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domingo, 18 de outubro de 2015

Cristianismo um fenômeno Israelita

Curiosidade Biblicas.

Lembra-te Israel, a mãe de Jesus Cristo ( judeu de Belém e rei segundo Mt 26,69-75- Lc. 22, 55-62- Jo. 18,28; 19,16 e Marcos 15, 1 -15) é mulher judia da estirpe de David. (Ver genealogia de Maria)

Observem as citações do velho Testamento ou Pentateuco.


" Sabendo os fariseus ( judeus da estirpe de São Paulo) que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus , reuniram-se e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para prová-lo: Mestre qual é o maior mandamento da lei? ( Mateus 22,34-35-36). Jesus respondeu-lhe: "O primeiro mandamento é este: Ouve , Israel, o Senhor Nosso Deus é o único Senhor; amarás ao Senhor teu Deus de todo o teus coração, de toda a tua alma, de todo o teu espirito e de toda as tuas forças ( Deut .6,5). Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo ( Lev. 19,18 ). Outro mandamento maior do que este não existe". ( Marcos 12, 29-30-31-32) .Nestes dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas ( Mateus 22,40)".

É neste espirito de amor a Deus e ao próximo que procuro organizar uma forma de estudar o tema: Semita, Semitismo, Anti-semitismo e Sionismo

Ouvimos, com freqüência, e freqüência sempre maior, desde o pós guerra, acusações mutuas entre judeus e não judeus, e aqui mesmo, dentro deste nosso imenso pais, tão liberal nas questões raciais, vemo-nos uns acusando de anti-semitas, outros de judeus sionistas, sem que, modo geral, tenhamos uma idéia do que seja o contexto histórico e ideológico que envolve o assunto desde sua origem.
Com um grande contingente árabe e judeu ( ambos semitas) principalmente na região sul do pais, confundem-se os conceitos, semita, anti-semita e sionista, que são por assim dizer, acalorados e agravados, pelas questões políticas e territoriais vivida em permanente conflito nos dias de hoje, como o fora de forma semelhante outrora, na região do Oriente Médio e Próximo.
Afora isto, meu interesse vem do simples fato de ter um filho , Paikan Solomon[4], com ascendência judia (semita) por linha materna. Sou católico, praticante de minha religião, meu filho é batizado na Igreja Católica Romana e é incircuncisado na carne[5].
Sou psicólogo formado pela UFPR onde também estudei Filosofia. Digamos que sou autodidata nas questões teológicas, procurando sempre balizar-me no Magistério Infalível [6]( em fé e moral) da Igreja Católica (que tem sua pedra fundamental em Pedro, judeu vocacionado por Jesus Cristo, por ele, escolhido mística e pessoalmente).
Fazem já alguns anos que estudo as praticas de minha religião e suas relações com o judaísmo . Estudo as suas Escrituras, com humildade, que são, na opinião de muitos autores, no que diz respeito ao Velho Testamento, praticamente iguais as aceitas pelos judeus de hoje, salvo os livros deuterocanonicos[7] e os apócrifos[8].
As passagens bíblicas , segundo muitos autores, começam a ser escritas provavelmente em tempos anteriores a Moisés. De qualquer modo esta tradições mantinham-se pela tradição oral.[9].
Moisés foi o primeiro codificador das tradições orais e escritas de Israel, no século XIII a.C. Essas tradições ( leis , narrativas, peças litúrgicas e históricas) foram sendo acrescida aos poucos por outros escritos no decorrer dos séculos sem que se preocupassem com a catalogação das mesmas. Eram todas legitimas.
Acontece porém, que no primeiro século da era cristã, deu-se um fato, já esperado, anunciado e cantado pelo Velho Testamento, o surgimento, pós Jesus Cristo (judeu) dos livros cristãos que se apresentavam (e são) como uma continuação dos livros judeus. Costuma-se, no meio judeu, atribuir o fenômeno do cristianismo, como uma imposição dos romanos aos judeus, mas, uma simples vista dos fatos históricos nos prova que toda esta argumentação é falsa. Tenham em consideração, como exemplo incontestável, que Pompeu, general romano, tomou Jerusalém 63 anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Nero queimava Roma em 64 depois de Cristo, perseguindo os cristãos-judeus, ou pouco antes Cláudio , imperador ( 49 d.C.) expulsa os judeus e judeus - cristãos da cidade de Roma, com os quais são expulsos, por exemplo, Áquila e Priscila judeus-cristãos, amigos e futuros colaboradores de São Paulo. Considere-se também, que seis anos depois, quando o imperador Tito queimava e destruía Jerusalém e seu Templo não o fazia em nome dos cristãos, pois não o era. Deve-se lembrar que em 130 o Imperador Adriano, reconstruiu Jerusalém que fora destruída em 70 transformando-a em uma colônia romana dando-lhe o nome pagão de Aeolea Capitolina, dedicando o Templo de Jerusalém à Júpiter e cobrindo o Calvário ( lugar onde morreu Jesus na cruz) com um templo dedicado a Afrodite. O Cristianismo ( fenômeno judeu) se imporia "gradativamente" aos gentios, como fenômeno quase universal ( desenvolvido dos fatos históricos e teológicos ocorrido no seio do povo escolhido), em primeiro lugar entre judeus, com milhares de conversões iniciais, e em segundo lugar, entre os romanos gentios, tardiamente, talvez, como conseqüência do martírio, em Roma, de São Paulo e São Pedro ambos judeus, e pode-se dizer, segundo muitos outros autores, como conseqüência da força de sua moral e da penetração filosófica do monoteísmo, e finalmente como resultado da ação da Providência, até que no século III d.C. é declarado religião oficial do Império Romano à época de Teodósio (395 d.C.) , isto , como já dissemos, depois de muita perseguição, seja por parte de outros semitas ( judaizantes) aos semitas cristãos e aos cristãos oriundos dos gentis, seja por parte de romanos ( cidadãos do Império Romano de diversas nacionalidades) pagãos. Deve-se lembrar, no entanto que nos primeiros 100 anos, ou mais, a comunidade Cristã de Roma era formada, na sua maioria, de judeus cristãos e sírios-cristãos*. Pode-se perceber assim, claramente, que os romanos-gentios tomam parte no episódio do cristianismo inicial em Roma e na Palestina, apenas circunstancialmente, mais como representantes do poder civil vigente , e nunca como partidários das questões religiosas. Assim Pilatos, lava suas mãos, inocentando Jesus, não por simpatia, conveniência ou proselitismo religioso, mas conforme o costume jurídico, e foram, esta é a verdade, os judeus, entre judeus, os que o acusam, condenam e exigiram a crucificação de Cristo. Agora, é licito também, lembrar aqui, que estava em mãos de romanos pagãos a lança que transpassou o coração de Cristo.

