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Mostrando postagens com marcador Moral. Mostrar todas as postagens
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sábado, 5 de dezembro de 2015

Intimo e público.


Íntimo e público.


Íntimo é o que está muito dentro, que atua no interior, é o que diz respeito ao âmago, ao imo. De íntimo vem o conceito de intimidade, que é a qualidade do que é íntimo, no sentido de vida íntima, do particular. Opõe-se assim, ao que é público.
Público é o que é destinado ao público, que é de uso comum, de todos, que se realiza em público. Assim entende-se que dar publicidade é exercer ação psicológica, dar a público. Pode-se dizer que o público é feito em público. O Conceito vem de publicar, ou seja, dar publicidade, vulgarizar, tornar vulgar.

Já fui adolescente, arteiro, voraz de afirmação, talvez por isto sinto-me capaz de denunciar uma falha, que naqueles anos adolescentes era uma exceção e hoje se faz regra. Uma falha na educação que se esqueceu de dar-me o devido conhecimento justamente naqueles preciosos anos, quando ainda desabrochava a sensualidade e formava-se o caráter, de que havia profundas diferenças entre o que é íntimo e o que é público.

Assim, roubar ou receber um beijo, na minha geração, era ato, salvo raras exceções, de muita intimidade. Por via da publicidade "libertária" dos anos 50, tornava-se, cada vez mais, um meio de obter a aprovação e o sentimento de pertença ao grupo pelo testemunho ocular dos outros. Fazia- se assim, aos poucos, ser o íntimo sentimento... Menos saboroso e mais publicitário.
Hoje, chego a duvidar se ainda se conserva o conceito de intimidade nas relações afetivas. Não que eu esteja pregando um retorno ao romantismo dos anos passados, mas ao observar friamente o comportamento sexual-publicitário dos jovens, vejo vulgarizadas, as suas mais belas proposições do amor e do sexo.

Vê-los em plena rua, dentro dos automóveis como se fossem peixes em aquário, nas portas das escolas, nos cinemas, nos teatros, dando publicidade de suas relações mais íntimas, denunciando que fazem questão de parecer público o que lhes é mais íntimo. Acredito que é isto o que lhes rouba da consciência o amor, e faz de todos eles, objetos de domínio público, vitimas das paixões, dos vícios e da ânsia de um prazer vazio. Animais no cio.

Aos olhos de outros rapazes e moças, aquelas e aqueles, mais particularmente, aqueles e aquelas que praticam alguma promiscuidade na frequente troca dos casais, vão adquirindo sem perceber a fama "galinácea". Chamados de "galinhas" como se diz na gíria, dão assim testemunho da inconstância dos sentimentos, do exemplo do amarrotar público das roupas, dos cabelos e da alma, do despir-se da vergonha, do tornarem-se vulgar na mais precisa acepção da palavra.
Ver e participar, coadjuvando de algum modo, como se fossem eles estímulos públicos à sensualidade alheia, num estreito e prolongado exibir-se, faz da relação íntima um vazio, um exteriorizar-se, uma propaganda apenas.

Não creio que o rapaz perceba que esta a "vender" por meios publicitários a impudicia de sua companheira, desrespeitando-a. O mesmo sucede à moça.
Não creio que sinta sem cicatrizes o aproximar-se de terceiros, que de algum modo, por terem participado de suas "intimidades" do casal, e justamente por isto, sentem-se assim autorizados, como quem de um filme participa, criando "folgas" e "intimidades" fantasiosas, tendo como objeto os "atores" de públicas e patéticas cenas.

Não sem cicatrizes, um jovem verá sua companheira ou companheiro partir, sem ao menos chegar a perceber que colaborou na "venda" da companheira ou companheiro. Na sua vulgarização.
É com tristeza que vejo a sociedade despir-se, como se despem seus cidadãos adolescentes, se é que podemos chamá-los assim, e nus de seus escrúpulos, trocam o ouro da intimidade humana por bijuterias da publicidade.

Despem-se, com velocidade cada vez mais crescente, das roupas do tecido social, sem se aperceberem da fina e delicada trama do tecido fiado no tear dos tempos, tecido de modo a garantir e cobrir o "íntimo", o privado, e assim velá-lo, com seus segredos, aos olhos do público que é sempre tão ávido do uso comum, do uso de todos... fazendo dos jovens ingênuos ou não, de uns, jovens da vida, de outros, material publicitário vulgar, prostituídos todos sem paga ou promessas. Corpos de uso comum, comércio dos sexos sem esperança.
Instrumentos de vícios.

Nus ao acordarem da paixão, com o tempo ficam de cara como se diz na gíria. E não suportando suas relações vazias de intimidade, e quando este vazio se torna crônico... Enchem ou encherão a cara, de álcool, de drogas, de distrações, de sexo sem intimidade, enfim de qualquer coisa, justamente por não suportarem a vergonha.
Até que o amor os salve na intimidade.


Wallace Requião de Mello e Silva. (1996)
Psicólogo

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Um texto polemico , anteriormente publicado.

Homossexualismo só se for platônico.

Recentemente uma das maiores autoridades da Igreja Católica, D. Eugênio Sales, em resposta a um interlocutor respondia; “homossexualismo só se for amor platônico”.
O desconcertado entrevistador pareceu não entender o profundo sentido da resposta, não captou o sentido espiritual, o amor chamado agapê, espiritualizado, ao qual, o Bispo, fazia referência.
Igualmente, Eduardo Requião, psicanalista, em entrevista à rede Alternativa de Radio, defendendo os seus pontos de vista como um possível candidato à Prefeitura de Curitiba fez duras criticas ao homossexualismo enquanto bandeira libertária. O entrevistador, adepto de um modismo bem infundado, assustou-se e, contrariado, perguntou se aquele candidato não temia pela conseqüência de suas opiniões junto aos possíveis eleitores “arejados”. Respondeu o psicanalista que não. Que suas convicções fundadas na experiência clínica não podiam se curvar ao modismo de propalar um homossexualismo disfarçado de direitos licita opção sexual e romantismo.
Muito provavelmente, o entrevistado, naqueles 25 anos de experiência clinica a que se referia, certamente haverá de ter testemunhado todo o sofrimento e angustia existencial do homossexual na sua pratica antinatural e estéril.
Neste sentido, venho colaborar, lembrando, a quem defende a legalidade de uma pratica sexual imoral dois pontos fundamentais: Primeiro , assim como no estudo da lógica, pode-se dizer que toda regra tem exceção, mas a exceção não é regra, nunca poderá ser regra, posto que seja exceção. Em segundo lugar recorrendo à Suma Teológica, (Tomas de Aquino) no capítulo que estuda a lei, encontraremos a afirmação de que a Lei visa, sobretudo o bem comum, firmando-se nos conceitos de aplicação universal. Assim, não pode justificar-se, nela, a exceção, o caso particular e o incomum. E só por força de lei um homem estará obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
Passados os anos, o estudo da genética progrediu muito. Hoje podemos identificar a paternidade e sobre tudo a sexualidade genotípica, posto que por vezes a sexualidade fenotípica (exterior) possa enganar. Este procedimento científico vem sendo usados com sucesso na investigação da determinação do sexo de alguns atletas sob suspeita, por exemplo. Mas nestes casos de indefinição sexual, (não confundir hermafroditismo com prática homossexual) estaremos sempre falando de exceções, de casos incomuns, raros. Perversão do comportamento, educação inadequada ou hipotética tendência genética, está falando sempre em anomalia. O homossexual enquanto pessoa tem direitos de pessoa, como o tem o aidético ou o canceroso. O Homossexual enquanto um anômalo, na clássica definição de Mira y Lopes é um doente, porque sofre e faz sofrer num circulo mórbido. Sua anomalia não é uma bandeira libertária.
No livro de Lois Bounoure, “Reproduction sexuelle et histoire naturelle du sexo”( editora Flammarion), o autor chega a um denominador comum, toda a sexualidade protege e perpetua a vida, esta é a mais fundamental orientação da sexualidade, a reprodução.
No homossexualismo vamos encontrar a esterilidade, posto que a própria natureza, pela esterilidade, não perpetua a “espécie dos Homossexuais” ( se assim podemos chamar), a lei também não pode perpetuar as suas anomalias na forma de “legalidade”, nem a medicina física ou psicológica, perpetuá-la na forma de “normalidade”.
Muitos roubam. Cada dia amplia mais o número dos desonestos, mas este número, esta possibilidade estatística, não faz da desonestidade um ato moral; nem o número aumentado dos homossexuais faz deles regra moral. Nem o crescente número dos aidéticos faz daquela doença normalidade. Nestes dias de propaganda anticonceptiva e hedonismo irresponsável, um relacionamento estéril pode parecer, a um desavisado, uma boa solução demográfica,por exemplo, no entanto é uma prática contra a vida.
A moralidade não está fundamentada na estatística ou nas convenções. Ela se fundamenta naquele conjunto de regras deduzidas da própria natureza , cujo conjunto pode ser chamado de Direito Natural. Numa ultima análise, podemos até ir buscar seus fundamentos na própria vontade de Deus expressa nas leis da natureza.
Por outro lado, para quem crê na Revelação,(Católicos e Evangélicos) numa vontade divina expressa e objetivada em Jesus Cristo e nos Mandamentos, poder-se-ia igualmente verificar a ilicitude moral da prática homossexual na Carta de São Paulo aos Romanos cap. 1, 24- 27, igualmente em Gênesis capitulo 18, versículos 16 a 29 onde falam de Jó e Sodoma, e Juízes capitulo 19, vers.18 a 30.
Vale a pena transcrever um pequeno trecho de Romanos: “Pelo que, Deus entregou (os pagãos) aos desejos dos seus corações e à imundície com que desonram os seus próprios corpos, pois trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador que é bendito dos séculos. Pelo que, Deus os entregou às paixões vergonhosas, pois as mulheres mudaram o uso natural em uso contra a natureza; e igualmente os varões, deixando o uso natural da mulher, abrasaram-se na concupiscência de uns pelos outros, os varões pelos varões, cometendo torpezas e recebendo em si mesmos a paga devida pelos seus desvarios”, (Romanos 1,24-27). Seria a AIDS por acaso?
No livro “SEXO E AMOR” de Rafael Llano Cifuentes, Doutor em Moral, vão encontrar uma esclarecida visão do homossexualismo terminando no conselho, hoje bem incomum (até mesmo entre terapeutas), da prática da castidade aos homossexuais, da abstinência sexual. Isto talvez seja o que queira dizer Eugênio Sales com: “homossexualismo só se for amor platônico”.
Finalmente podemos citar o historiador inglês, Toynbee, que diz: Sem normas morais, sem regulação consciente do uso do sexo, produz-se um desequilíbrio psíquico e moral de tal ordem que “quase deixamos de ser humanos sem, no entanto, nos convertermos em inocentes animais”.

Wallace Requião de Mello e Silva










Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Uma longa história de rejeição.

