassez de tudo. Todavia, nós brasileiros vivemos em uma grande e fértil ilha chamada Brasil. Água, comida, animais selvagens e domésticos, espaços enormes, mares e rios, mesma língua, duzentos milhões de brasileiros com seus dons, habilidades e idéias, isso significa que temos quatrocentos milhões de mãos operosas, para construir uma nova sociedade modelo, a sociedade da solidariedade pedagógica, modelo da sociedade e fraternidade humana necessária para a solução de tudo.
Nessa grande Ilha, não há povo escolhido, há irmãos brasileiros irmanados na necessidade de todos.
Wallacereq@gmail.com
Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)
quinta-feira, 23 de julho de 2009
O que temos e o que não temos.
Não há duvida, o que não conhecemos é maior do que o que conhecemos. Acontece que, para o homem o que desconhecemos se revela ao homem, sem o que, o que desconhecemos, por tão grande nos seria inacessível.
Um gráfico em coluna, comparando o que conhecemos ao que desconhecemos resultaria em uma coluna pequena ao lado de outra tendente ao infinito. O mesmo ocorre se compararmos o que temos ao que não temos.
O exercício da cobiça, ou seja, a paixão pelo que não temos ou não possuímos nos dá muito trabalho, e há mesmo quem diga que é essa paixão que move o mundo. Vejamos se isso é verdade.
Quando eu me lembro de meu pai abraçado em minha mãe ambos já bem velhos, eu me lembro de um casal conservador, ou seja, que foi capaz de conservar o fogo do amor e do respeito depois de tantos e tantos anos de convívio. Agora quando eu vejo um homem ou mulher em seu quinto casamento, vejo um progressista, que optou pela cobiça do ter e possuir, ao invés de conservar o que teve.
Vejo nisso um modelo de compreensão do que seja a alma progressista e a alma conservadora. Conservar o que temos dá tanto trabalho, e às vezes até muito mais trabalho do que o exercício da cobiça e da conquista. Conservar a chama do amor em um casal com 40 anos de convívio exigiu muito mais sensibilidade, respeito, criatividade, cuidado e preocupação do que o “esforço” instintivo, hormonal, cobiçoso da conquista de umas novas fêmeas.
Se você, visita pela Internet a Alemanha, por exemplo, verá este discurso simbólico muito bem expresso. Casas antiqüíssimas, cidades pequeninas, jardins cuidados exemplificam uma sociedade conservadora do que têm. No entanto, essa comunidade alemã prima pela alta tecnologia da eletrônica, da mecânica, da siderurgia, da ótica, etc. Sem abrir mão do cuidado com o que já conquistou, do que têm em sua tradição.
O conservador tem inúmeras vantagens sobre o progressista. Pois como dissemos acima, Deus se revela (portanto aquele que abrange o conhecido e o desconhecido mostrará novos caminhos aos homens, caminhos sempre formatados sobre sólidas tradições, de modo que o homem não despreze as conquistas anteriores, e não corra o risco, de pelo abandono do já conquistado, perder o pé, e ver-se no ar sem sustentação, como quem se lança ao espaço sem um vínculo, um suporte e um laço com a vida planetária. Perde-se na deriva, e muitas vezes não tem suporte para a manutenção da vida.
O progressista é simbolicamente um afoito. A ideologia de progresso como ação desvinculada do passado e dos sólidos conhecimentos e valores do passado, fez o homem trocar o concreto pelo virtual. O que se tem, por menos que seja, é concreto e exige manutenção, o que diretamente mantém a economia social ( a economia social é a manutenção e suatentabilidade da vida).
Se abstrairmos a inteligência humana, a cobiça do animal nada mais é do que a manutenção do que ele tem: seu corpo e sua vida. Sua cobiça sexual nada mais é do que a manutenção de sua espécie conservadora, pois cada indivíduo se reproduz semelhantemente na espécie a que pertence. As mudanças genéticas que ocorrem são conservadoras, e se apresentam de maneira ajustada a viabilidade e conservação da vida segundo as suas necessidades.
No caso do homem, com um nível de operacionalidade muito maior no meio que o circunda, pode, no exercício de cobiça, ter maior velocidade na transformação do meio exterior muitas vezes superior, em termos de velocidade da mudança, do que o necessário ajuste do que herdou, ou seja, da vida que conserva. O meio pode tornar-se hostil, pelas mudanças da cobiça, ao patrimônio genético conservador que cada um de nós possui.
