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terça-feira, 14 de abril de 2015

No Brasil toda estatistica oficial ou oficiosa é falsa.


Abrigo de imensas riquezas minerais                        

A partir da década de 70, o Pará descobriu que abrigava, em seu subsolo, a maior província mineral da Terra, localizada na Serra dos Carajás, explorada pela Companhia Vale do Rio Doce(CVRD), através do programa Grande Carajás. A descoberta do imenso potencial mineral do Estado ocorreu após a implantação do Projeto Radambrasil pelo ministério das Minas e Energia, considerado o maior projeto de levantamento integrado de recursos naturais do planeta. Através de Radar, aerofotogrametria e outros recursos, incluindo pesquisas de campo, foi elaborado um perfil geológico, pedológico e florestal de algumas regiões brasileiras, entre as quais a Amazônia. O conhecimento detalhado das riquezas minerais visava racionalizar seu aproveitamento econômico. Antes mesmo da descoberta de minas como Serra pelada, o Pará já produzia ouro de aluvião, extraído de terrenos sedimentares recentes, formados nas eras terciária e quaternária, existente nos leitos de alguns de seus principais rios, como Tapajós e Jari. A extração era feita por habitantes da própria região, e também por moradores das "Guianas", que entravam em território paraense através do Rio Jari. As maiores concentrações minerais do Pará estão nas serras dos Carajás e Pelada, e nos vales dos rios Trombetas, Jari e Tapajós. Os maiores destaques ficam nos municípios de Parauapebas(jazidas de ferro), Oriximiná(de bauxita) e Itaituba (de ouro e calcário). Hoje, a produção de apenas três minerais- ferro, alumínio e manganês- é responsável por 92,4% da arrecadação do Estado no setor mineral. Em janeiro deste ano, a Rio Doce Geologia e Mineração(DOCEGEO), empresa que realiza pesquisas para a vale do Rio Doce, anunciou a descoberta, em Serra Leste, município de Curionópolis, de uma enorme jazida de ouro há mais de 400 m de profundidade. Segundo a empresa, a jazida tem capacidade para produzir mais de 150 toneladas de ouro. Alvo de conflito entre garimpeiros(que sustentam estar a jazida em Serra Pelada, e não na Serra Leste) e a CVRD, que detém o direito de lavra na região, a jazida só entrou em fase de exploração após 1988, devido à necessidade de continuação das pesquisas, para delimitar com precisão sua área de ocorrência e implantar a infra- estrutura necessária para a retirada do minério.



Valor da Produção Mineral da Amazônia Legal (veja tabela)

O estado do Mato Grosso é o terceiro, com 7,6% de participação no VPM da AML. Mais de 90% de sua produção se concentra em duas substâncias nobres: ouro (61%) e diamante (31%), produzidos pelos garimpos e por duas principais empresas; na produção do ouro se destaca a Mineração Santa Elina e na de diamante a Cia. Administradora Morro Vermelho.

O estado do Amapá participa com 7% do VPM da AML, com produção de manganês (15%) explorado pela Icomi; ouro (20%), proveniente dos garimpos e das empresas Yoko Yoshidome e Novo Astro e, mais recentemente, de cromita (9%) pela Cia de Ferro-Ligas do Amapá; além de caulim (56%), pela Cadam.

Rondônia participa com 2,7% do VPM da AML, sua produção mineral é representada pelo estanho (55%) produzido por empresas dos grupos Paranapanema e Best; e do ouro (44%), originário dos garimpos. O restante é representado por materiais de construção.

Até o ano de 1992, o Acre não figurava nas estatísticas minerais do Brasil, entretanto, o estado apresenta produção de minerais de usos direto na construção civil, além da produção de ouro, proveniente dos garimpos. Roraima ainda está implantado seu sistema de controle do setor mineral, através do estabelecimento de um distrito do DNPM, no estado.

A produção dos estados do Tocantins e Maranhão é pouco significativa, chegando a menos de 1% do VPM da AML. Essa produção, em ambos os estados, é baseada na exploração de ouro, pelos garimpos; e por materiais de uso direto na construção civil, por pequena empresas locais. No estado do Maranhão se destaca o grupo João Santos, com a produção de argila e calcário para a produção de cimento.

De forma similar ao estado do Mato Grosso, Roraima, que participa com 1% do VPM da AML, destaca-se pela produção de ouro (61%) e diamante (38%), cuja produção é integralmente originária de atividades garimpeira; o restante (1%) por materiais de construção por pequenas empresas locais.

Todos os estados da AML, exceto o Acre, apresentam produção de ouro (Pará e Mato Grosso respondem por 90% da produção regional), que já corresponde a 48% da produção nacional. A maior parte da produção de ouro ainda é proveniente dos incontáveis garimpos existentes na região, não obstante a produção empresarial vir apresentado forte crescimento.

"A exploração garimpeira na região do Tapajós (no Pará) começou em 1958, nesse tempo todo, o ouro secundário - aquele que fica misturada a sedimentos como areia e barro na superfície da terra - foi praticamente exaurido. O que resta agora é a exploração dos filões de ouro- o chamado ouro primário - que demanda muito dinheiro e tecnologia. No Pará, em 1994, de todo o ouro extraído, 15 toneladas vieram dos garimpeiros e 7,5 das empresas; em 1995 empresas e garimpos produziram, cada um, 10 toneladas; enquanto a produção empresarial cresceu 56%,a  dos garimpos caiu em 35%". (O Liberal 23/10/97).

Conforme podemos constatar através da análises das reservas e produção mineral, a produção efetiva da AML, está muito aquém do potencial já identificado. Importantes reservas, como as de níquel (16%), tungstênio (67%), zircônio (57%), fluorita (93%), gipsita (42%), leucita (84%) e potássio (66%), dentre outros, não estão sendo exportadas.

Sistema deficiente de infra-estrutura regional, escassez de mão-de-obra capacitada, limitadas externalidades positivas, vastas áreas proibidas à exploração mineral, ausência de investimentos em ciências e tecnologias, além da falta de uma política articulada para estimular investimentos na AML são grandes desafios a serem superados para efetiva utilização dessas reservas na região.

2.6 Amazônia, Globalização e atividade Mineral

Não se pode faltar de mineração na Amazônia sem mencionar o crescente processo de globalização que vive a economia mundial - entendido coma a expansão de uma rede sistemática com forte interdependência nas relações comerciais, financeiras e tecnológicas entre países - onde a eficiência econômica e a produção especializada são os critérios básicos para o intercâmbio de bens e serviços no mercado mundial.

Compreender o processo de globalização, no contexto da região Amazônica, é importante, primeiramente, porque por sua natureza e escala, os projetos minerais estão inseridos desde sua origem, na lógica. Em segundo lugar, porque a região é foco dos mais divergentes interesses globais, dentre os quais dois merecem destaque: um que vê a Amazônia, enquanto a "ultima fronteira de exploração de recursos na expansão da economia mundial"e , portanto, privilegia uma abordagem de ocupação do espaço para acumulação de capital; e outro que a vê como uma das últimas reservas de biodiversidades, privilegiando uma visão conservacionista dos recursos naturais. Estas abordagens têm profundas implicações nas propostas de desenvolvimento regional.
Vejamos a primeira razão: a evolução e dinâmica do crescimento do setor mineral na Amazônia, historicamente, tem respondido a essa lógica global. Conforme já destacamos, as principais descobertas minerais da AML ocorreram a partir de pesquisas de grupos estrangeiros, entretanto, muitos projetos não foram implementados em virtude de mudanças no mercado mundial de bens minerais; o aproveitamento econômico das principais jazidas, somente foi viabilizado para as substancias primordialmente voltadas ao mercado exportador, por joint-ventures ou grupos estatais.

Conforme já frisamos anteriormente, os projetos da indústria mineral estão localizados na AML, pela óbvia razão da rigidez locacional de suas jazidas, porém a grande maioria destina sua produção exclusivamente ao mercado externo. Eles só estão sendo explorados porque apresentam vantagens comparativas expressas pela dimensão e qualidade das jazidas que, numa relação custo/beneficio, tem compensado a falta das "economias externas" (expressas por infra-estrutura adequada, ambiente empresarial, mão-de-obra qualificada, facilidades proporcionada pela proximidade dos centros urbanos, tais, como hospitais, escolas, farmácias, supermercados, atividades culturais e recreatividades, dentre outros), que são extremamente limitadas na região.


Empreendimentos da indústria mineral na Amazônia Legal (veja tabela)

Em decorrência disso - além do distanciamento dos grandes centros consumidores,d as grandes distâncias e difícil acessibilidade existente no próprio interior da região -, os projetos minerais existentes na AML, ou são atividades marginais, como é o caso do garimpo. Portanto, excluindo-se a mineração dos chamados minerais de classe II, destinados a construção civil próximo às áreas urbanas, praticamente inexiste pequena e média empresa de mineração na Amazônia.

Esta configuração tem profundas implicações no desenvolvimento do segmento mineral na Amazônia, a partir da concepção de complexos industriais, uma vez que grande parte das pré-condições necessárias para o desenvolvimento dos complexos não estão presentes na região pois esses setores produtivos apresentam reduzidos efeitos propulsores à montante e à jusante da empresa, o que historicamente tem limitado a capacidade de dinamização da renda interna.

Numa economia global, direcionada pelos interesses da acumulação, não devemos esquecer também que o mercado é e será, por muito tempo, o elemento determinante das decisões de investimento. Por exemplo, com a nova abertura da economia nacional, agora sem as limitação legais, possibilitadas pela reforma constitucional de agosto de 1996 e pelo novo Código de Mineração de novembro de 1996, o capital estrangeiro está redirecionado seus investimentos para a Amazônia, entretanto, não está interessado nos minerais tradicionais, para os quais, além de estoque garantido por longo prazo, as  projeções dos preços refletem queda ou, quando muito, estabilidade, dado as mudanças estruturais por qual o setor mineral tem passado. Os investimentos estrangeiros estão voltados para o projeto de rápido retorno e mercado garantido como os metais nobres, principalmente.

A Segunda razão é decorrente da localização espacial dos projetos que, na região Amazônia, tem sido alvo de especulações globais de dupla origem: a economia, que ressalta a inquestionável base de recursos de valor econômico, conhecido e desconhecido; e a ambiental,que privilegia sua preservação. Essa dicotomia revela apenas os interesses divergentes em torno do desenvolvimento da Amazônia.

Nos anos 80, predominaram as teses que indicavam a Amazônia como a última fronteira de expansão capitalista nacional. Nos anos 90, tem se consolidado a visão de que a preservação ambiental na Amazônia é uma questão prioritária, especialmente entre os segmentos formadores da opinião pública global, dentre os quais podemos destacar: Banco Mundial, organizações ambientalistas não-governamentais e agora a Comunidade Européia, através do PPG-7- Programa de Proteção das Florestas Tropicais Subsidiado pelos 7 países mais ricos do mundo (Canadá, EUA, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Japão).

Os argumentos para transformar a Amazônia numa espécie "APA global" (área de preservação ambiental) partem do pressuposto de que a região constitui um recursos global que precisa ser preservado, pois acredita-se que nela estão contidos metade das espécies vegetais e animais globo, e 1/3 das árvores do planeta, além de que, 20% das águas que deságuam nos mares provém da Amazônia. Portanto, as ações determinadas para a Amazônia são de vital importância para o status e o futuro da região, uma vez que 2/3 de suas áreas  estão em território brasileiro.

Quer velada, ou abertamente, a região ainda convive com esse impasse econômico/ecológico. A questão de como as empresas de mineração existentes tem lidado com essa dicotomia, depende da escala em que atuam. As grandes empresas exportadoras têm adotado uma política ambiental pró-ativa, do tipo polluter preventer (Carajás, MRN, etc.). Por seus produtos majoritariamente destinarem-se ao mercado externo, suas práticas não poderiam deixar de ser aliadas da questão ambiental. Essas empresas, em especial a indústria extrativa, têm ao seu redor extensas área ambientalmente protegidas, sob a forma de APA', Flona'S (florestas nacionais), Rebio's (reservas biológicas), reservas indígenas etc.

Esse tipo de atitude é bem distinta da mineração em larga escala das regiões Sul/Sudeste, onde so conflitos sócio-ambientais são, em geral, os principais problemas da mineração, não é um problema tão grave nas regiões Sul/Sudeste quanto na Amazônia. Naquelas regiões, há uma concentração espacial de outras complementares- complexo industriais - que potencializam a capacidade de dinamização da renda proveniente da mineração em prol do desenvolvimento regional.

No que se refere às conseqüências  dessas abordagens, para se pensar o desenvolvimento dos complexos industrias na Amazônia, a partir da mineração, deveremos considerar as atuais tendências:

• As empresas instaladas ou a ser "ecologicamente corretas", sob pena de estarem fadadas ao fracasso. Exemplos: refluxo das guseiras no corredor de Carajás - o projeto de implantação inicial previa a construção de dezoito usinas, atualmente estas foram reduzidas para apenas seis (duas no Pará e quatro no Maranhão), em função do descaso com o meio ambiente;

• O mercado global tem direcionado seu interesse para minerais nobres - a exemplo do ouro -, daí o novo ciclo de projetos a serem instalados na região. É necessário, portanto, um posicionamento dos tomadores de decisão quanto às novas tendências dos investimentos estrangeiros, no sentido de agilizar o processo de regulamentação da Lei Complementar, que limita os prazos para concessão de lavra, e propor critérios definidos de partilha, como, por exemplo, investimento de parte dos lucros no desenvolvimento regional para dinamizar outros setores econômicos.

• Há resistências ao desenvolvimento de cadeias produtivas integradas que impliquem na verticalização do complexo mineral; os critérios serão mais seletivos para implantação de novas indústrias complementares, especialmente, por parte das instituições financeiras internacionais. A fase de maior agregação de valor é também a fase de maiores impactos ambientais (daí surgirem as dúvidas a respeito de como se comportará a correlação de forças). Neste particular a opinião pública internacional não vê com bons olhos a industrialização da Amazônia.

Considerado as variáveis economias e ambientais, ao "Estado Estruturante" cabe a tarefa fundamental de administração entre interesses potencialmente divergentes - exploração econômica e preservação ecológica - sem  se esquecer do componente social. O  Estado deve se posicionar do ponto de vista da população local, historicamente desconsiderada dos planos de desenvolvimento regionais, uma vez que já é consensual a idéia de que apenas a força motriz da globalização não é capaz de dar respostas aos problemas sociais.

Conforme destaca um membro da comissão que dirige a União Européia, Ricardo Petrelle (FSP), "não estamos no início da hegemonia liberal; nossa tarefa é construir uma sociedade pós-liberal, já que o liberalismo não é um tipo estável de sociedade, mas um choque, uma transição, uma destruição dos modos não-econômicos de gestão da economia. Uma vez alcançado seu objetivo, geralmente com uma eficácia brutal, é preciso reconstruir a sociedade a partir dos conceitos de justiça e integração, sendo este o principal dever do sistema político".


Reservas Minerais da Amazônia Legal (veja tabela)

A AML apresenta reservas de 32 substâncias minerais. Dentre os minerais com expressão internacional, na faixa de 1% a 12% das reservas mundiais, destacam-se 08 substâncias, por ordem decrescente: bauxita metalúrgica (11%), caulim (6%), fluorita (2.3%), minério de ferro (2,0%), zicôrnio (1,7%) cobre (1,4%) e potássio (1,3%).
Representando mais de 20% das reservas nacionais destacam-se 17 substâncias, por ordem decrescente: fluorita (bauxita metalúrgica (88%), estanho (86%), leucita (84%), caulim (80%), zicôrnio (72%), tungstênio (67%), cobre (67%), pirocloro (nióbio) (51%), manganês (47%), bauxita refratária (46%), ouro (45%), gipsita (42%), columbita (33%), gás natural (25%) cromo (24%) e ferro (22%).