Uma longa história de rejeição.
Impressionante essa historia de rejeição à verdade. Sim a verdade é combatida há milênios. As pessoas odeiam a verdade, odeiam a dor, odeiam o limite, odeiam a evidência dos fatos. Entendemos essa verdade factual quando contemplamos Jesus Cristo crucificado. Todo o bem e a Verdade que ele pregava, atraiu a violência e a crucificação. A Verdade foi crucificada, enquanto o povo vociferava: Crucifica-a, crucifica-a. Espantoso.
Passado dois milênios, e os fatos não mudam. O bem que se faz e se oferece é retribuído com ingratidão e calunia. Fossemos fracos na fé e já teríamos cooptado com a mentira, com a violência e aderido ao Mal, ou seja, aderido à revolução (tornar o que esta por baixo como estando por cima) dos valores... E nos esforçado na prática de tudo que é errado mascarado pelo discurso de que estamos fazendo o Bem.
Somos cristãos, mas abominamos os valores do cristianismo. Somos cristãos mais abandonamos a verdade na Cruz. Somos cristãos, mas nos unimos aos que gritam: Crucifica-o.
Sei o que digo, pois tenho sofrido esse mesmo tipo de rejeição. Rejeitado pela família, rejeitado pela Igreja, e agora, embora com um número considerável de leitores em meus Blogs, me descubro rejeitado pelos meus leitores. Alguns de meus Blogs têm um índice de rejeição de 86% e outros chegam a 92%, é mole. Há apenas um que apresenta, segundo o Google Analytics, uma taxa de refeição de 63% flutuando um pouco para mais ou para menos. Isso em nove Blogs. Claro que os motivos podem ser muitos e variados, desde a qualidade dos textos, seus conteúdos, e suas idéias como o fato de nos negarmos aos temas tabus da grande mídia: A proibição de falar mal de judeus e homossexuais, o que nos inclui entre os neonazistas, fascistas, etc. Vejamos, nós não podemos mais pensar diferente do conjunto da Mídia porque seremos rejeitados, e nos deixam apenas como caminho de integração, se formos descendentes, o nazismo, o fascismo, o anti-semitismo, os grupos anti-diversidade. Podemos defender que as mães matem seus filhos (aborto), podemos defender bobagens como essa: Os alemães faziam sabão com a carcaça de judeus. Podemos defender a felação (homossexualismo feminino) e os soca-bosta (homossexuais) tudo isso é nobre e dignificante. Podemos defender o controle da natalidade, mas não podemos defender a vida. Podemos atacar a Deus, mas somos ridículos, carolas, militantes de direita se ousamos defendê-lo. Devemos pensar e imaginar, na mesa da Ultima Ceia, não apenas Judas, mas também o Diabo, muito alegre, sendo recebido com honras e alegria em nome da diversidade e da liberdade das minorias teológicas. Tudo bem, eu desisto...
Não eu não desisto de escrever. Todos morrerão, e eu, corro o risco de morrer vitima da rejeição total, quiçá acusado de loucura. Mas, já dizia meu parente assassinado, Luiz Jorge de Mello e Silva, Ex. procurador federal de Pernambuco... Dizia algo parecido com isso: morrerei lutando pelo que acredito certo.
wallacereq@gmail.com

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Pornografia e homossensualidade, uma hipótese.

A construção da homossensualidade pela pornografia.
O texto que trago aqui necessitará de um aprofundamento. Seria necessária para sua melhor compreensão uma leitura previa de alguns livros. A Psycnologie Récreative do autor Russo C.Platonov. “Como alterar o comportamento Humano” de H.R.Beech, e “Manipulação de Comportamento” de R.Vance Hall.
Esses autores trazem uma boa base sobre a ciência da reflexologia, absolutamente necessárias para compreender o que direi, ainda que superficialmente nesse texto.
Vamos começar pelo fisiologista russo Pavlov de onde deriva a ciência dos reflexos condicionados. Esse autor descobre que a apresentação do som de uma campanhinha concomitantemente com um pedaço de carne, fazia um cão salivar. Com o estabelecimento do reflexo condicionado, o autor prova que podemos retirar a carne, e o cão salivará apenas ouvindo a campanhinha. Ora, se apresentamos dois ou três estímulos concomitantemente, também ocorrerá o mesmo fenômeno, e a base natural, a carne ou o alimento, será em diferentes medidas substituído pelo condicionamento dos reflexos e, portanto das secreções hormonais e seus efeitos.
Uma leitura sobre os hormônios sexuais, e suas secreções endógenas e exógenas, também seria necessária para a compreensão desse texto. Na adolescência, ou no fim da infância, inicio da puberdade, a natureza amadurece a sensualidade natural, produzindo níveis hormonais, compatíveis e necessários para o amadurecimento sexual em uma base hetero sexuada (instintiva). Essas secreções podem ser comparadas à saliva do cão, e elas têm sempre um estimulo natural, instintivo, que visa ou a defesa e manutenção da vida individual, ou a procriação da espécie, o que significa em ultima analise o mesmo principio; a manutenção da vida.
A pornografia é um estimulo artificial complexo ( condiciona muitos estímulos ao mesmo tempo) e forma um complexo condicionado, que pode, sob certas circunstancia em personalidades tímidas, submissas, ou fortemente reprimidas construir o redirecionamento instintivo, fazendo aparecer a excitação sensual numa base antinatural, ou seja, construindo a homossensualidade.
Veja, que no sexo, que é a arte do sentir, em primeiro momento a pulsão sexual natural e heterossexual, depois, e somente depois, o vivenciar o próprio erotismo em desenvolvimento pratico, mas que no caso da pornografia (arte do olhar) que desvaloriza o sentir, introduzem-se vários estímulos contraditórios. Isso também pode ser introduzido pelo relacionamento com a mãe, nas suas complexas relações de amor e ódio. (Modelo Relacional de Lorenz).
Numa descoberta sexual, vivida a dois, o sentir predomina. Na observação da pornografia, o PRAZER, base do reforço condicionável, pode ser gradativamente aproximado do homossexualismo pela apresentação de imagens. Suponha que a criança se masturba com essas fotos como estimulo. A figura masculina, que não estaria presente, exceto a sua própria, na descoberta da relação sexual natural, se introduz agora artificiosamente, como imagem casada, subliminar, do prazer. Ora o garoto, passa sem o perceber, a sentir prazer na exposição das figuras masculinas e femininas. Assim, com o tempo, o pervertido autor das imagens, introduz a figura de duas mulheres, ou dois homens com uma mulher ou, duas mulheres com um homem; em relação promiscua. A semente esta não só plantada, mas em desenvolvimento ate a apresentação escancarada do homossexualismo. Se o garoto não tiver uma experiência heterossexual satisfatória ele começará, aos poucos (sensibilização sistêmica) a reorientar o seu complexo condicionado. O mesmo vale para as meninas. Essas sucessivas apresentações já bastante estudadas pelas técnicas da dessensibilização sistemática, e pelas múltiplas técnicas de combate às fobias, por exemplo, nos dão uma pista para compreensão do fenômeno. É, portanto, possível construir a homossensualidade e também desconstruí-la. Já quando a pratica se estabelece, não só como homossensualidade, mas agora como homossexualidade, o tratamento exige algo mais de atenção ao nível dos símbolos (justificativas morais) criados e internalizados.
Wallace Requião de Mello e Silva.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Intimo e público.


Íntimo e público.


Íntimo é o que está muito dentro, que atua no interior, é o que diz respeito ao âmago, ao imo. De íntimo vem o conceito de intimidade, que é a qualidade do que é íntimo, no sentido de vida íntima, do particular. Opõe-se assim, ao que é público.
Público é o que é destinado ao público, que é de uso comum, de todos, que se realiza em público. Assim entende-se que dar publicidade é exercer ação psicológica, dar a público. Pode-se dizer que o público é feito em público. O Conceito vem de publicar, ou seja, dar publicidade, vulgarizar, tornar vulgar.
Já fui adolescente, arteiro, voraz de afirmação, talvez por isto sinto-me capaz de denunciar uma falha, que naqueles anos adolescentes era uma exceção e hoje se faz regra. Uma falha na educação que se esqueceu de dar-me o devido conhecimento justamente naqueles preciosos anos, quando ainda desabrochava a sensualidade e formava-se o caráter, de que havia profundas diferenças entre o que é íntimo e o que é público.
Assim, roubar ou receber um beijo, na minha geração, era ato, salvo raras exceções, de muita intimidade. Por via da publicidade "libertária" dos anos 50, tornava-se, cada vez mais, um meio de obter a aprovação e o sentimento de pertença ao grupo pelo testemunho ocular dos outros. Fazia- se assim, aos poucos, ser o íntimo sentimento... Menos saboroso e mais publicitário.
Hoje, chego a duvidar se ainda se conserva o conceito de intimidade nas relações afetivas. Não que eu esteja pregando um retorno ao romantismo dos anos passados, mas ao observar friamente o comportamento sexual-publicitário dos jovens, vejo vulgarizadas, as suas mais belas proposições do amor e do sexo.
Vê-los em plena rua, dentro dos automóveis como se fossem peixes em aquário, nas portas das escolas, nos cinemas, nos teatros, dando publicidade de suas relações mais íntimas, denunciando que fazem questão de parecer público o que lhes é mais íntimo. Acredito que é isto o que hes rouba da consciência o amor, e faz de todos eles, objetos de domínio público, vitimas das paixões, dos vícios e da ância de um prazer vazio. Animais no cio.
Aos olhos de outros rapazes e moças, aquelas e aqueles, mais particularmente, aqueles e aquelas que praticam alguma promiscuidade na freqüente troca dos casais, vão adquirindo sem perceber a fama "galinácea". Chamados de "galinhas" como se diz na gíria, dão assim testemunho da inconstância dos sentimentos, do exemplo do amarrotar público das roupas, dos cabelos e da alma, do despir-se da vergonha, do tornarem-se vulgar na mais precisa acepção da palavra.
Ver e participar, coadjuvando de algum modo, como se fossem eles estímulos públicos à sensualidade alheia, num estreito e prolongado exibir-se, faz da relação íntima um vazio, um exteriorizar-se, uma propaganda apenas.
Não creio que o rapaz perceba que esta a "vender" por meios publicitários a impudicia de sua companheira, desrespeitando-a. O mesmo sucede à moça.
Não creio que sinta sem cicatrizes o aproximar-se de terceiros, que de algum modo, por terem participado de suas "intimidades" do casal, e justamente por isto, sentem-se assim autorizados, como quem de um filme participa, criando "folgas" e "ïntimidades" fantasiosas, tendo como objeto os "atores" de públicas e patéticas cenas.
Não sem cicatrizes, um jovem verá sua companheira ou companheiro partir, sem ao menos chegar a perceber que colaborou na "venda" da companheira ou companheiro. Na sua vulgarização.
É com tristeza que vejo a sociedade despir-se, como se despem seus cidadãos adolescentes, se é que podemos chamá-los assim, e nus de seus escrúpulos, trocam o ouro da intimidade humana por bijuterias da publicidade.
Despem-se, com velocidade cada vez mais crescente, das roupas do tecido social, sem se aperceberem da fina e delicada trama do tecido fiado no tear dos tempos, tecido de modo a garantir e cobrir o "íntimo", o privado, e assim velá-lo, com seus segredos, aos olhos do público que é sempre tão ávido do uso comum, do uso de todos... fazendo dos jovens ingênuos ou não, de uns, jovens da vida, de outros, material publicitário vulgar, prostituídos todos sem paga ou promessas. Corpos de uso comum, comércio dos sexos sem esperança.
Instrumentos de vícios.
Nus ao acordarem da paixão, com o tempo ficam de cara como se diz na gíria. E não suportando suas relações vazias de intimidade, e quando este vazio se torna crônico... Enchem ou encherão a cara, de álcool, de drogas, de distrações, de sexo sem intimidade, enfim de qualquer coisa, justamente por não suportarem a vergonha.
Até que o amor os salve na intimidade.