Assim, mais importante é para o animal, manter o seu padrão instintivo de alimentação, do que envenenar-se com novidades. Se por uma contingência imperiosa o animal é obrigado a recorrer a padrões muito diversos de cobiça e alimentação, que algumas vezes acaba na autofagia, no comer os próprios filhos, as fêmea, e ate a si mesmo, vemos uma flagrante falha na manutenção da vida que é conservadora. Assim espécies se extinguem. Nesse sentido a velocidade imposta pelos progressistas, desvinculados do conservadorismo da realidade, tem levado os homens para uma circunstancia imperiosa de autofagia e auto distribuição, como se o ter mais, possuir mais, fosse mais importante do que a manutenção da vida individual e coletiva.
Tenho hoje a convicção que na conservação da vida e do que se tem, há um espaço, para o trabalho, a sensibilidade, a criatividade, o respeito mútuo muito mais elevado, no que no doentio processo de substituição e negação do acumulado ( conservado) pelo patrimônio da natureza. Um retorno ao conservadorismo é o freio necessário para impor um novo ritmo de desenvolvimento interior (desenvolvimento do que já temos no exterior e no interior, descendo a níveis genéticos) para que o Espiritual possa se manifestar, ou seja, para que possamos na contemplação ouvir a revelação do desconhecido e abrangente.
Esse grito desenvolvimentista e progressista é tão velho quanto à velha teologia: e o Anjo do Mal gritou eu sou tal qual Deus, posso tanto quanto ele, criar e destruir. Não, na verdade só pode destruir, criar é obra do Criador e do homem a seu serviço. Foi quando a Humildade (Miguel) teria dito quem qual Deus; devolvendo a Deus a supremacia infinita diante dos anjos e homens. A contemplação da obra divina, é muito mais essencial ao homem do que o domínio da obra divina, assim nos ensinou Santo Agostinho, o Africano, quando simbolicamente nos mostra o garotinho tentando passar o mar para um buraquinho na areia. Assim os homens humilhados na sua impotência diante da magnitude da realidade existencial necessitam largar o virtual de seus sonhos de cobiça, para retomar o caminho árduo e trabalhoso de conservar o que já temos, uma posse muito pequena é verdade, que nos foi dada gratuitamente no passar dos milênios, e que o progressismo virtual perece já perceber que está destruindo em poucos séculos. Urge conservar o que? Urge coservar a vida.
wallacereq@gmail.com.
O que temos e o que não temos.
Não há duvida, o que não conhecemos é maior do que o que desconhecemos. Acontece que, para o homem o que desconhecemos se revela ao homem, sem o que, o que desconhecemos, por tão grande nos seria inacessível.
Um gráfico em coluna, comparando o que conhecemos ao que desconhecemos resultaria em uma coluna pequena ao lado de outra tendente ao infinito. O mesmo ocorre se compararmos o que temos ao que não temos.
O exercício da cobiça, ou seja, a paixão pelo que não temos ou não possuímos nos dá muito trabalho, e há mesmo quem diga que é essa paixão que move o mundo. Vejamos se isso é verdade.
Quando eu me lembro de meu pai abraçado em minha mãe ambos já bem velhos, eu me lembro de um casal conservador, ou seja, que foi capaz de conservar o fogo do amor e do respeito depois de tantos e tantos anos de convívio. Agora quando eu vejo um homem ou mulher em seu quinto casamento, vejo um progressista, que optou pela cobiça do ter e possuir, ao invés de conservar o que teve.
Vejo nisso um modelo de compreensão do que seja a alma progressista e a alma conservadora. Conservar o que temos dá tanto trabalho, e às vezes até mais trabalho do que o exercício da cobiça e da conquista. Conservar a chama do amor em um casal com 40 anos de convívio exigiu muito mais sensibilidade, respeito, criatividade, cuidado e preocupação do que o “esforço” instintivo, hormonal, cobiçoso da conquista de umas novas fêmeas.
Se você, visita pela Internet a Alemanha, por exemplo, verá este discurso simbólico muito bem expresso. Casas antiqüíssimas, cidades pequeninas, jardins cuidados exemplificam uma sociedade conservadora do que têm. No entanto essa comunidade alemã prima pela alta tecnologia da eletrônica, da mecânica, da siderurgia, da ótica, etc. Sem abrir mão do cuidado com o que já conquistou, do que têm em sua tradição.
O conservador tem inúmeras vantagens sobre o progressista. Pois como dissemos acima, Deus se revela (portanto aquele que abrange o conhecido e desconhecido mostrará novos caminhos aos homens, caminhos sempre formatados sobre solidas tradições, de modo que o homem não despreze as conquistas anteriores, e não corra o risco, de pelo abandono do já conquistado, perder o pé, e ver-se no ar sem sustentação, como quem se lança ao espaço sem um vinculo, um suporte e um laço com a vida planetária. Perde-se na deriva, e muitas vezes não tem suporte para a manutenção da vida.