Adicionalmente, a vastidão territorial da AML e a escassez de estudos geológicos com maior nível de detalhe, de um lado, e a retração dos investimentos em pesquisa mineral, de outro, tanto por parte do Estado, quanto pela iniciativa privada, indicam que o verdadeiro potencial mineral da AML é ainda desconhecido e, provavelmente, muito superior às informação oficiais divulgadas.

A necessidade de melhor conhecer esse potencial está manifestada no Plano Plurianual para o Desenvolvimento da Mineração Brasileira (DNPM, 1994). No plano foram selecionadas 33 províncias de interesses especial para o programa de pesquisa geológica, dessas, 50% localizam-se na AML. Das 20 províncias classificadas como de primeiro prioridade, 8 estão na AML.

ECONOMIA - Minerais                       


De forma similar á dinâmica do desenvolvimento da Amazônia, a trajetória do crescimento da atividade mineral na região tem sido determinada por interesses e fatores exógenos, resultantes do comportamento do mercado global de commodities minerais (como demanda derivada, o consumo de minérios depende dos rumos dos setores industriais demandantes), das políticas industriais e macroeconômicos do Estado para o setor mineral e do próprio destino do crescimento da economia nacional.
De fato, o interesse econômico pela exploração dos recursos minerais da região Amazônica, em bases empresarias, é anterior ao seu processo de integração nacional, ocorrido nos anos 60. Nos anos 40 , o grupo Bethehein Steel descobriu o manganês no Amapá que passou a ser efetivamente exportado pela Indústria e Comércio de Minérios S/A - Icomi em 1957. Nos anos 60, houve uma verdadeira corrida de empresas estrangeiras para a região, estimuladas pelo aumento da demanda e dos preços dos bens minerais, muitos dos quais considerados "estratégicos", a exemplo de: em 1966, a bauxita metalúrgica no Trombetas, pela Alcan; o manganês em Carajás, pela Union Carbide; em 1967 o ferro e o manganês em Carajás, pela United States Steel; em 1969, o titânio em Maraconaí, pela Codim e em 1970 a bauxita metalúrgica em Paragominas, pela RTZ.
Embora a vinda desses grupos tenha resultado na descoberta de importantes reservas minerais, devido às mudanças no cenário internacional, as jazidas só foram aproveitada economicamente pela ação de grupos estatais, como a CVRD, ou a partir de empresas joint- ventures, como a Mineração Rio do Norte - MRN.
Nos anos 80, devido aos problemas do balanço de pagamentos, o governo federal criou uma série de incentivos ao setor exportador. O setor mineral na Amazônia, passou a ser um potencial gerador de divisas, daí toda uma campanha para criação do famoso e etéreo Programa Grande Carajás (que não avançou além dos projetos que já estavam implantados).
Ainda nos anos 80, intensificou-se a mineração sob a forma do garimpo, em função do elevado preço do ouro, do incentivo governamental (a exemplo de Serra Pelada), do agravamento da crise social e da falta de oportunidade de trabalho e renda, principalmente, dos trabalhadores da renda, principalmente, dos trabalhadores da região nordeste do Brasil que se constituem na maior parcela da população garimpeira da região.  Dissociada de um modelo endógeno de desenvolvimento, a configuração da atividade mineral na região está segmentada: garimpo e grande empresa.
A grande empresa veio para a região atraída pelas vantagens comparativas proporcionadas pela dimensão e qualidade de sua jazidas. O garimpo resultou como uma atividade econômica alternativa que, embora utilize grande contingente populacional, a maior parte dos garimpeiros vive em precárias condições.
Essa segmentação deve-se, em grande parte, ao modelo mineral vigente, viabilização através dos políticas minerais dos anos 70 e 80, desenhadas para apoiar grandes projetos minerais, que tiveram como objetivo obter divisas para pagar a dívida externa, e responder aos interesses de segmentos específicos do setor privado. A falta de política pública de fomento ao pequeno minerador contribuiu para a exclusão do garimpo do setor mineral formal da região, e para a marginalização de milhares de pequenos produtores.
Partindo desse referencial, nesse capítulo nosso objetivo é fazer uma breve caracterização da AML, do ponto de vista: espacial, populacional e socioeconômico, identificando os principais eventos que contribuíram para o crescimento da mineração, bem como destacando o potencial mineral da região, me termos de reservas e produção efetiva.






O governo brasileiro pretende atrair investimentos de até US$ 200 milhões por ano das grandes gigantes mundiais do setor mineral. O Ministério das Minas e Energia (MME) começará a divulgar no mercado internacional, na próxima semana, seu primeiro passo para atingir essa meta, o Programa de Levantamento Aerogeofísico da Amazônia (PLAA). O Programa deve servir de base para montagem do maior banco de dados já conhecido sobre a Amazônia - região rica em ouro, cobre, estanho e outros. O Programa, a ser apresentando ao mercado investidor em road show no Canadá, de 5 a 10 de março, terá participação de empresas privadas especializadas em levantamento geofísico. Para isso, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) - braço executivo do MME - promoverá 12 licitações até 2003. A primeira delas, realizada em janeiro, foi vencida pela Geomag, empresa brasileira associada à holandesa Fugro. Na etapa inicial do mapeamento, a Geormag fará o levantamento da Cabeça do cachorro um área de 150 mil quilômetros quadrados, no extremo oeste da Amazônia. A próxima concorrência está prevista para o final de março e início de abril e analisará área na divisa entre Pará e Amapá. A CPRM prevê gastos do governo federal de R$ 50 milhões nessas licitações. O secretário de Minas e Metalurgia do MME, Luciano Borges, afirma que o Programa ajudará a inserir o Brasil no circuito mundial do setor, hoje dominado por países como Canadá e Austrália. Nesses países a atividade mineradora recebe investimentos anuais da ordem de US$ 700 milhões. Idealizado pela CPRM, o Programa fará até 2003 o mapeamento topográfico e geofísico de 700 mil quilômetros quadrados no chamado escudo Amazônia Legal. O presidente da CPRM, Umberto Costa, explica a importância do levantamento pela necessidade de redução de riscos para os investidores privados. "Quanto mais informações de caráter técnico, menor o risco dos investimentos e maiores as perspectivas de atração de recursos", justifica o dirigente, lembrando que o último programa de grandes proporções para coleta de dados no País foi o chamado projeto Radam, no início da década de 80, executado pelo próprio Ministério. Ao contrário do Radam, no entanto, o novo Programa será realizado por empresas privadas das nacionais e estrangeiras, contratadas por licitação. Os dados do primeiro levantamento deverão estar disponíveis para a CPRM entre julho e agosto próximos. Pelos termos do contrato, as empresas vencedoras terão de se comprometer a preservar a confidencialidade dos dados. Caberá somente à CPRM divulgar as informações a companhia mineradoras, mediante contratos de compra. "Esse programa viabilizará finalmente o aproveitamento econômico da região amazônica, o que não ocorreu ainda justamente por causa da falta de informações técnicas precisas", comenta Umberto Costa. Luciano Borges, secretário de Minas e Metalurgia, informa que a Amazônia representa 62% do território brasileiro, mas apenas 15% de sua área é conhecida. Mesmo com os poucos dados disponíveis, revela, já foi possível constatar na região a presença de minerais como ouro, cobre, níquel, diamante, estanho, ferro e manganês. Ele comenta que, ao ritmo atual, o trabalho de monitoramento da região só seria concluído em dois séculos. Com o PLAA, estará concluído em apenas meia década. A respeito da questão ambiental em torno do aproveitamento econômico da Amazônia, Borges, afirma que o Programa observará o conceito de desenvolvimento sustentável- pelo qual a exploração do potencial econômico se dá com mínimos impactos ambientais. Mesmo assim, admite que o Governo está preparado para uma verdadeira batalha em nome da preservação do santuário amazônico, por esbarrar  o PLAA em tema caro não só a movimentos ambientalistas, mas também para as Forças Armadas. Sob o ponto de vista da ideologia da segurança nacional, comenta o secretário, a região sempre foi tratada como um banco de riquezas minerais e biológicas, cujas informações não poderiam estar disponíveis a grupos estrangeiros. " Hoje isso mudou, com a conscientização de que a essência da soberania nacional é a informação. Pode-se até pode impedir a empresas estrangeiras o conhecimento dos recursos da região, mas não haverá soberania sem informações precisas sobre o território. A melhor maneira de proteger seu patrimônio é Ter conhecimento total sobre ele". Justifica Borges. Ao contrário do garimpo, caracterizado pelo extrativismo indiscriminado, diz ainda, a mineração empresarial constitui-se em atividade ambientalmente sustentável com dimensão social, que pode ser comprovada pela geração de empregos. A expectativa da Secretaria é de que, no segundo trimestre do ano, já se sintam efeitos da participação brasileira no road show do Canadá, marcado para próxima semana. A missão brasileira será formada por 35 representantes do governo e da iniciativa privada. A equipe participará, entre os dias 5 e 8, de encontro do Prospectors and Developers Association of Canada (PDAA), evento anual que reúne os principais investidores do setor minerador. As aplicações canadenses em investimentos de risco na mineração mundial 69% do total. Também está prevista a participação brasileira no Fórum Mundial de Ministério de Minas, nos dias 9 e 10 de março. 


O processo de reformulação da estrutura de governo responsável pelo setor mineral já começou e terá apoio técnico do Banco Mundial (Bird). Nos próximos dias, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) deslanchará o Programa de Demissão Incentivada (PDI), pelo qual pretende reduzir de 1,7 mil para 1,3 mil o contigente de funcionário do órgão. Espécie de braço executivo da Secretaria de Minas e Metalurgia do Ministério das Minas e Energia, a CPRM terá seu nome modificado para Serviço Geológico do Brasil (SGB) e será convertida em agência executora dos segmentos de mineração e hidrologia. O planos do MME, que não se limitam à futura SGB, incluem, ainda, a transferência da empresa para Brasília. A mudança tem por objetivo permitido o acompanhamento mais detalhado, pelo Ministério, do dia-a-dia da hoje CPRM. Na capital federal, a empresa estará mais próxima, também, do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) - como ela, órgão vinculado à Secretaria -,que será transformado em agência reguladora do setor, passado a deter as mesma atribuições das Agências Nacionais do Petróleo (ANP) e de Energia Elétrica (Aneel). Fontes ligadas ao Governo explicam que a reformulação tem o claro objetivo de conferir maior importância ao setor mineral brasileiro, relegado a segundo plano nos últimos anos até por conta de amarras constitucionais. Até 1995, a Constituição brasileira limitava o capital estrangeira a participação minoritárias em empreendimentos capitaneados por companhias nacionais. Definido como prioridade pelo Ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, o setor minerador deverá receber investimentos da ordem de US$ 200 milhões por ano, a partir de 2003, caso se confirmem expectativas de Luciano Borges, secretário de Minas e Metalurgia, Luciano Borges. Tudo dependerá, segundo o secretário, do sucesso do programa destinado à captação de investimentos estrangeiros no setor, iniciando com o levantamento geofísico da região amazônica. A importância conferida pelo Governo federal ao setor minerador é indicada pela análise da dotação orçamentária de 200. A CPRM terá à disposição, este ano, um total de R$ 125 milhões, disponíveis principalmente para o Programa de Levantamento Aerogeofísico da Amazônia (PLAA) e para financiar o PDI. Tanto o presidente da CPRM, Umberto Costa, quanto o secretário de Minas e Metalurgia do MME, Luciano Borges, não quiseram das detalhes do PDI. Sabe-se, no entanto, que o programa será desenvolvido até o final deste mês.

ECONOMIA - Minerais                


O potencial mineral do Brasil, país de grande diversidade geológica e extensão territorial, está longe de ser avaliado com precisão. Isso acontece mesmo no caso da província mineral de Carajás, que dispõe  das maiores reservas mundiais de ferro e importantes concentrações de manganês, cobre, estanho, níquel, bauxita e ouro. Ainda assim, no período de 1950 a 1989, o valor da produção mineral brasileira passou de USS 230 milhões para USS 9 bilhões, em valores constantes em dólar de 1989.
As jazidas minerais ocorrem, geralmente, em regiões até enfio  desprovidas de qualquer infra-estrutura para a operação da mina e o escoamento da produção. A mineração funciona, portanto, como um fator de deslocamento de investimentos, uma vez que induz a extensão da rede de transporte e energia elétrica. A atividade de mineração, quando mal conduzida, pode ser geradora de sérios impactos ambientais.
No caso dos projetos na Amazônia, a fragilidade do ecossistema tropical toma a região ainda mais vulnerável, exigindo cuidados complementares. Nesse sentido, a obrigatoriedade de proteção das reservas indígenas deveria condicionar a implantação da mina, estradas e barragens.
A mineração junto a áreas urbanas, também freqüente no Brasil, traz impactos decorrentes de poeira, barulho e vibrações. Impõem-se medidas de proteção do meio ambiente na concepção ou operação de empreendimentos minerais, tais como a recomposição de área minerada, a eliminação de poluição atmosférica pelo carregamento de poeiras no transporte de minérios, as barragens de decantação para armazenamento dos rejeitos de beneficiamento e a substituição de ustulação por processos mais modernos e limpos.
A mineração no Brasil envolve ainda um amplo segmento informal de garimpo. Trata-se de atividade intensiva em mão-de-obra e de baixo volume de investimento.
Na primeira metade deste século não houve expansão da atividade garimpeira. Entre as décadas de 1950 e 1960, porém, desenvolveram-se duas importantes áreas de garimpo: Rondônia e Tapajós (estado do Pará), que marcaram o início da atividade em larga escala na região Amazônica.
Até a década de 1960 prevalecia a prática garimpeira semimecanizada. A partir de então, alteraram-se as características do garimpo devido à descoberta dos mananciais auríferos na Amazônia e à
incorporação de novos equipamentos, ocasionando mudanças sociais e tecnológicas que o afastaram de seu sistema tradicional.
A rápida expansão e a acelerada mecanização dos garimpas trouxeram conseqüências que hoje estigmatizam esta atividade: degradação ambiental, conflitos comas populações indígenas e a mineração organizada, condições precárias de trabalho, descaminho do ouro, depredação dos depósitos. Os impactos ambientais da atividade garimpeira derivam principalmente da lavra desordenada, da falta de prévio conhecimento da geologia regional, da disposição indiscriminada de rejeitos, do assoreamento de drenagens naturais, da dispersão do mercúrio metálico usado na amalgamação e da falta de recuperação de áreas degradadas.
Estima-se, segundo dados oficiais, a existência de 1.854 garimpas de produção de ouro, pedras preciosas e outros bens minerais, distribuídos em toda a extensão do território nacional, nos quais trabalha
uma população calculada em 300 mil pessoas.