Wallace Requião de Mello e Silva. (1996)
Psicólogo

Pornografia e homossensualidade, uma hipótese.

A construção da homossensualidade pela pornografia.
O texto que trago aqui necessitará de um aprofundamento. Seria necessária para sua melhor compreensão uma leitura previa de alguns livros. A Psycnologie Récreative do autor Russo C.Platonov. “Como alterar o comportamento Humano” de H.R.Beech, e “Manipulação de Comportamento” de R.Vance Hall.
Esses autores trazem uma boa base sobre a ciência da reflexologia, absolutamente necessárias para compreender o que direi, ainda que superficialmente nesse texto.
Vamos começar pelo fisiologista russo Pavlov de onde deriva a ciência dos reflexos condicionados. Esse autor descobre que a apresentação do som de uma campanhinha concomitantemente com um pedaço de carne, fazia um cão salivar. Com o estabelecimento do reflexo condicionado, o autor prova que podemos retirar a carne, e o cão salivará apenas ouvindo a campanhinha. Ora, se apresentamos dois ou três estímulos concomitantemente, também ocorrerá o mesmo fenômeno, e a base natural, a carne ou o alimento, será em diferentes medidas substituído pelo condicionamento dos reflexos e, portanto das secreções hormonais e seus efeitos.
Uma leitura sobre os hormônios sexuais, e suas secreções endógenas e exógenas, também seria necessária para a compreensão desse texto. Na adolescência, ou no fim da infância, inicio da puberdade, a natureza amadurece a sensualidade natural, produzindo níveis hormonais, compatíveis e necessários para o amadurecimento sexual em uma base hetero sexuada (instintiva). Essas secreções podem ser comparadas à saliva do cão, e elas têm sempre um estimulo natural, instintivo, que visa ou a defesa e manutenção da vida individual, ou a procriação da espécie, o que significa em ultima analise o mesmo principio; a manutenção da vida.
A pornografia é um estimulo artificial complexo ( condiciona muitos estímulos ao mesmo tempo) e forma um complexo condicionado, que pode, sob certas circunstancia em personalidades tímidas, submissas, ou fortemente reprimidas construir o redirecionamento instintivo, fazendo aparecer a excitação sensual numa base antinatural, ou seja, construindo a homossensualidade.
Veja, que no sexo, que é a arte do sentir, em primeiro momento a pulsão sexual natural e heterossexual, depois, e somente depois, o vivenciar o próprio erotismo em desenvolvimento pratico, mas que no caso da pornografia (arte do olhar) que desvaloriza o sentir, introduzem-se vários estímulos contraditórios. Isso também pode ser introduzido pelo relacionamento com a mãe, nas suas complexas relações de amor e ódio. (Modelo Relacional de Lorenz).
Numa descoberta sexual, vivida a dois, o sentir predomina. Na observação da pornografia, o PRAZER, base do reforço condicionável, pode ser gradativamente aproximado do homossexualismo pela apresentação de imagens. Suponha que a criança se masturba com essas fotos como estimulo. A figura masculina, que não estaria presente, exceto a sua própria, na descoberta da relação sexual natural, se introduz agora artificiosamente, como imagem casada, subliminar, do prazer. Ora o garoto, passa sem o perceber, a sentir prazer na exposição das figuras masculinas e femininas. Assim, com o tempo, o pervertido autor das imagens, introduz a figura de duas mulheres, ou dois homens com uma mulher ou, duas mulheres com um homem; em relação promiscua. A semente esta não só plantada, mas em desenvolvimento ate a apresentação escancarada do homossexualismo. Se o garoto não tiver uma experiência heterossexual satisfatória ele começará, aos poucos (sensibilização sistêmica) a reorientar o seu complexo condicionado. O mesmo vale para as meninas. Essas sucessivas apresentações já bastante estudadas pelas técnicas da dessensibilização sistemática, e pelas múltiplas técnicas de combate às fobias, por exemplo, nos dão uma pista para compreensão do fenômeno. É, portanto, possível construir a homossensualidade e também desconstruí-la. Já quando a pratica se estabelece, não só como homossensualidade, mas agora como homossexualidade, o tratamento exige algo mais de atenção ao nível dos símbolos (justificativas morais) criados e internalizados.
Wallace Requião de Mello e Silva.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Um texto polemico , anteriormente publicado.

Homossexualismo só se for platônico.

Recentemente uma das maiores autoridades da Igreja Católica, D. Eugênio Sales, em resposta a um interlocutor respondia; “homossexualismo só se for amor platônico”.
O desconcertado entrevistador pareceu não entender o profundo sentido da resposta, não captou o sentido espiritual, o amor chamado agapê, espiritualizado, ao qual, o Bispo, fazia referência.
Igualmente, Eduardo Requião, psicanalista, em entrevista à rede Alternativa de Radio, defendendo os seus pontos de vista como um possível candidato à Prefeitura de Curitiba fez duras criticas ao homossexualismo enquanto bandeira libertária. O entrevistador, adepto de um modismo bem infundado, assustou-se e, contrariado, perguntou se aquele candidato não temia pela conseqüência de suas opiniões junto aos possíveis eleitores “arejados”. Respondeu o psicanalista que não. Que suas convicções fundadas na experiência clínica não podiam se curvar ao modismo de propalar um homossexualismo disfarçado de direitos licita opção sexual e romantismo.
Muito provavelmente, o entrevistado, naqueles 25 anos de experiência clinica a que se referia, certamente haverá de ter testemunhado todo o sofrimento e angustia existencial do homossexual na sua pratica antinatural e estéril.
Neste sentido, venho colaborar, lembrando, a quem defende a legalidade de uma pratica sexual imoral dois pontos fundamentais: Primeiro , assim como no estudo da lógica, pode-se dizer que toda regra tem exceção, mas a exceção não é regra, nunca poderá ser regra, posto que seja exceção. Em segundo lugar recorrendo à Suma Teológica, (Tomas de Aquino) no capítulo que estuda a lei, encontraremos a afirmação de que a Lei visa, sobretudo o bem comum, firmando-se nos conceitos de aplicação universal. Assim, não pode justificar-se, nela, a exceção, o caso particular e o incomum. E só por força de lei um homem estará obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
Passados os anos, o estudo da genética progrediu muito. Hoje podemos identificar a paternidade e sobre tudo a sexualidade genotípica, posto que por vezes a sexualidade fenotípica (exterior) possa enganar. Este procedimento científico vem sendo usados com sucesso na investigação da determinação do sexo de alguns atletas sob suspeita, por exemplo. Mas nestes casos de indefinição sexual, (não confundir hermafroditismo com prática homossexual) estaremos sempre falando de exceções, de casos incomuns, raros. Perversão do comportamento, educação inadequada ou hipotética tendência genética, está falando sempre em anomalia. O homossexual enquanto pessoa tem direitos de pessoa, como o tem o aidético ou o canceroso. O Homossexual enquanto um anômalo, na clássica definição de Mira y Lopes é um doente, porque sofre e faz sofrer num circulo mórbido. Sua anomalia não é uma bandeira libertária.
No livro de Lois Bounoure, “Reproduction sexuelle et histoire naturelle du sexo”( editora Flammarion), o autor chega a um denominador comum, toda a sexualidade protege e perpetua a vida, esta é a mais fundamental orientação da sexualidade, a reprodução.
No homossexualismo vamos encontrar a esterilidade, posto que a própria natureza, pela esterilidade, não perpetua a “espécie dos Homossexuais” ( se assim podemos chamar), a lei também não pode perpetuar as suas anomalias na forma de “legalidade”, nem a medicina física ou psicológica, perpetuá-la na forma de “normalidade”.
Muitos roubam. Cada dia amplia mais o número dos desonestos, mas este número, esta possibilidade estatística, não faz da desonestidade um ato moral; nem o número aumentado dos homossexuais faz deles regra moral. Nem o crescente número dos aidéticos faz daquela doença normalidade. Nestes dias de propaganda anticonceptiva e hedonismo irresponsável, um relacionamento estéril pode parecer, a um desavisado, uma boa solução demográfica,por exemplo, no entanto é uma prática contra a vida.
A moralidade não está fundamentada na estatística ou nas convenções. Ela se fundamenta naquele conjunto de regras deduzidas da própria natureza , cujo conjunto pode ser chamado de Direito Natural. Numa ultima análise, podemos até ir buscar seus fundamentos na própria vontade de Deus expressa nas leis da natureza.
Por outro lado, para quem crê na Revelação,(Católicos e Evangélicos) numa vontade divina expressa e objetivada em Jesus Cristo e nos Mandamentos, poder-se-ia igualmente verificar a ilicitude moral da prática homossexual na Carta de São Paulo aos Romanos cap. 1, 24- 27, igualmente em Gênesis capitulo 18, versículos 16 a 29 onde falam de Jó e Sodoma, e Juízes capitulo 19, vers.18 a 30.
Vale a pena transcrever um pequeno trecho de Romanos: “Pelo que, Deus entregou (os pagãos) aos desejos dos seus corações e à imundície com que desonram os seus próprios corpos, pois trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador que é bendito dos séculos. Pelo que, Deus os entregou às paixões vergonhosas, pois as mulheres mudaram o uso natural em uso contra a natureza; e igualmente os varões, deixando o uso natural da mulher, abrasaram-se na concupiscência de uns pelos outros, os varões pelos varões, cometendo torpezas e recebendo em si mesmos a paga devida pelos seus desvarios”, (Romanos 1,24-27). Seria a AIDS por acaso?
No livro “SEXO E AMOR” de Rafael Llano Cifuentes, Doutor em Moral, vão encontrar uma esclarecida visão do homossexualismo terminando no conselho, hoje bem incomum (até mesmo entre terapeutas), da prática da castidade aos homossexuais, da abstinência sexual. Isto talvez seja o que queira dizer Eugênio Sales com: “homossexualismo só se for amor platônico”.
Finalmente podemos citar o historiador inglês, Toynbee, que diz: Sem normas morais, sem regulação consciente do uso do sexo, produz-se um desequilíbrio psíquico e moral de tal ordem que “quase deixamos de ser humanos sem, no entanto, nos convertermos em inocentes animais”.

Wallace Req










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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O sonho de Karina.