Em atos dos Apóstolos capítulo 26, quando Paulo faz a sua defesa diante ao rei Agripa*, diz claramente que perseguia os cristãos, e dava seu inteiro consentimento quando estes eram condenados à morte, que os perseguia em todas as sinagogas, até mesmo em terras estrangeiras, o que demonstra a origem judaica dos Nazarenos. Aí nesta defesa, vê-se claramente, que foi usada pela primeira vez a palavra "Cristão", utilizada textualmente, nesta defesa, pelo rei Agripa, isto entre o ano 40 e 46 d.C. Note-se aqui, como curiosidade que Paulo se refere as palavras de Cristo, que se dirigem a ele Paulo em língua hebraica.

Observe-se, em favor desta tese, que eram também judeus (semitas) a maioria dos discípulos do cristianismo, dos apóstolos, os parentes de Jesus, e até a grande maioria das testemunhas de sua crucifixão e ressurreição. O mesmo ocorre com os Evangelistas ( autores do NT): Mateus era judeu, que escrevia para fieis oriundo do judaísmo ( segundo Orígenes) , segundo Pápias e a Igreja, Marcos, era também um judeu-cristão; Lucas, por sua vez, pagão convertido; João Evangelista, judeu, apóstolo de Cristo.

 Saulo de Tarso, o futuro São Paulo, apóstolo tardio, fariseu, judeu da tribo de Benjamim, doutor da lei (Rabi), era um típico perseguidor dos judeus-cristãos* ou nazarenos, o que também concorre para provar, a verdadeira natureza do fenômeno cristão que difere em tudo do islamismo*. Não podemos dizer, sem grave erro, que o cristianismo que é fenômeno judeu, tem a mesma fonte , ou a mesma natureza que o islamismo.
Assim, pode-se também compreender, sem medo de errar, que, o cânon de Jâmnia do ano 100 depois de Cristo , e também o Mishnah e o Gemara, os escritos que formam o Talmude*, ambos do segundo século depois de Cristo, apresentavam-se, neste momento histórico, como verdadeiras tentativas de resistência ao Cristianismo-Judeu , que pode ser muito bem entendido como um fenômeno exclusivamente desenvolvido no seio do judaísmo, fundamentado e provado segundo as escrituras judaicas. Não seria ilícito levantar, também, a polemica hipótese histórica, de que também a "massorá * "( que quer dizer tradição), esta última , bem tardia na sua organização, tendo-se fixado em sua redação final entre 750 e 1000 depois de Cristo, como uma outra provável ação de resistência, agora sim, contra o cristianismo-gentílico largamente difundido pelo mundo, isto é contra os cristãos oriundos dos povos pagãos, não judeus, chamados gentis- cristãos ou simplesmente Cristãos .
Os judeus que não aceitavam a Cristo, e esta é a verdade, tentaram impedir que se fizesse a aglutinação de livros cristãos ( livros dos judeus convertidos) e os originados de judeus que renegam a Cristo. Por isto reuniram-se no sínodo de Jâmnia ou Jabnes ao sul da Palestina, por volta do ano 100 d.C., a fim de estabelecer as exigências que deveriam caracterizar os livros do cânon judeu.
Estipularam os seguintes critérios:
O livro canônico judeu não pode ter sido escrito fora da terra de Israel.
O livro Canônico Judeu não pode ter sido escrito em língua aramaica ou grega, mas somente em hebraico.
Não pode ter sido escrito depois de Esdras (458-428 a.C.)
Não em contradição com a Torá (Torah) ou lei de Moisés.