EXPORTAÇÕES MINERAIS PARAENSES/1997
BEM MINERAL
VOLUME (MIL t)
VALOR Milhões
- Ferro
40.494,0
727,0
- Ouro
        11,6*
124,0
- Alumínio
     357,0
553,0
- Bauxita
  4.267,0
100,0
- Caulim
     755,0
  83,0
- Manganês
     583,0
  30,0
- Silício
       26,0
  28,0
- Alumina
     326,0
  64,0
- Outros
-
  53,0
           1.762,0


O Estado do Pará é o segundo produtor brasileiro de minérios, com francas possibilidades de atingir, nos próximos anos, o topo da produção nacional, uma das maiores do Ocidente. Em 1997, o valor de sua produção mineral foi US$ 2,149 bilhões. E as exportações – a maioria de minério beneficiado – alcançaram US$ 1,762 bilhão, ou cerca de 80% do total das exportações do Estado.
No território paraense está a maior jazida mundial de ferro, que apresenta alto teor de Fe203, e responde por 31% das reservas brasileiras, com 17,4 bilhões de toneladas. O Pará detém a terceira concentração mundial de bauxita, com 2,4 milhões de toneladas, ou 80% das reservas existentes no país. É o maior produtor nacional de ouro (30%), com reservas estimadas em 300 toneladas. Possui as maiores reservas nacionais do cobre (77%), gipsita (43%), caulim (43%) e participação expressiva nas de manganês (36%), níquel (16%) e tungstênio (33%). Apresenta, ainda, importantes concentrações de estanho (41,8 milhões de m³) e calcário (1,7 bilhão de toneladas). Seu mapa gemológico identifica 256 ocorrências – diamante, água marinha, ametista, berilo, calcedônia, citrino, cristal de rocha, fluorita, granada, malaquita, opala, quartzo, rutilo, turmalina, topázio, entre outras.
A produção mineral paraense está concentrada em poucas empresas, há intensa atividade garimpeira e minas que operam sobre depósitos superficiais (fase que antecede a lavra de jazidas subterrâneas). As cinco áreas de extração garimpeira de ouro perfazem cerca de 100 mil km². A mais importante é a região do Tapajós, no Oeste do Estado, explorada desde 1958 e é a maior produtora aurífera do país. Entre 1980 e 1997, os garimpos tapajônico responderam por 46,8% das 308,9 toneladas de ouro extraídas do solo paraense. Nesse período, a produção do Pará representou 1/3 da brasileira, que ficou em 927 toneladas. Ou seja: o Tapajós foi responsável por 15,6% da produção aurífera nacional. Hoje, seis empresas estrangeiras, algumas delas com larga tradição em prospecção, lavra e beneficiamento de ouro, efetuam pesquisa geológica no Estado.
Nem só o ouro porém, oferece excelentes oportunidades de investimentos: o Governo do Estado incentiva, também a exploração de fosfato, calcário, gipsita, pedras ornamentais, cobre, zinco níquel e Wolfrâmio. A idéia é verticalizar a produção, através da criação de pólos industriais, para internalizar riqueza, além de articular o setor com o projeto global de desenvolvimento do Estado. O Pará produz 13 substâncias minerais: água, areia, argila, bauxita, calcário, caulim, diamante, ferro, gemas (ametista, opala, topázio, turmalina), manganês, ouro, pedras britadas e ornamentais e quartzo (silício metálico).
A produção é basicamente alicerçada em sete projetos de extração e beneficiamento, capitaneados por pessoas da indústria nacional e internacional como, por exemplo, a Companhia Vale do Rio Doce, Grupo Cadam, Albras/Alunorte e Camargo Corrêa Metais. Juntos, esses projetos correspondem a investimentos em torno de US$ 6 bilhões.

Pólo Joalheiro – Segundo maior produtor nacional de gemas, o Pará prepara-se, agora, para aproveitar esse imenso potencial, através da criação de três pólos joalheiros, em Belém, Itaituba (oeste do Estado) e Marabá (no sudeste). O Plano Diretor para a criação desses pólos é o resultado de uma parceria entre o Governo do Estado – através das Secretarias de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) e do Trabalho e Promoção Social (Seteps) – com o Sebrae, Escola Técnica e Universidade Federal do Pará. Já em implantação, sua primeira fase consistiu no incentivo ao associativismo entre os joalheiros do Estado, visando a formação de cooperativas. O segundo passo será o aperfeiçoamento da tecnologia de produção.
“Estamos melhorando o design e o acabamento das pedras, para atender às exigências do mercado internacional”, informa o diretor de Mineração da Seicom, Alberto Rogério Benedito da Silva. Com a mesma finalidade, Governo e empresariado apostam inclusive, na criação de um “apelo amazônico” para incrementar o comércio da produção local. Esse apelo deverá se traduzir na utilização da pedraria regional para a confecção de jóias temáticas, a partir das lendas, mitos, flora e fauna da Amazônia. “Queremos entrar no mercado”, acentua Rogério, “não para disputar com os indianos e italianos, que dispõem de um know-how de centenas de anos. Mas para correr uma faixa, com um produto novo”.
A excelente qualidade das gemas produzidas no Pará tem impulsionado os preços no mercado internacional – a ametista de Pau D’Arco, por exemplo, é considerada a melhor do mundo. Os empresários que estiverem interessados em participar da criação dos pólos joalheiros, devem, antes de mais nada, ter experiência no ramo e um certo domínio do funcionamento do mercado. A partir daí, é procurar a Seicom, que os encaminhará às associações existentes, para negociações.



Participação dos principais minerais da Amazônia no total
do Brasil, em milhões de toneladas


Mineral
Amazônia
Brasil
%


Alumínio
2.011.501
2.442,839
82


Caulim
   915,433
1.104,234
83


Cobre
1.219,979
1.355,051
90


Estanho
   398,087
   403,567
99


Ferro
4.815,801
19.628,716
25


Fert. Potássicos
   990,418
 1.514,330
65


Níquel
    388,091
    427,111
91


Ouro
    370,700
  1.450,432
26


Prata
    161,355
     178,279
91


Obs: Dados de 1989, referentes à Amazônia Legal, que incluem os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Os números exprimem a soma das reservas medidas mais as indicadas (reservas comprovadas). A prata aparece em associação com outros metais. Nas reservas medidas, existem 534.409 quilos de ouro.
Fonte: CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais)

JAZIDAS MAIS SIGNIFICATIVAS DA REGIÃO NORTE (EM MILHÕES DE TONELADAS)
Minerais
Amapá
Amazonas
Pará
Rondônia
Total
Alumínio
  61,775

2.570,092

2.631,867
Calcário

116,694
1.728,381
226,581
2.071,656
Cobre


1.290,033

1.290,033
Caulim
364,800

  669,931

1.034,731
Cromo
    7,065



      7,065
Estanho

123,162
  49,207
212,235
  384,604
Ferro

    5,130
   17.667,860

   17.672,990
Fert. Potássicos

    1.140,638


     1.140,638
Gipsita

570,254


  570,254
Manganês
  55,015

  89,820

  144,835
Níquel


  80,725

    80,725
Ouro
    8,745

  98,147
  38,628
  145,520
Sal-gema

 481,098


  481,098
Tungstênio


   2,062

      2,062
Obs: As reservas medidas de ouro no Amapá são de 11.558 quilos (teor de 3,27 gramas de metal por tonelada de minério); no Pará, de 21.860 quilos (teor de 0,5 grama por tonelada). A quantidade de ouro extraída nos garimpos é de difícil avaliação. Fonte: MDRV/ Anuário Mineral Brasileiro. MDN/M, do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). Dados relativos a 1989.




A elevada acidez dos solos de cerrado torna indispensável a aplicação de calcário para garantir êxito da atividade agrícola. Na pratica tem sido utilizada a aplicação de 5 a 6 toneladas de calcário por hectare.
O Estado do Pará, possui amplas ocorrências de rochas calcárias em todos os seus quadrantes. Algumas destas, já a nível de depósito, têm características químicas adequadas para a utilização como corretivo de solo, ou seja, apresentam percentagem de Cão + Mg de 38%, conforme padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura.
Suas principais ocorrências segundo pesquisa do IDESP e CVRD em 1976, estão no município de Monte Alegre, Marabá, Itaituba, Santana do Araguaia e outros.
A existência de jazidas de rochas calcárias adequadas para o uso agrícola, nos municípios de Marabá, Curionópolis e Santanas do Araguaia, ainda sem exploração, e das indústrias do norte de Goiás, a 42 km de Conceição do Araguaia, em funcionamento normal, tranqüiliza a região quanto a abastecimento deste importante insumo, que deverá ser utilizado em larga escala para correção dos solos ácidos do cerrado.


RESERVAS MINERAIS DE CALCÁRIO NO ESTADO DO PARÁ

Município
Localização dos Depósitos
Reserva Medida (t)
Composição
Requerente
% CaO
% MgO
Monte Alegre
Mulata
Serra Itamajuri
  17.639.000
  20.000.000
ND
46,47
ND
1,43
Caima (J. Santos)
CAEMI
Capanema
Pirabas
152.000.000
ND
ND
CIBRASA
Itaituba
Laranjo
Jibóia
Capitoã
Arixi
  55.000.000
600.000.000
360.000.000
360.000.000
45,4
49,4
41,6
40,4
1,0
1,5
5,8
4,6
J. Santos
CICOAL
J. Santos
J. Santos
Marabá
Palestina
    5.000.000
35,4
12,5
SILICAL
Sta.M. Barreira
Campo Alegre
ND
ND
ND
TRETEX
TOTAL
                              1.529.639.000
Fonte: Paraminérios                                                        Obs: Volume correspondente à 49,3% da Reserva Nacional




No Pará, crescimento econômico virou sinônimo de verticalização e de internalização de capital. A passos firmes, empreendimentos privados voltados para a transformação e a diversificação da produção estão chegando ao estado e, com eles, a perspectiva de redesenho, no médio e longo prazos, da balança comercial paraense, historicamente sustentada pela exportação de commodities.
A expansão da verticalização das cadeias mineral, da agroindústria e do ecoturismo faz parte de uma estratégia de crescimento adequada, de um lado, ao comportamento globalizador dos mercados, que valorizam a agregação de valor como diferencial indispensável. De outro, encara dois do maiores desafios do estado: elevar o nível de renda da população e reduzir as profundas desigualdades sociais.
Com uma balança comercial superavitária que só se perde, no País, para Minas Gerais, na classificação por saldo cambial, o Pará é uma terra de contradições. Em 1998, exportou mais de US$ 2,2 bilhões e importou US$ 254,2 milhões – um saldo positivo, portanto, de US$ 1,95  bilhão. Essa riqueza, contudo, é muito pouco distribuída no bolo social.
O estado, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 15 milhões e 6 milhões de habitantes, ainda registra baixa renda per capita, de apenas R$ 2,5 mil por ano.  A explicação: a superavitária pauta de exportações restringe-se a pouco mais de 40 itens e as commodities minerais ainda respondem por 72% dos produtos embarcados.
É por isso que o papel de “almoxerifado” de matérias-primas, no qual tudo se extrai e pouco se beneficia, estaria próximo do fim. Uma empresa do estado, por exemplo, já transforma em cabos elétricos parte da produção de alumínio primário da Albrás, quase toda destinada ao mercado externo.



Localização estratégica, moderna infra-estrutura e disponibilidade de áreas para arrendamento têm sido os principais atrativos para a instalação de empresas na região de influência do porto de Vila do Conde, no município de Barcarena. Nessa área, com cerca de 360 hectares, estão instalados grandes empreendimentos da cadeia produtiva de alumínio e, mais recentemente, de caulim.
O complexo Albrás-Alunorte é um dos negócios de maior sucesso no ainda tímido setor industrial paraense, constituído por apenas 15 empresas de grande porte. No ano passado, as duas empresas movimentaram, no estado, R$ 510 milhões só em compras, energia elétrica, salários, despesas portuárias e impostos, sem considerar as exportações.
Perto das fontes – A história do porto de Vila do Conde está diretamente relacionada à instalação da Alumínio Brasileiro S.A. (Albrás), fabricante de alumínio primário que é transformado em produtos finais por outras empresas. Na escolha da localização da fábrica, no distrito de Vila do Conde, pesou, especialmente, a relativa proximidade das fontes dos principais insumos – bauxita do rio Trombetas e a energia elétrica de Tucuruí. A bauxita, minério rico em hidróxido de alumínio, é a matéria-prima usada para extração do alumínio e ficou conhecida popularmente pela referência na música Bye, Bye Brasil, de Roberto Menescal e Chico Buarque de Holanda, composta em 1979 para o filme homônimo de Cacá Diegues: “Em março vou para o Ceará/Com a benção do meu orixá/Eu acho bauxita por lá/Meu amor”.
Outro fator importante para a instalação da indústria foi a possibilidade de construção de um porto que permitisse a atracação de navios de até 40 mil toneladas. Ainda hoje, a principal atividade do porto é o embarque do alumínio produzido pela Albrás, o recebimento de insumos e o embarque da produção excedente da refinadora Alumina do Norte do Brasil S.A. (Alunorte), coligada da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O porto atende, além do complexo de produção de alumínio, a outras necessidades de transporte de cargas da região.

ECONOMIA MINERAIS - Literaturas

CONSOLIDAÇÃO DA LEGISLAÇÃO MINERAL E AMBIENTAL                 
Vila Reginaldo Pinto               
Fax: (61) 321-3503    
Brasília - D.F               

ECONOMIA – Carajás

Siderurgia está de volta
Vale vai garantir matéria-prima e facilitar o escoamento

Quase duas décadas depois de ter deixado de lado o Programa Grande Carajás (PGC), que previa, até o ano 2000, produção anual de 3,5 milhões de toneladas de ferro-gusa e 10 milhões de toneladas de aço em siderúrgicas instaladas ao longo da Estrada de Ferro de Carajás (EFC), a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) voltou a apostar na expansão do pólo siderúrgico. A exemplo do PGC, a empresa não deve participar de nenhum empreendimento como sócia, mas com oferta de logística de transportes – ferrovia e porto – às usinas interessadas em instalar-se no Distrito Industrial de Marabá.
Em pelo menos um episódio, o da Siderúrgica Carajás, a Vale deixou claro que, pelo menos na Amazônia Ocidental, não deseja ter participação acionária em usinas siderúrgicas.
Mas, além de garantir o abastecimento de minério de ferro e facilidades e o escoamento pela EFC e pelo porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), a Vale lançou edital para contratação de serviços de consultoria nas áreas do meio ambiente, tecnologia e aproveitamento econômico de carvão vegetal. E vai usar, junto ao Banco Mundial, um dos seus maiores capitais – a credibilidade – para trazer recursos para a área de produção de carvão.
A expansão do pólo de ferrogusa marabaense é um dos compromissos assumidos durante o fórum de alternativas econômicas para o município, organizado recentemente pela Prefeitura local e a Vale. É também uma forma de compensação à não-definição do local onde será instalada a metalúrgica que vai ser abastecida com o cobre da jazida do Salobo, localizada em Carajás, em subsolo marabaense.
Os diretores da Vale na região temem que a compensação seja interpretada como um presente de grego. A indústria de ferro-gusa, considerada de baixo valor agregado, é malvista pelos ambientalistas e entidades de defesa dos direitos da criança. Ciente disso, a Vale vai ajuda-las a encontrar soluções ao carvoejamento tradicional, feito a partir do uso de mata nativa e resíduos de serrarias.
A Carajás Metais é a primeira empresa do setor a atender ao chamamento da Vale, que deseja elevar a produção anual de gusa de Marabá de 250 mil para 1 milhão de toneladas. Atualmente, as duas siderúrgicas do município, a Simara e a Cosipar, tem capacidade instalada, respectivamente, de 80 mil e de 170 mil toneladas. O terceiro alto-forno da Cosipar entrará em operação no segundo semestre, aumentando para 280 mil toneladas sua capacidade.
Ex-funcionário da Vale, o engenheiro metalúrgico Raul Rolim é um dos sócios da Carajás Metais. É também o consultor contratado pela Vale para atrair empresas de gusa ao Pará. Até agora, segundo informa, sete empresas o procuraram. Entre elas, a Metalúrgica Marabá (Abaram), a Ferro Gusa do Maranhão (Fergumar) e a Siderúrgica Pará. “Outras quatro empresas estão interessadas em vir, mas ainda não posso divulgar os nomes”.
A se confirmar o projeto delineado pela CVRD para a expansão do pólo de gusa da cidade que já é o principal pólo econômico do sul do Pará, Rolim acredita que os empreendimentos independentes do sistema Norte – siderúrgicos do Pará e do Maranhão localizadas ao longo da EFC – vão chegar ao ano 2000 exportando mais gusa do que as independentes do sistema Sul, formado por Minas Gerais e Espírito Santo.
Em 1997, a produção brasileira de gusa foi de 23,7 milhões de toneladas. As usinas integradas, que também produzem aço, responderam por cerca de 19 milhões de toneladas. As independentes, não têm aciarias, produziram 4,7 milhões de toneladas, de acordo com dados do Sindicato da Industria de Ferro de Minas Gerais (Sindiferro).
Desse total das independentes, 2,6 milhões de toneladas foram exportados, participando o sistema Sul com 1,7 milhão de toneladas. De acordo com o consultor da Vale, a tendência é de que o sistema Norte mantenha ou aumente a sua participação como exportação de ferro-gusa, uma vez que não há nenhuma aciaria na Amazônia.
Já as usinas do sistema Sul devem voltar-se mais para o abastecimento de aciarias e fundições de empresas do Centro-Sul que não produzem todo o gusa de que necessitam. Isso fica mais visível no caso de Minas Gerais: dos 3,4 milhões de toneladas de gusa produzidas pelas usinas independentes minerais, quase 60% destinaram-se a aciarias nacionais. No caso do Pará e Maranhão, nada menos do que 99% da produção foram para o mercado norte americano.