O último texto de 2009.
O sonho de Karina Karamazov.
Desde pequena Karina só tinha conhecido uma paixão: dançar e sonhar em ser uma bailarina do balé Bolshoi. Seus pais haviam desistido de exigir empenho em qualquer outra atividade. Os rapazes já haviam se resignado, no coração de Karina só havia lugar para a dança.
Um dia Karina teve a sua grande chance. Conseguira uma audiência com o Kara Bicheviski, diretor do Bolshoi que estava selecionado aspirante para o balé.
Karina dançou como nunca. Colocou toda a sua alma em cada movimento.
Terminada a sua “ prova” aproximou do Kara Bicheviski e perguntou: então tenho alguma chance?
Na viagem de volta Karina em lagrimas nunca pensou que aquele “não” lhe pesaria tanto na sua alma.
Meses se passaram ate que pudesse vestir as sapatilhas e se recuperar.
Dez anos depois o Bolshoi faz uma turnê pela sua cidade. Ela ocupa a primeira fila, era agora conceituada professora de um raro balé.
Para sua surpresa, viu que o Kara Bicheviski ainda era o diretor do balé, embora um Bicheviski caido; sua curiosidade levou-a a se aproximar e perguntar; se ele sabia o quanto lhe doera aquele não.
Bicheviski, colocando a mão na cintura, diz, mas querida eu digo isso a todas.
Karina parou um pouco, e disse baixinho, como o senhor pode cometer uma injustiça dessas?
Cínico o Kara Bicheviski, diz: Amiga, você jamais seria uma grande bailarina se desistiu de seu sonho pela opinião de uma única pessoa.
Karina deu-lhe uma tapa pé na Kara de Bicheviski e saiu como se tivesse recuperado a dignidade.
Moral: O primeiro passo, para se realizar um objetivo, é ter a convicção de que é possível alcançá-lo, não importando em quantas tentativas tenha que se dar um tapa pé( chute) na Kara do Bicheviski. O Bolshoi, naquele dia, no passado, perdeu uma grande bailarina, e perderia um diretor dez anos depois por traumatismo craniano. Karina era agora mestre em um balé muito especial, o Vale Tudo do Circo de Moscou
Super moral. Cuidado quando por presunção profissional se desvia uma vocação.
Ultra moral: cada vez que um "homem" impede uma mulher do exercicio de uma vocação natural a induz a asumir um papel masculino.

Wallacereq@gmail.com

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Dialética " Escondida".

A dialética “escondida”.
Existe uma realidade tão obvia que se nos escapa, muitas vezes, à consciência. A morte é para todos, todos os que nascem morrerão. Assim a vida tem uma dinâmica, aqui entendida como dialética, que nos diz que a morte faz parte da dinâmica da vida, portanto essa dialética é necessária e natural. Digo necessária porque a vida se renova na morte.
E como nós os homens realizamos essa dialética? Como ela se concretiza? Nós os homens morremos, ou vencido pela idade, ou pelas enfermidades, ou pelos acidentes, ou pela violência, ou pela luta em viver, defender a própria vida, valores, instituições, direitos e liberdade. Mas se na vida a morte é natural e inevitável, e muito da angustia, cobiça e violência tem justamente, como causa a sobrevivência a qualquer custo, isto nos cria uma seqüência infinda de ilusões, apegos, e escravidão. Esse ponto é que nos rouba a consciência da morte, num mecanismo de negação.
Todavia, a aceitação da morte, pura e simplesmente, altera em muito todos os valores vividos e defendidos. Alguns começam a acreditar que a vida, uma vez que é finita, deverá ser vivida com intensidade irresponsável, posto que morreremos, quer queiramos, quer não. A satisfação passa a ser então a linha mestra do viver humano, e a frustração o inimigo da vida intensa, o que sem nos determos muito, podemos compreender que como conseqüências têm violências, pois o outro nem sempre busca a satisfação que procuramos o que gera o conflito, pois um frustra o querer do outro. Se todos nós morreremos quer queiramos quer não, e a contemplação da vida, nos tem demonstrado que os que vivem, tiranizam os que viverão, ou outros viventes que os frustrarão, e que, como conseqüência, os homens vêm criando formas variadas de matar uns aos outros (Guerras, abortos, doenças criadas em laboratório, transito, drogas, etc.) nossa noção de crime, e responsabilidade diante da vida, vai se relativizando, numa dialética de valores que justificam o matar ou matar-se. Já aceitamos matar no ventre materno, e pela eutanásia os velhos, porque vemos a vida como economia, numa dialética de valores tiranizantes.
Quando observamos os animais, todos eles, vemos que vivem e morrem sem choradeiras dramas, ou aparente perda emocional com relação à morte.Isso nos mostra uma flagrante diferença entre esses seres, e nós os homens. Essa diferença tem uma ligação indissolúvel com a consciência e a razão. Houve já, quem propunha em cima disto que a razão é uma ilusão, uma emoção inútil, embora outros afirmem que a razão é a mãe de nossa existência.
A Razão nos leva a duas posições antagônicas, a existência de Deus ou sua negação. É a tal dialética. Os que negam a Deus caem em dois vértices bem claros, o materialismo capitalista e o materialismo socialista. O primeiro diante da relatividade dos valores morais, e da urgência da vida individual, acredita que tudo depende, em ordem da satisfação, do acumulo de capital e do lucro, e que esse objetivo deve imperar acima e soberano ao interesses dos próximos. O socialismo materialista, diante da relatividade dos valores morais, que seriam apenas acordos momentâneos, acha que todos os homens têm a mesma dignidade, e, portanto devem desfrutar na vida das mesmas satisfações, e para consegui-las, os homens devem garanti-los por quaisquer meios. Portanto o capitalismo e o socialismo geram violência, o que para eles é um valor menor uma vez que a morte é um valor natural.

Os que crêem em Deus, se apegam na permanência da vida espiritual, embora também se dividam em dois grupos, os que crêem que Deus tem valores, e os que crêem que os homens fazem os valores para Deus. Os primeiros acreditam na revelação, ou seja, que Deus não pode ser encontrado pelos homens, mas que esse pode revelar-se aos homens. Os segundos imaginam Deus inacessível, ininvestigável, irrevelável, portanto os valores morais são obras humanas e nada tem a ver coma sobrevida espiritual da alma humana. Assim temos as noções de destino, carma, reencarnação, onde o vivido, bem ou mal, evolui para algo maior, mais perfeito. Os primeiros se dividem em dois grupos, Deus tem valores, diz o primeiro, mas se revela aos poucos aos homens, segundo os desígnios dos homens, essa revelação se faz por meio dos homens, qualquer homem escolhido por Deus. Ora não é difícil perceber certa fragilidade nisso, pois difere em muito pouco do materialismo, o homem constrói os valores.
O segundo grupo, percebeu que Deus se Revela ao Homem, mas que a Vontade e Inteligência de Deus ( O Verbo) poderia se encarnar acabando de vez coma a relatividade dos valores, então Deus se tornaria investigável, visível, audível, tocável, aos mesmo tempo que nos fala da sobrevida espiritual do homem também nos fala de um tipo de vida desejável, e uma conseqüência espiritual futura, a presença de Deus, ou sua ausência, dependendo da escolha do homem. Ou seja, o homem viveria um materialismo espiritual (uma vida eterna sem Deus), ou o homem viveria um espiritualismo espiritual (uma vida eterna com Deus.). Ou seja, para quem crê e ou conheceu ao Verbo Encarnado, em Jesus Cristo, percebeu, na sua morte e ressurreição, que Deus é Deus dos Vivos e dos mortos, ou seja, abre-se a possibilidade que os valores morais sejam para essa e outra vida, ou seja, seja eterno como Deus é Eterno.

Desse modo leremos em Romanos 14,7s: Nenhum de nós vive para si e ninguém morre para si. Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos pertencemos ao Senhor. Para isso é que morreu Cristo e retomou a vida, pra ser Senhor tanto de mortos como de vivos (...). Todos temos que comparecer diante do tribunal de Deus. Porque está escrito. Diante de mim se dobrará todo joelho e toda língua dará Gloria a Deus (Isaias).
Ora diante da morte, dessa aterrorizante realidade, não seremos como os animais, inocentes. Seremos colocados diante das evidências da vida espiritual, e o desejo ou não de Deus.



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A Dialética " Escondida".

A dialética “escondida”.
Existe uma realidade tão obvia que se nos escapa, muitas vezes, à consciência. A morte é para todos, todos os que nascem morrerão. Assim a vida tem uma dinâmica, aqui entendida como dialética, que nos diz que a morte faz parte da dinâmica da vida, portanto essa dialética é necessária e natural. Digo necessária porque a vida se renova na morte.
E como nós os homens realizamos essa dialética? Como ela se concretiza? Nós os homens morremos, ou vencido pela idade, ou pelas enfermidades, ou pelos acidentes, ou pela violência, ou pela luta em viver, defender a própria vida, valores, instituições, direitos e liberdade. Mas se na vida a morte é natural e inevitável, e muito da angustia, cobiça e violência tem justamente, como causa a sobrevivência a qualquer custo, isto nos cria uma seqüência infinda de ilusões, apegos, e escravidão. Esse ponto é que nos rouba a consciência da morte, num mecanismo de negação.
Todavia, a aceitação da morte, pura e simplesmente, altera em muito todos os valores vividos e defendidos. Alguns começam a acreditar que a vida, uma vez que é finita, deverá ser vivida com intensidade irresponsável, posto que morreremos, quer queiramos, quer não. A satisfação passa a ser então a linha mestra do viver humano, e a frustração o inimigo da vida intensa, o que sem nos determos muito, podemos compreender que como conseqüências têm violências, pois o outro nem sempre busca a satisfação que procuramos o que gera o conflito, pois um frustra o querer do outro. Se todos nós morreremos quer queiramos quer não, e a contemplação da vida, nos tem demonstrado que os que vivem, tiranizam os que viverão, ou outros viventes que os frustrarão, e que, como conseqüência, os homens vêm criando formas variadas de matar uns aos outros (Guerras, abortos, doenças criadas em laboratório, transito, drogas, etc.) nossa noção de crime, e responsabilidade diante da vida, vai se relativizando, numa dialética de valores que justificam o matar ou matar-se. Já aceitamos matar no ventre materno, e pela eutanásia os velhos, porque vemos a vida como economia, numa dialética de valores tiranizantes.
Quando observamos os animais, todos eles, vemos que vivem e morrem sem choradeiras dramas, ou aparente perda emocional com relação à morte.Isso nos mostra uma flagrante diferença entre esses seres, e nós os homens. Essa diferença tem uma ligação indissolúvel com a consciência e a razão. Houve já, quem propunha em cima disto que a razão é uma ilusão, uma emoção inútil, embora outros afirmem que a razão é a mãe de nossa existência.
A Razão nos leva a duas posições antagônicas, a existência de Deus ou sua negação. É a tal dialética. Os que negam a Deus caem em dois vértices bem claros, o materialismo capitalista e o materialismo socialista. O primeiro diante da relatividade dos valores morais, e da urgência da vida individual, acredita que tudo depende, em ordem da satisfação, do acumulo de capital e do lucro, e que esse objetivo deve imperar acima e soberano ao interesses dos próximos. O socialismo materialista, diante da relatividade dos valores morais, que seriam apenas acordos momentâneos, acha que todos os homens têm a mesma dignidade, e, portanto devem desfrutar na vida das mesmas satisfações, e para consegui-las, os homens devem garanti-los por quaisquer meios. Portanto o capitalismo e o socialismo geram violência, o que para eles é um valor menor uma vez que a morte é um valor natural.