O progressista é simbolicamente um afoito. A ideologia de progresso como ação desvinculada do passado e dos sólidos conhecimentos e valores do passado, fez o homem trocar o concreto pelo virtual. O que se tem, por menos que seja, é concreto e exige manutenção, o que diretamente mantém a economia social.
Se abstrairmos a inteligência humana, a cobiça do animal nada mais é do que a manutenção do que ele tem: seu corpo e sua vida. Sua cobiça sexual nada mais é do que a manutenção de sua espécie conservadora, pois cada indivíduo se reproduz semelhantemente na espécie a que pertence. As mudanças genéticas que ocorrem são conservadoras, e se apresentam de maneira ajustada a viabilidade e conservação da vida segundo as suas necessidades.
No caso do homem, com um nível de operacionalidade muito maior no meio que o circunda, pode, no exercício de cobiça, ter maior velocidade na transformação do meio exterior muitas vezes superior em termos de velocidade da mudança, do que o necessário ajuste do que herdou, ou seja, da vida que conserva. O meio pode tornar-se hostil , pelas mudanças da cobiça, ao patrimônio genético conservador que cada um de nós possui.
Assim, mais importante é para o animal, manter o seu padrão instintivo de alimentação, do que envenenar-se com novidades. Se por uma contingência imperiosa o animal é obrigado a recorrer a padrões muito diversos de cobiça e alimentação, que algumas vezes acaba na autofagia, no comer os próprios filhos, as fêmea, e ate a si mesmo, vemos uma flagrante falha na manutenção da vida que é conservadora. Assim espécies se extinguem. Nesse sentido a velocidade imposta pelos progressistas, desvinculados do conservadorismo da realidade, tem levado os homens para uma circunstancia imperiosa de autofagia e auto distribuição, como se o ter mais, possuir mais, fosse mais importante do que a manutenção da vida individual e coletiva.
Tenho hoje a convicção que na conservação da vida e do que se tem, há um espaço, para o trabalho, a sensibilidade, a criatividade, o respeito mútuo muito mais elevado, no que no doentio processo de substituição e negação do acumulado pelo patrimônio da natureza. Um retorno ao conservadorismo é o freio necessário para impor um novo ritmo de desenvolvimento interior (desenvolvimento do que já temos no exterior e no interior, descendo a níveis genéticos) para que o Espiritual possa se manifestar, ou seja, para que possamos na contemplação ouvir a revelação do desconhecido e abrangente.
Esse grito desenvolvimentista e progressista é tão velho quanto à velha teologia: e o Anjo do Mal gritou eu sou tal qual Deus, posso tanto quanto ele, criar e destruir. Não na verdade só pode destruir, criar é obra do Criador. Foi quando a Humildade (Miguel) teria dito: quem qual Deus? Devolvendo a Deus a supremacia infinita diante dos anjos e homens. A contemplação da obra divina, é muito mais essencial ao homem do que o domínio da obra divina, assim nos ensinou Santo Agostinho o Africano quando simbolicamente nos mostra o garotinho tentando passar o mar para um buraquinho na areia. Assim os homens humilhados na sua impotência diante da magnitude da realidade existencial necessitam largar o virtual de seus sonhos de cobiça, para retomar o caminho árduo e trabalhoso de conservar o que já temos; uma posse muito pequena que nos foi dada gratuitamente no passar dos milênios, e que o progressismo virtual perece já perceber que está destruindo em poucos séculos. Urge conservar o que?
wallacereq@gmail.com.
Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)
O que temos e o que não temos.
Não há duvida, o que não conhecemos é maior do que o que desconhecemos. Acontece que, para o homem o que desconhecemos se revela ao homem, sem o que, o que desconhecemos, por tão grande nos seria inacessível.
Um gráfico em coluna, comparando o que conhecemos ao que desconhecemos resultaria em uma coluna pequena ao lado de outra tendente ao infinito. O mesmo ocorre se compararmos o que temos ao que não temos.
O exercício da cobiça, ou seja, a paixão pelo que não temos ou não possuímos nos dá muito trabalho, e há mesmo quem diga que é essa paixão que move o mundo. Vejamos se isso é verdade.
Quando eu me lembro de meu pai abraçado em minha mãe ambos já bem velhos, eu me lembro de um casal conservador, ou seja, que foi capaz de conservar o fogo do amor e do respeito depois de tantos e tantos anos de convívio. Agora quando eu vejo um homem ou mulher em seu quinto casamento, vejo um progressista, que optou pela cobiça do ter e possuir, ao invés de conservar o que teve.
Vejo nisso um modelo de compreensão do que seja a alma progressista e a alma conservadora. Conservar o que temos dá tanto trabalho, e às vezes até mais trabalho do que o exercício da cobiça e da conquista. Conservar a chama do amor em um casal com 40 anos de convívio exigiu muito mais sensibilidade, respeito, criatividade, cuidado e preocupação do que o “esforço” instintivo, hormonal, cobiçoso da conquista de umas novas fêmeas.