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O Instituto Hudson.

 O Instituto Hudson.
Você acha que esses tirinhos de festim assustam ingleses, judeus e norte-americanos? Claro que não.
Eu costumava mastigar o assunto pata vocês, mas isso só me comprometia e vocês riam e ironizavam do lado de lá. Hoje dou os meus tirinhos de festim na esperança que vocês acordem.
O Instituto Hudson foi fundado pelo famoso Herman Khan (você lembra?). Foi considerado um dos homens mais inteligentes do mundo. Era uma espécie de Obama no passado. “Americano”, mas criado em uma família judia, uma peça de laboratório que se tornou peça chave nas estratégias militares para defesa em uma possível guerra nuclear. trabalhar na Rand Corporation pelo seu amigo Samuel Cohen (judeu), o inventor da bomba de nêutrons. Dedicou-se ao desenvolvimento da bomba de hidrogênio nos Laboratórios Lawrence Livermore, onde trabalhou com a colaboração de Edward Teller (judeu), John von Neumann (judeu alemão), Hans Bethe (judeu) e Albert Wohkstetter (judeu).
Quando o ex, ministro Jarbas Passarinho visitou o Instituto Hudson disseram-lhe (pelos menos ele conta assim) que o grande lago projetado sobre a Amazônia nada mais era que uma estratégia para melhorar a navegação. Eu te pergunto, porque um grupo de judeus envolvido com as pesquisas de bombas nucleares de Hidrogênio e nêutrons perderia tempo em projetar, sem uma encomenda do Brasil um lago na Amazônia? As águas submergiriam e reservariam que tipo de riqueza de subsolo? Que efeito teria uma guerra atômica sobre as águas? Por qual motivo, judeus se dissimulam como pesquisadores norte-americanos? Vocês já leram sobre a casa Welzer e a descoberta da Venezuela? Você já leu sobre os Judeus ingleses e o Projeto da Guiana Inglesa? Você já leu sobre o Bolivian Sindicate? Vocês já leram sobre a emigração de Judeus para a Amazônia? Você já leu sobre o financiamento de capitalistas judeus para a invasão Holandesa no Brasil. Vocês já leram sobre Aboab da Fonseca e a emigração de judeus para Barbados, e a posterior fundação da cidade de New Amsterdã (New York)






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segunda-feira, 13 de abril de 2015

As feridas do Corpo Místico de Cristo convertem!

As feridas do Corpo Místico de Cristo convertem!

São Tomé era um céptico. Desconfiado, era o protótipo do cientista moderno. Sem ver, tocar, medir, pesar, experimentar não acreditava. Sua atitude era como a de hoje: a dúvida.
Mas estando as portas fechadas Jesus entrou. Não era um fantasma, comia e bebia. Desta vez Tomé estava junto reunido com os outros apóstolos. Jesus então lhe mostra as mãos, o lado, e repreende Tomé. Tomé então exclama: Meu Senhor e meu Deus. Essa foi a maior expressão de fé das Escrituras, justamente saída da boca de um céptico. Maior que a de Pedro: Senhor tu és o filho do Deus Vivo, o Messias prometido. Maior que a de Maria Madalena: Raboni (mestre).
Foram as profundas feridas de Cristo que o convenceram instantaneamente, ele se converte e professa sua fé.
Todos sabem que nós batizados formamos o CORPO MISTICO DE CRISTO. As feridas sofridas por esse corpo que é a Igreja, sempre em todos os tempos converteram. Faça você como Tomé, duvide... mas procure se informar das perseguições e martírio de cristãos, na África negra, na África do Egito, na Síria e Líbano, na China ou qualquer outro país que persegue e mata cristãos. Ponha o dedo nessa ferida profunda, sinta o calor do sangue dos mártires, olhe de frente a ferida, pois é Jesus em seu Corpo Místico que nos mostra o seu lado, as suas mãos, os espinhos em seu coração e cabeça... um escândalo para os nossos tempos. Aí então exclame conosco: Meu Deus e Senhor. Tu sofres por mim.

G23.




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A missão mais difícil.

A missão mais difícil.
Temos tentado demonstrar, com documentos não oficiais a dura realidade do garimpo na região amazônica. “Existem alguns documentos, dos quais usei apenas dois, a “idade do Ouro no Brasil” de um autor inglês, e “ A saga do Garimpo no Brasil”, de autoria do Conselho técnico da Confederação Nacional do Comércio.
Digo isso apenas para você ter por onde começar sua pesquisa.
Se você prestou atenção nos curtos vídeos que publicamos, viu que um garimpo ilegal pode produzir de 100 gramas a um quilo de ouro por dia. Viu também que o ouro bruto na mão do garimpeiro é dez vezes mais barato do que na mão do comerciante estrangeiro. Viu também que em 1980 havia 2600 garimpos irregulares na região, afora os regularizados e as grandes mineradoras.
Então vamos esquecer os preços e considerar apenas o peso. Faremos com você apenas uma conta de criança. Uma media aritmética somando 100gramas a 1 quilo e dividindo por dois, resultando em 550 gramas dia. Mas como dizem os garimpeiros, nem todos os dias se encontra ouro, vamos dividir por dez, ou seja, 55 gramas por dia. Vamos então multiplicar por 2600 garimpos irregulares teremos 143 mil gramas por dia, ou seja, 143 quilos de ouro em media por dia. Agora multiplicamos isso por 365 dias por ano; e encontraremos 52.195 quilos, ou 52 toneladas e 195 quilos. È uma conta de criança e desconsidera muitos dados de realidade, porem, para manter a grande frota de aviões e os custos de 2600 garimpos operando nos confins da floresta não pode ser menos do que isso. Qualquer preço que você der a esse ouro lembre-se o comerciante estrangeiro ganhará dez vezes mais. De aproximadamente 1540, com a navegação de Orellana, nunca mais se interrompeu essa evasão de ouro,  e estamos em 2015. passaram-se quase cinco séculos produzindo o maior crime de “lesa pátria” já conhecido; escândalo da Petrobras é fichinha. Alias esse so serve para defender a privatização formal da “Estatal” brasileira.
A missão mais difícil não é coibir os garimpos, mas fazer com que esse ouro, diamantes e outras riquezas ditas preciosas fiquem no país, e lhes dê o lastro econômico necessário. Lastro histórico. Muitos economistas estrangeiros vendem para nós que o lastro monetário não é mais o ouro, mas os senhores viram nos filmes que Inglaterra, EUA, Holanda, Itália, Índia e China, entre outros não abrem mão do ouro. E seus cofres estão cheios de ouro brasileiro. Fernando Henrique Cardoso aprovou a lei do “Ouro Alemão” (pesquisem sobre isso) como se o Brasil possuísse ouro furtado aos humildes e pobres judeus na Segunda Guerra. Tal lei permite que você funda barras de ouro com a suástica, e pronto, sem impostos ele parte do Brasil para quem quer que seja... possivelmente para um humilde banco estrangeiro.
Nossa opinião é a de que o Governo Brasileiro deveria instituir agencias de compra de ouro e pedras preciosas em plena floresta, e comprar ao melhor preço, ainda que os comerciantes internacionais inflacionassem toda essa riqueza aqui produzida para inviabilizar o programa.
Os detalhes escreveremos em outro artigo.
G23.







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Usinas a gás.

Usinas a gás.
Quando vemos fotos de satélite noturnas da região amazônica, percebemos ao contrario de outras regiões do país uma completa escuridão. Ouvi mesmo que diga que podemos medir o índice de desenvolvimento das diversas regiões do mundo por essa tecnologia.
Assim quando falamos em energia na Amazônia Legal, imediatamente se pensa em hidroelétricas dado ao volume de água encontrada na região. Imediatamente alguém dirá: Mas para que energia naquela região. Não há suficientes habitantes que justifiquem os projetos, e além do mais queremos preservar a mata.
Eu não concordo. A Amazônia é grande produtora de gás natural de petróleo, como os senhores podem confirmar em inúmeros documentos da Petrobras. Então usinas ativadas pelo GNP, poderiam gerar energia para as cidades e vilas da região, mas também, por transmissão reforçar outras áreas do país, como um sistema paralelo e integrado.
Temos no país, e aqui no Paraná, tecnologia suficiente para desenvolver usinas de gás, e especialistas em transmissão de longa distancia na Gigante Itaipu.
O desafio que lanço é um esboço da localização dessas usinas, lembrando sempre que as linhas de transmissão devem ser projetadas para os traçados da completa transamazônica que nunca foi inteiramente construída, e que necessita de nova e urgente discussão no Congresso Nacional.
G23.








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Produção de álcool com a biomassa oriunda de dejetos da floresta tropical.

Produção de álcool com a biomassa oriunda de dejetos da floresta tropical.
Todos sabem o que é um jardim entregue a própria força natural, e um jardim cuidado onde o jardineiro recolhe os resíduos e poda aquilo que visivelmente esta em desalinho ou que apodreceu naturalmente.
Um estudo da capacidade da floresta equatorial amazônica de produzir dejetos orgânicos por hectare, pode viabilizar a produção de álcool combustível, sem ser necessário usar áreas agriculturáveis para produção de comida, para a produção de energia. Essa idéia, embora um tanto crua me pareça bem razoável. Álcool produzido com os dejetos da floresta faria dela um jardim cuidado, um espaço mais adequado para a habitação de seres humanos racionais. Sei você ri, acha que sou um tolo, mas enquanto nós rimos e desacreditamos  nossos projetos, outros construíram a tran-siberiana, estradas no Alaska, viagens ao espaço, cidades em desertos de areia. E nós viramos as costas para 60% do nosso mais rico território.

G23. 






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Execução do projeto ferroviário amazônico.

Execução do projeto ferroviário amazônico.

Encontrei um livro com os projetos original da malha rodoviária amazônica.
Ele nunca foi concluído. Nem a metade foi viabilizada. Então por fotos de ferrovias me convenci que as ferrovias são menos agressivas ao meio ambiente que rodovias. Imaginei concluir a malha original do projeto de rodovias amazônicas com ferrovias, que seriam leitos naturais para aquedutos, cabos de transmissão de energia, transporte para a biomassa apodrecida da floresta, auxilio a navegação fluvial, agilidade para o transporte de pessoas e tropas, enfim, regularidade e segurança nas zonas de fronteira.
Eis o meu desafio, um reestudo da questão e proposição dos modais energéticos. Vejo ai uma chama de futuro para toda a região.

G23.




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Linhas regulares de Transporte por Zepelins

Linhas regulares de Transporte por Zepelins .
Você acha o Brasil grande. Acha longe São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília. Pois os nove estados amazônicos do Brasil, representam  quase 60% de nosso território. As distancias são enormes. Muitos querem a preservação dessa imensa floresta, outros a sua exploração sustentável, outros sequer pensam no assunto como se essa metade maior do nosso território não fizesse parte de nossa história, de nossas vidas.
Dizem sem pensar no assunto, repetindo o que dizem revistas e jornais de TV... estão desmatando a  floresta amazônica.
Quero lembra a todos que existe um aparelho voador que pode pairar no ar. Abastecer-se sem a necessidade de uma pista de pouso. Pode servir de antena reflexiva de rádio, TV e telefonia. Pode ser um laboratório de pesquisa. Pode ser um veiculo de transporte de tropas. Já foi usado na Amazônia durante a Segunda Guerra. Com tecnologia moderna, dos anos em que vivemos, essas imensas Baleias voadoras podem tornar-se hospitais voadores, correio, vigias, câmeras de pesquisa gravando tudo. Pode servir a Policia Federal, ao Exercito e a Marinha. Pode servir ao transporte de pessoas, mercadorias, e turismo. Uma Frota, nada mais.
Problema principal: a velocidade dos ventos e a umidade. Ponto forte: a baixa altitude media da Planície.

G 23.  




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Hidroductos levando água para outras regiões do país

Hidroductos levando água para outras regiões do país.
Nesse mapa  sem compromisso com a verdade dos fatos, podemos ver alguns projetos de gasodutos. Ora se eles são possíveis, também são possíveis os aquedutos, até mesmo usando as mesmas estruturas dos gasodutos. Mas para nossos governante o combustível para seres humanos (água)  da população brasileira é menos importante que o gás tão necessário para os países industrializados.

Quando vemos que é possível construir um gasoduto de Coari, ate a Bolívia, e de Coari ao sul do país, eu me pergunto, então podemos construir aquedutos para levar água às regiões mais carentes desse Brasil; Não se trata de mega-hidroductos, mas de tubos de reduzido diâmetro e volume que serão forçados por bombas hidráulicas, ou bombas a gás, levando água, ou diretamente dos rios, ou dos tais açudes que já nos referimos.
Estudantes de engenharia hidráulica, engenheiros que amam o Brasil, que tal um projeto como esse, das regiões mais altas para as mais baixas, e vencendo desníveis pela turbina de qualquer hidroelétrica ou similar que pela fora das águas empurra água para regiões secas do país?

G23




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Açudes para captar águas das cheias na região Amazônica.

Açudes para captar águas das cheias na região Amazônica.

Observando o mapa dos relevos na extensa região da Amazônia Legal, percebo que há inúmeras possibilidades de construção de açudes; os rios amazônicos sobem ate 11 metros nas cheias, 4 metros em media anual. Ora todo esse volume de água além de arrastar boa parte da superfície fértil, e é claro renovar o ciclo, trás inconvenientes vários, não só para a navegação, mas também para o abastecimento. Esses açudes, ou represas, ou ainda represamentos, reteriam águas oriundas das cheias. Essas águas poderiam abastecer, gerar energia local, facilitar a pesca e o criame de peixes de espécies autóctones, ou preservarem os níveis de umidade do ar e do solo, e o que é impressionante, se bombeadas podem levar águas para regiões secas do país.
Como idéias não têm preço, desafios os entendidos na tecnologia de açudes (não Hidroelétricas) a esboçarem um projeto de aproveitamento das águas das cheias dos rios amazônicos.