Os que crêem em Deus, se apegam na permanência da vida espiritual, embora também se dividam em dois grupos, os que crêem que Deus tem valores, e os que crêem que os homens fazem os valores para Deus. Os primeiros acreditam na revelação, ou seja, que Deus não pode ser encontrado pelos homens, mas que esse pode revelar-se aos homens. Os segundos imaginam Deus inacessível, ininvestigável, irrevelável, portanto os valores morais são obras humanas e nada tem a ver coma sobrevida espiritual da alma humana. Assim temos as noções de destino, carma, reencarnação, onde o vivido, bem ou mal, evolui para algo maior, mais perfeito. Os primeiros se dividem em dois grupos, Deus tem valores, diz o primeiro, mas se revela aos poucos aos homens, segundo os desígnios dos homens, essa revelação se faz por meio dos homens, qualquer homem escolhido por Deus. Ora não é difícil perceber certa fragilidade nisso, pois difere em muito pouco do materialismo, o homem constrói os valores.
O segundo grupo, percebeu que Deus se Revela ao Homem, mas que a Vontade e Inteligência de Deus ( O Verbo) poderia se encarnar acabando de vez coma a relatividade dos valores, então Deus se tornaria investigável, visível, audível, tocável, aos mesmo tempo que nos fala da sobrevida espiritual do homem também nos fala de um tipo de vida desejável, e uma conseqüência espiritual futura, a presença de Deus, ou sua ausência, dependendo da escolha do homem. Ou seja, o homem viveria um materialismo espiritual (uma vida eterna sem Deus), ou o homem viveria um espiritualismo espiritual (uma vida eterna com Deus.). Ou seja, para quem crê e ou conheceu ao Verbo Encarnado, em Jesus Cristo, percebeu, na sua morte e ressurreição, que Deus é Deus dos Vivos e dos mortos, ou seja, abre-se a possibilidade que os valores morais sejam para essa e outra vida, ou seja, seja eterno como Deus é Eterno.

Desse modo leremos em Romanos 14,7s: Nenhum de nós vive para si e ninguém morre para si. Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Quer vivamos quer morramos pertencemos ao Senhor. Para isso é que morreu Cristo e retomou a vida, pra ser Senhor tanto de mortos como de vivos (...). Todos temos que comparecer diante do tribunal de Deus. Porque está escrito. Diante de mim se dobrará todo joelho e toda língua dará Gloria a Deus (Isaias).
Ora diante da morte, dessa aterrorizante realidade, não seremos como os animais, inocentes. Seremos colocados diante das evidências da vida espiritual, e o desejo ou não de Deus.



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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Uma longa história de rejeição.

O texto acima foi considerado pelo Conselho de Ética do Grupo 23 de Outubro, pessoal, provocativo e pouco propositivo, embora reconheça sua realidade e verdade; assim o Conselho sugere que seja deletado, o que farei em 23 de Outubro.

Moral: "A casa dividida será destruida"

( Lucas 11,15-26 e seguintes).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

No dia da Padroeira Requião Errou.

Requião Erra.
Não há novidade nenhuma nisso, afinal Requião é humano. E os humanos erram.
Requião errou ao negar o feriado no dia 8? Não.
O erro de Requião, o erro mais comum de Requião é na escolha de seus amigos e assessores. Em sete anos de governo nunca o governador negou o feriado da padroeira de Curitiba, muito menos negaria neste ano de 2009 quando festejávamos o centenário de comemoração da padroeira de Curitiba. Mas o fato foi armação política, como também foi armação política faltar luz no Desfile de Sete de Setembro. A forma como os fatos foram apresentado levou o governador a negar-se a assinar o decreto, pois ele pararia o funcionalismo estadual em todo o Paraná. Uma vez tomada à decisão, o governador não quis mais voltar atrás.
Um dia talvez Requião acorde e Deus tenham ceifado a vida de alguns de seus assessores e Secretários. Ai brilhará a luz ao governador, que hoje vê e escuta através do interesse mesquinho e político de sua assessoria. Quando isso acontecer o Requião contemplara a evidência de sua obra nesses sete anos de governo, e verá que não há o menor motivo para aumentar numero de dados, ou prometer o irrealizável. O povo todo do Paraná testemunha as melhorias em todo o estado. Algumas regiões acostumadas a absorver todos os investimentos dos Cofres Públicos, é possível, estejam eles decepcionados, mas aqueles municípios esquecidos há décadas, sabem como a vida media dos paranaenses melhorou, tanto graças às estratégias do governo Requião Pessutti como as estratégias e ajudas do governo Federal. Não vendemos no período nenhum patrimônio público. Não entregamos às elites privadas serviços essenciais. Não degredamos as estradas para privatizá-las, não deixamos as escolas ruírem e aumentamos em 140 mil vagas as escolas estaduais. Não sobrecarregamos o povo com impostos. Não transferimos a responsabilidade constitucional do Estado para o povo através de terceirização ou privatizações. Uma ou outra obra esta atrasada, mas os números oficiais demonstram uma melhoria geral nas condições econômicas do estado. Requião não entregara ao Pessutti o governo de cofres endividados, nem sem um corpo de doutrina a ser implementado. Cabe. É verdade ao povo avaliar o que foi feito e referendar a continuidade dos programas. Isso é com o povo. Eu votarei em Pessutti, e só não o farei se for o seu vice, ou se for indicado pelos amigos do PMDB para concorrer em uma chapa alternativa na convenção estadual. Isso soa como uma brincadeira, mas não é. É realidade.
Todavia também erra o Clero, que teve da parte do governo um divulgador das missas, dos shows musicais evangélicos, das festas religiosas, todas transmitidas ao Brasil todo, como transmissões de horas ao vivo, coisa que nenhuma emissora privada faria se não a peso de ouro. Se Requião errou por culpa da Casa Civil, os cléricos erraram como os fariseus que esperavam um erro de Jesus Cristo para acusá-lo de ter violado o Sábado. São as hipocrisias da vida. Inimigos de Requião de dentro de casa e de fora, festejaram o erro do governador, e cristãos pouco cristãos (que só suportam os próprios erros e pecados) já declararam que jamais votaram em Requião. Hipocrisia é o que mais há no poder publico e na Igreja. Essa é a verdade e conclusão de uma vida toda de observação e pratica religiosa e política.
Wallacereq@gmail.com

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No dia da Padroeira Requião Errou.

Requião Erra.
Não há novidade nenhuma nisso, afinal Requião é humano. E os humanos erram.
Requião errou ao negar o feriado no dia 8? Não.
O erro de Requião, o erro mais comum de Requião é na escolha de seus amigos e assessores. Em sete anos de governo nunca o governador negou o feriado da padroeira de Curitiba, muito menos negaria neste ano de 2009 quando festejávamos o centenário de comemoração da padroeira de Curitiba. Mas o fato foi armação política, como também foi armação política faltar luz no Desfile de Sete de Setembro. A forma como os fatos foram apresentado levou o governador a negar-se a assinar o decreto, pois ele pararia o funcionalismo estadual em todo o Paraná. Uma vez tomada à decisão, o governador não quis mais voltar atrás.
Um dia talvez Requião acorde e Deus tenham ceifado a vida de alguns de seus assessores e Secretários. Ai brilhará a luz ao governador, que hoje vê e escuta através do interesse mesquinho e político de sua assessoria. Quando isso acontecer o Requião contemplara a evidência de sua obra nesses sete anos de governo, e verá que não há o menor motivo para aumentar numero de dados, ou prometer o irrealizável. O povo todo do Paraná testemunha as melhorias em todo o estado. Algumas regiões acostumadas a absorver todos os investimentos dos Cofres Públicos, é possível, estejam eles decepcionados, mas aqueles municípios esquecidos há décadas, sabem como a vida media dos paranaenses melhorou, tanto graças às estratégias do governo Requião Pessutti como as estratégias e ajudas do governo Federal. Não vendemos no período nenhum patrimônio público. Não entregamos às elites privadas serviços essenciais. Não degredamos as estradas para privatizá-las, não deixamos as escolas ruírem e aumentamos em 140 mil vagas as escolas estaduais. Não sobrecarregamos o povo com impostos. Não transferimos a responsabilidade constitucional do Estado para o povo através de terceirização ou privatizações. Uma ou outra obra esta atrasada, mas os números oficiais demonstram uma melhoria geral nas condições econômicas do estado. Requião não entregara ao Pessutti o governo de cofres endividados, nem sem um corpo de doutrina a ser implementado. Cabe. É verdade ao povo avaliar o que foi feito e referendar a continuidade dos programas. Isso é com o povo. Eu votarei em Pessutti, e só não o farei se for o seu vice, ou se for indicado pelos amigos do PMDB para concorrer em uma chapa alternativa na convenção estadual. Isso soa como uma brincadeira, mas não é. É realidade.
Todavia também erra o Clero, que teve da parte do governo um divulgador das missas, dos shows musicais evangélicos, das festas religiosas, todas transmitidas ao Brasil todo, como transmissões de horas ao vivo, coisa que nenhuma emissora privada faria se não a peso de ouro. Se Requião errou por culpa da Casa Civil, os cléricos erraram como os fariseus que esperavam um erro de Jesus Cristo para acusá-lo de ter violado o Sábado. São as hipocrisias da vida. Inimigos de Requião de dentro de casa e de fora, festejaram o erro do governador, e cristãos pouco cristãos (que só suportam os próprios erros e pecados) já declararam que jamais votaram em Requião. Hipocrisia é o que mais há no poder publico e na Igreja. Essa é a verdade e conclusão de uma vida toda de observação e pratica religiosa e política.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O dia do pais.

O dia dos pais.
Nesse dia fui ao cemitério. Sentei-me nas proximidades do túmulo de meu pai e deixei meu coração naufragar na saudade e a alma aprofundar-se nos mistérios da paternidade. Vi e senti coisas num arroubo de visões repentinas, visões da mente, não dos olhos. Raciocínios sobre a paternidade.
Diz o Genesis que o Verbo criou o homem do barro. Ora a palavra gênesis quer nos falar de inicio, origem, geração. O verbo, nos ensina a gramática portuguesa, é palavra que expressa ação. Então o Verbo invisível, ou seja, a ação invisível de Deus Pai, masculino, ativo, cheio de ímpeto, vontade e inteligência, intencionalidade invisível, molda o barro, a matéria, que complacente se deixa servir da vontade invisível para tomar a forma humana. A natureza material, criada pelo Deus invisível, cede femininamente, ao desejo do Pai. Nasce o homem. Mas do homem, da carne do homem, a vontade invisível faz a carne da mulher, num símbolo que repete a origem primeira da vontade sobre a matéria, e a mulher é carne, a mesma carne do homem, o mesmo ser humano. Símbolo profundo, pois se o homem tem por necessidade da vida que alimentar-se, ao alimentar sua carne, alimenta a carne de sua mulher que lhe é da mesma natureza. A Bíblia nos diz que o homem sadio, não aborrece a própria carne, e, portanto a carne do homem e da mulher, feitos por extensão do mesmo barro, servem um ao outro segundo a vontade do Verbo invisível.

Homem e mulher os criou. E os criou solidários nos desejos e necessidades. Mas o Verbo invisível os manda procriar, e a carne, nascida da carne, nascidos da terra, natureza material, gerarão a carne de sua semelhança, segundo a vontade invisível do Verbo. Estava definida a origem comum do homem, e da mulher, origem natural, material, ao qual o Verbo invisível soprou um espírito de luz semelhante e imagem de si próprio enquanto criador intencional de todas as coisas. Donde vemos que o invisível molda o visível, o imaterial gera o material, e o alimenta numa constante e clara manifestação de sua vontade.