Assim os judeus (da Palestina) fecham o seu cânon sem reconhecer os livros escritos que não obedecem a tais critérios. Todavia em Alexandria (Egito) havia numerosa colônia judaica ( Não esquecer que desde 331 a.C. Alexandre dominava a Palestina e os judeus sofreriam mais tarde a dura perseguição de Ântico Epífanes entre 175 e 163 a.C.) que vivendo em terras estrangeiras e falando língua estrangeira ( o grego) não adotou os critérios nacionalistas estipulados pelos judeus de Jâmnia. Os judeus de Alexandria traduzem os livros sagrados hebraicos* para o grego entre 250 e 100 a. C., dando assim origem a versão Alexandrina ou a dos "Setenta Interpretes". Observem que Jesus Cristo ainda não havia nascido. Esse Cânon de Alexandria encerra livros que os Judeus de Jamnia não aceitam tais como: Tobias, Judith, Sabedoria, Baruque, Eclesiástico ou (Siracides), 1/2 Macabeus, além de Est. 10,4-16,24: Dn 3,24-90; Dn 13-14.
Pode-se dizer que existiam dois cânon judeus em vigor no inicio da era cristã, o "restrito" do ano 100 depois de Cristo ( como fruto da "resistência") e o amplo de Alexandria mais velho datado entre 250 a 100 antes de Jesus Cristo. É preciso lembrar aqui ( isto é muito importante) que não se conhecia copia alguma do texto hebraico anterior aos séculos nono e décimo depois de Cristo. Somente em 1948 ( 47) achou-se os documentos de Qumran* que datam do primeiro século a.C. e do primeiro d.C. verificando-se assim a identidade (e autenticidade) dos textos anteriores ( ponha-se atenção: estou dizendo, que eram usados anteriormente mas eram mais recentes que os de Qumran.
Se tomamos os Apóstolos e Evangelistas (os Evangelistas, eram Judeus, exceto Lucas ) que ao escreverem, e o fazem tipicamente, o Novo Testamento, citam ( livremente) a tradução grega de Alexandria ( mais antiga), mesmo quando esta diferia do texto em hebraico ( do cânon restrito) . Esta tornou-se a forma comum entre os cristãos (judeus); em conseqüência, o cânon amplo, incluindo os sete livros já citados passou para uso dos cristãos. Podemos verificar que nos escritos do Novo Testamento há citações implícitas dos livros deuterocanônicos. Deve-se também notar que não são citados no Novo Testamento, nem implicitamente, os livros que de resto todos os cristãos tem como canônicos como Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias e Naum. Chamamos atenção ao fato apenas porque não só judeus se prendem ao cânon restrito mas também os protestantes ( que surgem por volta de 1450 d.C. e são misteriosamente, em alguns aspectos, mais "judaizantes" do que a Igreja Católica ( a palavra católica quer dizer Universal) e costuma-se, assim afirmar, caluniosamente, que a Igreja introduziu estes livros no cânon católico no Concílio de Trento ( 1545-1929 ), o que não é verdade. Por exemplo, em favor da Igreja, podemos afirmar que, os próprios rabinos liam o Eclesiástico até o século X como Escritura Sagrada: 1Mc.(?) era lido na festa de Encênia (?) , ou da Dedicação do Templo (hanukkah), Baruque era lido em alta voz nas sinagogas do sec. IV d.C. e de Tobias e Judith temos os "midrashim" ou comentários em aramaico, que atestam como tais livros eram lidos na sinagoga*. Nunca esquecer, socorrendo a nossa hipótese histórica, não com relação aos livros acima citados, que Jesus Cristo também lia na sinagoga e portanto participava do judaísmo oficial, como também do Templo de Jerusalém. O que assim é mais um argumento em favor destes fatos históricos comprovantes da origem totalmente judaica, e sem interferência exterior, do advento do Cristianismo.

G 23 de Mello e Silva







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