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A malha de Navegação Amazônica

A malha de Navegação Amazônica.
Conheci um engenheiro que trabalhou os últimos 40 anos na retificação do leito de rios. Fiz um desafio, mas ele não topou. Propunha um esboço das obras necessárias para racionalizar a navegação da região amazônica legal. Ele achou a tarefa por demais complexa. Como é um engenheiro experiente parto dessa complexidade. Eu não conheço nenhum trabalho realizado pelo governo Brasileiro para incrementar e racionalizar a navegação na região. Leigo que sou no assunto, olhos os mapas que tenho e vejo a possibilidade de canais interligando rios, possibilidade de desenvolvimento de regiões pela construção de portos, interconexão de rios navegáveis por rodovias ou ferrovias de tal modo a melhor integrar a região aos demais rincões do Brasil.
Apelo aos meus leitores que conheçam trabalhos sobre o assunto que nos forneçam as fontes.

G23



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.Que pena!

Você não esta gostando? Que pena!Nós não vamos mudar nosso pensamento para  te agradar. Seja razoável, nos dê seus argumentos, aí sim, é possível alguma mudança;




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A Igreja e a Propriedade.

A Igreja e a Propriedade.
Não leia esse texto como uma verdade absoluta, ou uma opinião formada e amadurecida. Leia esse texto como um olhar leigo sobre a Igreja e seus conceitos de propriedade.
Afora o regalismo inglês, onde o rei, ou rainha é chefe da igreja anglicana, a Igreja é a única associação religiosa que é um Estado Soberano, com território definido, e propriedades espalhadas pelos cinco continentes. Num rápido olhar pode perceber que a Igreja é especialista em direito internacional, pois possui, sustenta, propriedades no mundo todo, assim como transfere pessoas e valores de uma nação para outra há séculos. A Igreja criteriosamente é uma monarquia constitucional, não só porque é o governo de um só, mas porque é regida por um corpo de doutrina e valores cristãos, assim como também há de possuir uma constituição jurídica do Estado do Vaticano.
Ao observarmos o conceito de propriedade da Igreja vemos dois panoramas, um interno, e outro externo. Um evangélico, e outro que se aplica ao dar a César o que é de César. Ou seja, uma visão da propriedade e soberania dos bens no Mundo.
Quero citar esse texto bíblico: Atos 4,32-35.
“A multidão dos fieis era um só coração e uma só alma, ninguém considerava como própria às coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum”.
Com grandes sinais de poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do senhor Jesus. E os fieis eram estimados por todos. Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas vendiam-nas, levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos apóstolos. “Depois era distribuído conforme a necessidade de cada um”.
Interessantíssimo esse texto bíblico, que parece usar um conceito das tribos nômades, em épocas em que os apóstolos já viviam entre judeus ricos, construtores do Templo de Jerusalém.
Mas o tempo foi passando, e a Igreja do pescador judeu chamado Pedro crescia, e aquele que reinaria para sempre sobre os descendentes de Jacob, agora acumulava propriedades. A história da Igreja nos demonstra insofismavelmente as diversas perseguições, onde o seu patrimônio, ou foi simplesmente destruído, ou desapropriado, ou ainda ocupado como testemunha em nossos dias a Catedral de Santa Sofia, que hoje é uma mesquita islâmica. Claro que por esse ou outros motivos, a propriedade eclesial teve que rever seus conceitos. Em comum apenas dentro do clero e religiosos e religiosas, porém no Mundo, exigia-se o respeito às propriedades eclesiais, mesmo por que a Igreja é co-fundadora das nações ocidentais, entre elas os países da América dita Latina e também da America Inglesa. Mesmo os paises protestantes, que antes de o serem são filhos da Igreja, e o Islã não existiriam sem os monges cristãos que ensinaram a Maomé os rudimentos da fé, fosse ela a judaica do antigo Testamento, fosse ela a cristã do Novo Testamento.
Em 1929, com as conseqüências sofridas na Primeira Guerra Mundial, e com o algures da Segunda Grande Guerra, a Igreja propugnou um Estado Independente e Soberano. Grosseiramente, podemos notar, sem aprofundamento de que a Igreja copiou a instituição natural da família, onde irmãos têm tudo em comum, mas que a casa, e os bens da casa, são invioláveis.


G23 






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sábado, 11 de abril de 2015

Ideologias de domínio.

Ideologias de domínio. (não leia esse texto, ele é horrivel, decepcionante)
Pesquisando as idéias de Warren Christofer (norte-americano já falecido) defensor da soberania relativa ou partilhada despertou-me uma luz, percebi a defesa da “Livre Iniciativa” do rico sobre os pobres.  Não existe "livre iniciativa" do pobre e fraco diante do rico, ou sobre a propriedade dos ricos. Na verdade no micro cosmo dessa ideologia esta o conceito de Função Social da Propriedade, e no macro cosmo o conceito de soberania relativa ou compartilhada, ambas preparam o “socialismo de direita”, ou seja, o direito dos ricos de decidir o uso da propriedade dos pobres na sua integridade, incluindo as riquezas naturais biológicas ou minerais. O mesmo ocorre no Comunismo, quando uma minoria forte decide se as pessoas podem sair do pais ou não, usar seus bens, ou usar um "lar" de cinquenta metros quadrados. O resultado é o mesmo. Cerceamento da Liberdade garantida pela propriedade.
Antes de ler esse curto artigo, seria interessante você ler: “De la Proprieté et de sés formes primitives” de Emile de Laveleye, 1891, Felix Alcan, Editour, Paris. Assim você pode se familiarizar com o longo processo de garantia sobre os direitos de propriedade, e perceber que, e à medida que o detentor desse direito se enriquece e se torna poderoso, defende a relativização dos mesmos direitos incidentes sobre a propriedade dos mais pobres ou mais fracos.( isso inclui os conceitos ecologicos)
A verdadeira função da propriedade é organizar a sociedade, garantir direitos e liberdade no uso do que lhe pertence, soberania e segurança no espaço que lhe pertence e garantir a vida econômica dos proprietários. Desse conceito menor, do que éproprio do ser humano, desenvolve-se o conceito de território soberano e de nação. A garantia visada é agora numa macro visão   a liberdade de um povo se auto determinar, cultural, religiosa , militar e economicamente dentro de um espaço qualquer que lhe da soberania e garantia de jurisdição de suas leis. O asilo inviolável de uma nação, assim como o lar é o asilo inviolável do cidadão. A intervenção desse espaço por forças alheias ( sobre qualquer pretexto) ao povo que o possui é ilícita, violenta o direito, ou é fruto de uso de força que submete ou domina ou é interesse economico transvestido de variadas ideologias. Assim o que esta em jogo é a Liberdade de todo um povo garantida pelo território e sua posse, o que gera o conceito do que é próprio, ou dos que é propriedade do povo, formada pelas propriedades inviolaveis de particulares ; isso é a construção da dignidade de todos e a ordem social da nação. Mas há quem defenda que o direito de propriedade não cabe a todos. A outra armadilha é a violação dos Direitos Humanos, pois a violação da Soberania sob qualquer pretexto, é a maior violência aos direitos humanos possível de se imaginar.
Aos poucos, esse conceito de inviolabilidade da soberania, foi sendo relativizado justamente pelos que consideravam sagrados esses mesmo direitos aplicados ao que lhes pertence, mas que agora, por cobiça, relativiza os direitos sobre áreas nacionais, no macro cosmo, ou relativiza propriedades privadas num contesto menor. Não é difícil pensar que por interesses secretos se possa fomentar  revoluções, lutas religiosas, violação de Direitos Humanos como desculpa, apenas para formalizar a a intervenção das soberanias.  Sai daí, dizem, que faremos aqui, uma estrada, viaduto, praça, represa em nome do "bem comum". Assim o pensamento ecológico relativista fragiliza o uso dos territórios nacionais em nome do “Bem Maior” ($$$$) da humanidade, e desse modo, se impõe uma ideologia de domínio que sempre difere nos seus objetivos, entre ricos e pobres. Para que você entenda os dois pesos e as duas medidas: Vamos desapropriar Israel em nome da Paz Mundial. Jamais, dirão, Israel foi prometido por Deus (D - us) aos israelitas. Agora, vamos internacionalizar a Amazônia Brasileira em nome do aquecimento global (grande mentira), ou da incuria dos brasileiros, isso sim é possível. Por detrás dos conceitos esta a relativização do uso do espaço e de suas riquezas naturais pelos ricos que são histonicamente os autores de todas as ideologias de domínio e força. Não se trata de defender pobres, ou minorias, mas de defender o direito de propriedade de todos que as adquiriram licitamente. Agora, se o conceito é de que a propriedade é uma construção capitalista, ou socialista, e em extremo comunista, passando essa  pelos meios de produção ao domínio do Estado, o que esta em jogo é a fragmentação dos direitos a liberdade de cada individuo em sociedade, o que em passado não muito longínquo gerou a escravidão. Escravidão por correntes, escravidão economica, escravidão ideologica. Um Governo Mundial, sem contendores, ou contraditório, gerará sem dúvida a maior tirania que a espécie humana já experimentou. Toda a ideologia será gerada em um grupo de pedrosos que as imporá a humanidade como um todo pela força. A última propriedade que será violada, já dizia Plínio Correia de Oliveira, será a VIDA que é a mãe de todos os direitos. É o que estamos contemplando nos acontecimentos mundiais. Os conflitos religiosos que estão sendo fomentados ideologicamente no mundo nada mais são que cavalos de tróia para convencer o mundo inteiro que a autodeterminação dos povos é uma bobagem, a liberdade é um mito, a independência ideológica uma ilusão inútil e que necessitamos um braço forte com alcance mundial. Assim se prepara a TIRANIA que haverá de vir.

G23.

No Comunismo não ha democracia. No capitalismo a democracia é manipulada. é uma pseudemocaracia.





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Carta Capital denuncia SIVAM.

O Projeto Sivam – Sistema de Vigilância da Amazônia foi concluído pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República em agosto de 1993. Segundo o governo, o sistema se destinaria a preservação do meio ambiente na Amazônia, ao combate ao narcotráfico, à melhoria das condições de segurança da navegação aérea e fluvial, fiscalização das reservas indígenas, guarda das fronteiras e apoio a outras atividades governamentais.

Porém, ao dar início à consecução do projeto, o Governo não abriu concorrência pública alegando sigilo dos dados relativos à aquisição de tecnologia e equipamentos de comunicação. Contraditoriamente, o Governo enviou um dossiê sobre o Sivam para 16 embaixadas em Brasília. Depois da dispensa da concorrência pública, para um contrato no valor de US$ 1,4 bilhão de dólares o Governo escolheu o consórcio liderado pela Raytheon Company, uma empresa americana. A negociação para formação desse consórcio e para que ele fosse o escolhido, teve a interferência direta de Bill Clinton, Presidente dos EUA, e de Ronald Brow, Secretário de Comércio daquele país. Este senhor esteve no Brasil um mês antes do anúncio do resultado da "concorrência". Brow tratou do assunto com autoridades brasileiras.

Em seguida o grupo Esca-Engenharia de Sistemas de Controle e Automação S/A, de São Paulo, se associou à Raytheon. No mesmo período o Senado Federal foi acionado, e, numa sessão extraordinária conturbada, na qual o regimento interno foi violado, aprovou-se em regime de urgência um projeto autorizando o Governo Federal a contrair um empréstimo no valor de US$ 1,4 bilhão, destinado à implantação do Sivam. O relator do projeto foi o senador Gilberto Miranda, PFL/AM, um cidadão denunciado por suposta participação em diversos escândalos de corrupção. Ele foi denunciado na CPI que investigou a corrupção no Governo Collor, como membro do "esquema PC", no escândalo dos precatórios e no envolvimento num esquema de corrupção da Prefeitura de São Paulo.

Em fevereiro de 1995, o deputado Arlindo Chinaglia, PT/SP, encaminhou requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, convocando para depor: ex-ministros, ministros e dirigentes das empresas envolvidas na disputa pelo projeto Sivam, além de jornalistas que denunciaram a tentativa de suborno oferecido por lobistas franceses para participação no projeto.

Em abril de 1995 a empresa Esca foi acusada de fraudar a quitação de guias do INSS pelo Ministério da Previdência e Assistência Social. Fiscais do INSS apreenderam nas dependências da empresa, guias de recolhimento de contribuições falsas relativas a 13 meses.

A Esca participou de uma concorrência pública da Embratel - Empresa Brasileira de Telecomunicações usando certidão falsa de quitação com a Previdência. Esse mesmo documento foi utilizado pela empresa para assinar contratos com o ministério da Aeronáutica. Comprovou-se também que a Esca usou uma falsa Certidão Negativa de Débito junto ao INSS.

Mesmo sabendo das denúncias de falcatruas da empresa o Governo manteve pagamentos à Esca. Em maio de 1995, Fernando Henrique telefonou para Bill Clinton e oficializou a assinatura do contrato do projeto Sivam com a Raytheon.

Em novembro de 1995, a imprensa publicou o conteúdo de uma gravação telefônica em que o Embaixador Júlio César Gomes dos Santos, assessor da Presidência da República, conversava com o Comandante Assumpção, dono da empresa Líder Táxi Aéreo e representante da Raytheon. Nessa conversa ficou evidenciada a existência de tráfico de influência e um grande esquema de propinas utilizado para favorecer a escolha da empresa Raytheon. Ao invés de recuar e apurar as denúncias, o Governo preferiu articular no Congresso Nacional a obstrução de um pedido de CPI apresentado pelos partidos de oposição para investigar o caso Sivam. Vale lembrar que o Comandante Assumpção foi um colaborador da campanha eleitoral de Fernando Henrique, colocando jatinhos à disposição do comitê eleitoral para viagens pelo País.

Em janeiro de 1996, o senador Antônio Carlos Magalhães agiu nos bastidores do Congresso Nacional e conseguiu impedir que o brigadeiro Ivan Frota, da Aeronáutica, fosse depor na Comissão do Senado que investigava o caso Sivam. No mesmo dia a Sociedade Brasileira (SBPC) para o Progresso da Ciência (SBPC) enviou à Comissão do Senado um estudo demonstrando que cientistas brasileiros poderiam montar um projeto equivalente ao do Sivam, com um orçamento de apenas 65,09% do montante previsto pelas empresas escolhidas pelo Governo. Em maio de 1996, desconsiderando as denúncias de superfaturamento e tráfico de influência, o Senado aprovou o andamento do projeto Sivam. A revista Istoé nº 1368 revelou haver um contrato assinado entre a Esca, a Raytheon e a Líder Táxi Aéreo, feito antes mesmo de o governo anunciar a vencedora da "concorrência". Neste caso o Governo Fernando Henrique agiu deliberadamente em favor das empresas escolhidas sem licitação pública.

A revista Época publicou matéria informando que a CIA e a NSA, agência de segurança dos EUA, grampearam as comunicações do Palácio do Planalto, além do grupo francês Thompson, no Rio de Janeiro e em Paris, durante a disputa pela compra do conjunto de radares do Sivam. O Diretor da CIA, em depoimento no Congresso dos EUA, disse textualmente: "Fornecemos informação econômica útil ao governo dos EUA. Mostramos tentativas de empresas estrangeiras de impedirem uma competição de alto nível."