Estava explicada a origem imaterial e material dos seres humanos, origem essa que se repetirá no advento do Cristianismo, não só aprofundando o mistério da paternidade, mas reconhecendo, que uma vez criados os homens e mulheres como humanos, imagem e semelhança de Deus, em algum grau eles, como imagem de Deus teriam liberdade e vontade. Assim Deus agora, para gerar seu Filho pede o consentimento da Virgem, e esse SIM da mulher, diante do Deus onipotente, é a porta e o mistério da paternidade divina, em Cristo e na alma de todos os homens. O Sim da mulher gera o pai, não somente o filho. Então homem e mulher realizam o mistério. Sendo uma e só mesma carne, geram a carne de sua semelhança. No caso de Deus, o SIM da Virgem gera a paternidade visivel de Deus, e o Filho de Deus. Mas há uma breve alusão a sensualidade imaterial, que determina a concepção da vida divina. Gabriel, o arcanjo mensageiro da vontade divina, cujo nome quer dizer: Vontade de Deus, cobre, disse cobre, com sua sombra a virgem e ela concebe do Espírito. Esta cobertura do lado escuro da luz torna visível o invisível, e torna compreensível o incompreensível, torna material o imaterial, e indica o caminho, o rastro sensual, ou seja, submetido aos sentidos a concepção divina e humana. Ora a concepção da carne se faz por meio da carne, como já nos mostrava o Genesis. Entra no quadro o sexo, sempre sob o consentimento da mulher, sem violência, pois o homem não deve aborrecer a sua própria carne, e a mulher é carne do homem, como o homem é carne da Natureza (barro moldado pelo Verbo) e o filho do homem e da mulher é carne, no exato sentido de "sereis uma só carne", ainda que em diversos filhos, todos são uma e só mesma carne. Este Sim, se o olharmos pelo advento do sexo, é o aceitar a masculinidade e espiritualidade do homem. Ora não será difícil concluir disso, que pai é o macho da mãe, ou seja, pai é em primeiro lugar o macho material e espiritual que a mãe aceita sobre si, para que ele com sua sombra (o mistério oculto da vida) a cubra, e ela gere. Donde vemos que o pai é o masculino aceito pelas fêmeas, o Pai é a carne masculina da mulher. Qualquer violência nesse sim separa as carnes, e nela o reflexo necessário, natural e espiritual, do pai sobre a carne dos filhos. A Autoridade (vontade geradora do verbo imagem) só se realiza no pai, enquanto ele é aceito pelo SIM materno. Ora, então o exercício da paternidade depende da complacência da mulher na aceitação de seu macho, que se estende de maneira natural á prole. O rompimento, a negação do querer o macho, o afasta da intencionalidade da paternidade, que é bem mais que gerar, mas conceber, gerar, manter e educar a própria carne nos filhos. A falha nessa complacência da matéria para com o espírito faz com que a matéria se ache capaz de gerar o espírito, que a mulher seja o verbo ativo, e o homem o passivo. Isso tem sido a conseqüência da revolução nos diz o Silabo (documento católico de Pio IX). A Matéria se sobrepõe com violência sobre o querer da ordem natural da criação, demolindo a paternidade, e também a maternidade. Pois o SIM da mulher gera o pai, gera o filho e gera a mãe, não por si mesma, mas segundo um querer invisível daquele que não teve começo e não terá fim. A humildade do Filho é a redenção dos pais, pois a obediência aos que lhe deram a vida, ensina, reflete a obediência que os nossos primeiro pais e toda a ascendência humana devem ao Criador de Tudo.
Obedecer a Deus, mesmo com imperfeição que nos é tão peculiar, restaura a paternidade.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Justiça a cento e noventa por hora.

Justiça a 190 por hora.
Parece que eu sou o único nesse país que sou a favor da censura moral. Diz o desembargador Ítalo Galli em seu livro titulado “O direito da Moral”, que se abstrairmos a moral perdemos a sólida noção de certo e errado, e como conseqüência perdemos a noção de crime. Assim a justiça torna-se apenas instrumento de coerção social segundo os interesses desse ou daquele século, tornado-se a Justiça uma “ justiça “ consuetudinária, ou seja, uma justiça segundo os costumes dos poderosos.
 Já não haverá nela a estabilidade dos valores e princípios que garantam a liberdade e equidade em sociedade.

O segundo ponto é a verdade Bíblica de que todos nascemos e morremos com o consentimento de Deus, ou seja, não cairá nem um fio de nossas cabeças sem que Deus o permita, e isso segundo uma justiça que vai muito além da falível justiça e julgamento humano.

O terceiro ponto diz respeito à outra noção bíblica: “ Atire a primeira pedra aquele que não tem pecado”. Essa frase, para mim é um monumento de lucidez e traduz toda a hipocrisia da Sociedade, que sendo constituída de homens imperfeitos finge, encena e exige uma Sociedade PERFEITA, claro que sempre tendo os olhos cegos para os próprios defeitos. O “Mal” está sempre no outro. Do lado de lá.

A cidade esta cheia de adesivos com esse dizer: “190 é crime”. É verdade, a condução de veículos em excesso de velocidade é crime, mais ainda em via publica, pois coloca criminosamente a vida de inocentes em perigo. E é crime porque a lei assim diz. Embora não se limite a velocidade dos veículos, transferindo a responsabilidade hipocritamente sempre para o indivíduo, o lado mais fraco da corda que paga o mico.

O jornalista Nonato Cruz, em seu Blog no Rio de Janeiro, engendra um interessante texto titulado: “Justiça ou Vingança?”. Ora, ele restabelece uma visão crítica da antiga pena de Talião, ou seja, dente por dente, olho por olho, porém agora exigida, transferida a vingança e a hipocrisia da Sociedade ( cidadãos bons) ao ESTADO ( O  único único responsável), em fim, ao poder publico PERFEITO, e isso exige uma justiça “veloz” a cento e noventa por hora, uma justiça espetacular, dizem, é necessária para acabar com a impunidade.

 Digo eu, uma justiça assim é algo temerária. Ora, para mim está bem claro, pois, se na condução de veículos é risco iminente o excesso de velocidade, muito mais grave para a sociedade é o excesso de velocidade, o açodamento, a pressa na justiça, pois esse excesso põem em risco toda a sociedade em seus valores mais fundamentais. Tornado-se, quiçá, a “justiça campeã” um braço temerário do Poder do Estado. Por outro lado, todos, corrompem os valores morais do homem e da Sociedade, e como conseqüência destruímos todos os freios internos do agir humano em sociedade, ( O homem não pode agir bem apanas por medo da polícia e da cadeia, mas por profundo respeito aos direitos alheios, incluindo o direito à vida) e falamos em acabar com a impunidade, quando as nossas vidas individuais, de nós todos (atire a primeira pedra quem não tem pecado) estão cheias de erros e quiçá crimes. E exemplos, e espetáculos, e publicidade da violência e da rebeldia). A justiça que queremos é por a culpa nos outros. E vender jornais.
Nunca assumir a nossa própria culpa.

Assim os meios de comunicação brincam de incitar a opinião pública nesse exercício de:” o mal está no outro”, e se o matarmos,... esse canalha, se lhe retiramos a liberdade colocando-o na cadeia, esse monstro, se os abortarmos antes de nascer... esses miseráveis,( claro sem olhar se fomos nós que os geramos) estaremos preservando o NOSSO BEM, a NOSSA LIBERDADE INDIVIDUAL, E a nossa SEGURANÇA, e neles, nos maus, estaremos controlando, matando todo o MAL, o mal da Sociedade.

Isso não quer dizer que algumas vezes a culpa está flagrantemente no outro, nem ao menos quer dizer que a justiça humana é inútil.

O que estamos dizendo é que o freio interior de cada ser humano ( auto-controle) não pode ser retirado, não pode ser minado, corrompido, relativizado. Com a existência dele, os homens pecam, sem ele, os homens caem no excesso e em todo tipo de exagero ainda que para fazer " justiça". Gera a injustiça, e a injustiça gera a violência das atitudes. Seremos animais.

Esse texto terá um complemento em Video.

wallacereq@gmail.com

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um texto polemico , anteriormente publicado.

Homossexualismo só se for platônico.

Recentemente uma das maiores autoridades da Igreja Católica, D. Eugênio Sales, em resposta a um interlocutor respondia; “homossexualismo só se for amor platônico”.
O desconcertado entrevistador pareceu não entender o profundo sentido da resposta, não captou o sentido espiritual, o amor chamado agapê, espiritualizado, ao qual, o Bispo, fazia referência.
Igualmente, Eduardo Requião, psicanalista, em entrevista à rede Alternativa de Radio, defendendo os seus pontos de vista como um possível candidato à Prefeitura de Curitiba fez duras criticas ao homossexualismo enquanto bandeira libertária. O entrevistador, adepto de um modismo bem infundado, assustou-se e, contrariado, perguntou se aquele candidato não temia pela conseqüência de suas opiniões junto aos possíveis eleitores “arejados”. Respondeu o psicanalista que não. Que suas convicções fundadas na experiência clínica não podiam se curvar ao modismo de propalar um homossexualismo disfarçado de direitos licita opção sexual e romantismo.
Muito provavelmente, o entrevistado, naqueles 25 anos de experiência clinica a que se referia, certamente haverá de ter testemunhado todo o sofrimento e angustia existencial do homossexual na sua pratica antinatural e estéril.
Neste sentido, venho colaborar, lembrando, a quem defende a legalidade de uma pratica sexual imoral dois pontos fundamentais: Primeiro , assim como no estudo da lógica, pode-se dizer que toda regra tem exceção, mas a exceção não é regra, nunca poderá ser regra, posto que seja exceção. Em segundo lugar recorrendo à Suma Teológica, (Tomas de Aquino) no capítulo que estuda a lei, encontraremos a afirmação de que a Lei visa, sobretudo o bem comum, firmando-se nos conceitos de aplicação universal. Assim, não pode justificar-se, nela, a exceção, o caso particular e o incomum. E só por força de lei um homem estará obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
Passados os anos, o estudo da genética progrediu muito. Hoje podemos identificar a paternidade e sobre tudo a sexualidade genotípica, posto que por vezes a sexualidade fenotípica (exterior) possa enganar. Este procedimento científico vem sendo usados com sucesso na investigação da determinação do sexo de alguns atletas sob suspeita, por exemplo. Mas nestes casos de indefinição sexual, (não confundir hermafroditismo com prática homossexual) estaremos sempre falando de exceções, de casos incomuns, raros. Perversão do comportamento, educação inadequada ou hipotética tendência genética, está falando sempre em anomalia. O homossexual enquanto pessoa tem direitos de pessoa, como o tem o aidético ou o canceroso. O Homossexual enquanto um anômalo, na clássica definição de Mira y Lopes é um doente, porque sofre e faz sofrer num circulo mórbido. Sua anomalia não é uma bandeira libertária.
No livro de Lois Bounoure, “Reproduction sexuelle et histoire naturelle du sexo”( editora Flammarion), o autor chega a um denominador comum, toda a sexualidade protege e perpetua a vida, esta é a mais fundamental orientação da sexualidade, a reprodução.
No homossexualismo vamos encontrar a esterilidade, posto que a própria natureza, pela esterilidade, não perpetua a “espécie dos Homossexuais” ( se assim podemos chamar), a lei também não pode perpetuar as suas anomalias na forma de “legalidade”, nem a medicina física ou psicológica, perpetuá-la na forma de “normalidade”.
Muitos roubam. Cada dia amplia mais o número dos desonestos, mas este número, esta possibilidade estatística, não faz da desonestidade um ato moral; nem o número aumentado dos homossexuais faz deles regra moral. Nem o crescente número dos aidéticos faz daquela doença normalidade. Nestes dias de propaganda anticonceptiva e hedonismo irresponsável, um relacionamento estéril pode parecer, a um desavisado, uma boa solução demográfica,por exemplo, no entanto é uma prática contra a vida.
A moralidade não está fundamentada na estatística ou nas convenções. Ela se fundamenta naquele conjunto de regras deduzidas da própria natureza , cujo conjunto pode ser chamado de Direito Natural. Numa ultima análise, podemos até ir buscar seus fundamentos na própria vontade de Deus expressa nas leis da natureza.
Por outro lado, para quem crê na Revelação,(Católicos e Evangélicos) numa vontade divina expressa e objetivada em Jesus Cristo e nos Mandamentos, poder-se-ia igualmente verificar a ilicitude moral da prática homossexual na Carta de São Paulo aos Romanos cap. 1, 24- 27, igualmente em Gênesis capitulo 18, versículos 16 a 29 onde falam de Jó e Sodoma, e Juízes capitulo 19, vers.18 a 30.
Vale a pena transcrever um pequeno trecho de Romanos: “Pelo que, Deus entregou (os pagãos) aos desejos dos seus corações e à imundície com que desonram os seus próprios corpos, pois trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador que é bendito dos séculos. Pelo que, Deus os entregou às paixões vergonhosas, pois as mulheres mudaram o uso natural em uso contra a natureza; e igualmente os varões, deixando o uso natural da mulher, abrasaram-se na concupiscência de uns pelos outros, os varões pelos varões, cometendo torpezas e recebendo em si mesmos a paga devida pelos seus desvarios”, (Romanos 1,24-27). Seria a AIDS por acaso?
No livro “SEXO E AMOR” de Rafael Llano Cifuentes, Doutor em Moral, vão encontrar uma esclarecida visão do homossexualismo terminando no conselho, hoje bem incomum (até mesmo entre terapeutas), da prática da castidade aos homossexuais, da abstinência sexual. Isto talvez seja o que queira dizer Eugênio Sales com: “homossexualismo só se for amor platônico”.
Finalmente podemos citar o historiador inglês, Toynbee, que diz: Sem normas morais, sem regulação consciente do uso do sexo, produz-se um desequilíbrio psíquico e moral de tal ordem que “quase deixamos de ser humanos sem, no entanto, nos convertermos em inocentes animais”.

