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sábado, 27 de agosto de 2011

O caso Osvaldo Magalhães dos Santos Filho, governo de quem?

Osvaldinho participou com Ilana Lerner, filha do governador, da organização dos escandalosos jogos na Natureza, em 1997,  ver texto abaixo do Jornal Hora do Povo ( e o caso Faxinal do Céu?)




CPI intrigada: foi forjada a morte do ex-secretário de Jayme Lerner, denunciado por vários crimes no Banestado?
Osvaldo Luiz Magalhães dos Santos, apesar da pouca idade, 39 anos, destacava-se no governo Lerner tanto pela sua carreira meteórica como ex-presidente de estatal e secretário de Estado como pela sua folha corrida que envolvia desfalques milionários no Banestado Leasing, da ordem de R$ 600 milhões.

EXUMAÇÃO

De acordo com os poucos relatos colhidos sobre o acidente, ocorrido numa noite fria do dia 7 de setembro de 1998, “Osvaldinho”, como era conhecido, ao retornar de um simpósio em Londrina, cidade no interior do Paraná, rumo a Curitiba, teria batido seu automóvel Ômega que trafegava em alta velocidade na contramão frontalmente com um caminhão na BR-277, no trecho que liga a cidade de Palmeira a Ponta Grossa, explodindo o carro e incinerando a carreta. Morte instantânea. Corpo mutilado, veículo destruído.

Seria mais um acidente trágico e fatal, comum nas rodovias brasileiras, caso não tivesse sido aberta uma CPI na Assembléia Legislativa do Paraná para investigar uma das maiores lavagens de dinheiro da história do Estado, feita através do Banestado e envolvendo um valor em torno de US$ 30 bilhões.

Ao seguir os rastros de um desfalque de R$ 600 milhões no Banestado Leasing, denunciado dias antes da “morte” de Osvaldo e em plena campanha eleitoral para o governo do Estado, a CPI encontrou tantas discrepâncias na suposta morte do acusado que decidiu solicitar, e a Justiça determinou, a exumação do corpo para se certificar de que o cadáver sepultado no cemitério Parque Iguaçu é realmente de Osvaldo, ou se ele está, atualmente, em algum paraíso fiscal desfrutando parte do dinheiro roubado do Estado.

CADÁVER

Logo depois do acidente, seu suposto cadáver foi levado para o IML de Ponta Grossa apenas com uma carteira de identidade. Demais documentos, cartões, talão de cheque e objetos pessoais não foram encontrados. O “reconhecimento” do corpo foi feito pelo prefeito de Ponta Grossa, na época, Joselito Canto, que teria reconhecido a camisa e a identidade. Seu corpo foi levado posteriormente para o IML de Curitiba.

Os deputados da CPI solicitaram os laudos do IML. No pequeno laudo de Curitiba, com uma página e meia, os médicos relatam que a “cabeça explodiu com perda e ausência de encéfalo, explosão de todos os órgãos internos e rompimento da coluna vertebral”. Face irreconhecível. E mais: que o cadáver tinha cabelos grisalhos e um metro e setenta e quatro centímetros de altura.

No entanto, os deputados ficaram intrigados ao saber que não foram feitos exames habituais de impressão digital, arcada dentária e material genético e, sequer, foram tiradas fotos do morto ou do acidente. Mais ainda: a folha que continha o laudo do IML de Ponta Grossa, pela primeira vez na história foi arrancada do livro, não tendo mais como fazer a comparação. Não bastando os erros acima, o laudo também trazia problemas semelhantes ao de Badan Palhares, no caso PC, pois Osvaldo não tinha cabelos grisalhos e sim pretos e nunca teve 1,74 metro de altura e sim 1,62.

A pergunta mais ouvida atualmente no Paraná é o porque de tantos erros. Qual o motivo, por exemplo, do diretor do IML não ter permitido que o dentista da vítima tivesse feito o exame da arcada dentária, como este denunciou na CPI? Qual o motivo do corpo ter sido liberado por um de seus funcionários e não por um familiar, como determina a lei?

Para intrigar ainda mais os paranaenses, a CPI descobriu que o CPF de Osvaldo, 5 anos depois da sua morte, ainda está válido, isto é, que alguém pode estar fazendo a sua declaração do Imposto de Renda. Que seu RG ainda não foi cancelado. E, mais ainda, amigo leitor, que o carro destruído no acidente, foi licenciado em 25 de fevereiro último e que desfilava novinho em folha na cidade de Porto Alegre (RS).

De acordo com o deputado Sérgio Bradock, integrante da CPI e delegado de polícia ouvido pelo HP, “o lateiro (funileiro) teria que ser mágico para recuperar o carro” e que “ninguém arranca a folha de um laudo à toa”. Entre tantos indícios de que a sua morte foi forjada, apareceu também a denúncia que o caseiro da chácara de Osvaldo sumiu no mesmo dia do acidente. A família nega, mas até hoje não indicou o paradeiro do homem, que como o cadáver, tinha cabelos grisalhos.

AMEAÇAS

O caso está tendo atenção especial dos deputados porque, além de todos os erros citados acima, Osvaldo não era apenas um político envolvido numa falcatrua. Como o leitor pode observar na matéria publicada pelo HP, em junho passado, Osvaldinho participou com Ilana Lerner, filha do governador, da organização dos escandalosos jogos na Natureza, em 1997, onde mais de US$ 1,5 milhão foi parar nas mãos de uma assessoria de imprensa de São Paulo de propriedade de um ex-genro de Fernando Henrique. Quando o caso Banestado foi tornado público, o pai de Osvaldinho ameaçou publicamente o governador e então candidato, Jayme Lerner, de que o entregaria se abandonasse o seu filho.

Morto ou não, os parentes e conhecidos que choraram e acompanharam o velório de Osvaldinho, com o caixão lacrado, no saguão do Palácio Iguaçu, com o governador trancafiado em seu gabinete, saberão no início de dezembro, depois do exame de DNA, se Osvaldinho ou outra pessoa estava no Ômega que colidiu naquele 7 de setembro.

ALESSANDRO RODRIGUES


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Fonte Jornal Hora do Povo

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