Outro diretor da CIA, James Woolsev, em depoimento no Senado americano, em 1994, disse: "Informamos à Casa Branca sobre tentativas de suborno no caso Sivan. Já beneficiamos várias empresas dos EUA em bilhões de dólares. Muitas nem sabem que tiveram nossa assistência."

O fato é que este escândalo foi impedido de ser investigado na época pelo Congresso Nacional. O requerimento para a instalação de uma CPI é datado de 1995. Seis anos se passaram até que, em agosto de 2001, a CPI foi instalada, mas funcionou precariamente. As reuniões foram esvaziadas, muitas delas convocadas não atingiram sequer o quórum para abertura dos trabalhos. Deputados governistas diziam que a CPI não fazia mais sentido porque mais de 90% do projeto Sivam já havia sido executado. O principal acusado de suspeita de tráfico de influência, o embaixador Júlio César Gomes dos Santos, na época chefe do Cerimonial do Palácio do Planalto, foi nomeado representante do Brasil no Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) desde 1997, ganhando um salário de R$ 15 mil.

Sem a aprovação pela CPI da quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico do embaixador Júlio César a CPI foram encerrados os trabalhos com a alegação de insuficiência de provas materiais de corrupção no caso Sivam.


Fonte Carta Capital.




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A sistemática presença de norte-americanos na Amazônia.

A sistemática presença de norte-americanos na Amazônia.

Se o leitor voltar aos vídeos sobre garimpos e prestar a atenção, verá que os garimpeiros se referem a hindus e chineses agenciando a compra de diamante e ouro na região amazônica. Na verdade com algumas exceções de indivíduos que possuem nacionalidade de países com língua hispânica, esse hindu e chinês é na verdade inglês, pois obtiveram suas cidadanias na Guiana Inglesa através de programas de colonização daquelas paragens com populações habituadas às regiões tropicais. Muitos desses chineses e hindus vieram de antigas colônias portuguesas da Índia e China, e tem razoável domínio da língua portuguesa, eles fazem o serviço arriscado de atravessar as fronteiras, para vender o ouro e os diamantes em estado bruto, para lapidadores e comerciantes judeus estabelecidos nas Guianas, ou no Panamá. Também vimos em textos anteriores que existe a presença de japoneses vindos do Peru e Equador assim como japoneses emigrantes convidados pelo governo brasileiro, que se fixaram no Pará, também na região amazônica de Bragança, ou em Tomé-Açu e nas estradas de Manaus-Itacoatiara e ainda Manaus-Manacapuru. Lembrando que muitos índios e mestiços cablocos não possuem documentos, é fácil, pela semelhança física, que esses povos, principalmente chineses, hindus, e japoneses se fazerem passar por índios. Falaremos mais adiante também, em outros textos, sobre as emigrações síria, libanesas e judia na Amazônia.
Mas para entender essas pressões desde o tempo do descobrimento, teríamos que lembrar as experiências colonizadoras de Ingleses, holandeses e franceses nas regiões de Macapá ate a fundação do Forte de Presépio por Francisco Caldeira de Castelo Branco, Inspetor Geral das Minas de Portugal e Espanha. Analisar a penetração de cidadãos das Guianas nos territórios amazônicos, que ainda não eram brasileiros, e estudar a história das Companhias das Índias Ocidentais sob bandeira inglesa, holandesa e francesa.

No entanto, e isso chama a atenção, a presença dos Iluminatti, e outras sociedades secretas não se reduziam apenas às treze colônias norte-americanas, mas tendo origem inglesa na sua maioria, com suporte de ideologia do Oriente, agiam sim no Brasil, desde as invasões e não só no reinado de João VI, mas também no Império de Pedro I e ou no Império de Pedro II, chegando a atribuir-se a Republica Brasileira a ação dessas sociedades, que via de regra acobertava interesses comerciais, diríamos nesse primeiro momento, das potências protestantes.

Mas o nosso assunto diz respeito à presença explicita e sistemática do interesse dessa nação de língua Inglesa conhecido com EUA sobre a Amazônia.

Arthur Cezar Ferreira Reis, um dos grandes autores de livros sobre a problemática da região Amazônica, no conta que após a Guerra da Secessão norte-americanos do Sul (1861- 1865) iniciaram uma tentativa de colonização da Amazônia em terras brasileiras, historia que esta contada no livro de autoria de Norma Guilhon. Em seguida podemos lembrar a presença de comerciantes norte-americanos e missionário-pesquisadores protestantes em diversas missões naquela área. O FINACIAMENTO E A IDEOLOGIA DA Republica tem vinculo com ingleses e norte americanos. Não podemos esquecer a presença de Roosevelt na demarcação das fronteiras do Brasil amazônico com Rondon, e posteriormente sua presença com Getulio Vargas no Nordeste, tratando questões do Amapá e do minério de Manganês, hoje quase todo transferido aos EUA, segundo o escritor uruguaio Eduardo Galeano e estabelecendo bases militares no Nordeste e sul do Brasil. Não podemos esquecer a presença da Fordelândia, uma experiência de Henry Ford, no coração da Amazônia para a produção em principio de Borracha. Não podemos esquecer o projeto norte-americano do Jarí, que devastou duzentos mil hectares por ordem do empresário americano Ludwig deixando um divida ao Brasil de meio bilhão de dólares. Devemos lembrar também do controverso lago amazônico, proposto em tese como obra e projeto  do Hudson Institute. Se esse lago seria ou não implantado não tem a menor importância, importante é notar que os paises de primeiro mundo fazem projetos e executam projetos dentro de paises soberanos. Vocês já imaginaram algum instituto brasileiro fazendo projetos sobre o território norte americano? O Acre, habitado por brasileiros, estava sob domínio do Bolivian Syndicate, empresa de capital inglês e norte americano. Mas o mais interessante foi às concessões feitas, ou pelo Império, ou mais provavelmente pela Republica terras amazonicas concedidas a três empresas, uma canadense (o que é o mesmo que se dizer inglesa e duas norte-americanas). Eram “Canadian Amazon Company Lt. Montreal”, e “The Amazon Corporat Delawre-USA”, e “Americam Brazilian Exploration Corporat Delawre-USA”. Nesse período praticamente toda a região amazônica estava concedida a canadense-inglesas e norte americanos, todo o vale do Solimões, todo o vale do Madeira. Essas concessões foram anuladas em 1930. Depois se segue o período de concessões de extração de minérios e licenças de pesquisa de petróleo, situação que permanece ate os dias de hoje em alguns aspectos, e que se agravou com a privatização da Estatal: “Companhia Vale do Rio Doce” a capitais estrangeiros, o mesmo vem acontecendo com a produção de petróleo. Na marginalidade, podemos ver nos vídeos que 2600 garimpos marginais evadiam em 1980 toneladas de diamantes e ouro a cada ano, num espaço de tempo, que se formos criteriosos se aprofunda em séculos. Os números são espantosos. Recentemente temos o contrato com a Raytheon, empresa ligada ao Governo dos EUA, que opera o SIVAM, (Serviço de Vigilância da Amazônia), cujos dados secretos, são de livre posse do governo estadunidense e de empresas privadas internacionais. Recentemente paira sobre essa imensa área, conhecida como Amazônia Legal, ou seja, nove estados amazônicos que representam sessenta por cento do território nacional, a nova ideologia ambientalista da soberania partilhada ou relativa, defendida Warren Christofer (verificar na internet). Essa investida tirará dos brasileiros o domínio sobre 60% de nosso território. Por isso, ou na tentativa de minorar o problema, Arthur Cezar Ferreira Reis diz: “A ocupação demografica da Amazônia Legal é imperativa de segurança”.
G23.


Fontes desse texto: Palestra do Ex.Ministro Jarbas Passarinho na Confederação Nacional do Comercio.
E Arthur Cezar Ferreira Reis em diversos escritos;


A Saga do Garimpo no Brasil, Conselho técnico da Confederação Nacional do Comercio.






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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Republicando!

Creio na comunhão dos Santos

 Texto de Carina Novak - colaboradora no Apostolado da Divina Misericórdia

“Quando ouço que tantos Cristãos no mundo sofrem, sou indiferente ou é como se sofresse um membro da minha família?” Essa pergunta ecoa com ainda mais força por ter sido proferida pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro, perante milhares de fiéis, neste 25 de setembro.

Nos últimos tempos é raro o dia em que não há notícias de ataques contra cristãos, contra seus interesses, suas casas, famílias e comunidades e a via por onde tomamos conhecimento desses fatos quase sempre não é a grande mídia.
Notícias da brutal perseguição que padecem os cristãos no Paquistão pelos terroristas vindos da Arábia Saudita, com episódios particularmente sanguinários como o ataque suicida na Igreja de Todos os Santos, em Peshawar, no último 22 de setembro, que matou cerca de 100 pessoas, deixando o dobro de feridos.
Notícias da perseguição dos cristãos no Egito, obrigados a fugir, deixando para trás suas casas saqueadas e reduzidas a cinzas pelos jihadistas que confundem a política norte americana e o ocidente com o Cristianismo. Nesse país, vários mosteiros e templos com séculos de história engrossam a lista dos imóveis reduzidos a escombros. Pelo menos 43 igrejas foram completamente destruídas. Dentre elas, recentemente, uma igreja copta do século IV, dedicada a Nossa Senhora e que estava à espera de ser declarada patrimônio mundial pela UNESCO.
Notícias da Síria, como o assassinato de Yohannes, um cristão da comunidade armênia, no caminho a Aleppo, pelos terroristas, que ao revistá-lo descobriram que levava uma cruz sobre o peito: contra ela dispararam assassinando-o.

No entanto, a guerra global contra os cristãos segue sendo a notícia jamais contada, em pleno século XXI tempos de fluxo imediato de informação. Porque, afinal, o que sabemos da violenta perseguição que sofrem atualmente os cristãos na Coréia do Norte? Arábia Saudita? Afeganistão? Nigéria? O que sabemos da Igreja que vive escondida no Iraque, na Somália, Maldivas, Mali, Irã, Eritreia, Iêmen, Índia, Síria, China onde pelo menos 40 bispos católicos estão presos ou desaparecidos? Acaso tivemos conhecimento dos anos de terror no Camboja? Em 1970, nesse país os católicos eram 65 mil. Depois do massacre liderado por Pol Pot, só restaram cerca de 1 mil. Não sobrevivendo ao extermínio dos Khmers Vermelhos nenhum dos sacerdotes e religiosas cambojanos.

O presidente do Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso, Cardeal Tauran, no último.
dia do encontro internacional que celebrou os 50 anos da encíclica Pacem in Terris (do Papa João XXIII - em breve Santo), no dia 4 do mês passado, em Roma, reafirmou o clima de perseguição aos cristãos em todo o mundo, declarando os cristãos como “a minoria mais perseguida no mundo por causa da sua fé”.
A Sociedade Internacional para os Direitos Humanos (ISHR), um observatório não confessional com sede na Alemanha, afirma que 80% dos atos de discriminação religiosa no mundo de hoje se dirigem aos cristãos.
Segundo dados do Center for the Study of Global Christianity, mais de 100 mil cristãos são assassinados por ano na chamada "situação de testemunho" nas últimas décadas.
“A cada 5 minutos um cristão é assassinado”, afirmou em Budapeste o conceituado sociólogo Massimo Introvigne em sua intervenção na Conferência Internacional sobre o Diálogo Inter-Religioso, promovida pela presidência húngara da União Europeia. Isso significa que 12 cristãos são assassinados por hora, nos 7 dias da semana e nos 365 dias do ano, em algum lugar do mundo, por razões relacionadas à sua fé.

Tempo dos Mártires
A Igreja, Corpo Místico de Cristo, sempre foi e será perseguida. Ao longo dos dois mil anos, como Esposa, segue, na via crucis, a Cristo, o Primeiro Perseguido. Porém, nestes dois últimos séculos vivemos um tempo de perseguição como em nenhum outro da história. Tal fato é confirmado também pelos três últimos papas. Na celebração do Jubileu do Ano 2000, o Papa João Paulo II afirmou que o número de mártires do século XX superou o de todos os mártires dos dezenove séculos anteriores.

Olhando, portanto, para a realidade dos cristãos no extremo oposto do planeta, nos cabe o questionamento: qual é, por exemplo, o preço em ser cristão na Síria? E qual é o preço em o ser no Brasil?
É certo que no nosso país a perseguição ainda não é "violenta e brutal", mas aqui, assim como na Europa, a situação não é muito melhor. Aqui a perseguição acontece com uma secreta violência muito mais diabólica de quem trabalha para manipular as consciências e para persuadir-nos a nos acreditarmos culpados, dando razão a eles os perseguidores. É uma perseguição dissimulada que facilmente nos induz a negarmos a nossa fé; que em nome da tolerância e do respeito, a verdade seja calada, escondida; que a religião seja restringida à esfera do privado. É por isso que retiram os crucifixos dos repartimentos públicos como se fossem veículos de indevido e culpável proselitismo. Em substância, embora não em forma, isso é equivalente a uma reivindicação de extrema violência aquela de erradicar as raízes cristãs que alimentam o povo brasileiro, de fazer com que a nossa sociedade seja descristianizada. Os cristãos são acusados de cultivar valores que não são os “valores da moda”; sofrem discriminação no ambiente acadêmico; se não impedidos, muitas vezes são prejudicados no crescimento profissional; experimentam a intolerância e a arrogância com que se impõem comunistas, feministas e gayzistas que, apresentando-se como faróis de liberdade no mundo moderno, promovem leis contrárias à vida.

Quereis ajudar-nos?
"Mostrai a vossa fé e sejais unidos", assim responde Monsenhor Nona, arcebispo de Mosul, Iraque, na sua carta aos cristãos do ocidente. “Aquele que quiser fazer algo: faça um esforço por viver abertamente a sua fé de uma forma mais profunda, abraçando a vivência da fé na prática cotidiana”. A fé cristã não é abstrata, não é uma teoria racional, distante do presente e da vida, mas algo a ser descoberto no seu significado mais profundo, na sua expressão mais alta, ou seja, como revelação da Encarnação. De fato, é somente no relacionamento com a pessoa de Cristo que se pode viver nas condições mais terríveis.
Escreve Monsenhor Nona: “apenas quando a pessoa descobre essa possibilidade será capaz de suportar qualquer prova e vai fazer de tudo para proteger essa descoberta mesmo que isso significasse morrer por isso”. “Para nós, cristãos perseguidos no Iraque, o maior presente é saber que podemos ajudar a outros a viverem a sua fé com mais vigor, alegria, confiança e fidelidade”. “Vocês são a nossa voz”, escreve o arcebispo, mas “a melhor coisa que vocês podem fazer para responder à nossa situação é redescobrir e trabalhar pela unidade pessoal e comunitária”.

No dia 13 de outubro em Tarragona, Espanha, foram proclamados beatos 522 mártires, assassinados por ódio à fé durante a guerra civil espanhola, ocorrida nos anos 30 do século passado, e nesse dia o Papa Francisco exortou-nos a pedir a intercessão dos mártires para não sermos cristãos medíocres. Portanto peçamos a eles e à Virgem Santíssima, Rainha dos Mártires, que nos ajudem a imitá-los. Sempre temos que morrer um pouco para sair de nós mesmos, dos nossos egoísmos, do nosso bem-estar, da nossa preguiça, das nossas tristezas. Imitar os mártires significa colocar Deus em primeiro lugar, superando a tentação de instrumentalizá-Lo, de fechar-se na busca do próprio êxito, prestígio, posição; significa permitir que o Evangelho nos guie e transforme; significa deixar de pensar que somos nós os únicos construtores da nossa existência, reconhecendo que somos criaturas, que dependemos de Deus, de seu amor, e que, sobretudo, perdendo a nossa vida Nele, podemos ganhá-la. Desse modo nos abrimos ao Amor Misericordioso de Cristo que nos leva aos outros, especialmente aos que mais necessitam, apresentando a eles, mais do que com as palavras, com o testemunho concreto da nossa vida, a Misericórdia Divina.






