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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Nossas pequenas cidades careciam de equipamentos culturais.

A maioria das pequenas cidades do Paraná não possuem cinema ,teatro ou livrarias.

Acabo de descobrir a América. A maioria das cidades paranaenses não tem cinema. Pode-se dizer mais, a maioria das prefeituras não tem como meta, ou projetos, essas áreas culturais que põe em cheque o nível cultural dos paranaenses. Eu penso em cinemas municipais, como incentivo a reunião de pessoas, fomento á arte cinematográfica, forma de divulgar projetos municipais estaduais e federais através de áudio visuais, e proporcionar aquele lazer agradável, que só as reuniões em cinemas despertam.
A primeira coisa que me vêm à mente é porque a Gazeta é a Escola Publica de Cinema e TV do Paraná? Se vamos produzir cinema, é preciso possuir salas para mostrá-los. Em segundo lugar, me vem à mente, o seguinte: TVs Comunitárias regionais. Ora se o governo do Estado esta formando técnicos e produtores de TV, é preciso ofertar campo de trabalho.
Os críticos da área Cultural, quase todos privatistas, não querem correr riscos, investir capitais em áreas de retorno duvidoso, e esperam ou induzem que o governo faça por eles o que eles não querem fazer.
Eles que defendem tanto a privatização, porque insistem que o poder público deve dar cinemas, teatros e livrarias? Ora o Estado para essa gente só serve para criar negócios para editoras, distribuidores de filmes, e artistas profissionais. Acontece que o governo do estado, já percebeu isso desde muito e esta agindo. Como?
Criou um meio termo, formação e criação de hábitos, mais do que criação de mercados com dinheiro publico ou com necessidades publicas. Como?
Primeiro criando bibliotecas publicas. Sim porque livrarias, são negócios privados de venda de livros, coisa de empreendedores, que não correm o risco de se instalar em cidades pequenas.
O mesmo se diga de cinemas e teatros.
Quando Aníbal Requião fundou o Cine Smart em Curitiba, seis anos antes do cinema de Francisco Serrador, sendo o Cine Smart o primeiro cinema do Paraná (perguntem ao Cid Destefani) ele investiu do próprio bolso em uma cidade minúscula que era a Curitiba daqueles anos. Por paixão, pois suas sessões eram gratuitas. O governo foi além, pensou que o habito da leitura começa em casa, mas, na falta desse habito familiar o começo pode ser e deve ser na escola. Então, ao invés de servir as grandes editoras comprando nove livros para cada um dos quase três milhões de estudantes, editou, a baixo custo, uma serie de livros públicos. E abriu, para não excluir as Editoras, pois ao Estado não cabe a edição de certos temas e assuntos, e nos ofertou e aos cidadãos das pequenas cidades, um conjunto de livros comprados no mercado, criando Bibliotecas Públicas; Biblioteca Cidadãs com um acervo básico. Ou seja, plantou a semente do habito da leitura, e deu os meios. Ora, fez mais do que isso, em cada Biblioteca, colocou um centro de informática, onde o cidadão pode no computador baixar o filme que quiser e assisti-lo, navegar pelo mundo, informar-se do que queira, seja informação técnica, seja entretenimento. O governo do estado luta para criar a mentalidade de pesquisa e leitura nas nossas crianças. A mentalidade da descoberta. Quando as crianças tiverem criado essa autonomia, sim, aí então as editoras poderão bater nas casas delas para vender livro, abrir livrarias, vender equipamentos de informática. Os cinemas poderão recriar a alegria coletiva do assistir em comunidade as emoções da tela, e o teatro ressurgirá.
Falando em teatro, “A Fera”, programa em andamento da Secretaria de Educação, corre no mesmo sentido, e tem realizado um trabalho esplendido, dando oportunidade aos jovens alunos do Paraná para realizarem peças e apresentações, sentindo a realidade do teatro, e criando o ambiente futuro. Pois se hoje, os paranaenses, não têm vontade de escrever, como escrever peças, roteiros, ou por elas se interessar há um por quê? É preciso experimentar o palco. E para isso haveria de existir um cine teatro municipal. Por outro lado até ontem, tínhamos meio milhão de analfabetos. Não se podia esperar deles textos. O fenômeno também traduz o quão pouco a nossa sociedade exige da leitura. Logo, logo eles estarão lendo, e criando uma nova necessidade a leitura. E quem lê e gosta, compra livros. Sim, compra jornais, compram volumes da Bíblia, histórias, romance, ciência, poesia, num crescendo ótimo que cada alma haverá de impor o ritmo e o interesse particular de cada um, embora já não se possa acusar o Governo do Estado de Omissão. O Governo do Estado faz a sua parte, só não sei como não vê.
Se você leu este texto até aqui, e pensou um pouquinho, e tem alguma influencia política em seu município, já sabe que há algo por fazer. Obter uma concessão de TV Comunitária, construir o Cine Teatro Municipal, fazer com que os professores exijam dos alunos consultas nas Bibliotecas Comunitárias e a utilizarem os centros de Informática para os seus trabalhos escolares.
Uma das coisas que mais me impressionaram numa viagem que fiz, foi ler na entrada das pequenas cidades, placas com a seguinte inscrição: Sejam bem vindos, temos X numero de habitantes, conheça a nossa biblioteca.

Wallace Requião de Mello e Silva.

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