Seja bem vindo.

O Grupo de Estudos 23 de Outubro mantém 11 Blogs, eles falam de moralidade, política, nacionalismo, sociedade e Fé. Se você gostar inscreva-se como seguidor, ou divulgue nosso Blog clicando sobre o envelope marcado com uma flecha ao fim de cada texto. Agradecemos seu comentário. Obrigado pela visita.
www.G23Presidente.blogspot.com




wallacereq@gmail.com.







sexta-feira, 10 de abril de 2015

Os portugueses e a Amazônia.

Os Portugueses abandonaram a Amazônia?
 Com alguma freqüência lemos em livros didáticos que os portugueses premidos pelos interesses dos séculos abandonaram à própria sorte a Amazônia. Seria isso uma verdade histórica?
Não, não  é uma verdade histórica.
Quando falamos em portugueses no Brasil, devemos lembrar que falamos desde o descobrimento ( com uma exceção durante a União Ibérica que durou 60 anos 1580-1640) até a proclamação da Republica (1889). Essa sim abandonou a Amazônia como vamos tentar demonstrar em outros textos * brevemente.
A segunda coisa importante que não podemos esquecer era o tratado de Tordesilhas, pelo qual a região amazônica estava fora dos direitos portugueses nos primeiros anos após a chegada dos portugueses. A conquista e anexação dessa imensa área devem-se quase exclusivamente aos portugueses. Sobre modo aos Jesuítas ( que chegaram ao Brasil em fins dos anos 1500).
Raymundo Moraes em sua obra: na Planície Amazônica (1960 editora Conquista pagina 134) irá afirmar coisa bem interessante: ‘A historia da ocupação da Amazônia, escrita através dos rios, deve-se com exclusividade nos séculos XVI; XVII; XVIII aos portugueses, e o seu zelo civil e militar é testemunhado pelo forte de São Joaquim no Rio Branco vigiando as Guianas e a Venezuela; no Rio Negro o Forte das Marabitanas olhando a Colômbia, no Solimões o Forte Tabatinga vigiando o Peru; no rio Guaporé o Forte Príncipe da Beira olhando a Bolívia; em Macapá em uma ribanceira vigiava-se o arquipélago; nos litorais da foz do Xingu e Purus praças de guerra guardavam os surgidouros; no Gurupá peças de guerra policiavam o estuário; Santarém guarnecida por um forte protegia o Tapajós; Óbido a cavaleiro de verde colina trancando a garganta do Amazonas; Castelo na Baia de Guajará defendia Belém. ’
Parece-nos que não houve abandono algum e os portugueses a despeito da área deserta (desabitada), davam-lhe a maior importância. Salvo maior ciência, Inglaterra, França e Holanda, tentavam expandir suas fronteiras ao Norte, e hispânicos ao Oeste. Os franceses invadiram o Maranhão (1612-1615) onde fundaram o Forte de São Luis. Como resultado, Francisco Caldeira Castelo Branco, fundou o Forte do Presépio de Belém, próximo a foz do grande rio, originando a cidade de Belém, capital do Pará em 1616), o que contradiz o texto de Raynundo Novaes, que o chama de Forte Castelo. Os ingleses chegaram a sentar praças na margem Norte da foz do Amazonas. Os portugueses e os miscigenados nascidos nas terras do Brasil alargavam as fronteiras ( principalmente no período da União Ibérica ( 1580-1640), quando as colônias espanholas e portuguesas estiveram sob  o mesmo governo) e as defendiam bravamente. No entanto o comando, o Estado, o Governo era essencialmente português (* exceto o período ibérico como já dissemos) embora já sofresse a pressão e ingerência de ingleses.
Raymundo Moraes continua:’ Toda uma teoria de muralhas, fossos, parapeitos, barbaças, casamatas, baterias, canhões montada nas faixas ribeirinhas atestam o valor das vias movediças’.
Desde Orellana (1540), considerado o desbravador do Amazonas, seu cronista, o Frei Gaspar Carvajal, relatou a presença de ouro na região o que resultou, insofismavelmente no estimulo da cobiça de muitos povos, rapina que continua ate os dias de hoje; nunca foi interrompido o saque do ouro amazônico ate os nosso dias. Há quem afirme que um dos motivos da expulsão dos jesuítas (1750) a quem o Brasil deve muito tanto no alargamento de nossas fronteiras, assim como na expulsão das duas invasões francesas, e a holandesa, foi o fato que já haviam mapeado as principais minas de ouro do Pará e Maranhão ( séculos XVII e XVIII), hoje os estado que mais produzem oficialmente o tal metal no Brasil.
Então veio a Republica.


G23. 







Hoje temos 11 Blogs, alguns podem ser acessados diretamente nessa página, clicando onde esta escrito, ACESSE CLICANDO ABAIXO, logo depois do Perfil, na margem esquerda. Muito obrigado pela visita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Faça seu comentário. Obrigado pela visita.