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Jesuitas e a Amazonia.

Os jesuítas na Amazônia
Entre as mais belas páginas da história da Igreja está sua contribuição decisiva para o conhecimento e a evangelização da Amazônia, nos séculos XVII e XVIII. Em paralelo com as ações militares e administrativas lusitanas, as atividades catequéticas e evangelizadoras desenvolvidas por franciscanos, carmelitas, mercedários e, principalmente, jesuítas foram essenciais no povoamento e na consolidação do domínio português na Amazônia. Após sua participação na expulsão dos franceses, holandeses e ingleses da embocadura no Amazonas, em 22 de junho de 1657, partiu de São Luís do Maranhão uma expedição comandada pelo cabo Bento Maciel Parente em direção ao coração da Amazônia. Dois religiosos, os padres Francisco Veloso e Manuel Pires, os acompanhavam. 


Em 1668, o franciscano Frei Teodósio e o capitão Pedro da Costa Favela fundam uma nova povoação à margem do Rio Negro, nas proximidades da foz do rio Aruim. Em 1669, o Capitão Francisco da Mota Falcão e seu filho construíram ali, no coração da Amazônia, próximo da confluência do rio Negro com o Solimões, um pequeno forte quadrangular em pedra e barro. As tribos indígenas aruaques (barés, banibas, passés e principalmente os manaós) ajudaram na construção e passaram a morar em volta dele. A população formada por indígenas e brancos cresceu rapidamente. Para ajudar na catequização dos índios, os carmelitas, jesuítas, mercenários e franciscanos ergueram uma capela próximo ao forte com o nome de Nossa Senhora da Conceição, futura padroeira da cidade fundada em 1674: Manaus.Enquanto os portugueses iam estabelecendo-se no baixo Amazonas, os espanhóis progrediam pelas cabeceiras através de aldeamentos missionários dos jesuítas ao longo dos rios Napo, Huallaga, Ucayali, Marañon e Solimões. Em 1684 chegou a Real Audiência de Quito o padre Samuel Fritz, jovem missionário alemão de Trate nau. Entre 1686 e 1688 viajou e trabalhou no Alto Amazonas, num trecho de mais de 1.000 quilômetros entre o Napo e o Japurá com outros jesuítas. Em 1689, esses soldados da Companhia de Jesus alcançaram as imediações da foz do Juruá. Os portugueses, em sentido contrário, iniciaram a subida do Solimões.



Quando o padre Samuel Fritz desceu o rio Amazonas em 1689, encontrou os primeiros vestígios lusitanos representados por casas desertas, junto à foz do rio Purus. A partir da viagem do padre Samuel Fritz até Belém, abriu-se a questão do domínio do Solimões. O governo português mostrou mais interesse em expandir suas fronteiras do que o governo espanhol em ajudar seus missionários a defender suas pretensões amazônicas. Igualada a divisão do território entre as ordens por meio de cartas régias (1687-1714), vários grupos de religiosos iniciaram a tarefa sistemática de povoamento e evangelização, espalhando suas missões por milhares de quilômetros pelo vale amazônico. Os carmelitas, jesuítas, franciscanos e mercenários aprofundaram o povoamento nos antigos domínios espanhóis e ocuparam a área atual do estado do Amazonas. Os portugueses conquistaram definitivamente o Solimões entre 1709 e 1710.
Atendendo a uma solicitação da Coroa, os jesuítas iniciaram as primeiras atividades extrativas de vulto das "drogas do sertão" garantindo uma exportação regular de cravo (Dicypellium caryophyllatum), cacau, baunilha, canela, resinas aromáticas e plantas medicinais. Da multiplicidade desses aldeamentos e missões religiosas, principalmente jesuíticas, surgiram dezenas de povoados, a exemplo de Cametá, na foz do Tocantins; Airão, Carvoeiro, Moura e Barcelos, no rio Negro; Santarém, na foz do Tapajó; Faro, no rio Nhamundã; Borba, no rio Madeira; Tefé, São Paulo de Olivença e Coari, no Solimões; e em continuação, no curso do Amazonas, Itacoatiara e Silves. Todo o espaço urbano das cidades mais antigas da Amazônia organizou-se e cresceu em função das igrejas.Em 1743, os portugueses subiram até o alto rio Negro e penetraram no rio Orenoco pela passagem do canal do Cassiquiare. Essa conexão, entre as cabeceiras e bacias do Negro e do Orenoco, foi confirmada pela primeira vez pelo padre jesuíta Manuel Roviare em 1744. Assim começa a descrição geográfico-histórica do rio Amazonas do padre jesuíta João Daniel (1722-1776), autor de uma obra enciclopédica sobre o rio, a natureza e os homens da Amazônia.



Cronista da Companhia de Jesus, o padre João Daniel viveu na Amazônia entre 1741 e 1757, quando foi preso por ordem do Marquês de Pombal. Não sobreviveu aos 18 anos de prisão, vítima do despotismo esclarecido, durante os quais sistematizou de memória tudo o que se sabia sobre a região amazônica. E sem deixar transparecer, sequer nas entrelinhas, nenhuma queixa ou amargor de sua injusta situação de prisioneiro condenado à morte. Uma obra monumental sobre a geografia, a história, a economia, a flora e a fauna, aquática e terrestre, os costumes dos povos e civilizações da região.




Esses pioneiros evangelizadores da Amazônia, cujo martírio é esquecido, vêm sendo tratados de "meros instrumentos a serviço dos interesses dos poderosos de seu tempo". Desmemoriados e cheios de auto compaixão, muitos desses autores julgam que na história da Igreja está praticamente tudo errado até o Concílio Vaticano II. E estimam dificílima a tarefa de evangelizar nos dias de hoje, para explicar a expansão do paganismo e das seitas na Amazônia. Vale lembrar-lhes o padre Vieira. Se lhes parece difícil evangelizar ovelhas que bebem no rio e comem no prado, o que deverá ter sido evangelizar e trazer para a grei da Igreja no século XVII e XVIII, ovelhas que às vezes comiam os pastores e bebiam-lhes o sangue?





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Republicado,( tentativa de Suicídio)

A conversão de um amigo.

Os fatos narrados aqui são verdadeiros. É possível que omita alguma coisa ou pinte com cores fortes outras para ressaltar os acontecimentos. O protagonista foi reticente em me autorizar a contar isso, portanto contarei o milagre, mas não revelarei o santo. Ele se sente incomodado com alguns detalhes desta incrível aventura vivida há pouco mais de dez anos atrás.
Quero pedir ao leitor que leia com respeito, pois se trata de um drama humano, possível de acontecer com qualquer um de nós.

O protagonista tem hoje 51 anos. É atleta maratonista e treina o Karate desde os vinte anos de idade. Todavia carregava uma cruz: a epilepsia. Dez anos atrás era atleta de ponta nas duas modalidades. Sua combatividade e competitividade ficaram abaladas naquele ano. Seu pai morreu. Sua mulher anunciou o fim do casamento e a intenção de ir viver com outro homem em um país europeu. A possibilidade de ser separada da convivência da pequena e amada filha, assim repentinamente, lhe tirou o chão. A caixa de correio cheia de avisos de dividas. Uma segunda união em vias de fracasso já ao começo, ao mesmo tempo em que sua personalidade exigia algum sucesso social, econômico e afetivo.

Uma noite levantou-se na madrugada e foi a pé ate a rodoviária. Não levava bagagem, apenas uma garrafa de vinho, um caixa de remédios, documentos e algum dinheiro. Comprou uma passagem para o litoral de um estado vizinho. No ônibus, em plena viagem, sem que ninguém notasse lançou pela janela seus documentos. O dinheiro colocou no bolso do passageiro ao lado que dormia. Quando viu o mar, uma praia isolada e desabitada pediu ao motorista que parasse e desceu. O caminho fez a pé.

Na areia sentou e ficou horas a contemplar ate o inicio da noite. Abriu a caixa de remédios, tomou todas as drágeas, abriu o vinho e tomou todo o vinho da garrafa. Tirou toda a roupa e laçou peça por peça ao mar. Não queria ser identificado. Em seguida vagarosamente se lançou à água e nadou em direção ao mar profundo. Atleta com excepcional preparo físico, acredita, nadou horas sem saber para onde. Quando cansou deixou-se boiar com a barriga voltada para baixo e o rosto enfiado na água. E entregou sua alma a Deus. Lembra apenas das bolhas de ar saindo das narinas correndo vagarosas pelo rosto em direção às orelhas. Acredita que desmaiou, teve um ataque epiléptico, quem sabe, ou simplesmente dormiu. Não lembra de mais nada.

Acordou com o movimento suave de pequenas ondas o empurrando para a areia. Ainda estava escuro. Estava em outro lugar. Suas mãos, pés, virilha e rosto estavam murchos e endurecidos como uma uva passa. Estava totalmente nu. Sua cabeça confusa concluiu que havia ocorrido um milagre, embora ao mesmo tempo achasse que sem orientação nas águas escuras pudesse ter nada em círculo, ou em arco e assim voltado às margens de uma praia qualquer. Por outro lado algo lhe dizia que quando perdeu a consciência estava mesmo em alto mar. Estava maravilhado, fascinado pelo fato de que não era fácil morrer embora fosse consciente de sua fragilidade humana. Sabia que ao entregar sua alma a Deus havia se convertido. Ora, o que é converter-se se não voltar-se para Deus e abandonar-se Nele assumindo as conseqüências desse ato de fé. Sabia que havia acontecido algo. Em pé, solitário, com muito frio, debaixo de fina garoa viu uma trilha e meteu-se por ela. Em certa distancia havia uma pequena casa e roupas no varal. Tomou “emprestado” uma calça e camiseta, vestiu-se, a calça ficou a três quartos da perna e a camiseta não lhe cobria o umbigo. Eram roupas de mulher. Ele assustado com as possíveis conseqüências do ato deixou o local, digamos com uma aparência quase circense.

Voltou pela mesma trilha para a praia e passou a percorrê-la. Encontrou um velho forno, que não é conhecido de muitos, um forno de fazer carvão. Parece um iglu de barro, com uma cavidade ao meio da abobada e uma portinhola ao nível do chão. Ali entrou para aquecer-se, e ali dormiu sobre restos de carvão.

Ao meio dia, saiu da sua confortável morada com um aspecto de filme de terror. Negro de carvão. Assim passaram-se os dias. Duas semanas, comendo algumas pequenas frutas, umas folhas saborosas, uns pedaços de peixe cru, e mexilhões colhidos nas encostas das rochas e passou a sentir-se hígido, viril, entusiasmado com a vida, atento a tudo e sentindo a força amorosa e generosa da vida. Na terceira semana não conseguia deixar de pensar na filha. Compreendeu que era preciso muito pouco para se viver, sobreviver e sentir-se feliz, vibrante. Naquele momento sentiu não mais ser necessário beber, nem mesmo necessitaria de tomar os seus remédios diários, e já faz dez anos que não tem mais problema algum com a epilepsia.

Desapegou-se de seus problemas, de seus desejos e angustias, mas não se desapegava da filha. Desejou voltar. Iniciou a caminhada a pé até a estrada mais próxima. Lá caminhou ate um posto de gasolina. Ali encontrou um telefone. Ligou para a irmã, que muito preocupada, por telefone, conseguiu junto a uma empresa de ônibus rodoviário, que dessem uma parada naquele posto para apanhá-lo. Tudo certo embarcou, mas fez a viagem sentado na escada de acesso ao ônibus, pois não estava nada higienizado. Aceitou a situação com humildade e alegria.

Resultado: sua esposa o deixou, mas passou a guarda da criança para ele. Mora em uma casa despojada, limpa, simples, confortável. Usa bicicleta. Exerce uma profissão em que gosta do que faz. É feliz com a filha. Sua caixa postal esta vazia de faturas e avisos preocupantes. Mudou completamente seus hábitos alimentares. Não quer mais saber daquele excesso de consumismo e tecnologias escravizantes. Contas, contas, contas... Nunca mais.

Prepara-se e estuda para ser um missionário aos 51 anos.


Wallace Requião de Mello e Silva.





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Força G.

A Força G.
                                         Ide e pregai o Evangelho a todos os povos.

Creio que é possível que você tenha assistido ao filme “Pequenos Agentes”. Trata-se de um roteiro interessante, onde os protagonistas são roedores, “Porquinhos da Índia” liderados por uma  uma “Toupeira” auxiliada por uma “Mosca” que lhes dá a visão aérea. São pequenos agentes secretos que dizem sobre si mesmo: somos pequeninos, mas pensamos grande.

Nós do G 23, também somos pequeninos e pensamos grande. A diferença é que somos agentes explícitos, óbvios, nada secretos. Nossa missão é combater os agentes secretos, pois somos filhos da Luz, das coisas claras e combatemos os filhos das trevas, das coisas escondidas, secretas típicas de sociedades secretas, serviços de espionagem, departamento de inteligência e mentirosos habituais.

Sei você não esta entendendo nada? É que não conheces o Evangelho. Jesus Cristo manda que seus discípulos e apóstolos corram o mundo evangelizando os povos. Todos os povos. Assim instituía as missões e o universalismo da mensagem cristã. O G 23 assume essa missão e cria a FORÇA G, ou melhor, batiza o grupo missionário do Grupo de Estudos 23 de Outubro emprestando o nome daquele grupo de roedores, capazes de missões rapidíssimas, capazes de dominar os subterrâneos escuros, e ter ao mesmo tempo uma visão de cima, do alto, do ar. Como as moscas, as míopes toupeiras, e os rápidos “ roedores” dos fatos históricos.

A Nossa missão.

Hoje enquanto pensava no que escrever, encontrei o Alexandre membro ativo da Gangue da Hóstia. Rapaz inteligente, lido, informado. Ele me contou um conto chinês, do qual reproduzirei só aquilo que me interessa: Um pássaro de dez cabeças encontra um precioso alimento. Então as dez cabeças imediatamente cobiçam o manjar. Uma começa a brigar com as outras e cada qual bica e luta com a sua cabeça vizinha, até que a violência de bicadas mata o pássaro. Então aparece um peixe, vindo das profundezas ( do inconsciente) e conclui: Que tola ave, não via ela que; o que cada uma das cabeças comesse, o destino era um só: o estômago? Será que não percebiam que se entrassem em um acordo, ainda que so uma comesse o corpo todo sobreviveria?  O ideal, continua, era que cada uma das cabeças se fundisse em uma só, ( convergência de ideais) pois dez cabeças ambiciosas entrariam sempre em conflito. Um corpo com um e mesmo comando, não tem tantas contradições a serem vencidas.

Então eu pensei no que vem acontecendo no interior da Igreja. Os progressistas odeiam os tradicionalistas. Os pré-conciliares acusam os pós-conciliares. As ordens religiosas criticam outras ordens religiosas. Sempre estamos acusando: Eles, eles e eles. Onde esta nossa unidade?