Se você, visita pela Internet a Alemanha, por exemplo, verá este discurso simbólico muito bem expresso. Casas antiqüíssimas, cidades pequeninas, jardins cuidados exemplificam uma sociedade conservadora do que têm. No entanto essa comunidade alemã prima pela alta tecnologia da eletrônica, da mecânica, da siderurgia, da ótica, etc. Sem abrir mão do cuidado com o que já conquistou, do que têm em sua tradição.
O conservador tem inúmeras vantagens sobre o progressista. Pois como dissemos acima, Deus se revela (portanto aquele que abrange o conhecido e desconhecido mostrará novos caminhos aos homens, caminhos sempre formatados sobre solidas tradições, de modo que o homem não despreze as conquistas anteriores, e não corra o risco, de pelo abandono do já conquistado, perder o pé, e ver-se no ar sem sustentação, como quem se lança ao espaço sem um vinculo, um suporte e um laço com a vida planetária. Perde-se na deriva, e muitas vezes não tem suporte para a manutenção da vida.
O progressista é simbolicamente um afoito. A ideologia de progresso como ação desvinculada do passado e dos sólidos conhecimentos e valores do passado, fez o homem trocar o concreto pelo virtual. O que se tem, por menos que seja, é concreto e exige manutenção, o que diretamente mantém a economia social.
Se abstrairmos a inteligência humana, a cobiça do animal nada mais é do que a manutenção do que ele tem: seu corpo e sua vida. Sua cobiça sexual nada mais é do que a manutenção de sua espécie conservadora, pois cada indivíduo se reproduz semelhantemente na espécie a que pertence. As mudanças genéticas que ocorrem são conservadoras, e se apresentam de maneira ajustada a viabilidade e conservação da vida segundo as suas necessidades.
No caso do homem, com um nível de operacionalidade muito maior no meio que o circunda, pode, no exercício de cobiça, ter maior velocidade na transformação do meio exterior muitas vezes superior em termos de velocidade da mudança, do que o necessário ajuste do que herdou, ou seja, da vida que conserva. O meio pode tornar-se hostil , pelas mudanças da cobiça, ao patrimônio genético conservador que cada um de nós possui.
Assim, mais importante é para o animal, manter o seu padrão instintivo de alimentação, do que envenenar-se com novidades. Se por uma contingência imperiosa o animal é obrigado a recorrer a padrões muito diversos de cobiça e alimentação, que algumas vezes acaba na autofagia, no comer os próprios filhos, as fêmea, e ate a si mesmo, vemos uma flagrante falha na manutenção da vida que é conservadora. Assim espécies se extinguem. Nesse sentido a velocidade imposta pelos progressistas, desvinculados do conservadorismo da realidade, tem levado os homens para uma circunstancia imperiosa de autofagia e auto distribuição, como se o ter mais, possuir mais, fosse mais importante do que a manutenção da vida individual e coletiva.
Tenho hoje a convicção que na conservação da vida e do que se tem, há um espaço, para o trabalho, a sensibilidade, a criatividade, o respeito mútuo muito mais elevado, no que no doentio processo de substituição e negação do acumulado pelo patrimônio da natureza. Um retorno ao conservadorismo é o freio necessário para impor um novo ritmo de desenvolvimento interior (desenvolvimento do que já temos no exterior e no interior, descendo a níveis genéticos) para que o Espiritual possa se manifestar, ou seja, para que possamos na contemplação ouvir a revelação do desconhecido e abrangente.
Esse grito desenvolvimentista e progressista é tão velho quanto à velha teologia: e o Anjo do Mal gritou eu sou tal qual Deus, posso tanto quanto ele, criar e destruir. Não na verdade só pode destruir, criar é obra do Criador. Foi quando a Humildade (Miguel) teria dito: quem qual Deus? Devolvendo a Deus a supremacia infinita diante dos anjos e homens. A contemplação da obra divina, é muito mais essencial ao homem do que o domínio da obra divina, assim nos ensinou Santo Agostinho o Africano quando simbolicamente nos mostra o garotinho tentando passar o mar para um buraquinho na areia. Assim os homens humilhados na sua impotência diante da magnitude da realidade existencial necessitam largar o virtual de seus sonhos de cobiça, para retomar o caminho árduo e trabalhoso de conservar o que já temos; uma posse muito pequena que nos foi dada gratuitamente no passar dos milênios, e que o progressismo virtual perece já perceber que está destruindo em poucos séculos. Urge conservar o que?
wallacereq@gmail.com.
Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)