Wallace Requião de Mello e Silva




Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

Um texto polemico , anteriormente publicado.

Homossexualismo só se for platônico.

Recentemente uma das maiores autoridades da Igreja Católica, D. Eugênio Sales, em resposta a um interlocutor respondia; “homossexualismo só se for amor platônico”.
O desconcertado entrevistador pareceu não entender o profundo sentido da resposta, não captou o sentido espiritual, o amor chamado agapê, espiritualizado, ao qual, o Bispo, fazia referência.
Igualmente, Eduardo Requião, psicanalista, em entrevista à rede Alternativa de Radio, defendendo os seus pontos de vista como um possível candidato à Prefeitura de Curitiba fez duras criticas ao homossexualismo enquanto bandeira libertária. O entrevistador, adepto de um modismo bem infundado, assustou-se e, contrariado, perguntou se aquele candidato não temia pela conseqüência de suas opiniões junto aos possíveis eleitores “arejados”. Respondeu o psicanalista que não. Que suas convicções fundadas na experiência clínica não podiam se curvar ao modismo de propalar um homossexualismo disfarçado de direitos licita opção sexual e romantismo.
Muito provavelmente, o entrevistado, naqueles 25 anos de experiência clinica a que se referia, certamente haverá de ter testemunhado todo o sofrimento e angustia existencial do homossexual na sua pratica antinatural e estéril.
Neste sentido, venho colaborar, lembrando, a quem defende a legalidade de uma pratica sexual imoral dois pontos fundamentais: Primeiro , assim como no estudo da lógica, pode-se dizer que toda regra tem exceção, mas a exceção não é regra, nunca poderá ser regra, posto que seja exceção. Em segundo lugar recorrendo à Suma Teológica, (Tomas de Aquino) no capítulo que estuda a lei, encontraremos a afirmação de que a Lei visa, sobretudo o bem comum, firmando-se nos conceitos de aplicação universal. Assim, não pode justificar-se, nela, a exceção, o caso particular e o incomum. E só por força de lei um homem estará obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
Passados os anos, o estudo da genética progrediu muito. Hoje podemos identificar a paternidade e sobre tudo a sexualidade genotípica, posto que por vezes a sexualidade fenotípica (exterior) possa enganar. Este procedimento científico vem sendo usados com sucesso na investigação da determinação do sexo de alguns atletas sob suspeita, por exemplo. Mas nestes casos de indefinição sexual, (não confundir hermafroditismo com prática homossexual) estaremos sempre falando de exceções, de casos incomuns, raros. Perversão do comportamento, educação inadequada ou hipotética tendência genética, está falando sempre em anomalia. O homossexual enquanto pessoa tem direitos de pessoa, como o tem o aidético ou o canceroso. O Homossexual enquanto um anômalo, na clássica definição de Mira y Lopes é um doente, porque sofre e faz sofrer num circulo mórbido. Sua anomalia não é uma bandeira libertária.
No livro de Lois Bounoure, “Reproduction sexuelle et histoire naturelle du sexo”( editora Flammarion), o autor chega a um denominador comum, toda a sexualidade protege e perpetua a vida, esta é a mais fundamental orientação da sexualidade, a reprodução.
No homossexualismo vamos encontrar a esterilidade, posto que a própria natureza, pela esterilidade, não perpetua a “espécie dos Homossexuais” ( se assim podemos chamar), a lei também não pode perpetuar as suas anomalias na forma de “legalidade”, nem a medicina física ou psicológica, perpetuá-la na forma de “normalidade”.
Muitos roubam. Cada dia amplia mais o número dos desonestos, mas este número, esta possibilidade estatística, não faz da desonestidade um ato moral; nem o número aumentado dos homossexuais faz deles regra moral. Nem o crescente número dos aidéticos faz daquela doença normalidade. Nestes dias de propaganda anticonceptiva e hedonismo irresponsável, um relacionamento estéril pode parecer, a um desavisado, uma boa solução demográfica,por exemplo, no entanto é uma prática contra a vida.
A moralidade não está fundamentada na estatística ou nas convenções. Ela se fundamenta naquele conjunto de regras deduzidas da própria natureza , cujo conjunto pode ser chamado de Direito Natural. Numa ultima análise, podemos até ir buscar seus fundamentos na própria vontade de Deus expressa nas leis da natureza.
Por outro lado, para quem crê na Revelação,(Católicos e Evangélicos) numa vontade divina expressa e objetivada em Jesus Cristo e nos Mandamentos, poder-se-ia igualmente verificar a ilicitude moral da prática homossexual na Carta de São Paulo aos Romanos cap. 1, 24- 27, igualmente em Gênesis capitulo 18, versículos 16 a 29 onde falam de Jó e Sodoma, e Juízes capitulo 19, vers.18 a 30.
Vale a pena transcrever um pequeno trecho de Romanos: “Pelo que, Deus entregou (os pagãos) aos desejos dos seus corações e à imundície com que desonram os seus próprios corpos, pois trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador que é bendito dos séculos. Pelo que, Deus os entregou às paixões vergonhosas, pois as mulheres mudaram o uso natural em uso contra a natureza; e igualmente os varões, deixando o uso natural da mulher, abrasaram-se na concupiscência de uns pelos outros, os varões pelos varões, cometendo torpezas e recebendo em si mesmos a paga devida pelos seus desvarios”, (Romanos 1,24-27). Seria a AIDS por acaso?
No livro “SEXO E AMOR” de Rafael Llano Cifuentes, Doutor em Moral, vão encontrar uma esclarecida visão do homossexualismo terminando no conselho, hoje bem incomum (até mesmo entre terapeutas), da prática da castidade aos homossexuais, da abstinência sexual. Isto talvez seja o que queira dizer Eugênio Sales com: “homossexualismo só se for amor platônico”.
Finalmente podemos citar o historiador inglês, Toynbee, que diz: Sem normas morais, sem regulação consciente do uso do sexo, produz-se um desequilíbrio psíquico e moral de tal ordem que “quase deixamos de ser humanos sem, no entanto, nos convertermos em inocentes animais”.

Wallace Requião de Mello e Silva




Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Quem é o bandido?

Quem é o verdadeiro bandido?

Gostarei de tecer aqui alguns comentários sobre os "terroristas" do Peru mortos em Lima.
Em primeiro lugar queria lembrar, de modo a que o leitor possa seguir meu raciocínio, que a palavra bandido vem de "band it", coisa da fronteira, ou coisa de fora na banda de lá. Marginais aos costumes de alguém. Poderíamos entender também como fora da lei..., de alguma lei,... Da nossa lei. Terrorista, por sua vez, é entendido grosso modo como aquele que produz "terror".
Contrapondo-se aos conceitos acima, temos o conceito de coisa de dentro, bom cidadão, dentro da lei, sujeito à autoridade, herói quando exerce esta lei em grau exemplar.
Difícil situação de se julgar. Eram heróis os Kamikases japoneses em suas missões suicidas? Eram heróis os militares alemães do nazismo? Heróis foram os responsáveis pela bomba de Hiroshima? Todos cumpriam as "leis" de seus povos, ainda que leis de exceção em tempos de guerra, e estavam sujeitos à autoridade. Mais do que isto, exerciam voluntariamente esta lei e esta submissão à autoridade.
Numa guerra, em ambos os lados envolvidos os que lutam se acham investidos de razão, cumprem as leis e ideais de seu povo, lutam por sua pátria, defendem seus interesses ou os interesses de seus maiores. Será que podemos concluir então que certo está o soldado ou povo que ganha? Qual é a regra universal, o conjunto de princípios, de valores que podemos usar para julgar, este ou aquele fato que envolva a morte de um ou muitos homens?
Se a submissão à autoridade constituída é a medida da boa cidadania, então o que podemos dizer dos judeus, que em nome da liberdade religiosa professada pelos holandeses, traíram o Brasil-portugues facilitando a invasão holandesa em nossas terras? Ou que direito tinha David de tomar pelas armas Jerusalém e as terras dos filisteus e cananitas? E o que dizer dos libertadores das nações? Os proclamadores das repúblicas que se insurgiam contra as monarquias? Que direito tinham os persas sobre o Egito e o resto da Mesopotâmia? Que dizer dos gregos? E posteriormante do macedônio Alexandre? E os romanos? E os bárbaros? Que papel teve então em nossa terra o Tiradentes?...Ou Calabar?
A liberdade ideológica e religiosa é a medida? Então porque proibir estas verdadeiras religiões de Estado que são o comunismo e o nacinal-socialismo nazista? Em nome de que os fundamentalistas islâmicos, em Haouch Mokif, degolam 93 pessoas? Ou Fujimori trucida os "terroristas" de Lima?
O que movimenta os homens a operar missões suicidas como estas? Kamikazes no Japão, MRTA em Lima? O que querem ou queriam estes homens? Chamar a atenção? Dar sentido as suas vidas e fazer valer as suas convicções?
E o que dizer da frieza do mundo diante destes assassinatos individuais, revolucionários ou de Estado?
Os Tupac Amaro podiam ter matado a mãe de Fujimori, mas não o fizeram. Podiam ter explodido as suas bombas como outros fanáticos seguidores de outras seitas já o fizeram na Palestina, Índia ou New York, mas não o fizeram? Podiam ter matado um refém por dia, mas não o fizeram. Soltaram pouco a pouco os seus "inúteis reféns", pois as vidas poupadas, não lhe valeram as próprias. Exigiram como exige Fujimori do povo do Peru. Queriam a libertação de presos políticos, bandidos e guerrilheiros como nós pecadores de todos os tipos queremos exigir de Deus cegueira diante de nossos pecados. Justiça diríamos... Mas que justiça?
Há quem pense que o exemplo... A morte sumaria destes criminosos peruanos servirá de exemplo aos outros movimentos contestatórios da América Latina, incluindo o Brasil. Será que o efeito será este? Será que este "radicalismo" não mostrou a todos os rebeldes deste mundo que ações extremosas deverão sempre começar e terminar pela morte dos envovidos? Deixará vivo, o MRTA, algum refém nos próximos assaltos terroristas?
O que ninguém divulga é que tipo de injustiça se comete para que surjam no mundo todo e em todos os tempos estes grupos a reivindicar, lutar e insurgir-se. Caminhamos a despeito de todas as conquistas morais da humanidade para a lei do mais forte, ou a lei do vencedor. Certo está aquele que vence que submete que mata ou domina os seus opositores. Se ninguém me explicita os verdadeiros fundamentos disto que vejo, começo a armar-me, para garantir-me e aos meus, pelas vias de fato, o meu direito de viver e submeter aos meus inimigos.
É chegada a hora, neste mundo neo-pagão que estamos vivendo, que não devemos temer as cadeias, as guilhotinas, a morte. Cada vez mais, pelas atitudes que observamos, desde adolescentes que queimam um homem para se divertir, aos policiais que assaltam bancos nas horas vagas ou que abusam de suas autoridades, para matar e ferir gratuitamente, não nos resta outra saída além da que nos faz reagir tal por qual.
Lamento.
wallacereq@gmail.comEscrito muitos anos atrás.


Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

Quem é o bandido?

Quem é o verdadeiro bandido?

Gostarei de tecer aqui alguns comentários sobre os "terroristas" do Peru mortos em Lima.
Em primeiro lugar queria lembrar, de modo a que o leitor possa seguir meu raciocínio, que a palavra bandido vem de "band it", coisa da fronteira, ou coisa de fora na banda de lá. Marginais aos costumes de alguém. Poderíamos entender também como fora da lei..., de alguma lei,... Da nossa lei. Terrorista, por sua vez, é entendido grosso modo como aquele que produz "terror".
Contrapondo-se aos conceitos acima, temos o conceito de coisa de dentro, bom cidadão, dentro da lei, sujeito à autoridade, herói quando exerce esta lei em grau exemplar.
Difícil situação de se julgar. Eram heróis os Kamikases japoneses em suas missões suicidas? Eram heróis os militares alemães do nazismo? Heróis foram os responsáveis pela bomba de Hiroshima? Todos cumpriam as "leis" de seus povos, ainda que leis de exceção em tempos de guerra, e estavam sujeitos à autoridade. Mais do que isto, exerciam voluntariamente esta lei e esta submissão à autoridade.
Numa guerra, em ambos os lados envolvidos os que lutam se acham investidos de razão, cumprem as leis e ideais de seu povo, lutam por sua pátria, defendem seus interesses ou os interesses de seus maiores. Será que podemos concluir então que certo está o soldado ou povo que ganha? Qual é a regra universal, o conjunto de princípios, de valores que podemos usar para julgar, este ou aquele fato que envolva a morte de um ou muitos homens?
Se a submissão à autoridade constituída é a medida da boa cidadania, então o que podemos dizer dos judeus, que em nome da liberdade religiosa professada pelos holandeses, traíram o Brasil-portugues facilitando a invasão holandesa em nossas terras? Ou que direito tinha David de tomar pelas armas Jerusalém e as terras dos filisteus e cananitas? E o que dizer dos libertadores das nações? Os proclamadores das repúblicas que se insurgiam contra as monarquias? Que direito tinham os persas sobre o Egito e o resto da Mesopotâmia? Que dizer dos gregos? E posteriormante do macedônio Alexandre? E os romanos? E os bárbaros? Que papel teve então em nossa terra o Tiradentes?...Ou Calabar?
A liberdade ideológica e religiosa é a medida? Então porque proibir estas verdadeiras religiões de Estado que são o comunismo e o nacinal-socialismo nazista? Em nome de que os fundamentalistas islâmicos, em Haouch Mokif, degolam 93 pessoas? Ou Fujimori trucida os "terroristas" de Lima?
O que movimenta os homens a operar missões suicidas como estas? Kamikazes no Japão, MRTA em Lima? O que querem ou queriam estes homens? Chamar a atenção? Dar sentido as suas vidas e fazer valer as suas convicções?
E o que dizer da frieza do mundo diante destes assassinatos individuais, revolucionários ou de Estado?
Os Tupac Amaro podiam ter matado a mãe de Fujimori, mas não o fizeram. Podiam ter explodido as suas bombas como outros fanáticos seguidores de outras seitas já o fizeram na Palestina, Índia ou New York, mas não o fizeram? Podiam ter matado um refém por dia, mas não o fizeram. Soltaram pouco a pouco os seus "inúteis reféns", pois as vidas poupadas, não lhe valeram as próprias. Exigiram como exige Fujimori do povo do Peru. Queriam a libertação de presos políticos, bandidos e guerrilheiros como nós pecadores de todos os tipos queremos exigir de Deus cegueira diante de nossos pecados. Justiça diríamos... Mas que justiça?
Há quem pense que o exemplo... A morte sumaria destes criminosos peruanos servirá de exemplo aos outros movimentos contestatórios da América Latina, incluindo o Brasil. Será que o efeito será este? Será que este "radicalismo" não mostrou a todos os rebeldes deste mundo que ações extremosas deverão sempre começar e terminar pela morte dos envovidos? Deixará vivo, o MRTA, algum refém nos próximos assaltos terroristas?
O que ninguém divulga é que tipo de injustiça se comete para que surjam no mundo todo e em todos os tempos estes grupos a reivindicar, lutar e insurgir-se. Caminhamos a despeito de todas as conquistas morais da humanidade para a lei do mais forte, ou a lei do vencedor. Certo está aquele que vence que submete que mata ou domina os seus opositores. Se ninguém me explicita os verdadeiros fundamentos disto que vejo, começo a armar-me, para garantir-me e aos meus, pelas vias de fato, o meu direito de viver e submeter aos meus inimigos.
É chegada a hora, neste mundo neo-pagão que estamos vivendo, que não devemos temer as cadeias, as guilhotinas, a morte. Cada vez mais, pelas atitudes que observamos, desde adolescentes que queimam um homem para se divertir, aos policiais que assaltam bancos nas horas vagas ou que abusam de suas autoridades, para matar e ferir gratuitamente, não nos resta outra saída além da que nos faz reagir tal por qual.
Lamento.
wallacereq@gmail.comEscrito muitos anos atrás.


Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)

Sacrificio de crianças. ( medite sobre isso)

Sacrifício de Crianças.

Dez anos atrás, tive a oportunidade de percorrer em motocicleta, toda a costa do Pacífico desde o Chile, à América Central em direção aos Estados Unidos. Naquela ocasião fiquei escandalizado com o número de informações históricas sobre a prática de sacrifícios humanos, sobretudo de crianças, na América pré e pós - colombiana.
Contam-se inúmeros fatos de sacrifícios humanos, seguidos ou não de antropofagia, seja nas culturas Astecas, Maias ou Incaicas, entre as mais desenvolvidas. Mas o que mais me escandalizou foi o silêncio que se fez disto tanto na imprensa dos meus anos adolescentes como nos curriculuns escolares. Eu nunca ouvira falar disto nos bancos escolares. Para mim, como para muitos os americanos pré-colombianos eram uns tipos ingênuos e mansos, algo romanceados ao estilo do "bom selvagem" de Rousseau.
Recentemente, num estudo muito sério que estou fazendo sobre o semitismo, vou encontrar a pratica de sacrifícios de crianças nos povos da Mesopotâmia incluindo os povos de origem semítica. Autores judaizantes, ou ao menos mais preocupados com a defesa do judaísmo, procuram também, lavar as mãos da culpa destes sacrifícios humanos atribuindo estas práticas encontradas na sua história, à assimilação por parte dos hebreus de cultos estranhos ao culto de Abraão, ou melhor, às posteriores tradições mosaicas. Não desminto. Todavia, só como exemplo vai citar o mais conhecido dos sacrifícios, o sacrifício de Javé- Yiré, ou o sacrifício de Isaac. Lê-se no Gênesis 22, s: Deus disse a Abraão: "Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac; e vai à terra de Moriá onde tu o oferecerás em holocausto"...; e diz em seguida: (...) "Depois estendendo a mão tomou a faca para imolar o seu filho"... Porém como todos sabem este sacrifício exemplar não se realizou, e no lugar de Isaac, foi imolado e queimado um cordeiro.
Posso dizer, pelo menos neste caso, sem muita profundidade teológica, que Abraão, deslocou, por assim dizer, o sacrifício humano, para o cordeiro, dando um grande passo moral nas primitivas concepções "sacrificiais". Igualmente, ouso dizer aqui, que o sacrifício cruento, sacrifício humano na cruz, de Nosso Senhor Jesus Cristo, criança sim, não no sentido cronológico, pois já passava dos trinta, mas no sentido da pureza e inocência, e que dada a sua alta dignidade é insuperável como sacrifício na sua natureza humana e divina, isto é, impossibilitando com o sacrifício de si próprio que outro sacrifício qualquer possa alçar à sua altura, ou que exista outro sacrifício mais propiciatório, expiatório ou redentor que o de Cristo, e transfere de uma vez por todas, a natureza do sacrifício cruento humano - divino e o substituí para sempre, pelo sacrifício incruento do altar. "Fazei isto em memória de Mim".
Isto é magnífico, e digamos, é a representação final, cabal, do cordeiro "substituto" de Isaac, filho de Abraão. É a sublimação dos sacrifícios do Levítico, é a perfeição moral como jamais fora alcançada.
Todavia hoje, surpreendentemente os fatos jornalísticos apontam para freqüentes casos de magia ligados à morte de crianças. Aqui no Paraná, que Deus nos perdoe , houve alguns casos. No nordeste brasileiro outros, enfim surgem, estes ou aqueles, como um testemunho evidente da barbárie em que vivemos neste mundo. Mais do que isto, mas muito mais sério, e me constrange o coração é o sacrifício bestial, (oferecido aos deuses do egoísmo, da irresponsabilidade, do descompromisso, da ausência de amor ao próximo) de infinidade de crianças pela prática do aborto, esta barbárie hedionda praticada em todo o mundo, este estigma, este pecado que clama aos céus e que exige o maciço e urgente arrependimento dos homens de todas as raças e credos.
Criança é esperança. Sexo é responsabilidade.
Figurativamente e não teologicamente, podemos dizer, num sentido estritamente pedagógico, que a concepção humana é uma imagem em miniatura da criação e da encarnação do Verbo Invisível consumada em Cristo Homem. E o Verbo se fez Carne... E habitou entre nós. Quem haveria de querer abortá-lo? Talvez um Herodes, o indumeu, que mandou matar as crianças em Jerusalém ao tempo do nascimento de Cristo. Terrível orgulho é opor-se à obra de Deus.
Compromisso com a vida é o SIM de Maria. Compromisso com a vida é o SIM de todos os pais, qualquer que sejam as circunstâncias.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Psicólogo.