Tomem como exemplo o começo das missões. Saiam os missionários pelo mundo. Encontravam um povo qualquer. Outra língua, outra crença, outros costumes sociais. O que fazia o missionário pregador? Primeiro precisava saber chegar, com inteligência, com habilidade, com simpatia, para ser acolhido. Em seguida tratava de aprender a língua (como pregaria se ninguém lhe entende?), depois aprendia os costumes e observava as crenças e tradições. Os velhos missionários estavam plenamente convencidos de sua fé, e não temiam ou se curvavam a quem pensava diferente deles. A Verdade haveria de imperar, pensavam e agiam. Aí entrava a coerência de vida entre o que pregavam e o que se vivia. Pronto agora sim podiam aos poucos começar a trabalhar a mensagem amorosa do cristianismo universal.

Todavia com os séculos, parece que a Igreja esqueceu-se de fazer a lição de casa. Esqueceu-se da unidade da Fé e da Doutrina, esqueceu-se da coerência profunda, da paciência, da misericórdia diante da realidade testemunhada a cada tempo. Hoje os grupelhos se odeiam. Os carismáticos odeiam os tradicionalistas, os regulares odeiam os diocesanos, os Indianos são mal vistos pelos holandeses, os doutrinários são vistos como nazistas etc. e tal. Radicais na fé, jamais. Uma divisão sem fim que enfraquece o corpo, o coração e o estomago da GRANDE AVE... Apocalíptica? Não seria então, essa a MISSÃO URGENTE. Gerar a UNIÃO? Sim para isto surge a “Força G”, ela chama tudo para o centro, ela dirige tudo para uma única cabeça, ela é gravitacional. Não adianta os “secretos” dizerem que toda a unanimidade é burra. Nem usarem eles e outras seitas secretas os ensinamentos de Maquiavel: DIVIDIR PARA GOVERNAR. Não: nós devemos acordar para o desejo de união da casa. Uma casa dividida sobre si mesmo não subsistirá, nos diz sabiamente o Evangelho.

Antes de sairmos em missão pelo mundo, temos, devemos, queremos missionar dentro da própria casa. Assim nasce a FORÇA G: em casa!

Força G





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Claudio Seto

Cláudio Seto. (Jornalista e Cartunista)
Tive poucos amigos japoneses. Mário e Rui Katayra na infância, Lincoln Matsumoto e Mércia Matsumoto na adolescência deles, e o amigo de mais de quatro décadas “Tomizo San” (Senhor Pedro Tacaki).
Cláudio Seto não chegou a ser meu amigo, no entanto acompanhou ao Senador Requião na histórica abertura dos arquivos do DOPS (Delegacia de Ordem Política e Social) em 1990, onde certamente queria acessar dados sobre a perseguição aos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial aqui em nosso estado, mas confesso, não só por esse motivo, eu admirava seu trabalho, seu humor, seus textos, seus desenhos. Hoje lendo o livro AYUMI de autoria de Cláudio Seto e Maria Helena Uyeda, mais uma vez tiro o chapéu diante da qualidade da pesquisa e do texto produzindo e organizando a história da imigração japonesa no Paraná. Cláudio era mesmo um talento. Não menos talentosa é a co-autora; Maria Helena.
Quero então contar, uma historia, difícil de crer, mas para que você acredite existe o registro do fato no jornal do Nikkei Clube em Curitiba.
Ocorreu que Cláudio havia completado 60 anos. È tradição japonesa festejar a data em grande estilo. O Clube Nikkei preparou a festa. Cláudio passou por lá, um tanto adiantado, cumprimentou os que já haviam chegado, e pedindo desculpas disse que precisava sair, mas que voltaria em seguida. Horas se passaram e nada do Cláudio. Parentes preocupados, telefonemas irritados, cerimonial perdido e confuso. Convidados ansiosos. Organizadores da festa dando as possíveis desculpas e nada do Cláudio aparecer. Algo devia ter acontecido, ponderavam os mais prudentes? Um desrespeito para muitos que achavam o Cláudio meio transloucado. Uma possível tragédia para outros. Passado certo tempo, todos na festa se agitavam menos uma senhora que sentada em um canto, nada dizia, como se alheia aos fatos ansiosos, apenas observasse. Alguém notando perguntou quem era ela, pois ninguém a conhecia. Outro ponderou: deve ser uma das amigas do Cláudio vindas de São Paulo, ele conhecia muita gente,... e a questão se encerrou ai. Quando a festa estava por terminar, e todos haviam mostrado a sua face mais irritada, ou decepcionada, a tal senhora levantou-se foi ao meio do salão como se fosse dizer algo, e num inesperado gesto tirou a peruca revelando-se. Era, imaginem o Cláudio Seto que comemorou seu aniversario observando as atitudes de seus parentes, amigos e colaboradores na pele de uma respeitosa senhora japonesa. Que figura. Faleceu próximo dos setenta anos, em Curitiba, deixando extensa obra jornalística, artística e literária.
Minhas homenagens, em comemoração ao dia dos jornalistas!


G23.

OBS: Esqueci de fazer referencia ao economista Stive Suguimoto que muito nos ajudous em 2010;


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Os portugueses e a Amazônia.

Os Portugueses abandonaram a Amazônia?
 Com alguma freqüência lemos em livros didáticos que os portugueses premidos pelos interesses dos séculos abandonaram à própria sorte a Amazônia. Seria isso uma verdade histórica?
Não, não  é uma verdade histórica.
Quando falamos em portugueses no Brasil, devemos lembrar que falamos desde o descobrimento ( com uma exceção durante a União Ibérica que durou 60 anos 1580-1640) até a proclamação da Republica (1889). Essa sim abandonou a Amazônia como vamos tentar demonstrar em outros textos * brevemente.
A segunda coisa importante que não podemos esquecer era o tratado de Tordesilhas, pelo qual a região amazônica estava fora dos direitos portugueses nos primeiros anos após a chegada dos portugueses. A conquista e anexação dessa imensa área devem-se quase exclusivamente aos portugueses. Sobre modo aos Jesuítas ( que chegaram ao Brasil em fins dos anos 1500).
Raymundo Moraes em sua obra: na Planície Amazônica (1960 editora Conquista pagina 134) irá afirmar coisa bem interessante: ‘A historia da ocupação da Amazônia, escrita através dos rios, deve-se com exclusividade nos séculos XVI; XVII; XVIII aos portugueses, e o seu zelo civil e militar é testemunhado pelo forte de São Joaquim no Rio Branco vigiando as Guianas e a Venezuela; no Rio Negro o Forte das Marabitanas olhando a Colômbia, no Solimões o Forte Tabatinga vigiando o Peru; no rio Guaporé o Forte Príncipe da Beira olhando a Bolívia; em Macapá em uma ribanceira vigiava-se o arquipélago; nos litorais da foz do Xingu e Purus praças de guerra guardavam os surgidouros; no Gurupá peças de guerra policiavam o estuário; Santarém guarnecida por um forte protegia o Tapajós; Óbido a cavaleiro de verde colina trancando a garganta do Amazonas; Castelo na Baia de Guajará defendia Belém. ’
Parece-nos que não houve abandono algum e os portugueses a despeito da área deserta (desabitada), davam-lhe a maior importância. Salvo maior ciência, Inglaterra, França e Holanda, tentavam expandir suas fronteiras ao Norte, e hispânicos ao Oeste. Os franceses invadiram o Maranhão (1612-1615) onde fundaram o Forte de São Luis. Como resultado, Francisco Caldeira Castelo Branco, fundou o Forte do Presépio de Belém, próximo a foz do grande rio, originando a cidade de Belém, capital do Pará em 1616), o que contradiz o texto de Raynundo Novaes, que o chama de Forte Castelo. Os ingleses chegaram a sentar praças na margem Norte da foz do Amazonas. Os portugueses e os miscigenados nascidos nas terras do Brasil alargavam as fronteiras ( principalmente no período da União Ibérica ( 1580-1640), quando as colônias espanholas e portuguesas estiveram sob  o mesmo governo) e as defendiam bravamente. No entanto o comando, o Estado, o Governo era essencialmente português (* exceto o período ibérico como já dissemos) embora já sofresse a pressão e ingerência de ingleses.
Raymundo Moraes continua:’ Toda uma teoria de muralhas, fossos, parapeitos, barbaças, casamatas, baterias, canhões montada nas faixas ribeirinhas atestam o valor das vias movediças’.
Desde Orellana (1540), considerado o desbravador do Amazonas, seu cronista, o Frei Gaspar Carvajal, relatou a presença de ouro na região o que resultou, insofismavelmente no estimulo da cobiça de muitos povos, rapina que continua ate os dias de hoje; nunca foi interrompido o saque do ouro amazônico ate os nosso dias. Há quem afirme que um dos motivos da expulsão dos jesuítas (1750) a quem o Brasil deve muito tanto no alargamento de nossas fronteiras, assim como na expulsão das duas invasões francesas, e a holandesa, foi o fato que já haviam mapeado as principais minas de ouro do Pará e Maranhão ( séculos XVII e XVIII), hoje os estado que mais produzem oficialmente o tal metal no Brasil.
Então veio a Republica.


G23. 







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Então o que é a cultura?

Novo Texto

Então o que é a Cultura?
Alberto Dinnes é um presunçoso e famoso jornalista que costuma pejorativamente chamar seus desafetos de semi-alfabetizados, quando não analfabetos ou incultos, colocando-se assim em um patamar superior de modo a diminuir seus contendores* . Muita gente age assim. No Brasil os inimigos do Império, chamavam D.Pedro I de grosseiro, inculto, mal educado. Essa informação boca a boca, ou as colhidas nos textos de jornais liberais à época, passaram aos livros didáticos de história, e daí, repetindo-se sempre as mesmas calunias, passou ao domínio publico, fazendo mais uma vez verdadeira a assertiva de Voltaire: Menti, menti e menti, pois sempre ficará algo como sendo verdade.
No entanto novas pesquisas sobre a vida do Imperador Brasileiro, a análise de suas cartas, suas composições musicais e seus atos políticos ou documentos oficiais revelam um novo homem.
Antes de tudo devemos lembrar que estamos tratando de um homem que morreu com apenas 35 para 36 anos de idade. Não um “sábio” da cauda felpuda como uma decana e astuta raposa das que existem na imprensa nacional. Mercenários da vida alheia.
D. Pedro (1798-1834) chegou ao Brasil em 1808 com D João VI, tinha ele apenas nove anos de idade e já estudava os clássicos e a história do povo romano. Nesse período o Brasil não tinha escolas formais desde a expulsão dos Jesuítas,(1750) pois com a expulsão dos jesuítas nosso país ficou literalmente duzentos anos sem escolas formais e as escolas de Pombal não chegaram a funcionar. ( lembrem-se que a cidade de São Paulo nasceu em torno do colégio Jesuíta do mesmo nome) Sua educação foi entregue ainda em Portugal a José Monteiro da Rocha. Seus demais mestres foram religiosos católicos. Frei Antonio de Nossa Senhora da Salete que lhe introduziu na literatura romana. O padre Guilherme Paulo Tilbury e João Joyce que lhe ensinaram o Inglês, e o cônego René Pierre Boiret que lhe ensinou o francês.  Mais tarde com o casamento com dona Leopoldina arquiduquesa da família mais poderosa da Época, os Habsburgo, filha de Frederico I da Áustria foi introduzido no alemão e aperfeiçoaram o francês, línguas que sua esposa falava. Tinha apenas 23 anos quando liderou a Independência do Brasil. Poucos sabem que D. Pedro I do Brasil, era o mesmo Pedro IV rei de Portugal, cujo reino abdicou em favor de sua filha Maria da Gloria. Frei Antonio de Arrebida lhe introduziu nos clássicos épicos. Suas cartas revelam um pai zeloso, um estadista esperto, um genro dedicado, um fã de Napoleão Bonaparte. Tocava os instrumentos musicais da corte, e é o autor do hino da Independência, além de óperas, uma missa, e outras obras musicais enviadas ao sogro. Ao contrario do que se pensa era mui informado da política européia e dos acontecimentos de seu tempo. Criou aos 23 anos um Império Constitucional, o que era inédito à sua época; recusou o trono de Portugal ao qual assumiu por alguns meses como D; Pedro IV, em favor da filha, e anos mais tarde abdicou do trono do Brasil em favor de seu filho D. Pedro II para enfrentar em guerra civil seu irmão e genro Manoel, defendendo os interesses da filha Maria da Gloria em Portugal. Nesse ato cai na armadilha do financiamento de guerra oferecido pelas sociedades secretas inglesas. Em poucos anos recusa a coroa da Grécia e da Espanha; D Pedro I, sem coroa, morreu em Portugal em 24 de Setembro de 1834, aos 35 para 36 anos de idade.
Agora prezado leitor, o que você fez de sua vida em 35 anos de idade? Quantas línguas você fala? Quantas guerras você enfrentou? Quantos instrumentos musicais conhece e domina? Quantas composições musicais você produziu? Quantos governos e povos estiveram sob sua batuta? Quantas mulheres você amou nos seus 35 anos? Cite os versos de Virgilio, as batalhas do helenismo, a vida de Napoleão, os rudimentos do Direito Romano; a doutrina Católica. Quantos reis ou lideres você se relacionou? Que papel você teve na construção do Brasil? Pois é, esse é o homem que chamam de rústico e grosseiro, outros o chamam de analfabeto. Algo abaixo, inferior a sua sólida cultura de homem moderno cujo saber esta garantida pela Internet, e cujos amores são vividos virtualmente em perversões inimagináveis à época; quem é enfim o analfabeto? Ele ou nós?

* Alberto Dines, Jornalista, editor do “Observatório” da Imprensa, recentemente envolvido no escândalo das contas suíças.

G23

Foram fontes do artigo:
Rodrigo Elias Professor das Universidades Integradas.
Ana Carolina Delmas ( UER)
Cecília Maria Salles de Oliveira, diretora do Museu de História da Universidade de São Paulo.








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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Aniversário de meu pai

Meu pai faz 107  anos hoje.

Algumas pessoas que conhecem minha família ficaram escandalizadas pois pensaram que eu pretendia dizer vivo meu pai que já faleceu. Engraçado, nós estamos no ano 2015 da era Cristã, isso porque Cristo nasceu. Natal, palavra que quer dizer nascimento, comemora há 2015 anos o nascimento de Jesus que morreu e ressuscitou segundo as Escrituras;  a Igreja nos ensina que somos eternos, e que ressuscitaremos na carne, então que mal há em festejar o aniversário de quem já morreu? Somos ou não eternos? Qual a VERDADE?

Quero agradecer na oportunidade uma tal Julis Xavier que me mandou um freezer e detonou dois computadores me dando um belo prejuizo. Mais de 3000 fotos e 4000  textos.





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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pedido de desculpas.

Eu costumo verificar o que esta sendo lido no Blog, isso e possível na página do Blogger. Então releio os textos e encontro naturalmente erros. Por exemplo há vários erros de ortografia em " A lei e Soberania", e datas erradas, em ` "Invenção da Imprensa no Paraná" onde deveria estar 1800, você encontrará 1900. Desculpem.
Provavelmente amanhã eu terei novo teclado, com til, cedilha, e acentos, o que espero melhore os textos. Aquilo que o corretor do Blogger corrige, fica bem, mas o que não corrige permanece no erro. Quero agradecer a quem esta divulgando o texto "Ana Garcia a mãe dos pobres" que continua sendo o texto mais lido do Blog. Obrigado.





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livro importante

Quero sugerir aos nosso leitores a leitura de um livro muito raro, proibido no Brasil, de autoria de Gustavo Barroso, editado em 1937 titulado Judaísmo, Comunismo e Maçonaria.





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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Parabéns!

Tomou posse na Assembleia Legislativa do Parana meu sobrinho, advogado, casado, pai de gemeos, PMDB desde que nasceu. Parabéns!




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